Little Anie - Cap. 74 | 7ª Parte

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Little Anie
Little Anie | Cont. 7ª Parte

Pov Lua

Quando chegamos em casa, Anie estava dormindo profundamente em meu colo. Eu já desconfiava que isso iria acontecer, pois ela não havia dormido depois do almoço, já que tínhamos passado a tarde no cinema e depois no shopping.

Já era seis e quinze da tarde. Mel saiu do carro quando Arthur o estacionou na garagem e abriu a porta de casa. Arthur abriu a porta do carro e pegou Anie com cuidado no colo. Peguei a minha bolsa e fechei a porta.

– Pega a chave do carro, Luh. – Ele pediu.

Arthur tinha levado Anie para o quarto dela. A menina estava suando e suja de sorvete. E nem tinha como eu banha-la no momento. Anie era manhosa demais. Era capaz de já acordar chorando se eu resolvesse chama-la agora.

Conheço, ou não conheço a filha que tenho?

– É melhor deixa-la dormi. – Arthur comentou tirando a sandália da filha. Abri a janela, para não deixar o quarto muito abafado.
– Eu também acho. – Concordei. – Senão ela vai ficar enjoada o resto da noite. – Acrescentei.

Saímos do quarto da pequena e fomos em direção ao nosso. Arthur foi logo tirando o sapatênis e jogando perto da poltrona. Ele sabia que essa bagunça dele me irritava e fazia de propósito. Revirei os olhos e andei até o closet. Arthur soltou uma risada alta ao perceber que tinha conseguido me irritar.

– Você é insuportável, Arthur. – Falei e ele continuou rindo. – E pode tirar esse sapato daí. – Mandei. – Você sabe que isso me agonia. – Continuei falando enquanto voltava para o quarto. Eu tinha feito um coque no cabelo e tirei o short que vestia, eu já tinha tirado a blusa e estava só de sutiã.
– Você é insuportável, Arthur... – Me imitou. – Tira esse sapato daí... tira essa toalha molhada daí... tira essa roupa daí... Arthur, roupa suja não é aí... Arthur... Arthur... Arthur... Você sabe que isso me agonia... – Ele riu. – Tudo te agonia, querida. – Finalizou. – Aaai... Aaai... – Ele tentou se esquivar quando joguei nele a escova de pentear os cabelos. – LUA! NÃO! MEU CELULAR NÃO! – Ele gritou.
– Ainda vai me imitar? Me irritar? Você sabe que eu não tenho pena de jogar isso em você... – Balancei o celular.
– Vou. – Ele riu. – Linda, eu sei que você tem coragem de sobra para jogar ele até no chão, caso queira. Mas você não vai fazer isso. – Falou calmo. Ri.
– E por que eu não irei fazer? – Ameacei jogar outra vez.
– Porque eu irei ficar muito chateado. – Respondeu sério. – Me dá meu celular, amor.
– Toma, Arthur. Toma... – Falei jogando o celular pra ele e Arthur envolveu minha cintura com as pernas quando me aproximei da cama. Tive que me apoiar com as mãos na cama para não cair “com tudo” em cima dele. – Aai...
– Gemendo? Mas já? Ainda nem fiz nada. – Provocou empurrando o celular para o lado e me puxou, agora com as mãos para cima dele.
– Paaaraa... – Fingi repreendê-lo. Como se aquelas palavras tivessem me ofendido. Na verdade, eu adorava quando Arthur falava safadeza.
– Parar? Você ficou me provocando o dia todo... Primeiro com aquela ligação... – Me lembrou. – Disse que ainda estava nua. – Cheirou meu pescoço, mordiscando logo em seguida. – Depois quis me lembrar disso novamente... e pensa que não notei você me secando lá no shopping? – Perguntou e eu lhe dei um tapa no braço e depois enterrei o rosto no pescoço dele... morrendo de vergonha. Confesso. – Mordeu até o lábio e não fica com vergonha... não estou mentido... adora ficar me provocando que eu sei... sabe que eu gosto disso também. – Admitiu. – Olha pra mim, Blanco... Quero te ver... – Pediu rindo.
– Para... não vou te olhar... – Falei dengosa. Eu sabia que Arthur amava esse joguinho. Ele riu próximo ao meu ouvido, fazendo-me arrepiar.
– Você gosta disso, Lua... Eu te conheço... gosta quando eu começo a provocar também e a falar essas coisas... gosta quando eu te chamo de safada nessas horas... não gosta? – Sussurrou com os lábios ainda próximos do meu ouvido.
– E-eu... gosto. Gosto muito. – Admiti. Ele riu outra vez. Aquela risada provocante.
– Gosta quando eu faço isso também? Assim... – Perguntou mordendo o lóbulo da minha orelha, puxando-o vagarosamente, me fazendo gemer.
– Sim... sim... eu gosto. – Respondi contendo um riso. Passando as unhas pelos braços dele.
– E isso? – Uma de suas mãos desceram até minha calcinha e Arthur puxou a lateral dela, soltando-a logo depois.
– Aaaii... – Gemi um pouco mais alto. E Arthur apertou minha coxa, me virando e ficando sobre mim na cama.
– E assim... você gosta? – Passou os lábios sobre os meus e outra vez mordeu minha orelha. Fazendo-me remexer embaixo dele.
– Sim... eu gosto de tudo o que você faz comigo.
– De tudo?
– Sim, Arthur... de tudo. – Confirmei segurando-o pela nuca e o puxando para um beijo. – Eu te amo... muito. – Falei após o beijo.
– Amo você... muito... muito... muito. – Ele sorriu.

