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O Clube – Cap. 85
O ruim é acordar e saber que tudo não passou de um sonho. Então vamos dormir mais, para sonhar o que desejamos de novo.

- Estava chorando? – Perguntou mesmo já adivinhando qual seria a resposta dela.
- Acordei chorando na verdade... Sonhei com... ele. – Suspirou.

POV NARRADOR

Arthur foi à farmácia, e não demorou. Uns 20min, já estava de volta a casa. Entrou no quarto apenas para deixar os remédios que havia comprado. Lua tinha adormecido, era melhor assim. Desse jeito ela não pensaria tanto no filho, mas ele não podia escolher qual sonho ela sonhar, e nem ela. Essa manhã ela sonhou com Nathan. Sonhou que ele ainda estava em sua barriga, e acordou com os olhos cheios de lágrimas ao perceber que tudo continuava igual, e que Nathan não existia mais. Que tudo não passava de uma enorme vontade dela querer que ele ainda estivesse ali. Passou a mão com cuidado pela barriga e segurou as lágrimas que queriam continuar caindo. Será que ela nunca pararia de chorar? Será que ela sempre choraria ao se lembrar dele? As perguntas pulavam de um lado para o outro em sua cabeça. Lua fechou os olhos com força e sentiu um caminho molhado de lágrimas mancharem suas bochechas e chegarem aos seus lábios. Levou as mãos vagorosamente até o rosto, e tentou limpar as lágrimas. Não queria mais chorar. Não queria lembrar-se de Nathan como uma coisa triste em sua vida, embora ele fosse. Ela não queria pensar nele assim.

Arthur estava na sala com Manu em seu colo. A garotinha estava na fase perguntas. Não parava um segundo sequer de boca fechada. Queria saber por que as pessoas morrem. Por que sua mãe tinha virado estrelinha. Por que seu irmão também tinha ido para o céu. Perguntou se ela ia demorar a ir lá, no céu. Perguntou por que Lua não estava ali com eles. Arthur estava a ponto de manda-la ficar calada. Ele não queria se estressar com a filha. Ele não queria pensar em respostas para as intermináveis perguntas de Manuela. Nanda veio buscar a menina para darem uma volta na praça que ficava no bairro. E Manu aceitou. Indo feliz da vida com planos de tomar sorvete de morango e comer algodão doce. Ele ficava aliviado ao vê-la tão bem, tão cheia de saúde. Ele pedia tanto para que nada de ruim acontecesse com ela. Talvez ele não suportasse mais nada tão ruim, não suportaria mais nada que se nomeasse, perda.

Levantou-se do sofá e subiu as escadas. Ainda ia dar 10h. Abriu a porta com cuidado para não acordar Lua. Mas ele estava enganado, dormindo era a última coisa que ela estava. Ela levantou o rosto para ver quem era, e viu Arthur sorrir de lado ao fechar a porta. Caminhou até ela e sorriu cordialmente. Sentou-se na cama de frente para a noiva, e segurou as mãos dela.

