O Poderoso Aguiar | 31º Capítulo

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O Poderoso Aguiar
31º Capítulo – Mentiras e Punições

Pov Lua

Aquela frase maquinou na minha cabeça o dia inteiro: Chega Lua. Já te dei seu parquinho de diversões. Por que não vai brincar com seus soldadinhos de chumbo e me deixa em paz?

Ahh… que ódio que sentia de Arthur às vezes. Mas só às vezes… e bem pouquinho.

Merda nenhuma!

Minha raiva não durava nem um segundo. Sou completamente apaixonada por aquele cavalão. E mesmo me tratando rudemente, eu sabia que ele me amava também. E não era só porque ele me disse com todas as letras, mas porque ele demonstrava isso em todos os seus atos.

E ainda por cima voltou antes do dia, pegando-me no flagra. Dormia com sua foto junto ao meu peito.

Gostoso, filho da mãe!

Enquanto ele dormia eu reparava no corpo perfeito. Suspira e morre, Lua. Isso é homem demais pra você. Não resisti e deslizei meu dedo do peito até a barriga dele, parando perto do elástico do calção.

– Não está pretendendo me estuprar como fez com seu irmão não, né? – Bati no peito dele.
– Que raiva, Arthur. Você parece que dorme com um olho aberto e outro fechado. Está sempre atento.
– Estou acordado há horas, sua boba.
– E que milagre é esse que ainda está na cama?
– Vou trabalhar em casa hoje. Tenho muita coisa para resolver.
– Qual é o assunto com Tânia?
– Vai começar logo cedo?
– Se não quer que eu saiba… então é coisa ruim.
– Lua… por que esses bebês ainda estão ai dentro da sua barriga? – Estranhei a pergunta, mas percebi que ele esperava uma resposta. Respondi o óbvio.
– Porque ainda não está na hora de saírem.
– Exatamente. Tudo na vida tem sua hora. Se eu não te contei nada ainda é porque não está na hora.
– Chato… horroroso.

Virei-me de costas para ele e fechei meus olhos. Ele ficou quieto por uns minutos, mas depois senti sua mão em minha cintura e depois deslizar até minha bunda Estremeci quando senti seu peito forte colar-se às minhas costas e seu hálito quente assoprar em minha orelha.

– Está querendo me provocar, é? Sabe que essa bunda me deixa louco… fico de pau duro só de olhar.

Ele apertou minha cintura e puxou meu corpo um pouco para trás, deixando-nos inteiramente grudados. A boca desceu pelo meu pescoço… mordendo… e a barba por fazer arranhava minha pele, fazendo com que o bico dos meus seios enrijecessem no mesmo instante. Deslizou sua mão para frente e apertou meu clitóris, me fazendo gemer um pouco mais alto.

– Hum… olha só que delícia… prontinha para mim. É assim que eu gosto…

Empurrei meus quadris contra sua grossa ereção quando sua mão fechou-se sobre meu seio, apertando meu mamilo. Levei meu braço para trás segurando sua cabeça em meu pescoço e rebolando contra ele.

– Assim, gostosa… isso que é mulher… minha poderosa… – Eu gemi alto e senti meu sexo encharcar-se ainda mais, mas implorei.
– Não, Arthur… por favor… não vá usar seus poderes contra mim. – Ele riu alto, sua respiração fazendo minha pele arrepiar-se ainda mais.
– Assim não vale… você me desconcentrou… – Depois falou novamente com a boca em meu ouvido. – Amor da minha vida. – No mesmo instante ergui minha perna, colocando-a para trás sobre a perna dele.
– Não me faça esperar, Arthur. Senti tanto a sua falta…

Arthur mordeu meu ombro enquanto deslizava seu pau para dentro de mim com relativa facilidade. Girei um pouco minha cabeça, sua boca já estava pronta para a minha. Praticamente me devorou enquanto empurrava seu pau com firmeza, provocando ondas de arrepio por todo meu corpo.

Desceu novamente sua mão até meu clitóris e massageou magistralmente fazendo a primeira onda de prazer me arrebatar. Arthur segurou minha perna e estocou mais fundo, rebolando seu pau de um lado a outro, como se quisesse me abrir mais para ele.

