Adivinha quem sou (Adaptada)- Capítulo 61

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Agora estou tendo que lutar com ela todos os dias e trabalhar para mantê-la.
Pisco. Eu não acreditei quando eu disse:
— Eu posso levar a menina comigo para a piscina, enquanto você trabalha.
— Não, Lua. Isso não é uma boa ideia – diz Tata. Sem entender o que há de errado com o que eu proponho, eu pergunto:
— Por que? O que ocorre? – As duas mulheres se olham e Elsa responde:
— O senhor Aguiar não gostará de um detalhe. – Eu sorrio. O senhor Aguiar não
gosta de nada, mas eu insisto:
— Por que não vai gostar? –Os olhos de Tata fecham, e quando abre, sussurra:
— O senhor não gosta de crianças na piscina.
— Piscinaaaaaa! – Aplaude a menina, deixando de chorar.
Eu olho para ela com ternura. Tem belos cachos escuros, camisa e calças verdes fosforescentes, é linda. Ignorando o que me dizem, eu tomo a mãozinha dela e digo:
— Tata, vou leva-la comigo.
Elsa, sem mudar sua expressão azeda, sorri e murmura:
— Depois não diga que eu não avisei para não levar a Preciosa... Senhorita.
— Seu nome é Preciosa? – Elas assentiram e eu sorri. Agora eu entendo a reação da criança. Quando me ouviu cantar, pensou que eu estava falando dela. Ainda mais ansiosa para levá-la, eu digo:
— Vamos lá, não falem mais nada. A menina vem comigo.
Elsa sorri. A Tata não. Eu pego-a em meus braços, que não pesa nada e pergunto:
— Preciosa, devemos ir para a piscina? – Ela acena com a cabeça que sim, sorrindo feliz.
E se há algo de belo neste mundo é a risada de uma criança. Por algum tempo nos divertimos brincando na água e fiquei surpresa quando com suas poucas palavras, me pede que lhe cante a canção do outro dia. Eu canto e cada vez que eu digo: “Não chore mais, minha preciosa” – ela sacode a cabeça e murmura:
— Não choro!
Vejo vários trabalhadores agrícolas perplexos olharem para nós e me faz pensar, o que acontece para que todos nos olhem assim? Depois de um tempo Tata vem com a intenção de levar a criança. Eu me recuso. Estou me sentindo genial com este bombonzinho carinhoso.
Cinco minutos mais tarde, ela retorna com refrescos e sanduíches, mas Preciosa não quer comer nada. Falo com Tata. Eu não posso acreditar que a sua própria tia a chamou de "Merdinha" pobrezinha é tão amorosa e bonita, apesar de estar tão magra. Eu acho que não come bem, e na minha opinião, é também está bastante negligenciada em termos de higiene.
A Tata me dá razão e vejo em seus olho que se desespera.
Quando ela vai, eu ainda estou brincando com a menina, até que de repente o Ogro aparece seguido de Arthur e grita:
— O que faz a menina na piscina?
Oh... Oh... Ele nos pegou!
Preciosa estava assustada e permaneceu paralisada enquanto eu respondo:
— Eu a convidei para banhar-se comigo.
Se fez um silêncio tenso e vejo Tata vir correndo apressada. Sem dizer nada, puxa a menina. Arthur diz sem se aproximar.
— Tata... Leve-a.
— Eu quero ela fora da minha vista agora! – grita o Ogro fora de si.
Depois de olhar para mim e soltar seu usual "Oh, Deus bendito! " Tata a leva e o bico de Preciosa me parte o coração.
Por que todo mundo é tão ruim com essa pobre garota? Uma vez que eles saem, eu saio da piscina, me enrolo na toalha e Arthur começa assim:
— Querida, escute...
— Quem você pensa que é para convidar alguém nesta casa? – Seu pai o corta.
— Pai, deixe-me fazer isso...
— Não, não deixo. É a minha casa! – Arthur bufa e como pude, eu respondo:
— Você está certo, é a sua casa . Mas estava quente e eu pensei...
— Bem, nunca pense. Vê-se que não é coisa sua pensar loira – conclui o ogro, dando a volta.
Quando se vai, seguido por seu cão, olho para Arthur, que me observa taciturno e pergunto:
— Mas o que eu fiz de errado?
Aproximando- se com um gesto semelhante a ira do seu pai, ele respondeu:
— Há muitas coisas que você não sabe. A partir de hoje não volte a convidar essa menina para a piscina. Entendeu?
Sua resposta não me vale e eu insisto:
