Little Anie - Cap. 76 | 1ª Parte

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Little Anie | 1ª Parte

Pov Lua

Quinta-feira | 1 de Outubro de 2015 – Três e quinze da tarde.

– Nós poderíamos ir ao Preston Park... – Arthur comentou, sentando-se no sofá. E eu acabei interrompendo-o.
– Esquece, Arthur. Está chovendo pra caramba. Olha esse tempo. – Apontei para as janelas.

O tempo estava fechado desde as primeiras horas da manhã. O sol nem tinha cogitado a ideia de dar as caras no céu. E Arthur queria ir Preston Park? Ele só poderia estar de brincadeira se achava que eu ia sair de casa com essas condições de clima. E ainda por cima, levar Anie com a gente. Arthur me encarou.

– Você me interrompeu. Eu ia acrescentar, se caso não estivesse chovendo. – Completou.
– Ah bem... Desculpa então. – Ergui as mãos.

Fazia três dias que estávamos em Brighton. Tínhamos ido à praia nos últimos dois dias. Não para tomar banho; a água estava muito gelada, e Anie não quis nem brincadeira com ela e Arthur muito menos. Fomos mais para passear mesmo. O sol não estava tão forte assim, o clima estava bem agradável para uma caminhada. Mas como já esperávamos que a qualquer hora poderia chover, o dia hoje amanheceu assim; o céu completamente cinza, e a chuva caindo fielmente.

E eu estava muito bem quieta, no aconchego do meu sofá com um cobertor bem quentinho que eu tinha trago do quarto. Anie estava de pijama desde que acordou. E brincava com o mais novo joguinho de quebra-cabeça que tinha feito o pai comprar ontem. Ela adorava passar horas encaixando as peças – e adorava ainda mais, que alguém a ajudasse. Arthur foi intitulado a esse cargo mais uma vez –. Ele por sua vez, foi o último a levantar da cama. O que eu estranhei. Já que ele era o primeiro a fazer isso, mas como estava frio, eu não o incomodei. Anie não fez muito caso de ficar na cama – embora estivesse muito frio –, e eu fui obrigada a levantar para fazer a vitamina dela e ficar com ela na sala, vendo TV. Agora que eles tinha quase acabado de encaixar todas as peças que formavam o desenho de uma Barbie na praia. Arthur tinha se sentando no sofá – antes ele estava sentado no chão com a nossa filha – e Anie ainda estava lá com uma das últimas peças na mão.

– Papai, a gente ainda não acabou de caixar as pecinhas... – Anie lhe avisou. Arthur tinha passado quase todo o tempo em que passaram montando o quebra-cabeça, tentando ensinar a filha a falar “encaixar”, ela até repetia a palavra certinho, mas logo depois, falava errado novamente. O que me fazia rir.
– Ah, filha. Eu estou cansado já. – Arthur reclamou, agora deitando no sofá. – E eu já falei, é en-cai-xar. – Disse vagarosamente.
– Mas foi o que eu falei. – Anie deu de ombros.
– Ah tá... – Ele retrucou. E depois me olhou. – Você não quer sair né? – Perguntou.
– Não. – Respondi sincera. – Está tão frio, amor. Quero ficar aqui. – Completei.
– Eu também não quero sair. – Disse divertido. – Quero pipoca. – Pediu.
– Não vai querer que eu faça, vai? – Indaguei. E Arthur assentiu. – Aah, Arthur... Qual a parte do: quero ficar aqui. – Apontei para o sofá. – Que você não entendeu? – Perguntei.
– Para de preguiça, Lua. Você passou o dia nesse sofá. – Falou me olhando.
– Que mentira! – Exclamei. – Eu cuidei da Anie. E ainda fiz comida. – Me defendi. – Você que não fez nada. – O acusei. Arthur riu alto.
– Você quis dizer, aquela comida horrível que você fez? – Provou ainda rindo. Fechei a cara, encarando-o.
– Estava tão horrível, que você comeu. Idiota! – Retruquei lhe jogando uma almofada.
– Eu estava com fome, ora. – Justificou, me deixando mais irritada ainda. Anie riu, olhando para o pai. Eu sempre desconfio de que os dois combinam de me irritar ao mesmo tempo.
– Da próxima vez, não vou fazer nada. Se vocês quiserem, que comam em outro lugar. – Respondi, olhando para a TV.
– Você não vai fazer isso com a sua filha...
– Ela sempre fica do seu lado. – Respondi sem olha-los. Os dois ainda riam. Eles adoram me tirar do sério. – Não vou fazer pipoca nenhuma. Olha, nem pipoca eu sei fazer. Não sei fazer nada! – Exclamei por fim. É óbvio que eu sabia fazer pipoca, era uma das coisas que eu mais gostava, fora sorvete.
– Se eu fizer, você não vai comer... – Comentou entre risos.
– E nem quero. – Respondi.
– Mamãe, eu quelo pipoca. – Anie pediu, fazendo bico.
– Seu pai acabou de dizer que vai fazer. Pede pra ele.
– Deixa de ser ruim, Lua. – Arthur se levantou. – Vem, filha. Sua mãe nem sabe brincar. Essa mal-humorada.
– Horrível na cozinha. Pessoa ruim. Mal-humorada. O que mais? Diz, pra eu anotar aqui. – Comentei alto.
– Preguiçosa. Chata. Sem paciência... blá, blá, blá... – Disse enquanto andava até a cozinha.
– Minha mamãe vai ficar chateada. – Ouvi Anie comentar.