– Eu te amo, Arthur… amo…

Decididamente, esse homem me deixava maluca. Quanto mais eu tinha… mais eu queria. Isso não teria fim. Era um vício… um veneno que por ironia, era essencial para minha sobrevivência.

– Porra… vou gozar em você… – Meu sexo contraiu-se novamente, prendendo-o dentro de mim, fazendo Arthur rosnar.
– Poderosa do caralho… gostosa… amo…

Arthur gemia enquanto seu jato abundante penetrava meu corpo, escorrendo por entre minhas coxas.

Lentamente ele abandonou meu corpo e deitou-se de costas na cama. Virei-me de frente pra ele e coloquei minha cabeça em seu peito.

– Está tudo bem? Não machuquei você?
– Estou bem. Deu tudo certo com os negócios?
– Na medida do possível, sim.
– Hum…você estava tão bravo.
– Detesto amadorismo, Lua. Sabe disso.
– Eu sei, Arthur. Mas você tem que ver que nem todo mundo tem seu ritmo, seu estilo de fazer as coisas.
– Tudo bem. Então que aprendam. Há quanto tempo estão comigo? Meu Deus do céu… parecem um bando de garotinhas
– Sim, mas eu acho… – Ele suspirou e me interrompeu.
– Você não acha nada. Cuide das suas coisas que eu cuido das minhas. Agora…

Ele me afastou e ficou sentado na cama, as costas apoiadas na cabeceira. Puxou-me para o vão entre suas pernas e me abraçou.

– Quero te perguntar uma coisa…
– Pode falar…
– Você nunca me falou a respeito da sua mãe.

Fiquei tensa com sua pergunta. Ele estava preocupado há uns dias e agora me fazia essa pergunta?

– Nunca falei porque você nunca perguntou.
– Estou perguntando agora.
– Não tenho muito que falar. Nem cheguei a conhecê-la, Arthur. Morreu logo depois que eu nasci.
– Mas seu pai nunca falou nada a respeito dela?
– Apenas uma vez. Disse que era uma mulher maravilhosa, que já me amava muito… e que por isso ele nunca mais se casaria novamente. Depois disso nunca mais falou nada e eu também não perguntei.
– Entendi.
– Agora pode ir falando o porquê disso.

Ele ficou um tempo calado. Estranhei… indecisão não era uma atitude típica de Arthur. Passou a mão pelo meu ventre.

– Os bebês estão bem?
– Estão muito bem. Percebeu que já cresceu mais um pouco?
– Percebi… só não comentei que achei que pudesse ser cisma minha.
– Tudo bem. Agora pare de me enrolar. Por que me perguntou sobre minha mãe?
– Eu estive conversando com o traste do seu irmão.
– E?
– Nesses dias de tortura, você chegou a perguntar alguma coisa pra ele? Do porquê de ter se juntado a Dom Matteo?
– Não. Para mim o fato de ter se juntado a ele foi única e exclusivamente para se vingar de você. Afinal, além de tê-lo humilhado bastante, você se casou comigo e eu fiquei do seu lado incondicionalmente. Não é por isso?
– Pelo menos ele disse que não. Primeiro ele tem dívidas com Dom Matteo também.
– Puff. já era de se esperar.
– E segundo… – Levantei minha cabeça para olhá-lo.
– O quê?
– Ele disse que Dom Matteo irá ajudá-lo a… encontrar sua mãe.

O susto que levei foi tão grande que parecia que todo o sangue fugia do meu corpo. Minha pele ficou gelada e eu senti minha cabeça leve como se eu fosse desmaiar.

– Lua? Lua? – Arthur tocou meu rosto enquanto friccionava meus pulsos.
– Fale comigo, por favor. Ah... merda. Sabia que não deveria ter falado nada.
– Não. Foi só… um susto.
– Está bem?
– Que loucura é essa, Arthur? Minha mãe está morta.

Então ele me contou tudo o que o Pedro dissera. Minha boca ia se abrindo à medida que ele falava. E estranhamente… eu não duvidei. Meu pai foi tão ordinário que eu não duvidava nada que aquilo fosse verdade.

– Então eu liguei para Tânia e pedi que ela viesse aqui hoje. Vamos precisar dela.
– Meu Deus, Arthur… mas essa família que tive é… nojenta.
– Como está se sentindo? Seja sincera.
– Não consigo nem chorar, Arthur. Acho que já vi tanto horror vindo dessa banda podre. Felizmente com você eu só conheço a felicidade… então não tem muita coisa que me abale mais. – Eu vi os olhos dele brilharem. Felicidade… admiração… amor… tudo junto.
– Não imaginava que fosse tão forte assim. – Ele me abraçou novamente.
– Pensei que fosse desabar. – Olhei bem em seus olhos, sentindo minha pulsação disparar.
– A única coisa que pode me abalar… é se acontecer algo com você ou com nossos filhos. – Ele segurou meu rosto e me beijou longamente.
– Mas nós iremos descobrir isso. E sinceramente, Lua? Eu acho que seu irmão já foi castigado demais. Está na hora de você se decidir.

Inspirei profundamente. Não porque eu tivesse alguma dúvida. Não tinha nenhuma, estava muito convicta do que iria fazer. Eu estava apenas tentando criar coragem, afinal nunca matei ninguém a sangue frio como Arthur. Mas o desespero que passei quando pensei que fosse perder Arthur ainda corroía em minhas veias.

– Peça aos seus homens para preparem tudo, Arthur. Amanhã Pedro partirá dessa para melhor.

Levantei-me e fui até o banheiro, ligando a ducha. Não sabia exatamente em que espécie de ser eu havia me transformado. Ou em que espécie de mulher o amor por aquele homem havia me transformado.

***

Eu dava uma olhada na relação dos seguranças enquanto Arthur se ocupava de olhar outros papeis. Estávamos aguardando a chegada de Tânia a qualquer momento. Eu tentava mostrar naturalidade, mas não estava conseguindo. Pra mim essa história estava mais fedida do que tudo. Não ousei perguntar a Arthur qual era a sua opinião a respeito.

Ouvi a batida na porta e antes que eu me levantasse, Arthur ordenou que entrasse. Tânia entrou deslumbrante como sempre, usando um vestido roxo, pouco acima dos joelhos.

– Bom dia, Arthur.
– Bom dia. Sente-se aí. Já iremos conversar.
– Como vai, Lua?
– Estou bem, e você? Alguma novidade?
– Por enquanto nenhuma. Mas vou te dizer, hein… as coisas começam a se complicar para o lado de Dom Matteo.
– Como assim?
– Uma das garotas que foi traficada conseguiu fugir… não se sabe como. – Arthur levantou a cabeça no mesmo instante.
– Conte isso direito, Tânia.
– Não estava sabendo, Arthur? – Ele revirou os olhos e suspirou, exasperado.
– Óbvio que não ou não estaria perguntando. – Deus do céu, mas era o rei da impaciência.
– Aconteceu que a Brianna, não se sabe como, conseguiu fugir. Suspeita-se que saiu escondida no carro de um dos clientes. E desde então Dom Matteo está louco atrás dela. – Tânia encarou Arthur por um tempo.
– Porque se ela chegar até “alguém” poderoso e influente… será o fim de Dom Matteo.

As narinas de Arthur inflaram e ele prendeu a respiração por um tempo. Depois inclinou-se um pouco na direção de Tânia.

– Dom Matteo acha que ela pode estar querendo chegar até mim?
– Eu tenho certeza que sim.
– Como é essa garota, Tânia?
– Baixa, pele clara, cabelos loiros… bem ao estilo da Lua.

Arthur recostou-se na cadeira, pensativo. Mas minha mente doentia e ciumenta já imaginava a garota “bem ao meu estilo”.

– Temos que sair atrás dessa garota. – Eu me levantei.
– Mas, Arthur…
– Quieta ai, Lua.
– Tânia… você tem feito seu trabalho direitinho? Tem certeza que Dom Matteo não desconfia de nada?
– Absoluta, Arthur. E eu me esforço para isso. Afinal, se não fosse você, meu filho não estaria a salvo.
– E como ele está?
– Está se recuperando. A clínica que você indicou é maravilhosa.

Chegava a ser cômico. O maior traficante do país, aquele que contribuía para que a população, principalmente os jovens, se enveredassem para o mundo das drogas… ajudando uma pessoa a se livrar do vício.