— Por que? Seu pai tem um paraíso incrível aqui que não gosta e não vejo por que essa menina não pode desfrutar.
— Lua, – murmura contendo-se — limite-se a fazer o que te digo e não me pergunte mais.
E dito isso, ele se vira para ir embora, mas eu não vou manter esse mau gosto na boca então me coloco na frente dele e insisto mais uma vez:
— Diga-me o que acontece. Você não pode me pedir para cumprir ordens, sem saber por que e ficar completamente calma. Não seja como o seu pai e me esclareça as coisas.
Eu vi que todos os trabalhadores agrícolas me olhavam estranho enquanto eu estava na piscina com a Preciosa. Qual é o problema? Arthur parece cada vez mais irritado e respondeu:
— E mesmo vendo como eles olhavam não podia imaginar que havia algo de errado?
— Mas é apenas uma garotinha, Arthur... Droga, o que pode estar errado?
Ele faz que vai continuar andando, mas eu volto a cortar o seu caminho e, finalmente, murmura com raiva:
— A irmã de Elsa tentou entrar para a minha família.
— Como?!
— Ela disse que a menina era filha de Omar.
O que?!! Isso me faz entender muitas coisas, mas pergunto:
— E é? – Arthur olha por cima de minha cabeça e responde:
— Não sei, nem quero saber. Meu irmão disse que não é e não se falou mais disso. Só sei que a mãe, ao ver que não conseguia o seu propósito, se foi e deixou a pequena aos cuidados de sua irmã Elsa. Dois meses mais tarde, soubemos que tinha morrido de um assalto, em Miami. Minha mãe sofreu muito com isso e sei que ajudou Elsa a sua maneira dando algum dinheiro, mas quando ela morreu, meu pai decidiu esquecê-la, mas lhes permite viver aqui.
Bem... Bem... Bem... Acabo de descobrir o que acontece e pergunto, com risco de deixá-lo ainda mais irritado:
— Eu entendo que o seu pai quer esquecer o assunto, mas Omar não quer saber se realmente é sua filha? Mesmo seu pai, não quer saber se é sua neta? Ou você, sua sobrinha? Acredito que os Aguiar tem dinheiro e meios para sabê-lo, certo? – Arthur sorri. Mas não é um sorriso verdadeiro e responder com uma voz que eu não gosto:
— Omar diz que não é sua filha e sua palavra nos vale. Infelizmente, isto não é o primeiro a ser neto atribuído a meu pai, nem o filho de um dos três Aguiara. Se fôssemos a todas as mulheres que afirmam ter filhos do meu irmão ou meu, eu lhe asseguro que seriamos uma grande família. Agora você é uma Aguiar, Lua, e você tem que estar do nosso lado, entendeu? – Não assenti. Não pude. Suas palavras e suas suposições não são engraçadas. Tão mulherengo é Arthur? Eu vou dizer mais, quando ele me corta bruscamente:
— E agora, se você não se importa, se acabaram as confidências. Vou ver como está meu pai. E por favor, a partir de agora, pergunte antes de fazer alguma coisa ou convidar alguém, entendido?
O mando para a merda ou me calo?
Só me resta perguntar aos Aguiar se eu posso respirar.
Deixei passar por mim sem dizer nada e sem pará-lo. Estou indignada.

Quando fico sozinha, tento entender o que aconteceu e me esforço para ficar do lado de quem eu suponho que devo estar: da família Aguiar. Mas eu não posso. Se estes três irmãos são mulherengos mesmo, que aguentem as consequências do que acontece com eles.

6 comentários:

  1. Afff que familia maiss chataaa.... Lua não pode fazer nada.. Tadinha ela tem que começa a deixar de baixar a cabeça pra eles!!!!

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  2. Se eu fosse a Lua já teria ido embora faz é tempo slk!!
    Se eles são tão mulherengos tem que assumir as consequências!
    Maiiiiis

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  3. ;( que droga de família é essa que não pode nada. A Lua devia era dar um susto no Arthur e ir embora... Postaaaa maiiis

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  4. Se eu fosse a Lua eu iria embora sem avisar o Arthur só deixava uma carta pq ela ñ pode fazer nd eu acho q até pra respirar ela vai ter que pedir permissão eu hein

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