Peça-me o que quiser (Adaptada)- Cápítulos 22 e 23

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Capítulo 22:

Mas meu corpo não responde. E se nega a me obedecer. Tudo o que consigo fazer é continuar olhando para ele enquanto um desejo imenso cresce com força dentro de mim e eu nem me reconheço mais. O que está acontecendo comigo?

— Lu, responde — exige.

Convencida de que só posso dizer sim, balanço a cabeça concordando e ele, sem rodeios, me vira entre seus braços. Me faz caminhar junto com ele até o aparador do quarto. Apoia minhas mãos nele e me inclina para a frente. Depois arranca minha calcinha de uma só vez e eu solto um gemido. Não posso me mexer enquanto sinto que ele pega a carteira no bolso de sua calça e, de dentro dela, uma camisinha. Tira a calça e a cueca com uma das mãos, ao mesmo tempo que massageia minha bunda com a outra.

Fecho os olhos, enquanto imagino que ele está colocando o preservativo. Não sei o que estou fazendo. A única coisa que eu sei é que estou à mercê dele, pronta para deixá-lo fazer o que quiser comigo.

— Abra as pernas — sussurra em meu embora. Quero... quero...

Seu movimento vai ficando cada vez mais lento e eu me mexo nervosa, estimulando-o a aumentar o ritmo. Ele sabe. Ele intui e pergunta no meu ouvido com sua voz rouca:

— Mais?

— Sim... sim... Quero mais.

Uma nova estocada até o fundo. Estou ofegando de prazer.

— Quê mais você quer? — acrescenta, apertando os dentes.

— Mais.

Grito de prazer com sua nova investida dentro de mim.

— Seja clara, pequena. Você está úmida e quente. O que você quer?

Minha mente funciona a uma velocidade doida. Sei o que quero. Então, sem me importar com o que vai pensar de mim, imploro:

— Quero que me penetre bem fundo. Quero que...

Um grito escapa da minha boca ao sentir como minhas palavras o atiçam. Sinto que ele respira ofegante. Minha frase o deixa louco. Suas estocadas fortes e profundas recomeçam e eu me contorço disposta a mais e mais, até chegar ao clímax. Segundos depois, ele goza também e solta um gemido de prazer enquanto me penetra uma última vez. Exausta e saciada, seguro o aparador com força. Sinto-o apoiado nas minhas costas e isso me reconforta.

Passado um tempo, me recupero e suspiro, e decido tomar um ar. Estou com calor.

Agora sou eu quem caminha até o chuveiro, onde me delicio sozinha com a água deslizando no meu corpo.

Demoro mais que o normal. Só espero que ele não esteja mais em casa quando eu sair. Mas, quando saio, eu o vejo sentado tranquilamente na cama com a taça de champanhe na mão.

Minha reação é ridícula. Me dou conta de que minha testa está franzida e minha boca, tensa.

Olho para ele. Que me olha também. E, quando percebo que ele vai dizer algo, levanto a mão para interrompê-lo:

— Estou mal-humorada. E quando estou mal-humorada é melhor você ficar quieto. Se não quer me ver virando a malvada Cruela dos 101 Dálmatas, pega tuas coisas e vai embora da minha casa.

Ele segura minha mão.

— Me solta!

— Não. — Me empurra até me deixar entre suas pernas. — Quer que eu fique aqui?

— Não.

— Tem certeza?

— Sim.

— Vai continuar falando só monossílabos?

Eu o fuzilo com o olhar.

Contraio os olhos e faço um chiado, com vontade de arrancar dele aquele sorrisinho idiota.

— Que parte de “Estou mal-humorada” você não entendeu?

Arthur me solta. Dá um trago na taça e, após saboreá-la, sussurra:

— Ah! As espanholas e sua personalidade forte. Por que vocês são assim?

Vou... Vou dar um tapa nele.

Juro que, se ele vier com mais uma pérola, quebro a garrafa de rótulo rosa na cabeça dele, mesmo sendo meu chefe.

— Tudo bem, pequena, estou indo. Tenho um encontro. Mas volto amanhã à uma. Te convido para almoçar e, em troca, você me mostra alguma coisa de Madri. Que tal?

Com uma expressão séria que nem mesmo Robert De Niro seria capaz de fazer, olho para ele e solto, grunhindo:

— Não. Acho melhor não. Arrume outra espanhola para te mostrar Madri. Tenho coisas mais importantes para fazer do que dar uma de guia de turismo pra você.

E ele volta a me provocar. Aproxima-se, chega os lábios mais perto da minha boca, percorre meu lábio superior com sua língua e continua:

— Amanhã eu passo para te buscar à uma. E não se fala mais nisso.

Atônita, abro a boca e respiro bufando. Ele sorri.

Quero mandá-lo tomar no cu, mas não posso. Seus olhos me hipnotizam. Por fim, enquanto caminha em direção à porta, diz:

— Boa noite, Lu. E, se sentir saudades de mim, você já tem com o que brincar.



Pouco depois vai embora da minha casa e eu fico plantada como uma idiota olhando para a porta.

Capítulo 23:

Estava dormindo como uma pedra quando ouço a porta de casa sendo aberta. Pulo da cama. Que horas são? Consulto o relógio da mesinha de cabeceira: 11h07. Deito de novo.

Não quero saber quem é, até que, de repente, uma pequena bomba cai sobre mim e grita:

— Oi, tiaaaaaaaaaaaa!

Minha sobrinha Luz.

Penso num palavrão, mas logo olho a menina e a agarro para beijá-la com amor.