Sentou-se sobre mim com uma perna de cada lado da minha cintura e tirou a blusa, jogando-a no chão, ao lado da cama. Acompanhei seu ato com o olhar e Arthur percebeu.

– Nem inventa, Lua... – Abanou o ar. – Eu estou com calor. O quarto está abafado, não sente? – Perguntou irônico.
– Está abafado? Nem sei porque... – Respondi apertando as coxas dele por cima da bermuda jeans. – Eu só ia pedir...
– Pedir? – Ele riu cínico.
– Tá... mandar. – Revirei os olhos.
– Isso é mais a sua cara mesmo. – Retrucou ele.
– Você pegar essa blu...

Num gesto rápido, Arthur pegou minhas duas mãos e colocou sobre a minha cabeça, segurando-as só com uma das mãos, ele colocou a outra mão tampando minha boca.

When you love someone
Quando você ama alguém
Your heartbeat beats so loud
Seu batimento cardíaco bate tão forte
When you love someone
Quando você ama alguém
Your feet can’t feel the ground
Seus pés não podem sentir o chão
Shining stars all seem
Estrelas brilhando todas parecem
To congregate around your face
Para se reúnirem em torno de seu rosto
When you love someone
Quando você ama alguém
It comes back to you
Ele vem de volta para você

– Shhh... Você fala muito, Luh. – Reclamou ajeitando-se sobre mim. De modo que seu peso não ficasse todo sobre meu corpo. – Promete que vai ficar quietinha? – Perguntou. Neguei balançando a cabeça. – Uuuhm... disso eu já sabia. – Ele tirou a mão que estava sobre meus lábios.
– Olha...
– Estou olhando... – Brincou.
– Para! Deixa eu falar.
– Fala aí... – Disse e começou a contornar a parte de cima do meu sutiã. – Pretinho nada básico. – Comentou.
– Pensei em você quando comprei. – Falei encarando seu rosto. Arthur sorriu.
– Em mim? – Perguntou. – Só se for tirando-o. – Respondeu e me olhou. – Foi nisso? – Assenti. Ele alargou o sorriso. – Você é uma mulher incrível e eu não canso de dizer o quanto te amo... embora você saiba que eu a amo muito, o meu amor ainda é muito maior do que você possa imaginar. – Concluiu. – Eu gostei do sutiã... e da calcinha também. – Ele brincou outra vez com a lateral dela. – Ficaram lindos em você. – Finalizou.


– Obrigada... – Minha voz vacilou e Arthur soltou as minhas mãos.
– O que você ia me dizer? – Perguntou.
– Eu até esqueci. – Respondi e nós acabamos rindo. – Você me distrai muito.
– Ora, não tenho culpa se você se deixa distrair. – Comentou e eu lhe dei um tapa na coxa, aproveitando para aperta-la novamente. Arthur olhou para a minha mão, e depois voltou a olhar para o meu rosto. – Faz logo o que você quer fazer. – Falou.

Sorri sem mostras os dentes e levei as mãos para o botão da bermuda dele e depois de abri-lo, desci o zíper também. Arthur ficou observando cada movimento meu. Mas não disse nenhuma palavra. Quando por fim acabei, ele levantou-se, ficando ao lado da cama e tirou a bermuda.

– O que você quer agora? – Ousou perguntar. Sorri com malícia.
– Tenho certeza que você, mais do que ninguém, sabe o que eu quero agora. – Respondi.

Ele abriu minhas pernas lentamente, sem dizer nenhuma palavra e se ajeitou no meio delas.

– Tenho certeza que só eu, e mais ninguém pode fazer o que eu estou pensando em fazer com você agora.

Comentou passando a língua pela minha barriga, até chegar ao meu sutiã. Assenti fechando os olhos e puxei os cabelos dele. Uma de suas mãos passou por trás das minhas costas e Arthur abriu o feixe do meu sutiã, jogando a peça para o outro lado da cama.