– Mas eu tenho outra coisa que quero que descubra para mim, Tânia.
– Pode mandar, chefe.
– Pérola.

Meu sangue congelou nas veias e arregalei meus olhos. Arthur só poderia estar brincando. Sua ex-mulher? O que ele queria saber dela, afinal?

– O que tem a Pérola?
– Ela está mesmo com Dom Matteo?
– Para que quer saber isso, Arthur?

Eu perguntei, mas ele sequer olhou em minha direção. Continuou encarando Tânia.

– Claro que não, Arthur. Ficou louco? Pérola tem pavor daquele homem. Ela nem está mais no apartamento que você deu a ela. Tem medo de ficar sozinha.
– E como ela está agora?
– Vive num hotel. Nem sai de lá. Dom Matteo quer a Pérola de qualquer jeito. Sabe como ele é em relação a… suas ex.
– E por que Pérola não me procurou? Não pediu ajuda?
– Como por quê? Você deixa tudo muito claro pra elas. A partir do momento que deixam de ser companheiras… nada de envolvimento. Nem um olá. – Isso era novidade pra mim.
– Eu sempre deixei isso claro para todas.
– Menos para mim.

Arthur me olhou tão intensamente, que por um momento eu fiquei meio perdida. Não soube decifrar o que se passava com ele.

– Porque você simplesmente nunca seria minha ex-companheira, Lua. Já te falei um milhão de vezes desde que entrou por essa porta, que seria para sempre. E agora pare de me interromper ou te dou umas palmadas.

Dei um sorriso largo pra ele e movi meus lábios, sem emitir som: Gostoso. Ele riu e balançou a cabeça.

– Sabe em que hotel ela está?
– Onde ela estaria segura, Arthur? Onde Dom Matteo não se arriscaria a entrar?
– No hotel do meu pai, é claro.

Eu ainda não tinha entendido o que Arthur queria exatamente com Pérola Mas não iria perguntar. Não que eu tivesse medo das palmadas, mas simplesmente não queria vê-lo irritado comigo. Pelo menos, não hoje.

– Mas Dom Matteo não pode estar atrás de Pérola simplesmente porque ela foi minha mulher. Ele deve ter outros interesses.
– Sim. Pelo que entendi, Pérola sabe de alguma coisa que ele está correndo atrás. Mas isso eu também não consegui descobrir ainda.
– Quer dizer que Pérola nunca teve nada com ele? Nem quando estava comigo? – Tânia me olhou, confusa.
– Tem certeza que era para ele ter saído do hospital? – O olhar de Arthur estreitou-se em direção a Tânia.
– Vai dar uma de engraçadinha agora também? Perdeu todo o senso do perigo?
– Não… claro, er… desculpe. Mas Arthur… que mulher em sã consciência faria isso? – Hum… não gostei de ouvir aquilo vindo da boca de Tânia.
– Pérola tem nojo daquele homem. Ele já quis pega-la a força, mas ela conseguiu escapar. – A agonia ia acabar me matando. Levantei-me novamente e fui até Arthur.
– De onde tirou essa ideia de que Pérola poderia ter traído você, Arthur?

Perguntei deixando meus dedos enfiaram-se em seus cabelos. Ele ergueu os olhos para mim e passou o braço pela minha cintura.

– Um franguinho depenado me contou. Mas agora… acho que está na hora de fazer uma canja com ele.
– O que…

Arthur pegou o telefone e esperou, seus dedos acariciando de leve a minha barriga. Assim que a ligação foi completada, ele se levantou.

– Chay? Quero que entre em contato com os rapazes ainda hoje. – Ele esperou um pouco e seus olhos brilharam perigosamente.
– Eu sei que dei folga a vocês hoje. Não tem que me lembrar de nada e eu jamais volto atrás em minha palavra. Quero apenas que fiquem avisados que amanhã bem cedo, antes do dia clarear… venham buscar alguém e levem para o galpão. E sem atrasos. – Nem ao menos se despediu e desligou.
– Está falando do…
– Tânia, obrigado por ter vindo. Quero que fique atenta à questão da garota. Mas colocarei meus homens em alerta também.
– Sempre às ordens, Arthur.
– Agora eu preciso acertar umas contas com um sujeitinho aí… – Saiu do escritório ventando. E eu fui atrás apenas dando um tchau para Tânia.
– A gente se fala depois, Tânia. – Corri atrás dele que andava a passos largos.
– Arthur… ARTHUR… me espere, caralho. – Ele parou e se virou.
– O que é?
– Vai falar com o Pedro?
– Sim. Com aquele filho da puta que tentou me enganar, dizendo que Pérola me traía com Dom Matteo. Já passou da hora de acabar com a raça vagabunda dele.
– Por que isso, hã? Tudo isso é ciuminho da Pérola?