Revirei os olhos e me levantei. A chuva estava mais forte do que uma hora atrás. Coloquei a almofada que eu tinha jogado em cima do Arthur, no sofá novamente. Porque ela estava no chão. Peguei o cobertor e subi a escada. Quando cheguei ao quarto, fechei a porta e tirei minha roupa para tomar um banho. Deixei a água quente, mas não me demorei muito debaixo do chuveiro. Sai e vesti um pijama, que podem acreditar: a calça era rosa bebê. A blusa era de manga comprida branca, com listras pretas e tinha um bichinho e uma palavra estampados na mesma.

Me sentei na cama e peguei o celular. Tinha uma nova mensagem; era da minha irmã. Abri e logo respondi. Sophia era muito exagerada. Um enjoo a mais, e ela já achava que tinha algo errado. Bloqueei a tela do celular e deixei o mesmo ao meu lado. Um estrondo de um trovão, me fez quase pular da cama e logo ouvi um grito de Anie. Ela também tinha se assustado. E não demorou muito para que ela aparecesse no quarto quase voando.

– Mamãezinha... – Ela praticamente se jogou em cima de mim. – Me abaça. – Pediu atracando no meu pescoço. Era impossível negar algo a ela. Ainda mais, um abraço. – Fiquei com medo. – Confessou quando a puxei para o meu colo. – A senhola tá cheilosa. – Disse inspirando.
– Não precisa ficar com medo agora. – Assegurei.
– A senhola ficou zangada? – Perguntou me olhando.
– Com você? Não, meu amor. – Respondi.
– Meu papai estava só blincando. – O defendeu.
– Aham...
– Aaaniee... qual é? Você me deixou sozinho. – Arthur apareceu na porta do quarto com um balde de pipoca. Ela riu sapeca, me abraçando mais forte.
– Fiquei com medo do tlovão. Fez um blaulhão! – Ri baixinho, cheirando seus cabelos.
– Uhm, medrosa! – Arthur exclamou, caminhando até a cama. – Quer, Lua? – Me ofereceu, colocando o balde de pipoca quase na minha frente.
– Não. – Respondi sem olhá-lo e soltei Anie, que pegou a pipoca.
– Coloca no filme, papai.
– Tá, ok. – Arthur deu de ombros e ligou a TV. Sentando ao lado da filha, logo em seguida.

A chuva começou a cair mais forte. E mais alguns trovões foram ouvidos. Graças a Deus não vi nenhum raio.

– Quelo fazer xixi, mamãe. – Anie avisou, descendo da cama.
– O que você acha de tomar um banho bem rapidinho? – Sugeri. – Você brincou o dia todo pelo chão, filha.
– Acho que não quelo. – Respondeu me fazendo segurar o riso. Arthur não fez o mesmo. Ele riu, fazendo a filha o acompanhar.
– Ah, filha... a água está bem quentinha, meu anjo. – Argumentei. – Você nem sentirá frio.
– Acho melhor você ir tomar banho... – Arthur comentou olhando para a pequena.
– E por quê? – Anie perguntou colocando as duas mãos na cintura. Adotando aquela típica pose dela de interrogatório.
– Ora, e por quê... Você quer virar uma porquinha, é?
– Eu não, papai.
– Então...
– Tá flio. – Fez drama.
– A água é morna, filha. – Repeti. – Vamos logo!
– Ainda quelo fazer xixi. – Disse, correndo para o banheiro.
– Eu não esqueci. – Respondi, indo atrás dela.

Anie acabou concordando em tomar banho. Ela não dormiria bem, caso não tomasse. Embora estivesse frio, ela tinha brincado e corrido bastante pela casa hoje. Lhe dei um banho rápido e a enrolei na toalha. Ela voltou para o quarto segurando a toalha acima do peito.

– Eu tomei banho, papai. – Contou se aproximando da cama.
– Estou vendo. Boa menina, meu anjo. – Ele sorriu, jogando um beijo para a filha.
– Fica aí, vou buscar seu pijama tá?
– Igual ao seu, mamãe?
– Não. Você não tem um igual ao meu, filha.
– Aaah... – Murmurou e eu caminhei para fora do quarto. – Posso dormir aqui, papai?
– Não sei. Pergunta para a sua mãe. – Ouvi Arthur responder.
– Tá bom...

Fui até o quarto da pequena e peguei seu pijama do mickey: calça cinza com várias carinhas do mickey e bainha rosa. Blusa manga comprida branca e rosa de listras, com a cara do mickey bem no centro. Voltei para o quarto e Anie estava deitada de bruços na cama, com as mãozinhas apoiando o queixo e os pés balançando no ar. Ela me olhou quando percebeu que eu me aproximava da cama.