– Gostei dele... mas agora a presença dele é um pouco inconveniente. – Brincou me beijando lentamente. Coloquei minhas pernas em volta de sua cintura e apertei com força sua nuca. – Você... acha... acha que alguém vai aparecer? – Me perguntou.
– Aai... por favor! – Exclamei um pouco desesperada. – Nem pense nisso... não agora. – Pedi, beijando-o novamente.

Seus beijos desceram para os meus seios, onde ele brincou com o bico de cada um, antes de envolve-los com a boca. Eu gemia tentando me controlar para não fazer isso mais alto.

– Assim? – Perguntou baixo, com o queixo apoiado no meu seio esquerdo. Balancei a cabeça concordando.

Ele desceu uma das mãos até o cós da minha calcinha, sem deixar de tirar os olhos de mim. Soltei um longo suspiro e senti Arthur deslizar a peça íntima pelas minhas pernas.

– Agora... não tão rápido quanto você estava esperando. – Avisou.
– Arthur... – Murmurei. – Não tortura. – Pedi.
– Não sou tão mal assim, meu bem. – Falou, mas eu não disse nada.

Dobrei um pouco os joelhos. E Arthur voltou a deitar sobre mim, afastando devagar minhas pernas. Senti a ponta do seu polegar massagear meu clitóris. E levei minhas mãos rapidamente a boca, para não soltar um gemido alto. Não se contendo, Arthur começou a chupar um dos meus seios. Fechei meus olhos com força, absorvendo todo o prazer.

– Relaxa, Luh... tira as mãos da boca, querida. – Disse. Respirei fundo e fiz o que ele pediu.
– Eu posso... hum... fazer... barulho. – Falei tentando manter a calma. E pude jurar que vi um sorriso em seus lábios.
– Baixinho pode. – Ele me beijou quando posicionou meu membro em minha intimidade, empurrando-o vagarosamente para dentro.

O beijo foi ficando mais intenso, mais selvagem. Passei a unhar as costas dele. Arthur começou a apertar minha cintura, tornando as investidas mais fortes. Nossos corpos se encaixavam perfeitamente. Não demoraria muito para que eu alcançasse o clímax e Arthur também.

– Lua... eu... – Ele estava tentando controlar a respiração. O que estava quase impossível. – Querida... – Arthur enterrou o rosto no vão entre o meu ombro e o meu pescoço. Estávamos suados, e eu podia jurar que estava ouvindo as batidas dos nossos corações.
– Só mais... espera só mais... um pouquinho. – Choraminguei. Não queria que ele gozasse antes de mim.
– Aaah... linda...

We’re gonna give ourselves to love tonight
Vamos nos entregar ao amor esta noite
Lifting up to touch the starlight
Levantar a mão para tocar o brilho das estrelas
And we will savor every second
E vamos saborear cada segundo
We spend together
Que passarmos juntos

Num movimento rápido, Arthur sentou na cama junto comigo, sem sair de dentro de mim. Envolvi minhas pernas em sua cintura com mais força e abracei seu pescoço com os braços. Ele também me abraçou com força, suas pernas esticadas na cama.

– Eu acho que não... não vou aguentar tanto tempo... – Sussurrou em meu ouvido.

Nem eu...

– Shhh... – Murmurei mordendo o lóbulo de sua orelha. O ponto fraco do Arthur: O pescoço. E foi lá que eu comecei a distribuir os beijos. – Te amo. – Falei antes de colocar os lábios nos dele, para não gritar quando o orgasmo me atingiu.
– Huum... dro-ga... – Ele murmurou entre o beijo. Talvez achando que eu não tivesse alcançado o clímax.

Arthur deitou de costas na cama e me levou com ele. Sai de seu colo e deitei ao seu lado, assim como ele, tentando controlar a respiração.

– Você não deveria ter feito aquilo se queria que eu aguentasse mais um pouco. – Falou depois de um tempo. – Sabe que é meu ponto fraco. – Agora ele virou o rosto para me olhar. Apenas sorri.
– Eu sei... por isso fiz. – Respondi.
– Pelo amor de Deus... diz que conseguiu também? – Me encarou de cenho franzido, me fazendo ri.
– Aham... – Murmurei cobrindo meus olhos com o braço. Senti a respiração de Arthur bater em meu peito.
– Tá pronta pra outra? – Perguntou.
– O quê? – Perguntei incrédula e Arthur riu alto.
– Eu também te amo... – Ele piscou e voltou a posição anterior.

À Noite – Dezenove e quarenta e três.

– Mamãe? – Anie me chamou.