- Estava chorando? – Perguntou mesmo já adivinhando qual seria a resposta dela.
- Acordei chorando na verdade... Sonhei com... ele. – Suspirou. Arthur tirou com cuidado uns fios de cabelos que estavam no rosto dela.
- Não fique zangada. – Pediu baixo. – Mas você tem que aceitar... Não quero ver você chorando sempre que as lembranças dele vierem átona.
- Não consigo fingir que estou bem, se é isso que você quer. – Falou com uma leve irritação na voz. E puxou rapidamente suas mãos das dele. Por que ele estava tão incomodado com suas lágrimas? Será que nem chorar ela podia mais? Perguntou para si mesma.
- Não estou te pedindo para fingir nada, amor...
- Mas é o que tá parecendo. – Retrucou.
- Só quero seu bem.
- Então me deixe chorar! –Exclamou.
- Luh, não quero te ver chorando.
- Não vou estar aqui amanhã. – Ela disse séria. Arthur a olhou confuso.
- Do que você tá falando? Aonde você pensa que vai?
- Pra casa. – Ela respondeu. – Você não vai mais precisar me ver chorando. Já que isso te incomoda. – Finalizou.
- Não me incomoda. – Esclareceu. – Me deixa triste. Não quero te ver assim. Não te pedir para ir embora. – Falou tentando manter a calma. Perder a cabeça com ela nesse estado seria a pior coisa que poderia acontecer agora. Arthur passou as mãos pelos cabelos, nervoso. Era óbvio que ele não deixaria ela ir embora.
- Eu quero ir. – Insistiu. – Não disse que você me mandou ir.
- NÃO QUERO QUE VÁ. NÃO QUERO QUE VOCÊ SAIA DAQUI! – Gritou perdendo toda a paciência. Levantou-se da cama e andou pelo quarto. – O QUE TE FAZ PENSAR QUE EU TE QUERO LONGE DAQUI? LONGE DE MIM? – Ele ainda gritava sem se dar conta de tal ato.
- Não grita. Isso não vai me assustar, e nem vai me fazer mudar de ideia.
- Eu quero saber! – Ele fechou os olhos e cerrou os punhos socando o ar.
- Quer explicação maior que essa? – Ela fez um gesto abrangendo todo espaço. – Você todo estressado, tentando fingir que tá tudo bem. Se fazendo de forte. Irritado comigo por sempre me encontrar chorando. Você não é obrigado a me aturar, a me suportar. Desculpa, mas eu realmente não estou sendo e nem vou ser uma boa companhia. Companheira, noiva, amiga, parceira e nem nada... Eu não vou conseguir... Arthur. – Finalizou sentindo lágrimas grossas escorrerem pelo seu rosto e chegarem a sua boca. Tentou seca-las passando as mãos, mas de nada adiantou. Elas continuaram descendo livremente. Arthur se aproximou da garota e a abraçou com cuidado, mas ainda assim, um abraço forte. E tentou acalenta-la em seus braços.
- Não estou irritado com você. – Ele falou baixo. – Nem pense nisso. – Pediu. – Você me conhece e sabe que não está tudo bem comigo. Não sou tão forte, só quero ajudar você. E pra isso, não posso parecer tão fraco ou mais fraco que você. – Admitiu se justificando. Afastou-se da noiva e segurou seu rosto com as duas mãos. – Não fala assim, não diz isso. Você é sim a melhor companhia, a única que eu preciso. Você consegue sim, basta querer tentar... – Disse baixo, e deu um selinho nos lábios dela. E se afastou novamente olhando nos olhos de Lua.
- E... Eu... – Ela tentou falar.
- Shhh... Não vou deixar você sair. Não adianta você tentar me convencer do quão ruim vai ser sua companhia. Você pode repetir mil vezes, ou um milhão de vezes, e mesmo assim eu não vou deixar você ir, Luh. – Arthur disse firme e passou o nariz levemente no nariz de Lua, em um beijo de esquimó.
- Arthur...
- Não diz nada. Agora nós vamos descer e vamos almoçar... – Falou mudando de assunto.
- Não estou com fome. – Ela lhe disse.
- Mas você precisa comer, e vai comer. – Arthur lhe disse sério.
- Aah não, por favor. – Ela pediu fazendo um bico.
- Não. Esse bico não vai me convencer, a única coisa que você vai conseguir com ele, é uma mordida. – Arthur aproximou os lábios do pescoço dela e depositou vários beijos ali, e depois trilhou um caminho de beijos até os lábios dela, que ainda sustentava um bico, e mordeu, como havia falado. Aprofundou o beijo quando sentiu Lua dar passagem e puxou a garota com cuidado para o seu colo. Ela colocou as mãos envolta do pescoço dele e acariciou sua nunca com a ponta dos dedos. Já ofegantes, eles cessaram o beijo com selinhos. Arthur abriu um sorriso ao encarar os olhos de Luh. Passou a ponta dos dedos pelo rosto dela. – Eu não quero passar mais nenhum segundo longe de você. Além do mais... – Ele parou e deu um selinho na garota. – Eu ficaria sem beijo. E não ficar sem isso também...
- Safado! – Ela exclamou lhe dando um tapa no braço. – Mas minha mãe vem, ela vai querer que eu fique em casa. – Disse baixo.
- Aqui é a sua casa, e é aqui que você vai ficar. Sem contar que não existe enfermeiro melhor que eu, e nem mais gostoso e atencioso também. Olha só... Você tá podendo. – Sorriu maroto ao finalizar a frase.
- E nem tão convencido quanto você, né? – Ela apertou levemente o nariz dele e riu.
- Aham, e você não vai me enrolar... Vamos almoçar! – Ele se levantou da cama com a garota ainda em seu colo.
- Arthur! – Ela exclamou. – Me põe no chão! – Mandou fazendo força para descer.
- Não faz força! – Repreendeu ele. – Você sabe que não pode. – Disse. – Vou cuidar de você e nem ouse reclamar. – Avisou e saiu do quarto descendo as escadas com uma Lua, agora quieta em seu colo. Colocou a garota no chão assim que chegou a cozinha.
- Cadê a Nanda? A Manu? Soph? Alê? – Lua perguntou estranhando o silêncio. Quando Manuela estava em casa, o silêncio era uma coisa rara.
- Nanda levou Manu para dar uma volta, e o casal está no trabalho. – Arthur respondeu colocando sopa no prato de Luh.
- Eu odeio sopa. – Lua reclamou ao olhar para o prato.
- Sinto muito, mas você vai ter que comer. – Arthur sorriu sem mostrar os dentes e se sentou ao lado dela com seu prato de lasanha, o mesmo parecia estar delicioso. Lua passou a língua nos lábios e olhou para o prato de sopa a sua frente e fez uma cara triste.
- Isso é injusto! – Reclamou.
- Se você colaborar, logo, logo estará comendo lasanha. – Sorriu.
- Seeei... Que saco! – Disse emburrada.
- Come, amor... – Arthur disse. – Eu que fiz. – Comentou.
- Nossa! – Lua exclamou. – Deve está horrível. – Disse tentando segurar o riso.
- Ata, valeu aí... – Ele fez joinha. – Mas tudo que eu faço é gostoso! – Se gabou.
- Se você tá dizendo... – Ela deu de ombros.
- Não é gostoso?
- O que? – Lua perguntou.
- Tudo o que eu faço. – Esclareceu.
- Depende... A sopa está razoável. – Ela sorriu sem mostrar os dentes.
- E o resto? – Perguntou fazendo Lua rir alto.
- Se cala, Arthur. – Pediu rindo e ele bufou.
- Não custa nada você responder...
- E não custa nada você se calar... Estou comendo, não era isso que você queria?
- Sim. – Disse encerrando o assunto. Mas continuou arrumando um jeito de implicar com Lua durante todo o almoço.

