Mini fic: Difícil escolha - 1º Capítulo [NOVA]

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Voltei gatas. Tiveram saudades?



P.O.V.'s Narrador

   Lua Blanco é estudante de direito e atualmente uma das melhores advogadas da cidade e arredores. Nasceu numa família honesta e assim tem vivido de igual forma. É casada com Arthur Aguiar, professores de História da faculdade de Letras.
   Ele foi o grande apoio na vida dela no momento em que descobriu que tinha câncer. Eles estavam casados à pouco mais de um ano e Lua receou em lhe contar, porque tinha medo que ele a abandonasse. Arthur estranhou os desmaios, as idas ao hospital e encarou-a. Quando Lua lhe contou a verdade, Arthur chorou por várias horas seguidas, pois era um choque enorme. Lua nem tinha trinta anos e como é que já podia sofrer de algo assim? Era injusto. O mundo era injusto. Lua não merecia.
   Passaram momentos dolorosos e bem difíceis. As dores na coluna faziam já parte do seu dia-a-dia, mas era difícil de segurar o grito quando a dor se tornava mais aguda. Vezes sem conta Arthur acordou ao meio da noite e levo-a ao colo até ao hospital. Vezes sem conta Arthur viu Lua mais pra lá que para cá. Houve inclusive um momento em que ele receou ter de se despedir dela. Mas apesar de tudo, ele estava lá. Sempre ao seu lado, até ela conseguir recuperar.
   Curada dessa doença, mas não livre, ela agora só tem um único objetivo: ser mãe.
   Lua já tinha compartilhado com Arthur o seu grande desejo de ser mãe e ele estava tão motivado como ela. Estavam dispostos a dar todo o amor do mundo a um ser que seria metade dele e metade dela, a conjução perfeita.
   Tanto Lua como Arthur sabiam que era arriscado tentar uma gravidez naquele momento, mas o desejo falhava mais alto.

   Os enjoos matinais apareceram do nada e aquele atraso feminino deixou Lua intrigada. Era hora de fazer o teste.
   Saiu da empresa mais cedo, após mais um caso resolvido, e foi direta a uma farmácia. Ela sabia perfeitamente do que se tratava todos aqueles sintomas, mas ela só queria ter a certeza. Depois de sair da farmácia, foi até ao banheiro mais rápido de um restaurante mesmo. 20 minutos depois, o resultado tinha saído. Positivo.
   A primeira coisa que fez foi ir até a uma loja de bebés e comprou umas botinhas em amarelo.

- Para embrulhar?
- Sim. – ela respondeu à mulher da loja

   Até a empregada da loja notou o sorriso largo da Lua quando ela viu as botinhas de bebé serem colocadas dentro de uma caixinha com um grande laço vermelho.
   A loira estava desejosa que o marido chegasse em casa. Ela havia preparado tudo: o jantar, o presente e na hora de o abrir ela ia fazer com que a música deles tocasse.

- Amor, cheguei. – Avisou ele. Lua estava na cozinha ainda com o avental posto. Logo que deu de conta que Arthur estava já em casa, ela tirou o avental e ajeitou o seu vestido. – Uau. – disse ele ao vê-la entrar na sala. – Isso tudo para me receber?
- Tudo seu.
- Eu sei que é tudo meu. – ele colocou a mala sobre o sofá e levou as suas mãos delicadamente ao rosto de Lua para poder beijá-la. Arthur tinha o perfume ainda posto. O mesmo cheiro de quando saiu de casa. – É impressão minha ou… - ele sentiu o cheiro vindo da cozinha – Ou isso é o meu peixe preferido?
- Acertou! – ela festejou
- Estranho. – ele riu e se afastou para retirar a gravata – Você só faz isso em dias especiais. – ele andou até à cozinha, passou antes pela sala de jantar e deu de caras com a mesa posta – O que é que você me quer contar?
- Você vai ser. – ela disse toda animada.

   O jantar estava servido. Arthur estava se deliciando ao máximo, mas o que ele queria mesmo era saber o que estava por detrás disto tudo. Lua nem gostava daquele peixe, mas naquele dia nada importava. Nada, a não ser a grande surpresa.
   O jantar estava praticamente terminado. Arthur ia no terceiro copo de vinho e antes que ele bebesse de mais, ela decidiu ir buscar a caixa com o laço vermelho.