– Eu quelo ver outro filme... esse é muito chato. Eu nem tô entendendo nada, mamãe. – Disse e logo olhou para o pai, que ignorou a ênfase que mesmo sem saber o que era, Anie tinha colocado em sua frase.
– Eu não tenho nada a ver com isso. – Respondi, chamando-a em seguida. – Vem, deixa eu vestir sua roupa. – Mas toca de canal mesmo assim, mãããee...
– Não. Nem vem, Anie. – Arthur começou a falar. – Não tá entendo, porque é criança e só quer ver filmes de princesas. – Finalizou, mostrando língua para a filha, que cruzou os braços fazendo uma cara zangada. Eu senti mais vontade de rir, do que de pedi para que parassem de se alfinetar.
– Não é não! – A pequena retrucou. – Eu gosto de outros filmes legais. Esse é chato!
– Queee... chata tá você. Deixa logo a sua mãe vestir sua roupa. – Encerrou a conversa, voltando a olhar para a TV.
– Hoje eu vou dormir aqui, mamãe.
– Quem disse? – Arthur indagou e Anie ergueu as sobrancelhas.
– Eu. – Respondeu. – Tô com medo dos tlovões. Vou dormir aqui. – Sorri como quem diz: Hoje você não está podendo nada, Arthur. E Arthur ergueu as sobrancelhas e balançou levemente a cabeça.
– Vamos, filha. Deixa eu vestir logo a sua roupa. – Falei mais uma vez. E Anie deitou direito na cama, para que eu a vestisse. – Ei, não vai levantar? Acha que ainda é um bebezinho, é? – Cutuquei sua barriga sob a toalha. Fazendo a garotinha soltar uma risada sapeca, tentando se esquivar das minhas futuras cosquinhas.
– Mas eu ainda sou uma bebezinha. Não é papai? – Anie virou um pouco a cabeça para olhar para o pai.
– Sim. Minha bebezinha. – Respondeu ele, sorrindo para a filha.
Aaah... – Anie murmurou, erguendo os bracinhos para abraçar o pai.
Aaah... – Ele imitou a filha e lhe deu um beijo na testa. – Agora deixa a sua mãe vestir a sua roupa. – Disse por fim e voltou a sentar no lugar de antes.
– Mãe? – Anie me chamou, quando comecei a tirar sua toalha.
– Oi, meu anjo.
– Eu ainda vou para a escolinha de dança? – Perguntou quando eu já estava vestindo a calça do seu pijama.
– Claro que sim, filha. Nós só estamos... Uhm... digamos, que em umas férias bem fora de época. – Respondi, cheirando seu pescoço, lhe fazendo cócegas.
– Aaai... ai... mamãe... – Anie começou a rir.
– Entendeu? – Sorri.
– Entendi, mamãe. – Ela me retribuiu o sorriso.
– Agora deixa eu vestir a sua blusa. – Falei e Anie sentou-se na cama, para que eu terminasse de vesti-la. – Prontinho, meu amor. – Disse e a segurei pelas mãos, colocando-a de pé na cama. – Vamos escovar os dentes? Ou você ainda quer comer alguma coisa? – Perguntei, erguendo uma sobrancelha.
– Eu nem tô com fome, mãe...
– Então vamos escovar os dentes. Eu ajudo você.
– Tááá... – Ela se jogou em meu colo. – Quelo ir no colo. – Disse e envolveu as pernas na minha cintura.
– Eu já percebi. – Falei, indo com ela de volta para o banheiro.
– Amanhã a gente pode ir no carrossel de novo? É que eu quelo ir muito, mamãe. Porque é muito legal. – Contou, segurando a escova para que eu colocasse a pasta de dente.
– Por que você não pede para o seu pai?
– É que ele vai dizer que a gente vai todo dia, mamãe. Mas nem é verdade...
– A gente nem foi hoje, né?
– É. Não foi hoje.
– Abre a boca... como quer escovar os dentes? – Indaguei, segurando o riso.
– É que eu ainda quelo falar, mamãe...
– Você continua depois que escovar os dentes...
– A gente vai?
– Conversaremos depois. Tudo bem? – Sugeri.
– Mas mãe...
– Anie.
– Tááá...

Comecei a escovar os dentes dela. Não era muito fácil convencê-la a fazer isso. Então, quando ela não dificultava, era melhor aproveitar. Anie sempre inventava alguma coisa para adiar isso. Arthur sempre a convencia dizendo que os dentes dela iam cair, caso ela não os escovasse. Anie ficava com medo e acabava deixando ele ajudá-la a escovar. E era assim que ele conseguia. Eu preferia não assusta-la, o que acabava demorando para eu fazer com que ela deixasse.

– Pronto. – Falei quando terminei.
– Plonto, mamãe. – Disse sorrindo para o espelho.
– Vem, desce... – Pedi para que ela descesse da pia.
– Quelo ir no colo de novo! – Exclamou, abrindo os bracinhos para que eu a carregasse.
– Então, vem... – A carreguei. – Mas que bebê grande, mamãe... – Brinquei, beijando sua bochecha.
– É, mamãe... – Anie beijou meus cabelos. – Eu amo você.
– Eu também te amo tanto, filha.

Voltamos para o quarto e Anie se jogou na cama, engatinhando até onde Arthur estava sentado. Ele a abraçou, cheirando seus cabelos logo em seguida.