A NOITE - APENAS TENTANDO DORMIR. DORMIR.

Lua trocou de roupa e caminhou até a cama, Arthur tinha ido colocar a filha para dormir. Ela queria fazer isso também, mas sabia que se olhasse para a pequena Manuela, seu plano de não chorar iria por água abaixo. Ela se lembraria de Nathan, e se lembraria de tê-lo perdido. Sentou-se na cama com cuidado e ficou olhando para o nada. Pelo menos ela não tinha chorado mais, e se continuasse assim, talvez até pudesse se recuperar mais rápido, como Arthur havia comentado. Sorriu e soltou um longo suspiro logo depois. Minutos depois Arthur adentrou o quarto. E se aproximou de Lua.

- O que aconteceu? – Ele perguntou neutro, tentando esconder sua enorme preocupação.
- Nada. – Ela sorriu sincera. – Só quero dormir. – Completou baixo.
- Vou trocar de roupa e já venho, tá? – Disse e Lua assentiu.

Arthur trocou de roupa, colocou uma calça de moletom e uma camiseta branca. E voltou para a cama. Lua ainda estava sentada. Ela vestia uma camisola azul claro. Arthur deitou na cama e puxou a garota para perto dele. Lua se ajeitou com cuidado e envolveu a cintura de Arthur com os braços. Ele depositou um beijo na testa dela.

- Tenta dormir... – Lhe disse.
- Eu não quero sonhar... – Ela comentou baixo. – Mas ao mesmo tempo, é como se no sonho tudo fosse real. Como eu queria que fosse. – Admitiu.
- Eu sei, e entendo... E qualquer coisa, eu tô aqui. – Ele disse lhe dando mais um beijo calmo na testa e fazendo carinho em seu braço com a ponta dos dedos.
- Obrigado...
- Não agradeça. Eu amo você... – Disse e afastou o rosto para olhar a garota.
- Eu também amo você, e cada dia mais. – Confessou sorrindo. Arthur sorriu também.
- Em outros tempos acabaria com a gente sem roupa. – Arthur comentou baixo. Fazendo Lua rir.
- Os tempos mudam, mas a sua safadeza continua igual... Ou pior. – Comentou fazendo-o rir.
- Sinto falta. – Confessou enterrando o rosto nos cabelos de Luh. Eles estavam há dois meses sem sexo. E ele esperaria ainda mais quase três meses se Lua ainda estivesse grávida. Mas agora, mesmo assim, teria que esperar mais um mês e pouquinho, ou até quando Lua se sentisse a vontade.
- Dorme, Arthur. Você está cansado. – Ela soltou um riso e sentiu suas bochechas esquentarem.
- Eu aqui, confessando uma coisa dessas, e você me manda ir dormir? Isso é frustrante, amor! – Exclamou.
- Quero dormir...
- Você tá com medo de mim? – Ele perguntou incrédulo, mas prendendo o riso.
- Claro que não. – Ela revirou os olhos. – Você não é uma ameaça.
- Posso me tornar. – Provocou. – Mas não vou te agarrar. – Disse.
- Nem se eu quisesse? – Perguntou provocando-o também. Arthur riu.
- Agora?
- Sim. – Ela respondeu.
- Bom – Ele começou. – Eu teria que ser forte o bastante para te dizer, não. – Finalizou. – Meu plano e cuidar de você. – Disse e apertou o nariz dela de leve.
- Uhm... Tá. – Ela cerrou os olhos. – Vamos dormir.
- É o que nos resta. – Ele disse em tom triste. – Dorme bem. – Sussurrou aproximando os lábios dos dela.
- Você tá aqui... – Murmurou.
- Sempre! – Afirmou e apertou Lua em seus braços. E assim dormiram.

QUINZE DIAS DEPOIS.

Lua tinha voltado à faculdade, óbvio que Arthur tentou convence-la do contrário. Alegando que ela tinha que ficar em casa, em repouso, como o médico havia mandado. Lógico que ela não aceitou os argumentos dele. Ela não aguentava mais ficar em casa. Tinha que sair dali, ou acabaria enlouquecendo. Ainda nem tinha tocado nas roupas do filho, nem no quarto havia entrado. Tinha que doar tudo. Não iam servir mais para eles mesmos. Mas tinha que falar com Arthur, ele tinha planos de ter outro filho, e pra isso, ele nem precisava dizer nada, ela sabia. Talvez os móveis ficariam, mas ela não queria que ficasse nada. Nada que lembrasse o filho que ela havia perdido.

Suspirou assim que Arthur estacionou o carro em frente à faculdade. Teriam aulas nos dois turnos. Não estava nem com cabeça para pensar nos assuntos, nas matérias, mas não tinha nada melhor para fazer. Pelo menos ali ninguém a não ser Karen, sabia que Lua havia perdido o filho. Ninguém se importava. Ninguém faria perguntas. Saiu do carro e foi acompanhada por Arthur.

- Teimosa! – Comentou. – Devia ter ficado em casa. – Disse.
- Eu tinha até me esquecido de como suas amiguinhas Any e Isa só faltam te comer com os olhos... – Comentou ignorando totalmente ele.
- Elas não são minhas amiguinhas. Deixa de implicância.
- Enfim... Agora eu estou aqui. – Sorriu sem mostrar os dentes.
- Oi, Luh! – Karen exclamou e se aproximou de Lua.
- Oi, Karen. – Lua disse lhe dando um abraço.
- Tudo bem? – Lhe perguntou sorrindo de lado.
- Tudo indo... – Respondeu sorrindo fraco. – Não quero tocar nesse assunto. – Completou.
- Ok. – Karen assentiu. – Oi, Arthur.
- Oi, Karen.
- Ka, como boa amiga que você é...
- Começou. – Arthur retrucou enquanto anotava alguma coisa.
- Shiu. – Lua murmurou. – O que aconteceu na minha ausência? – Perguntou fazendo Karen rir e Arthur bufar.
- Ignora, Karen. Ignora. – Sussurrou.
- Karen? – Lua insistiu. A garota olhou para ela sem saber o que falar.
- Arthur? – Uma puta chegou, ops a Isa* Lua olhou para garota e ergueu as sobrancelhas.
- Oi. – Arthur respondeu sem vontade, ele sabia que ela só fazia isso para irritar Luh. E se ela conseguisse isso. Ele mataria ela, sério mesmo. Ele levantou a cabeça e encontrou Isa sorrindo cinicamente. Lua continuava encarando-a.
- Poderia me ajudar com aquelas questões que ficou de me ensinar? – Perguntou. Questões? Ok, ela tá doida. Ou não tem amor a vida.
- Questões?
- Sim, não lembra?
- Não.
- Naquele dia que... – Lua interrompeu.
- Não. Ele não vai. E não iria nem se a sua vida dependesse disso. Ok? – Sorriu cinicamente ao finalizar. Isa a olhou com uma sobrancelha erguida.
- Olha aqui, você acha que eu sinto dó por você ter perdido o bebê? Haha bem feito. Você é uma idiota, Luh. – Jogou seu veneno rindo. Lua franziu o cenho e se surpreendeu por não ter sentido vontade de chorar, e sim, ter sentido raiva e ódio, e um prazer incrível ao deixar a marca de seus dedos no rosto de Isa.
- E você é uma puta oferecida. Já que ninguém quer, você oferece né? Ah só lamento, na verdade, eu acho bem feito. Olha querida, parece que você exagerou no blush em um lado do rosto. – Zombou sorrindo cinicamente. Isa estava com a mão no rosto e bufando de raiva. Ao lado de Lua, dois seres tentavam segurar uma risada escandalosa, enquanto o resto da turma explodia em gargalhadas e assistia cena.
- Você me paga sua idiota! ME PAGA! – Gritou. E Lua riu.
- Vou esperar, gostei de bater em você. – Disse. Isa saiu doida de raiva da sala e Arthur encarou Lua que ainda ria, mas se ele bem a conhecesse, ela logo choraria pelo simples fato de terem metido o filho que ela tinha perdido, na conversa. E ele não deixaria isso acontecer, não na frente de todos. Karen tinha ido para o lugar dela.
- Amor... – Ele se aproximou da garota e a olhou. – Tudo bem?
- E só queria ter matado ela. – Sussurrou aproximando os lábios do ouvido dele e sentindo Arthur a abraçar.
- Quer ir embora? – Ele lhe perguntou.
- Não, Arthur...
- Não chore. Você bateu nela. – Sussurrou. – Fiquei surpreso. – Confessou.
- Eu também. – Ela admitiu. E sentiu Arthur depositar um beijo em seu ombro.

*

Chegaram em casa uma 16h15min. Lua foi direto para o quarto, precisava tomar um banho. E precisava chorar as lágrimas que tinha segurado o dia inteiro. Ela tinha evitado se aproximar de Manu nesses, dezessete dias. Ela só esbarrava com a menina vez ou outra, mas não queria se afastar dela. Mas sempre que pensava na pequena, ele vinha a sua mente. Ela precisava deixa-lo em um lugar que ele não escapasse com tanta frequência. Ela precisava adormecer esse fato em sua vida. Suspirou ao sentir a água quente tocar sua pele, e se assustou ao perceber os braços de Arthur a abraçarem por trás.

- Que susto! – Exclamou quase dando um pulo.
- Não vou deixar você chorar, não. Hoje não. – Sussurrou e apertou mais a inda a garota junto dele.
- Eu preciso... – Ela murmurou.
- Não. Não precisa. – Ele virou a garota de frente para ele e a imprensou contra a parede do banheiro.
- Arth... Arthur...
- Eu sei a hora de parar, amor... – Ele assegurou e beijou os lábios dela. É claro que ele não tentaria algo a mais, embora quisesse, e muito. Sentiu Lua segurar em sua nuca, e ele desceu as mãos inquietas para a cintura dela, imprensando-a cada vez mais contra a parede. Intensificando o beijo, deixando ambos sem ar, e encerrando com selinhos. – Eu amo você.
- Amo você. – Ela sussurrou também.

Tomaram banho em silêncio. E depois saíram, foram vestir suas roupas. Tinham que estudar para a prova do dia seguinte. Lua já tinha perdido bastante assunto, tinha que recuperar o tempo que perdeu, e Arthur a ajudaria nas matérias.

- Eu queria falar com você sobre um assunto... – Disse assim que ele entrou no quarto com uma bandeja nas mãos.
- Um assunto?
- Que você quer eu esqueça.
- Ah Luh! – Exclamou.
- Não, escuta...
- Ai... – Ele suspirou. – Diz.
- É sobre as roupas, os móveis lá do quarto... A gente tem que dar um jeito, você não acha? – Disse encarando Arthur que estava surpreso com a decisão dela.
- O que você quer fazer com elas?
- Não sei... Doar...
- Tudo?
- Sim...

Continua...


N/A: Caramba! Terminei uuuuhuuuul \O/ Tô escrevendo desde as 17h, por aí e só terminei agora 23h, se engana quem pensa que escrever uma fic não dá tanto trabalho. Dá, e como dá. Mas aqui está o capítulo, espero de coração que gostem.


Só vou atualizar se tiver bastante comentários. Então já sabem:

Se leu, comente! Não custa nada.

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21 comentários:

  1. Tomara que essa fase ruim passe!!!

    By: Naat'

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    1. Vai passar. Vamos torcer pra isso, Naat. :-D

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  2. Oieee vaca, sim, estou aqui comentando. hahahaha

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    1. Menos, Brenda. Não se empolgue Haha aqui é onde eu ainda tenho moral sabe? Cadê o respeito para com a minha pessoa? Haha ok.. parei!

      Nem percebi que comentou hahaha

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    2. Seu moral acabou vaca, eu to na área agora. bjs
      hahahahahahahaha

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  3. Esse capítulo fudeu com as minhas estruturas estou chorando demais!!
    Lua pfvr não se afasta da Manu tadinha, ela ama você.
    CARA ESTOU EM LÁGRIMAS

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    1. Nunca ouvi dizer que vaca chorava. Mas ok. Como mundo mudou, acho que vocês também né? Kkkk

      Ainda mais depois das fotos e textos no grupo né? :'( Estou em lágrimas também. Bate aqui \o__

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    2. Como assim nunca ouviu dizer que vaca chorava, migan você é uma prova viva disso hahahahaha.
      AQUELE GRUPO FUDEU COM AS MINHAS ESTRUTURAS HOJE, FIQUEI SEM CHÃO, TOTALMENTE EM LÁGRIMA. E LER A FIC PIOROU MAIS AINDA O MEU ESTADO. BATI o/ kkkkk

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    3. Como assim nunca ouviu dizer que vaca chorava, migan você é uma prova viva disso hahahahaha.
      AQUELE GRUPO FUDEU COM AS MINHAS ESTRUTURAS HOJE, FIQUEI SEM CHÃO, TOTALMENTE EM LÁGRIMA. E LER A FIC PIOROU MAIS AINDA O MEU ESTADO. BATI o/ kkkkk

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  4. Meu coração doeu por Lua estar passando por isso. Mais o tempo cura tudo ou cicatriza.
    Arthur ohh senhor um noivo desses sonho de vida *--*
    Tomara que dias melhores estejam por vir \Ó/
    Adoooreeeei Milly *--* arrasou :* bju

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    1. Dias melhores virão. E Lua vai ser muito feliz, como merece.

      Obrigada, Danni ♥ Beijos...

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  5. Ain tadinhos, tomarem que passem por essa fase difícil, JÁ QUERO MAIS

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  6. Genteeeee...eu nunca chorei tanto na minha vida...tive ate que ficar longe dos meus pais se não eles ia me chamar de doida e perguntar o pq (obs: eles nem sonham que eu leio web...nem HO)...
    Sou sua fããã .adoro todas as web's histórias

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    Respostas
    1. Haha, ooh Lavinia. Desculpe ;-)

      Imagino. Sempre choro horrores lendo livros e fanfics. Mas a primeira vez que alguém me viu chorando ao terminar de ler um livro, foi quando terminei de ler 50 tons. Nossa, chorei tanto, de deixar os olhos inchados... :'( ... Mas as pessoas aqui sabem que eu leio fanfic kk (mas não hot e nem que eu escrevo esse gênero. Aliás, minhas amigas sabem e lêem as fics :-D haha)

      Olhe só, tenho fã ♡ haha, que amor, obrigada!

      Beijos...

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  7. Muito perfeito o cap, com pena da Lua :/ ansiosa por mais

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  8. Pena que ta acabano :/ eu amo essa web

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  9. Genteeeee...eu nunca chorei tanto na minha vida...tive ate que ficar longe dos meus pais se não eles ia me chamar de doida e perguntar o pq (obs: eles nem sonham que eu leio web...nem HO)...
    Sou sua fããã .adoro todas as web's histórias

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