Era quase sete e quarenta e cinco da noite. E fazia alguns minutos que a pequena tinha acordado. Anie havia literalmente capotado desde a hora que chegamos em casa – o que eu achei um pouco estranho.

– Cadê a minha mamadeila? A Carol não achou. – Perguntou se encostando na cama. – Pra onde a senhola vai? – Perguntou outra vez.
– Sua mamadeira tá na minha bolsa, filha. Mas você tem outra.
– Gosto daquela. – Respondeu. – Onde a senhola vai?
– Vou sair...
– Posso ir?
– Não, filha. Não é um programa para crianças. A mamãe não já saiu com você hoje à tarde? – Perguntei e ela assentiu. – Então, agora vou sair com o seu pai e a tia Mel. – Expliquei.
– Meu papai vai?
– Vai.
– Quelia ir também. – Ela fez uma carinha triste.
– Não precisa chorar, pequena.
– Não quelo ficar sozinha.

Não sei pra quem Anie puxou no quesito: drama.

– Mas você não ficará sozinha. A Carla e a Carol vão ficar com você.
– E cadê o meu papai?
– Ele tá tomando banho. – Respondi.
– Vocês vão demolar? – Perguntou deitando na cama.
– Não, meu amor. Mas você não precisa esperar a gente acordada.
– Então vocês vão demolar... – Choramingou.
– Huum... Mas acordou um bombom de alho. – Arthur comentou quando saiu do banheiro. E caminhou em direção a cama.

Ele já estava arrumado. Vestia uma calça jeans escura e uma camisa manga comprida de botões, também jeans – só que claro –, com dois bolsos na frente. A manga ele tinha encolhido até os cotovelos. O sapatênis era azul escuro, com detalhes branco e cadarço marrom.


Tão lindo. Tão sexy. Tão gostoso. Tão meu!

– Eu só quelia ir também.
– Mas filha, tá de noite. Logo você vai querer dormir.
– Eu sei... então fica aqui comigo. – Ela pediu mexendo em um dos bolsos da camisa do pai.
– Ficar aqui com você?
– É, papai...
– E deixar a sua mãe ir sozinha? Ela está tão linda para sair sozinha, não acha? Tenho que cuidar dela, concorda? – Arthur perguntou de um jeito fofo. Anie concordou com um manear de cabeça. Me fazendo ri, mas não deixei que ela visse isso.
– Então você nem liga se eu for? – Indaguei.
– Não, mamãe. Eu ligo... aí a senhola ficava também. Todo mundo ficava aqui. – Explicou.
– Espertinha... – Arthur apertou as bochechas da filha. – Mas eu também tenho que sair com a sua mãe. A gente não pode ficar só aqui em casa. – Tentou explicar.
– E por que eu fico? – Arthur riu. Caminhei para o banheiro para escovar os dentes.
– Porque você é neném e nenéns ficam em casa... porque dormem cedo na maioria das vezes.
– Então deixa eu dormi aqui? – Pediu.
– Vamos fazer um trato? Você dorme aqui e quando eu e sua mãe chegarmos, eu te levo para o seu quarto, tá bom? – Ouvi Arthur sugerir.
– Não. Não quelo esse tlato! – Anie exclamou cruzando os braços e fazendo seu famoso bico teimoso, tal como ela. – Eu quelo dormir aqui até de manhã. – A pequena deixou bem claro.

Arthur virou o rosto para me encarar, com aquele olhar do tipo: "Já era os meus para depois do jantar". E esse pensamento me deu vontade de ri.

– Aaah, filha. Você é muito difícil, eu hein! – Arthur reclamou.
– Se eu não dormir aqui... eu vou ficar chateada com você.
– Sem drama, Anie. Não precisa de nada disso. Até porque você sabe que eu vou acabar deixando você ficar aqui mesmo. – Comentou.
– Até de manhã?
– Sim. Até de manhã. – Arthur assegurou e Anie o abraçou pelo pescoço.
– Eu te amo, papai.
– Eu também amo você... amo muito. – Frisou.
– E eu? Eu não mando mais nessa cama? – Perguntei. Os dois riram.
– Mas o meu papai já deixou, mamãe.
– Novidade! Seu pai deixa tudo. – Retruquei e Arthur mostrou língua antes de voltar a abraçar a filha.

Sentei na poltrona para calçar minha bota cano longo, preta que vinha até as coxas. Eu tinha vestido uma sai, preta que batia na metade das minhas coxas e uma blusa manga comprida, branca. Acho que Arthur ainda não havia reparado direito na minha roupa, porque ele ainda não tinha começado a implicar com isso.


– Minha mamãe tá linda. – Ouvi Anie comentar e levantei o rosto para olha-la.
– Obrigada, meu amor. – Agradeci e lhe joguei um beijo no ar.
– Deixa eu ver... – Arthur disse, mas Anie o puxou de volta.
– Não, papai. Ainda não. Deixa ela terminar de calçar a bota. – A pequena comentou baixinho.
– Bota?
– É!
– E o quão linda sua mãe está? Muito, muito? – Indagou ele.
– É... um monte de muito, muito! – A menina exclamou sorrindo, nos fazendo ri também.
– Huum! Então é agora que eu não deixo ela sair sozinha mesmo. – Pontuou. – Já pensou se alguém leva sua mãe?
– Não, papai! – Ela exclamou espantada. – Você não vai deixar...
– Não deixo mesmo! – Arthur garantiu. – Agora eu já posso olhar? – Perguntou. Eu já tinha terminado de calçar as botas, me levantei da poltrona. Arthur virou o rosto para me olhar. – Ua... Uau... Wow, Lua! – Ele abriu um sorriso, e me fitou de cima a baixo. – Realmente, hoje você só sai acompanhada... comigo! – Deixou bem claro.
– Bobo! – Caminhei até a cama. – E você, mocinha. Nada de dormi tarde, está me ouvindo? Nove e meia, cama. Ok? – Enchi seu rosto de beijos.
– Tá, mamãe. E eu posso ligar a TV daqui? – Pediu fazendo um biquinho.
– Pode. Vou avisar a Carol. Até nove e meia, Anie. Nem um minuto a mais. – Avisei novamente.
– Cadê a mamadeila?
– Mamadeira! Tamanha velha... – Arthur implicou cutucando a filha.
– Nããããooo... e-eu... eu sou neném... – Ela falava entre risos.
– Uma neném velha...
– Não!
– Cadê meu cheirinho? – Pediu abraçando a filha. – Se comporta, pequena.
– Tá... chelinho... – Ela sorriu.
– Tchau, meu amor...
– Tchau, mamãe.

*

– Sobre Anie ter acabado com os meus planos de tirar a tua roupa na volta... Olha, vou nem comentar. – Contou me abraçando por trás quando saímos do quarto. – E ainda por cima, em baixo uma lingerie branca. – Lamentou. – Tu quer me matar, Blanco? – Perguntou soprando em mu ouvido, me fazendo encolher os ombros.
– Eu nem tô fazendo nada. – Me defendi.
– Aproposito, você está linda.
– Obrigada. Você também está lindo... e sexy. – Arranhei seu queixo.
– Gostosa! Muito. Gostosa. – Frisou apertando minha cintura. Dei uma risada. – Ri mesmo... Tua sorte Anie insisti para dormi hoje com a gente... Aaaah, Lua!
– É uma ameaça? – Retruquei.
– Um fato.

Descemos a escada e eu fui até a cozinha.

– Carol? Olha aqui a mamadeira da Anie. – Coloquei sobre a pia. – Ela vai ficar no nosso quarto, ok? Vai dormi lá... Não chegaremos tão tarde. Ela pode ficar assistindo TV até umas nove e meia. Passando disso, pode desligar. Eu já avisei ela. Qualquer coisa, é só ligar. Tanto eu quanto Arthur vamos estar com o celular. – Avisei.
– Tudo bem, Luh. Divirtam-se!
– Obrigada.

Voltei para a sala.

– Olha, é um jantar black and white? – Ele riu olhando de Mel para mim. – Porque ninguém me avisou.

Ela vestia uma calça longa preta, com uma blusa branca de manguinha caída, deixando os ombros amostra. E calçava um sapato de salto baixo, bico fino, também preto.


– Engraçadinho! – Lhe dei um tapa no ombro.
– Você está linda, amiga. – Mel elogiou.
– Obrigada. Devo estar mesmo, porque Arthur não implicou com a minha roupa.
– Ei... Não reclama não. – Ele me avisou. – Tô evitando olhar para o tamanho da sua saia. – Completou.
– Ata... – Nós rimos, mas Arthur permaneceu sério. – Você também está linda, amiga. Essa calça super combinou com você.
– Obrigada. – Mel sorriu. – E Anie? Não insistiu para querer vim? – Nos perguntou.
– Ela só ficou, porquê impôs uma condição. – Arthur começou.
– Qual? – Mel perguntou já rindo.
– Dormi na nossa cama até de manhã. – Respondi. Arthur fez um barulhinho de frustração com a boca.
– Filhos... as vezes parece que adivinham os planos dos pais, eu hein! – Comentou.
– Ele tá falando dele mesmo. – Ri.
– Eu tô mesmo. – Arthur admitiu entrando no carro. – Onde as madames querem ir?
– Você escolhe... Você paga! – Pisquei.
– Depois pergunta para quem a Anie puxou na esperteza. – Rimos. – Tem preferência, Mel?
– Não, Arthur. Pode escolher.
– Ok, então.