- Primeiro recebo a minha mulher toda gata, depois este maravilhoso jantar e agora um presente? – Lua sorriu novamente toda misteriosa e deu o Play na música deles.
- Abre. Estou tão ansiosa.
- O que você está a tramar? Normalmente sou eu que dou os presentes.
- Mas este será o presente das nossas vidas.
- É? – ele deu um risada antes de abrir. Abriu o presente tão delicadamente que irritou Lua. Sintomas de gravidez. Tirou a tampa da caixa e olhou para dentro. O amarelo saltou logo à atenção e tirou logo as botinhas para fora. Arthur olhou para Lua. Ela conseguia ver o brilho dos olhos dele. – Eu… eu… isto é o que eu estou pensando?
- O que você acha? – ela colocou a mão na barriga que ainda nem se notava.

“Kiss me like you wanna be loved
(Beije-me como se você quisesse ser amada)

You wanna be loved
(Você quisesse ser amada)

You wanna be loved
(Você quisesse ser amada)

This feels like falling in love
(Este sentimento é como se apaixonar)

Falling in love
(Apaixonar-se)

We're falling in love
(Nós estamos nos apaixonando)”

   Aquelas botinhas queriam dizer o que ele pensava e o que ela tanto desejava. Finalmente, passados quase 4 anos, algo na vida de Lua estava dando certo. Tudo bem que depois de recuperar o câncer ela até tinha se dado bem com o trabalho, a família e o marido. Mas um filho é tudo na vida de uma mulher. É uma dádiva de deus.
   O próximo passo era marcar uma consulta para ver como estava o bebé. Lua ia fazer isso no hospital em que tratou o cancro, com uma médica sua amiga. A consulta estava marcada para as 9horas da manhã de quinta feira. Arthur não podia ir, devido ao trabalho na universidade.

- Lua de Aguiar?
- Aqui. – Lua levantou ligeiramente o braço e se levantou
- Pode entrar. – uma enfermeira simpática sorriu.

   Lua entrou na sala e Larissa, a médica, já estava analisando o processo de Lua. Larissa lembrava-se muito bem de tudo o que Lua tinha passado.

- Lua, como vai?
- Feliz, muito feliz. – as duas se cumprimentaram com um beijo no rosto
- Eu vejo que sim. Vamos deitar na maca?
- Claro.

   Larrisa levantou a blusa de Lua, e após colocar um gel frio sobre a sua barriga, passou um pequeno comando. No ecrã ao lado, aparecia um pequeno ser, no qual já se ouvia bater o coração.

- Vejo que está muito feliz com esta novidade. Mas Lua, foi a escolha certa?
- Como assim?
- É que você teve um cancro há pouco mais de quatro anos… e você sabe que não está completamente salva.
- Mas eu estou salva. Eu nunca mais tive dores nem alarmes… eu estou bem e feliz. Este filho só me vai trazer alegrias nesta vida.
- Eu entendo e eu estou torcendo para que tudo na sua vida dê certo.
- Obrigada.
- Antes de sair, você vai passar na enfermaria para fazer umas análises. Só por precausão.

   A médica trocou uns conselhos com Lua e depois ela foi embora, para a empresa. Lá, Helena, a sua chefe, reclamava por Lua estar mais uma vez atrasada.

- É sempre a mesma coisa! – Helena batia o pé – Isso não pode continuar Lua.
- Ah, não enche. Eu tenho uma novidade.
- Que novidade? Outro caso?
- Um caso de felicidade. Uma gravidez. Helena, eu estou grávida!
- O quê? – Helena reagiu um pouco mal – Grávida? Você é louca?
- Louca? – Lua não gostou da reação de Helena
- É claro… você esteve tanto tempo sem trabalhar e agora decidiu engravidar? E você sabe por causa dos perigos que isso te causa? Além de sua chefe, eu sou sua amiga e eu estou apenas preocupada com você.
- Eu não preciso da sua preocupação. Eu estive agora com uma médica profissional e ela não disse nada de mais.
- Você é que sabe… mas conte comigo para tudo.

   Os dias seguintes foram os melhores da vida de Lua. ela se imaginava de barriga grande, de um lado para o outro, ansiosa com o nascimento da criança.

- Você acha que será o quê?
- Menino. – respondeu Arthur, que dedilhava sobre a barriga dela nua. – E você?
- Menina. Eu sinto que é.
- Ficarei feliz se for. Ela será perfeita que nem você.
- Mas se for menino, ele também será perfeito que nem você.
- Eu te amo.
- Eu também te amo. – e antes de se levantarem para mais um dia, trocaram uns beijos antes do banho em comum.

   Passou algum tempo até à próxima consulta. Desta vez, Arthur quis ir com Lua, mas ela insistiu para que ele não fosse.

- Você não tem de faltar à faculdade para nada. Eu vou te contar tudo. É só para ver como o bebé está…
- Mas eu quero ver o nosso filho
- Mas você tem de dar aulas na faculdade. Eu juro que na próxima consulta você poderá ir. Esta não é tão importante.
- Você tem a certeza?
- Tenho.
- Me conta tudo, ok? