Milagres do Amor - Cap. 26º

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Milagres do Amor
Apenas Respire | Final

Pov Narrador

– Cunhadinha, qual você vai primeiro? – pergunta Arthur do lado de Rayana que mantém sempre um sorriso direcionado a ele.
– Qual Thur?
– O que você quiser. – diz sorrindo pra ela.

Lua pensa e seus olhos caem na montanha russa que é a marca registrada do lugar.

– A montanha Russa. – diz apontando para o gigantesco brinquedo amarelo.
– É isso ai, Luinha você é das minhas. – diz levantando uma mão e batendo com a palma na de Lua.
– Quem mais vai? – pergunta Arthur.

Todos foram, menos Rita e Ricardo alegando que estão velhos demais para tal loucura.

Arthur paga os bilhetes e eles entram no brinquedo. E começa a gritaria. Após rodar, subir, descer, virar de cabeça pra baixo e tudo mais o brinquedo para, Lua sai sorridente tentando arrumar o cabelo, assim como as outras meninas.

– Isso foi o máximo. – diz Lua sorrindo de orelha a orelha.
– Vamos de novo? – pergunta Chay entusiasmado.
– Talvez depois. Vai dar um volta com a Ray – diz dando uma soma de dinheiro para cada um – Aproveitem que eu estou de bom humor hoje, agora sumam da minha frente. Ele vira enlaçando Lua pela cintura, mas volta de repente. Eles vão em direção a ponta do píer, e sentam em uma das pontas.
– Por que paramos? – pergunta Lua alegre.
– Tenho que falar com você. – diz Arthur se lembrando de sua viagem.
– Ah amor, por favor, tudo menos problemas. Quero me divertir hoje. – diz satisfeita.

Arthur ficou tão absorto por ela pela primeira vez ter o chamado de amor que até esqueceu o que iria dizer e a puxou para um beijo apaixonado e quente.

Enroscando sua língua na dela em uma dança sensual e carinhosa, na qual só os dois tinham permissão de entrar. Mas agora tinha um gosto diferente menta.

Arthur cessou o beijo e semicerro os olhos, lambendo os lábios.

– Menta? – pergunta sorrindo.
– Meu gloss. Gostou?
– Muito bom – diz voltando a beijá-la.

Estavam tão distraídos que nem perceberam um senhor de idade, magrinho e alto, cabelos negros com algumas mechas brancas da idade, se aproximar e tirar uma foto, naquelas máquinas velhas, que até saiam fumaça e faziam um barulho esquisito.

Ele ficou esperando eles cessarem o beijo, mas como demorou e estava precisando de dinheiro, os interrompeu.

– Desculpe-me. – disse com a voz falha e velha

Lua acabou o beijo e olhou corando para o senhor.

– Sim. – fala educadamente.
– Eu estava passando por aqui e vi vocês dois exatamente embaixo da lua, e resolvi tirar uma foto. Vocês formam um casal muito bonito.
– Sei… E o fato do senhor ganhar a vida tirando fotos não tem nada com isso? Ou o senhor sai por ai tirando fotos de casais que acha interessante? – pergunta irritado, passando a mão nervosamente pelo cabelo, ele não gostou nada da intromissão.
– É o senhor Aguiar? – pergunta reconhecendo o homem. – Eu apenas estava… O meu Deus me desculpe eu já vou indo. – diz com a voz tremula, pegando a máquina e indo embora.
– Espera – Lua o chama, ele se vira rapidamente em sua direção ainda meio assustado. – Posso ver a foto?
– Claro – ele coloca a máquina no chão e aperta um botão onde sai à foto e entrega para ela.

Ela observa a foto, feita bem no exato momento em que eles recomeçaram o beijo, Arthur está com uma mão segurando a nuca de Lua ela com as mãos infiltradas em seus cabelos revoltos, a lua bem acima de suas cabeças presenciando esse ato de amor e carinho dos dois, deixando a foto ainda mais ofuscante com seu brilho natural e bonito acompanhada do mar abaixo.

– Olha – estende a foto para Arthur que vê e sorri. Ficou bonita – Ai está à quantia para duas ou mais fotos, então tire mais uma. – pede não se importando com sua recusa, enfiando a nota no bolso de sua camisa velha.

Arthur se senta novamente e puxa Lua, que solta um gritinho de surpresa, para seu colo. Ele a envolve com seus braços e sorri para câmera, assim como Lua faz.

Segundos depois o senhor lhes entrega as duas fotos, agradece e sai quase correndo dali.

– Você o assustou – diz Lua olhando para as duas fotos.

Arthur dá de ombros.