Arthur dirigiu quase quarenta minutos até chegarmos ao restaurante. Por sorte ainda tinham três vagas no estacionamento. E quatro mesas vazias.

– Não vou beber vinho. – Mel nos avisou. – Vou ficar só no suco mesmo.
– E você, querida? – Arthur me perguntou.
– Vou acompanhar a Mel. – Sorri para ela. Tanto ela quanto Sophia faziam isso quando eu estava grávida de Anie.
– Só porque eu sou muito cavalheiro, eu vou acompanha-las também.
– Só porque você tá dirigindo, você vai nos acompanhar. – Retruquei quase cantarolando.
– Não. Não sou desses homens, você sabe disso. – Respondeu colocando o celular sobre a mesa. – Vou pedir um ice de frutas.
– Quero uma batida de morango. – Mel falou.
– Só falta a Lua pedi de maracujá... mal dela isso. – Arthur comentou me olhando.
– Tá... especialista em coquetéis, qual você sugere pra mim? – Perguntei irônica. E senti uma das pernas de Arthur roçar na minha.
– Um coquetel de melancia. – Disse como se não tivesse me provocando.
– Tem o que nele? – Ignorei as provocações dele.
– Melancia, Lua. – Ele e Mel riram.
– Desculpa, amiga. – Pediu ela.
– Olha... Tô só anotando, Arthur. – Avisei. Ele apenas sorriu. – Quero filé à parmegiana. – Falei colocando o cardápio sobre a mesa. – E purê de batata.
– Sabe que não vem junto, amor. – Me avisou.
– Pede separado. – Falei. Arthur apenas ergueu uma sobrancelha, mas não me olhou.
– Você vai pedir o que, Mel? – Lhe perguntou.
– Peito de frango com creme de leite, e molho de cebola. Sem o vinho. – O lembrou.
– E você, Arthur? – Perguntei.
– Não decidi ainda. – Ele mordeu os lábios, indeciso. – Será que nesse filé de peixe com pimenta vem muita pimenta? – Perguntou.
– Talvez... Você não gosta tanto. – O lembrei.
– Pois é... mas vou pedi.

Arthur fechou o cardápio e chamou o garçom. Ele anotou nossos pedidos e não demorou muito para o garçom trouxesse nossos coquetéis.

– É gostoso, Lua?
– Tem hortelã. – Respondi. – Arde um pouco. – Arthur segurou o riso ao me ouvi falar isso.
– Quando vão a Brighton? – Mel perguntou.
– Nem sei... a Lua ficou de decidi. Ela estava meio irritada comigo. – Arthur comentou.
– Talvez na segunda. – Respondi.
– A casa vai ficar muito vazia... Não vai ter mais Anie de manhã no sofá assistindo frozen...
– Pela milésima vez. – Completei rindo.
– Só ela fazendo drama para não dormi sozinha no quarto dela lá. – Arthur comentou. – Nem sei pra quem ela puxou esse drama todo. – Revirou os olhos. Encostei a cabeça no ombro dele.
– Você põe mau costume. Agora reclama.
– Huuum... – Ele apertou minha cintura.
– Ano que vem ela vai para a escola?
– Ainda não pensamos nisso... – Arthur falou. – Pelo menos, não eu.
– Cheguei a pensar, mas ainda não conversarmos, né amor?
– Uhum... Tá passando rápido... – Arthur suspirou. – E você, Mel? Como está se sentindo? A gente mal conversa sobre esse assunto, ou qualquer outro. – Concluiu.
– Estou bem. Enjoos, muitos enjoos. Fora isso, tudo certo. Na próxima consulta vou pedir um nome de um remédio para ver se isso para um pouco.
– Chá as vezes melhora. – Falei.
– Já tomei de todo tipo. Tive que trocar até meu perfume.
– Eu também. Lua não teve mais o que enjoar... – Arthur me olhou. Apertei a cintura dele por baixo da camisa.
– Era muito forte.
– Mas era meu, ora. Tá vendo, Mel? Mudando de assunto. Não quero ser chato nem nada, mas uma hora ou outra, alguém vai ter que falar sobre ele...
– Hum! – Reclamei.
– Você e o Chay já tentaram conversar?
– Ele sim, mas eu não quero. – Mel foi bem direta. – Não estou preparada para olhar para a cara dele ainda. – Finalizou.
– Entendo, mas vocês precisam conversar. Não é querendo pressionar, até porque esse assunto não me diz respeito. Mas agora você vão ter um filho.
– Ele ainda não sabe. – Mel soltou.
– Eu podia adivinhar. – Arthur revirou os olhos. – Acha que vai esconder isso até quando?
– Tá defendo ele? – Perguntei. Arthur me encarou confuso.
– Não tô defendendo ninguém. – Deixou claro. – Só tô falando. Ele errou como marido, não precisa errar como pai.
– Mas eu vou falar... só que agora não. Ele nem queria mesmo.
– O fato é que agora ele não tem o que escolher. – Arthur pontuou irritado.
– E você vai ficar chateado?
– Não estou chateado. Quem tá chateado aqui, Lua?
– Você. – Retruquei. – Não era pra gente discuti.
– Quem tá discutindo aqui? – Perguntou novamente.
– Micael já me pediu para conversar com ele... Vocês já se acertaram? – Mel indagou.
– Já... alguns dias depois nós conversamos. É difícil ficar num clima estranho sendo que convivemos. – Arthur explicou. – Ele pediu desculpas pela discussão lá em casa e por causa da Lua também. Mas isso é assunto dele com ela. Só falei que não ia mais tolerar outra atitude agressiva dele em relação a Luh... Mas quem tem que desculpa-lo, é ela.