Antes que eu tivesse tempo de pensar, meu corpo foi prensado contra a parede e sua boca esmagou a minha com ferocidade, a língua se enfiando entre meus dentes sem pedir licença. Não me fiz de rogada, é claro e agarrei-o pelos cabelos. Mas rapidamente ele se afastou. Mesmo sendo breve, foi o bastante para me deixar ofegante.

– Pareço estar com ciúmes, hã? Lua… Lua… só me faça um favor: não me irrite hoje. Não estou pra brincadeiras.

Deu as costas pra mim e voltou a caminhar em direção ao quarto onde Pedro estava. Corri atrás novamente. A porta foi escancarada com violência e Arthur entrou indo direto até Pedro. Como sempre ele estava de bruços na cama. Arthur pegou-o pelo pescoço, fazendo-o grunhir.

– O que…

Passei à frente de Arthur e pude ver a fúria assassina em seus olhos. Confesso… dessa vez eu tive medo dele. Pela primeira vez eu me vi realmente casada com o Dono da máfia. O Todo poderoso frio e implacável que metia medo em todo mundo.

– Achou que iria me fazer de bobo e sair impune, seu merdinha?
– Eu… não sei do que está falando. – A bofetada estalou e a boca de Pedro sangrou no mesmo instante.
– Estou falando da Pérola. Você queria que eu fosse atrás dela, não é? Que eu tentasse tira-la das mãos de Dom Matteo.
– Não… eu só falei a verdade. Que ela era uma vadia e…

Outra bofetada e Pedro gemeu. Arthur sentou-se à frente de Pedro e olhou para um dos seguranças.

– Donovan?
– Sim, chefe?
– A minha caixa de charutos, por favor.

Ele saiu apressado e voltou menos de cinco minutos depois. Arthur acendeu o charuto e recostou-se na cadeira. Eu tenho que dizer… nem era hora disso, mas aquela cena era sexy demais. O meu poderoso gostoso, sentado tranquilamente na poltrona, a fumaça do charuto ocultando parcialmente seu rosto. Eu me molhei toda, foi inevitável.

– Comece falando a verdade, Pedro. E não me venha com gracinhas. Estou aborrecido hoje.
– Já falei… Pérola traía você com Dom…

Arthur inclinou seu corpo para frente e pressionou a ponta do charuto na mão de Pedro. Ele berrou e esperneou enquanto Arthur continuava o aperto, o olhar em fenda fixo nele.

– AHHHHH… PARE…

Arthur voltou a recostar na cadeira. Olhei para a mão em carne viva do meu irmão. Até quando ele ia se negar a contar a verdade?

– Vamos lá… franga… fale.

Pedro arfava e não falava nada. Era um burro mesmo. Ia morrer de qualquer jeito. Por que não falava logo de uma vez?

– Pedro?

Silêncio.

Arthur se levantou, uma das mãos no bolso da calça e a outra segurando o charuto.

– Donovam? Vire-o. Deixe-o de costas na cama.

Mas Pedro queria mesmo brincar com o perigo. E queria me arrastar junto com ele. Olhou debochadamente para mim e depois para Arthur.

– O que foi, Arthur? Vai brincar com meu instrumento também? Assim como minha doce irmãzinha brincava? Passando a linguinha nele? – A respiração de Arthur ficou suspensa, mas ele não moveu um único músculo.
– Tire a roupa dele, Donovam.

Ergueu o charuto e ficou um bom tempo olhando para ele. Eu já imaginava o que ele iria fazer.

Fui até ele e toquei seu braço. Só esperava que com esse gesto, ele não acreditasse nas palavras absurdas de Pedro. Não sei o que estava havendo comigo. Por que eu não o espancava como fiz várias vezes? Passei a mão em meu ventre. Eu já sabia a resposta.