– Qual você vai ficar? – pergunta Lua.
– Não sei, as duas ficaram bonitas. Mas também pudera com você qualquer coisa ficaria mais bonita, linda, maravilhosa, perfeita – diz dando beijos em sua bochecha e pescoço.
– Tá bom, você que é o modelo da foto não eu – rebate entre risos e por fim escolhe uma – Vou ficar com a do beijo.

Entrega-lhe as duas.

– Guarda pra mim?

Arthur assente e as guarda no bolso de dentro de usa jaqueta.

– Mas o que você queria me falar? – pergunta ainda em seu colo.
– Eu… Nós vamos ter que ir embora amanhã – diz cauteloso.
– Por quê? Não é por causa do que aconteceu comigo não né? – pergunta Lua triste.
– Não, eu tenho uma festa para ir no domingo.
– Daqui a dois dias? – pergunta pesarosa

Ele assente. Arthur vê seu semblante desmoronar apenas por falar que vão embora da praia, imagina quando ele falar que vai ficar fora por dois meses? Sim, ele tinha um belo problema em mãos.

Pelo dia cansativo e aterrorizante que Lua e ele tiveram, ele resolve adiar mais uma vez essa notícia, afinal eles estavam ali para se divertir.

– Ei, não fique assim, poderemos voltar outro dia. – diz acariciando seus cabelos carinhosamente. – E você não gosta de festa? Iremos a uma – diz tentando alegrá-la.
– Jura? – Lua o encara com um brilho diferente nos olhos.
– Sim.
– Você vai me levar? – pergunta temerosa.
– Mas é óbvio, se você quiser claro.
– Mas você quer que eu vá? – pergunta sorridente

– Se eu quero?- finge pensar- Sem dúvidas, se você não for eu não vou, afinal você vai ser o brilho da noite. - diz sorrindo torto, o coração dela perde uma batida e volta acelerado.

– Como assim?- pergunta curiosa.

– Rayana vai te falar. Mas esquece isso, vamos aproveitar o agora. - diz levantando com ela no colo e beijando sua boca macia.

– Eu realmente gostei do seu brilho. – diz rindo.
– Me coloca no chão.
– Não, estou tão carente. Você conhece alguém que pode me curar desse mal? – pergunta fazendo um biquinho.

Lua morde os lábios e sorri abertamente.

– Acho que sim. – diz mordendo e puxando carinhosamente seu lábio inferior, que antes estava preso em um biquinho fofo.

 Lua olha diretamente para seus olhos castanhos profundos e lhe dá um beijo de esquimó, antes de cair de boca literalmente, em seus lábios carnudos e desejosos, fundindo seus lábios com o dele. Ela aprofunda o beijo agarrando seus cabelos e unindo mais os lábios chupando-o delicadamente como se fosse a fruta mais madura e gostosa de uma árvore, ela mordia e acaricia levemente com a ponta de sua língua, em um beijo tranquilo e demorado, porém demonstrando forte paixão por parte de ambos.

Após os dois ficarem sem fôlego se separam ofegantes

– Matei esse mal que estava te consumindo? – pergunta brincando com seus cabelos.
– Bom, por enquanto sim, mas eu logo fico carente novamente. – diz enfiando sua cabeça no pescoço de Lua, respirando seu aroma adocicado de morango e a coloca no chão.
– Vamos comer – diz pegando-a pela mão e indo em direção a uma barraquinha de cachorro quente.

Após comerem com muita risada e beijos de ketchup, eles passeiam alegremente pelo píer. Parando em várias barraquinhas de brinquedos ou outras coisas mais, quando Lua para em uma das barracas de tiro ao alvo e erra todas, fazendo um bico enorme por querer um bicho de pelúcia em forma de sapo que está na prateleira.

Porém Arthur pega a arma de brinquedo e acerta todos sem nem ao menos apontar direito e ganha dois de uma vez. O sapo enorme e dois ursinhos se abraçando, um azul com bolinhas roxas e outro roxo com bolinhas azuis.

Lua só falta pular de alegria e agradece dando vários beijos em Arthur que carrega um enquanto Lua leva o maior.

Lua vai para baixo e para cima com o sapo em volta de seu corpo, como algodão doce, ri, brinca bastante. Enfim volta a ser criança, aproveitando a áurea feliz que emanava daquele lugar cheirando a maresia, e aproveitar tudo que não pode quando era mais jovem.

Logo volta pra casa esgotada e cai na cama, após um banho rápido. E o dia horrível foi empurrado para baixo do tapete ou jogado ao vento por Arthur, fazendo assim que Lua tenha um pouco de paz esquecendo as coisas menos importantes que a rodeia, pelo menos por hoje.


Continua...

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