Apertei mais forte a cintura de Arthur, mas não falei nada. Ouvi e ver ele me defendendo, me dava vontade de beija-lo até perder o fôlego. Ele era sim uma pessoa, um homem, um amigo, um companheiro, um marido incrível.

– Não sou o homem perfeito, Mel. Nem um marido perfeito. Caso eu fosse, eu e Lua não discutiríamos nunca, o que não acontece.
– Não mesmo. – Ri.
– Temos os nossos momentos... Inclusive, há dois dias foi um desses momentos. – Ele suspirou. – Enfim... Tem tanta coisa acontecendo com a gente.
– Eu sei, Arthur... – Mel tentou nos poupar. Mas Arthur negou com a cabeça. – Mas Chay foi muito traíra. Nunca pensei que ele ia fazer isso. Fiquei chateada com você também.
– Entenda, Mel. Eu não queria me meter nisso. E só contei porque Lua sabe ser insistente quando quer. Eu sabia que ela não seguraria a boca fechada por muito tempo.
– Assim eu fico me sentindo uma fofoqueira, Arthur. – Lhe dei um tapa na coxa.
– Eu não quis dizer isso, querida. – Ele beijou minha cabeça.
– Vocês precisam conversar de cabeça fria. – Arthur falou.
– Ainda não é o momento. Não para mim. – Mel colocou um pedaço de frango na boca. – Essa mulher pelo menos valia apena? – Perguntou depois de um tempo em silêncio.
– Aah, amiga... Nem vale apena saber disso. – Tentei mudar o foco.
– Quero saber... como ela era exata... exatamente. – Finalizou.
– Sempre quando erramos, temos a ilusão de que vale apena. Mas depois descobrimos que nem sempre isso acontece. Acabamos aprendendo com os erros. Acredito que Chay tenha se arrependido sim. – Arthur comentou. – Ela não valia mais que o casamento de vocês. Isso é obvio. Você não precisa saber se ela é mais linda que você. Não é por aí...
– Até porque essa vadia deve andar igual uma puta!
– Lua! – Arthur me repreendeu. – Fala mais baixo. – Ele olhou para os lados fazendo Mel soltar um riso fraco.
– Faz dias que ele vem me ligando. – Nos contou.
– Bom, você já sabe o que eu penso a respeito disso. – Arthur comentou.
– Pede um ice desse de frutas pra mim. – Pedi para o Arthur, tentando com sucesso mudar de assunto.
– É?
– É...
– Vou ao banheiro. – Mel levantou-se da cadeira. Arthur chamou o garçom e fez o meu pedido.
– Me beija... – Pedi e Arthur sorriu passando o polegar sobre meus lábios antes de juntar nossas bocas. O beijou foi lento e tinha gosto de melancia com uma pitada de pimenta. – Eu acho que tinha muita pimenta no teu prato. – Falei enquanto tirava a marca de batom dos lábios dele. Arthur riu.
– Ou será você quem tá ardendo? – Cheirou meu pescoço.
– Também... – Entrei no joguinho dele.

*

– Boa noite, amiga.
– Boa noite, Mel. – Arthur disse.
– Boa noite. Obrigada pela companhia...
– Vamos repeti mais vezes. – Garanti e nos despedimos. Eu caminhei para o quarto com Arthur que já foi tirando a camisa. – Olha que anjinho... – Arthur beijou a bochecha da filha. – Um anjinho sapeca. – Ele riu baixo e me seguiu até o banheiro. – Me acompanha? – Me convidou completamente nu.
– Seu sem vergonha. – Falei rindo. – Só banho... – Avisei.
– Uhm... e eu teria vergonha de quê? Sou bem dotado! – Se gabou. Revirei os olhos. – Ok... só banho. Não estou te convidando para mais nada além disso. – Piscou.