– Arthur, por favor…
– SE ESTÁ COM PENINHA DO SEU BRINQUEDINHO É MELHOR SUMIR DAQUI, LUA. AGORA!
– Arthur… – Ele se virou para mim. Os olhos de um assassino frio me encararam. Apenas sibilou.
– Agora. A nossa conversa termina longe daqui.

Sai apressada, mas assim que a porta se fechou eu ouvi o berro agoniado de Pedro. E depois mais outro e mais outro… até o silêncio. Provavelmente desmaiou… de dor.

Desci as escadas correndo, passei ventando pela sala e fui para o nosso quarto. Meu corpo inteiro tremia. Pedro filho da puta, desgraçado. Querendo jogar Arthur contra mim. E eu estava numa maré estranha. Forte e medrosa ao mesmo tempo.

Quinze minutos depois quando Arthur abriu a porta do quarto, meu coração perdeu uma batida. Enquanto caminhava até mim, minha respiração acelerava. Parou à minha frente e me encarou.

– Levante-se!

Mandou… obedeci.

Fiquei de pé e no instante seguinte seus braços envolveram minha cintura e sua boca cobriu a minha. Meu corpo inteiro vibrou quando sua boca passou ao meu pescoço.

– Que pena… estraguei seu parquinho de diversão.
– É mentira dele, Arthur. Eu juro que nunca fiz nada… você não pode acreditar nele.
– Claro que posso… – Mordeu meu pescoço. – Mas não acredito. Você gosta de HOMEM e não de moleque. – Suas mãos apertaram meus seios e eu gemi.
– Você me fez pensar que acreditou nele. – Ele riu, o rosto em meus cabelos.
– Eu sei.
– Desgraçado. Você faz isso de propósito.
– E você sempre cai… tolinha. – O empurrei.
– Eu te odeio, Arthur. – Ele riu novamente e caminhou para a porta.
– Preciso sair agora. Vou ao encontro da Pérola.
– Não… Arthur… não… eu não te odeio. Eu te amo. – Ele riu alto.
– Sua ciumenta idiota. Não estou falando isso para você ficar brava. É o que preciso fazer agora.

Mordi meus lábios. Merda… estava com ciúmes sim… e muito. Ele arqueou a sobrancelha.

– Quer vir comigo? – Abri um sorriso.
– Quero.

Ele esperou até que eu me aproximasse e suspirou, a boca colou-se ao meu ouvido.

– Só irei respeitar essa insegurança despropositada porque está sensível por causa da gravidez. Vou repetir mais uma vez, dentre milhares que já disse: Você é única pra mim. Me completa. Não preciso de outra. Agora vamos que já está me atrasando.

Fui atrás dele, saltitante. Realmente… esses hormônios estavam acabando comigo. Enquanto seguíamos no carro, Arthur segurou minha mão.

– O que quer com a Pérola?
– Alguma coisa me diz que a Pérola é o passaporte para chegarmos até sua mãe.
– Pérola? Mas por quê?
– Não sei. Mas eu tenho quase certeza… sua mãe está viva sim… e Pérola vai nos levar até ela. Quem sabe não será ela a me ajudar a destruir Dom MAtteo?

Minha mãe viva…

Pérola sabendo da verdade…

Até que ponto Arthur estaria certo?

Continua...

Se leu, comente! Não custa nada.

Obrigada pelos comentários do capítulo anterior.

10 comentários:

  1. Hum suspense.....tomara que a mãe dela apareça logo e que o Pedro sofra bastante!!

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  2. Meu pai é suspense que nao acaba mais rsrsrs

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  3. Posta mais logooo...

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  4. Estou curiosa hahaha

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  5. Quero mais, estou curiosa.

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  6. O Arthur é um cavalo com Lua diz!

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  7. Quero mais um capítulo.

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  8. Cadê o próximo capítulo??? Pode postar, obrigada de nada 💅😘

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  9. Cadê o próximo capítulo??? Pode postar, obrigada de nada 💅😘

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  10. Posta mais please, to quase morrendo de tanta curiosidade
    Eu to amando a web mais eu queria ver mais momentos românticos dos dois

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