– Agola eu tô cheilosa, papai... – Comentou ela, abraçando-o.
– Agora tá, cheirinho... – Ele lhe deu um beijo na bochecha. – E gelada. – Tocou a ponta do nariz dela.
– Tô com flio, pai. – Anie disse e Arthur puxou o lençol para cobri-la.
– Vou lá na cozinha... – Avisei.
– E eu vou dormir, tá mãe?
– Tá, meu anjo. Boa noite!
– Boa noite...

Sai do quarto e fui para a cozinha. Eu estava com fome, e resolvi fazer um lanche que não demorasse muito.

Como Arthur tinha pedido para Richard fazer compra antes de chegarmos, a geladeira e os armários estavam cheios de comida. Optei por fazer um sanduíche de forno. Era bem fácil, e não demoraria muito para ficar pronto.  Depois que separei todos os ingredientes que ia precisar, comecei a arruma-los  na forma. E quando terminei de colocar o recheio e a última camada de pão, coloquei queijo, ketchup, maionese e orégano por cima. E levei ao forno. Em menos de quinze minutos estaria pronto.

Enquanto isso, fiz suco de maracujá. O meu preferido. E fiquei sentada em um dos bancos da bancada, que dividia a cozinha.

Estou adorando a nossa estada em Brighton. Apesar das implicâncias de Arthur. Não é nada além do que já estou acostumada a me irritar com ele. É como se isso o desse prazer. Ele se diverte me vendo irritada. O mesmo já confessou isso várias vezes. E hoje não foi diferente. Mas eu não estou com raiva – porém, é bom que Arthur pensasse que sim.

Os dias aqui estão sendo ótimos. Não temos nenhuma preocupação extra. Vamos caminhar na praia, mesmo sob a relutância de Arthur. Porque Anie sempre nos faz parar, para dar voltas no carrossel. Mas mesmo assim, ele acabava cedendo ao ver o quanto a pequena se diverte nas voltas que o brinquedo dá. Tínhamos ido ao parque, um lugar muito calmo que nos fez ter a ideia de fazer um piquinique. Arthur quer voltar lá, hoje ele sugeriu isso. Mas como estava chuvendo... Não foi uma boa ideia. Falta irmos ao aquário. Anie irá adorar. Ela ama animais. Não sei de quem ela herdara isso. Nas outras horas, aproveitamos para tomar banho de piscina. A bagunça é confirmada. E eu fico morrendo de medo da Anie se afogar.  Grito tanto toda vez que ela e Arthur ficam inventando arte. Eles só fazem rir da minha cara – e preocupação – e Arthur ainda me chama de exagerada. Eu sei que ele não deixará nada acontecer com a nossa filha. Não se estiver por perto. Mas nem isso me impede de ficar nervosa sempre que ele a joga para cima e ela começa a gritar. E nem é de medo e eu já acho que ela vai cair na água, em vez de cair nos braços dele.

Pov Arthur

– Já vai dormir?
– Já, papai. – Anie bocejou. E depois encostou a cabeça em seu ombro.
– Canta uma musiquinha...
– Uma musiquinha?
– É... de dormir...
– Tá bom... – Sorri, acariciando seus cabelos. – Dorme, dorme menininha. Eu estou aqui vá sonhar, ainda é tempo, menininha vá, vá dormir. Sonha sonhos cor-de-rosa, passeia no céu e no mar apanha o mundo no teu sonho, menininha e não deixa ninguém roubar... 🎵Cantarolei baixo e Anie não demorou a pegar no sono. Também, tinha passado o dia inteirinho brincando. Mesmo com todo frio que fez, ela não quis saber de dormir atarde.

Depositei um leve beijo e em sua testa e a deitei com cuidado na cama. A embrulhei e me levantei. Peguei o balde de pipoca que eu havia deixado no chão ao lado da cama e sai do quarto, deixando a porta encostada.

Lua ainda não tinha voltado da cozinha. Com certeza estava zangada comigo. Falei aquilo só porque sabia que ela ficaria irritada. Ela irritada é a coisa mais engraçada. O difícil é me acertar com ela depois. A comida não estava nada horrível. Falei de implicante que sou. Porque Lua vive dizendo que não sabe cozinhar.

Desci a escada e andei até a cozinha. Lua estava sentada próxima a bancada e com os cotovelos apoiados na mesma. Parecia dispersa demais para notar minha presença.

Deixei o balde de pipoca em cima do armário e aproximei dela, a abracei por trás e beijei seu pescoço. Lua apenas encolheu os ombros surpresa, mas não me mandou solta-la – como imaginei que faria.

– Está com raiva? – Perguntei, encostando o queixo no ombro dela.
– Eu ia dizer que estou. Mas não quero brigar com você... Porque só fiquei um pouco chateada, mas foi naquela hora. E já passou. – Respondeu sincera.
– Uhm... Mas você sabe que eu só estava brincando. A comida não estava ruim e você é a pessoa mais boa que eu conheço. – Falei, beijando sua bochecha em seguida.
– Se você falar que sou a pessoa  mais carinhosa que você conhece, vou ser obrigada a te chamar de mentiroso. – Comentou, me fazendo rir.
– Aah, eu não mentiria tanto assim... – Brinquei, arrancando um riso dela e a abracei mais forte. – Uuuhm... – Mas desculpa de qualquer forma, tá? É que eu gosto de te irritar, meu amor... – Confessei outra vez.
– Eu já sei disso...
– Pois é... – Sorri de lado, mesmo que ela não estivesse vendo. – O que está fazendo aqui, olhando para o forno? – Indaguei.
– Eu tô esperando o sanduíche ficar pronto.
– No forno? – Insistir.
– Não é qualquer sanduíche. – Esclareceu.
– Aah, bem...
– Você vai querer? – Me ofereceu, virando um pouco o rosto para me olhar. Assenti, roçando os lábios nos dela. Lua abriu a boca, permitindo que minha língua invadisse a mesma. Iniciamos um beijo lento, carregado de provocações. Minhas mãos foram parar em seus seios, massageando-os carinhosamente sobre a blusa que ela vestia. Lua soltou um gemido baixo, cessando o beijo com selinhos.
– Você... Não perde tempo mesmo. – Disse ao encostar a testa na minha.
– Pra que perder tempo? Eu não gosto de perder nada... Ainda mais se for com você. – Respondi, beijando a ponta do seu nariz.
– Ah, Arthur... Desse jeito você me deixou...
– Molhada? – Falei, mordendo o lóbulo de sua orelha. E soltei um riso baixo, ao escutar o gemido que Lua deixou escapar.
– Ai... Eu nem ia dizer isso. – Falou  e virou, ficando de frente para mim.
 – Mas já tá gemendo... E eu ainda nem fiz nada. – Provoquei, puxando seu lábio inferior.
– Engraçadinho... – Retrucou, cerrando os olhos.
– O que você ia dizer? – Perguntei.
– Que desse jeito você me deixou acessa. – Ela sorriu de um jeito safado pra mim.
– Uuhm, isso é interessante! Porque eu sei como controlar esse fogo. – Respondi e Lua concordou, mordendo os lábios. – E eu podia começar a fazer isso agora... – Falei, passando uma das mãos por dentro da blusa dela.
– Mas eu quero comer...
– Acho melhor a senhorita ser mais clara. – Comentei, beijando outra vez seu pescoço.
– É que eu tô... com fome... – Disse com dificuldade.
– Eu também estou morrendo de fome. – Contei. – Mas não é de comida. – Acrescentei, puxando Lua pela cintura. Ela colocou as pernas em volta da minha cintura, ainda sentada no banco.
– Mas a minha é de comida.
– Malandra. – Murmurei.
– Só um pouquinho... – Lua admitiu. – Olha, acabou de ficar pronto! – Exclamou. E eu me afastatei para que ela levantasse e fosse até o fogão.
– Tudo isso? – Perguntei ao ver o tamanho da forma.
– Ora, falei que estou com fome.
– Não sei como continua assim... – Apontei para o corpo dela. – Comendo desse jeito. – Completei.
– Tenho uma genética maravilhosa, meu amor. – Se gabou.
– E um marido, mais maravilhoso ainda. Se é que me entende. – Falei e Lua se aproximou de mim. Coloquei um dedo sobre seus lábios, e ela acabou colocando ele entre os dentes e passando a língua na ponta. – Aah, não faz assim... Que eu já penso mil coisas. – Confessei, mas não adiantou muito. Porque ela chupou meu dedo, antes de solta-lo.
– É exatamente isso que eu quero que você pense. – Falou e colocou a forma com o sanduíche carregado de queijo, ketchup e maionese na minha frente. – Servido?
– Só se você vier junto. – Provoquei. E me debrucei sobre a bancada para lhe dar um selinho.
– Como sobremesa. – Ela sorriu, erguendo uma sobrancelha.
– Vou comer isso aqui bem rapidinho então. – Apontei para a forma. Lua riu alto. – Shhh...
– Vou pegar o suco, seu safado!
– Só eu, né?! – Retruquei. – Desde segunda quero falar uma coisa com você. – Mudei de assunto.
– E por que não fala? – Perguntou, colocando a jarra de suco e dois copos sobre a bancada.
– Tô procurando um jeito. – Expliquei.
– Você não é disso... Pelo menos comigo, não precisa ser assim. Sabe que pode falar o que quiser, Arthur. Já conversamos sobre isso... – Falou, sentando-se ao meu lado. E colocando o suco nos copos.
– Não é nada tão sério também... – Falei.
– Melhor ainda. Então pode falar, ora. Quer que eu te sirva? – Perguntou em seguida.
– Pode ser... você já começou. – Sorri sem mostrar os dentes.
– Desse tamanho está bom?
– Está. Só nós vamos comer tudo isso?
– Bom, sim. Mas agora não. Existe geladeira para não deixar estragar. E micro-ondas também. – Lua piscou um olho.
–  Você tá muito engraçadinha.
– Conta logo, o que quer me falar... Para de ficar enrolando.
– Não estou enrolado. – Dei uma mordida no sanduíche. – Huum... está delicioso! – Elogiei.
– Modéstia parte, está mesmo. – Lua assegurou, comendo também. – E aí?
– É sobre uma conversa que tivemos na segunda, voltando pra cá...
– Seja mais claro. Falamos sobre tantas coisas. É sobre Anie? Lembro de ter comentado que temos que falar sobre ela ir a escola ano que vem. É isso? Tirando isso, falamos sobre safadeza. Falamos muita safadeza na segunda, Arthur. – Lembrou, me fazendo sorrir.
– Não. Mas não é sobre isso. – Respondi.

Talvez Lua nem lembrasse. Ela estava meio alteradinha e ficava falando safadeza e coisas sérias ao mesmo tempo. Apesar de não estar bêbada. Talvez tenha sido um assunto isolado para ela. Que como não dei atenção, ela tinha esquecido. Mas eu não o esqueci, e quero saber mais do porque ela ter surgido com ele.

Analu...

– Quando estávamos voltando pra cá. Você surgiu com um assunto que eu fiquei te cortando, sabe? Eu... Bom, não pensei que ouviria você falar dele agora. – Comecei e Lua me encarou, parando de comer.
– Assunto? Porque não fala logo? Não estou entendendo. – Confessou.
– Eu sei que já falamos sobre isso, mas talvez não tenha sido tanto quanto deveríamos ter falado. Não quero que fique chateada e muito menos, que fique triste. Eu só quero entender porque você quis falar sobre ter outra filha, depois do que aconteceu. Você lembra disso? Que comentou sobre como queria chamá-la? – Perguntei e Lua tomou um gole de suco.
– Aah... – Ela pareceu recordar.
– Analu. – Sorri. – Você diz que gosta do nome.
– Eu falei mesmo. Mas acho que já tinha bebido demais também. Você não precisa se preocupar. Porque eu não estou grávida.
– Eu sei. E não é com isso que estou preocupado. É com você. Por que quis tocar no assunto. É com isso!
– Eu tinha uma boneca com esse nome. E eu gostava muito dela.
– Me surpreende saber que você tinha boneca. – Brinquei e Lua me deu um tapa no braço.
– Arthuuur! – Me repreendeu.
– Desculpa. Quer falar sobre isso?
– Ainda há pouco, você queria transar...
– A gente transa depois que você me contar. – Falei e Lua me encarou rindo.
– Eu disse que se tivesse uma filha, o nome dela seria, Analu.
– E se você queria tanto, porque deixou eu escolher o nome da Anie, se você já tinha um em mente?
– Ah, você ficou empolgado com a escolha do nome. Eu queria que tivesse algo seu pra ela. Você tinha ficado quieto depois de saber que era uma menina. Fiquei feliz quando sugeriu o nome que gostaria que colocássemos. Você nem quis se meter na escolha das coisas para o quarto dela. Disse que não levava jeito.
– Não fiquei quieto nada. Você sempre fala isso. Até parece que eu não gostei de saber sobre a minha filha. – Retruquei. – Não levo jeito mesmo... Não foi de maldade...
– Eu não falei isso... Mas não quero entrar nesse assunto. Sei que achou que talvez fosse atrapalhar. Mas não ia. E já passou. Não precisamos nos aborrecer com esse assunto.
– Você tá certa. Mas e sobre segunda? – Insisti.
– Eu não sei. Só quis falar... Acha que seria uma menina? Eu acho que seria.
– Talvez fosse. Tinha cinquenta porcento de chance e mães sempre tem uma boa intuição. – Respondi e Lua assentiu, com um sorriso contido. – Mas não teria problema, se fosse outra garotinha. Acho que onde cabe duas ciumentas teimosas, caberia uma terceira. Não acha?
– Eu acho que você nem ia acreditar... – Comentou e eu ri.
– Talvez eu achasse que tivesse nascido pra ser rodeado de mulheres teimosas. Mas depois ia passar, sei como contornar a situação... – Voltamos a comer.
– Você ia ser incrível de novo.
– Em todos os momentos, Lua. – Assegurei.
– Foi isso... Queria te contar sobre o meu desejo. Não precisa ficar preocupado. E nem pensando que eu torcia contra você. – Brincou.
– Uhm! Mas tá engraçadinha... – Apertei seu nariz. – Eu sei que no fundo, você queria uma cópia minha andando pela casa e te tirando do sério quando eu não estivesse por perto. – Brinquei.
– Com certeza. E de preferência, que tivesse esse sorriso lindo.
– Meu filho isso ia ser lindo, Blanco. Tenho uma genética maravilhosa. – A imitei. Ela riu, negando com a cabeça.
– Disso eu não posso discordar. – Admitiu. – Anie está aí para provar. – Completou e eu concordei. – Mas eu queria outra menininha... Se eu pudesse... Você ficaria chateado?
– Claro que não, meu amor... Eu adoraria fazer uma menininha com você... – Falei e Lua se jogou em cima de mim, me abraçando pelo pescoço.
– Arthur...
– Shhh... – Acariciei sua cintura.
– Eu queria...
– Eu sei, Luh. Eu sei...
– Eu te amo. – Lua disse, puxando meus cabelos próximos a nuca.
– Eu amo você. – Falei também, roçando os lábios em seu ombro.