Adoro minha sobrinha. Mas, quando eu e minha irmã nos olhamos, meu olhar não é nada amigável. Vinte minutos depois e assim que saio do chuveiro, entro de pijama na cozinha. Minha irmã está preparando algo para o café da manhã, enquanto minha querida Luz aperta entre seus braços o coitadinho do Trampo e assiste aos desenhos da televisão.

Entro na cozinha, me sento na bancada e pergunto:

— Posso saber o que você faz na minha casa num sábado às onze da manhã?

Minha irmã me encara e coloca um café na minha frente.

— Me trai — diz num cochicho.

Surpresa com suas palavras, me preparo para responder, mas ela abaixa a voz para Luz não ouvir e prossegue:

— Acabo de descobrir que o sem-vergonha do meu marido me trai! Passei a vida inteira fazendo dieta, indo à academia, cuidando do meu corpo pra estar sempre linda e esse desgraçado me trai! Mas não, isso não vai ficar assim. Te juro que vou contratar o melhor advogado que eu encontrar e vou tirar até o último centavo dele. Te juro que...

Preciso de um segundo. Uma pausa. Levanto a mão e pergunto:

— Como você sabe que ele te trai?

— Eu sei e ponto.

— Essa resposta não vale — insisto, até que a menina entra na cozinha.

— Mãe, vou ao banheiro.

Raquel faz que sim e diz:

— Olha, não se esqueça de limpar o bumbum com papel, tá?

A menina desaparece de nossa vista.

— Ontem Pili, mãe de uma amiguinha da Luz — continua —, me contou que descobriu que seu marido a estava traindo quando ele começou a comprar ele mesmo sua própria roupa. E, justamente, há dois dias José comprou uma camisa e algumas cuecas!

Isso me deixa perplexa. Não sei o que dizer. Realmente, dizem que um dos sintomas para se desconfiar de um homem é esse. Mas, claro, não dá para dizer que isso é regra geral em todos os casos. E menos ainda no caso do meu cunhado. Não, não imagino isso dele.

— Mas, Raquel, isso não quer dizer nada...

— Sim. Isso quer dizer muito.

— Para com isso, sua exagerada! — rio para minimizar a questão.

— Exagerada nada, maninha. Ele me olha dum jeito estranho... como se quisesse me dizer alguma coisa e... quando fazemos amor, ele...

— Não quero ouvir mais nada — interrompo. Pensar no meu cunhado numa cena de sexo não me agrada nem um pouco.

De repente minha sobrinha surge na cozinha e pergunta:

— Tia... por que esse batom não pinta mas treme?

Ao escutar isso, tenho vontade de morrer. Olho para ela e vejo que está segurando o vibrador que Arthur me deu de presente. Pulo da bancada e o arranco das mãos dela. Minha irmã, mergulhada em suas próprias questões, nem se dá conta. Menos mal. Guardo o maldito batom no primeiro lugar que encontro. Na calcinha.

— É um batom de mentirinha, fofa. Não percebeu?

A menina solta uma risadinha e eu fico desconcertada. Bendita inocência. Minha irmã olha para nós duas, e minha sobrinha diz:

— Tia, não esquece a festa de terça-feira.

— Não vou esquecer, meu amor — murmuro, ao mesmo tempo que afago sua cabeça com ternura.

Minha sobrinha me olha com seus olhinhos castanhos, torce a boca e diz:

— Briguei com a Alicia de novo. É uma boba e não quero ficar de bem nunca mais.

Alicia é a melhor amiga da minha sobrinha. Mas são tão diferentes que não param de brigar. Mesmo assim, não conseguem viver uma sem a outra. E eu sou a intermediária das brigas.

— Por que vocês brigaram?

Luz solta o ar bufando e olha para cima com impaciência.

— Porque eu emprestei um filme pra ela, e ela disse que era mentira — cochicha. —

Me chamou de boba e coisas piores, e fiquei triste. Mas ontem ela me trouxe o filme, me pediu desculpas e eu não aceitei.

Sorrio. Minha sobrinha fofa e seus grandes problemas.















Meninas só um pequeno esclarecimento.
Eu estou a postar isso como se fosse uma web, mas é um livro que eu resolvi adaptar para LuAr, porque sei que muita gente não lê livros e como gostei muito desta história resolvi adaptar e assim partilhar com vocês.
Eu já tinha dito na apresentação que isso é uma trilogia. Só estou a dizer porque acho que muita gente não percebeu.
Se quiserem continuar a acompanhar é com vocês ;)


Até amanhã <3

13 comentários:

  1. Vou ler pra sempre !!! 😍❤️
    Posta +++++++
    Ameeii *-*

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  2. Lua perde o controle quando está perto do Aguiar

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  3. ++++++++++++++++++++++

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  4. ela está completamente dominada por ele, dois furacões
    amando a web

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  5. Morri cm o batom kkkkkkk,maaais please vc lacra tudo

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  6. Essa do batom foi fogo kkk ansiando por mais

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  7. Não resisti e ja li o livro *O* perfeitoo!! Vou continuar ler sim ;)
    Luz é uma fofa ♡♥♡ kkkkkkk mais morri com essa de batom
    Esses dois é um fogo que bem bombeiro apaga u.u

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  8. Como assim ate amanha ? Hoje nao tem mais ... ?

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  9. Qual o nome do livro ?? ✌️🙏🙏🙏

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  10. Kkkkkkkkk Msd morri de rir quando a Luz viu o vibrador, se a Lua contar pro Arthur ele tbm vai rir muito

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