Terminei de me despi e entrei debaixo do chuveiro com ele. Arthur me abraçou por trás.

– O que combinamos?
– Só banho... Relaxa, linda. Não esqueci.
– Sabe...  Esqueci de te dizer que amanhã vou ao salão.
– Fazer o quê?
– Cortar o cabelo, ajeitar as unhas, fazer depilação. – Fiz uma careta e Arthur riu nessa parte. – E massagem.
– Ei! Massagem eu faço. – Avisou. – Não gosta? Achei que era bom nisso.
– Massagem profissional. – Esclareci.
– Você tá reclamando do meu jeito de massagear? – Prendi o riso ao ouvir sua pergunta em um tom incrédulo.
– Você é ótimo no jeito que faz massagem.
– Huum... sei não, viu? Vai me trocar! É homem quem vai fazer? Olha... se for, acho melhor...
– Shh... deixa pra falar amanhã. – Pedi.
– Não corta muito o cabelo, porque eu adoro o seu cabelo. Você sabe. – Me disse.
– Aaawn... – Me virei e fiquei na ponta dos pés para beijar seus lábios. – Tá bom. Pode deixar!

Continua...

Se leu, comente! Não custa nada.

N/A: Olá? Boa madrugada para quem for ler agora e bom dia para quem for ler durante o dia haha :-D

Demorei hein? Sei disso e ia demorar mais se fosse deixar para continuar só amanhã. Por isso, agora 1h21 – sem horário de verão – eu estou aqui terminando mais uma parte do capítulo.

Espero que tenham gostado!

O que acharam hein? Estão gostando das cenas hots? Esse casal tá que tá haha (emoji cara de safado)

Anie é uma figura <3 vou rouba-la pra mim. Tão fofa! Quem quer uma? Haha

O que acharam dos looks? E do jantar?

Obrigada a todos os comentários do capítulo anterior <3 Amei e respondi a todos!


PS: Fany o link aqui em baixo é com a foto do Harry, que você me pediu no capítulo anterior e eu disse que colocaria nesse capítulo. Espero que agora dê para imagina-lo melhor ;-D Tão lindo! O nome dele é Harry Judd mesmo. Ele é baterista e integrante da Banda McFly <3



Beijos e até a próxima atualização de Little Anie.

Uma boa semana a todos!

13 comentários:

  1. Ahhhh vaca, que amor esse capítulo 😍
    O Arthur com ciúmes é a coisa mais fofa do mundo!!! ❤
    Anie toda dengosa e dramática igual a mãe hahaha
    Adorei o jantar, eles precisam fazer isso mais vezes. A Mel merece esses momentos com eles!
    E esse HOT, OMG! Que fogo, esses dois não cansam nunca 😂

    Ps: Fui a primeira comentar e já quero a viagem pra Brighton, obrigada de nada 😘

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Adorei o jantar, eles merecem esse momento juntos e com a Mel. Lindos os looks!

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  4. Amei esse momentos fofos! Anie tão lindinha, Arthur com ciúmes Hahaha...

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  5. vc se supera a cada capítulo milly. thur com ciúme é uma maravilha de se ler e imaginar kkkkk . anie essa coisa foufa , dengosa e dramatica , ela é uma lua da vida mesmo rsrsrs . ai q calor , q fogo esse Hot do casal eles nao cansam nunca , que vício delicioso . anie com brancinhos cruzado e biquinho OBRIGADAAA ♡♡ . e esses looks maravilhosos , sempre fazendo nossa imaginação flutuar . Xx adaline

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  6. Ahhh amei capítulo lindo gostei muito dos looks já quero essa viagem logo

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  7. aaannnwwt lindoos faz tempo que eles não ficam tão fofos assim ♥♥♥♥♥♥

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  8. Como sempre amei o capitulo, Lua e Arthur e Mel deveriam se divertir juntos mais vezes.
    Anie como sempre espertinha 😂😂😂 atrapalhando os planos dos pais.

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  9. A cada capítulo fico mais ansiosa ainda para o próximo!! Esses hots estão cada vez mais frequentes, esses dois não tem jeito mesmo!! Quero só ver em Brighton! Anie como sempre muito fofa e os looks lindos!
    Helena

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  10. Amei esse Capítulo! Lua bem romântica,anie Manhosa e Arthur safado como sempre! ❤

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  11. Como não amar essa fic?
    Já quero mais ❤

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  12. Estou amando essa fic,anie é muito fofa.Só quero ver essa viagem a Brighton no que vai dar,amei os look.

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  13. Como eu amo Little Anie <3<3
    Mal posso esperar pelos próximos capítulos. A cada dia essa web fica melhor!!!

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