Ela se afastou, empurrando nossos pratos e copos para o outro lado, e voltou, segurando meu rosto com as duas mãos.

– Você é tudo de melhor que há na minha vida. Tudo que vem de você, me faz a mulher mais feliz do mundo. – Declarou, encostando a testa na minha.
– Você é a minha vida. Eu não consigo explicar nada além disso. – Lhe disse e a puxei para perto de mim.

Fiquei de pé, junto a ela. E começamos a nos beijar com paixão. Suas mãos subiam e desciam nas minhas costas, e só tinha um lugar que as minhas queriam estar: naqueles seios, que a blusa da Lua cobria. Desci as mãos para o cós da calça que Lua vestia e a baixei, junto com a calcinha. Ela soltou uma exclamação entre o beijo, nas não o cessou. Caminhei com ela de costas até encontrar o banco, fazendo Lua abrir os olhos.

– Arth-ur...
– Vamos aproveitar que estamos sozinhos para fazer uma coisa proibida quando se tem criança em casa... – Sorri maroto.
– Eu vou adorar...
– Claro que vai. – Coloquei ela sentada sobre o banco. – Apoia os cotovelos aqui. – Bati levemente na bancada atrás dela. Lua o fez e depois abriu as pernas, com os olhos fixos nos meus. – Ah, Lua... Quando você me olha assim... – Segurei em seu queixo. – Casa comigo de novo? – Pedi. Fazendo seus olhos brilharem. Ela fechou os olhos, mordendo os lábios em seguida.
– Eu caso. Caso todas as vezes que você me pedir. – Respondeu me fazendo beija-la. Empurrei minha bermuda para baixo, junto com a cueca e segurei em sua coxa.
– Prometo ser bonzinho se você não fizer barulho.
– Não quero que seja bonzinho... Estou quase implorando. – Lua fitou meu membro. Mas para ter certeza de que ela não ia gemer alto, eu colei os lábios nos dela antes de penetra-la de uma vez. Lua segurou meus braços com força e mordeu meu lábio inferior.
– Relaxa... – Murmurei, começando a me movimentar dentro dela. O ritmo era rápido, do jeito que tinha começado. As estocadas eram fortes e Lua segurava cada vez mais meus braços com força. Já eu, segurava sua cintura, para mantê-la no lugar.
Arth... Arthur... Eu... – Começou e eu acelerei ainda mais o ritmo sentindo Lua me apertar cada vez mais. – Aah.. – Colei os lábios nos dela outra vez para evitar nossos gemidos. Minha vista escureceu momentâneamente. E eu segurei Lua pela cintura com mais força, sentindo suas pernas envolverem a minha cintura.
– Eu prometo te fazer feliz pelo resto de nossas vidas. – Falei depois de um tempo.
– Você não precisa prometer o que já vem cumprindo. – Lua acariciou minha nuca.
– Quero fazer uma coisa... – Comentei levantando a blusa dela.
– Me deixar completamente nua?
– Também... Mas... – Comecei a massagear seus seios. E voltar a me movimentar dentro dela. – Há coisas maravilhosas que podemos fazer sem essa blusa. – Comentei, tirando a mão de um dos seios e abaixei a cabeça para chupa-lo.
Oh meu Deus! – Lua exclamou, puxando meus cabelos.

Continua...

SE LEU, COMENTE! NÃO CUSTA NADA.

N/A: Olá! Bom dia, meninas.

O que acharam do capítulo? Comentem, tá? Quero muito saber o que estão achando da história. Isso é muito importante para mim.

Arthur fica cada vez mais implicante hahaha Lua já tá acostumada com isso. Mas esse casal adora um hot (emoji cara de lua).

Anie sempre esbanjando fofura por onde passa haha confesso que adoro escrever as falas dela <3 principalmente as palavras que ela não consegue falar corretamente haha

Pretendo voltar ainda está semana com mais um capítulo.

PS: Vou fazer um post logo mais, para quem ainda não faz parte do grupo de Little Anie e está interessado em entrar no grupo do whats, Ok?

Beijos... e até logo!

20 comentários:

  1. Que capítulo maravilhoso! Que lindo arthur pedido lua em casamento de novo!�� estou amando essa Lua mais romântica e anie é uma fofa! ❤

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    1. Boa tarde!

      Aah, Obrigada! Fico muito feliz que tenha gostado tanto. Foi lindo essa parte dele pedindo de novo <3 Haha... ela é romântica, só não o tempo todo como ele. Anie é uma linda! Just love she... haha <3

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  2. Milly você está se superando a cada capítulo *___* amei a Lua toda romântica, é bom eles estarem felizes e conseguindo falar de algo que é muito triste para eles!!!
    Amei o hot é o Arthur pedindo a lua em casamento de novo *___* o Arthur que você criou é o Arthur que todas as mulheres desejam kkkk principalmente eu kkkk a Anie está cada dia mais fofa *___* não tem como não amar essa fanfic , está cada dia melhor!!!
    Caroline

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    1. Boa tarde, Caroline!

      AH! Estou muito feliz em ler seu comentário. Obrigada! É bom demais saber disso.

      Sim, e ainda irão conversar mais. Esse foi só o começo. Vem muita coisa boa pela frente. Podem aguardar! Ah, Lua sempre acaba surpreendendo com as atitudes que toma. Do Arthur a gente já espera, com ela é diferente.

      Ele fazendo o pedido novamente, foi lindo. Ainda mais no momento que estavam (emoji cara de lua) <3

      Hahaha é o sonho de consumo de qualquer mulher romântica. Ele é lindo e carinhoso demais. #QueroUmPraMimAssimTambém

      Anie é uma linda <3 tão apaixonável... Difícil não querer colocar ela num potinho, ou apertar as bochechas haha

      Obrigada mais uma vez pelo elogio.

      Beijos!

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  3. Cada dia melhor mesmo, não me canso de ler, adoro o Arthur implicando com a lua, a anie cada dia mais linda que da vontade de aperto, acho lindo o amor dos dois é de como eles tratam a anie, amei amei amei. Inacia

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    1. Boa tarde, Inacia!

      Muito obrigada! Fico feliz demais em ler e saber disso!

      Haha ele não para! Aposto que adora mais que a gente, ver a Lua irritada. Mas o importante é que eles sempre se acertam no final. Anie é um amorzinho só <3 a cada palavrinha errada, quero apertar as bochechas dela :-D

      O amor deles é lindo... em relação a filha, mais lindo ainda <3

      Beijos!

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  4. Cada vez mais maravilhoso os capítulos. Parabéns,ansiosa pelos próximos!
    Com carinho,Ana Júlia��❤

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    1. Boa tarde, Ana Júlia!

      Muito obrigada! Fico muito feliz em saber disso...

      Logo, logo estarei atualizando aqui.

      Beijos!

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  5. A cada capítulo melhor... Que bom que você demora a posta pq isso dá suspense e não faz a gente perde a vontade de ler muito pelo contrário dá mas é mas vontade de ler... Rsrsrs...
    P.s annak

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    1. Boa tarde, Annak!

      Muito obrigada! É muito importante saber disso e eu fico feliz demais sabendo que estão gostando tanto.

      Haha, mas eu gostaria de não demorar tanto assim... E ainda bem que ficam ansiosas para ler a fic, em vez de impacientes ao ponto de abandoná-la.

      Beijos!

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  6. Os seus capitulos nunca deixam a desejar. Arthur sempre implicando com a lua , esse homem não tem amor a vida kkkkkk . Anie é um denguinho da vontade de morde , tadinha com medo dos trovões. Ai, ai, ai mas esse casal ama fazer loucuras , Thur estragou a lua com sua safadeza (no bom sentido ) . Milly esta de parabéns XX adaline

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    1. Boa tarde, Adaline!

      É muito bom saber disso. Fico feliz que estou no caminho certo. E que vocês estão adorando cada vez mais a história.

      Arthur não muda haha cada vez mais, implica com a Lua. Mas ele a ama na mesma proporção haha <3 Ele não tem medo do perigo! Sabe contornar a situação...

      Aah, Anie é um amorzinho <3 vontade de apertar, e depois colocar num potinho, pra não deixar escapar haha Oooh criança que é um denguinho só! Ela é toda desembaraçada hahaha e isso faz com que a gente queira apertar aquelas bochechas (que a gente imagina que sejam extremamente fofas) dessa garotinha...

      Agora o Arthur não pode reclamar de nada. Ele que é o culpado da Lua estar tão "descarada" desse jeito haha (No bom sentindo, claro) Ele é um culpado do bem hah

      Obrigada mais uma vez.

      Beijos!

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  7. Arthur ama implicar com a Lua, ela já nem se irrita tanto mais! Anie é uma fofa e ainda mais falando essas palavrinhas erradas *--*. Esses dois não conseguem sossegar, os hots tão rolando ein!!
    Helena

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    1. Boa tarde, Helena!

      Demais haha Ele é muito cínico. Fica atiçando ela. Não tem do que reclamar depois. (Mas e quem não queria um Arthur desses? haha) Anie é um amorzinnho sempre <3 tão lindinha se expressando.

      Ooh, e como os hots estão rolando haha e vão rolar mais ao longo da história. Sempre que eles tiverem uma oportunidade.

      Obrigada pelo comentário.

      Beijos!

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  8. Aaah quero um Arthur pra mim ❤❤ Anie toda linda,a Lua sendo romantica aaah que Cap perfeito

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  9. Aaah quero um Arthur pra mim ❤❤ Anie toda linda,a Lua sendo romantica aaah que Cap perfeito

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    1. Boa noite, Luana!

      Haha... Não é só você quem quer um Arthur desses <3 Será que existe? haha Anie é um amorzinho. Tão fofa! Haha, vocês ainda ficam felizes quando a Lua adota esse lado dela românctico <3 ela ama. Só não demonstra tanto quanto o Arthur. Acho que ela está mudando...

      Obrigada. Fico feliz que tenha gostado tanto!

      Beijos!

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  10. muito bom o cap ansiosa por mais

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  11. Adorei o cap já quero mais

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  12. Amei esse capítulo,anie tão linda,Arthur adora implica com Lua kkk...
    Carla

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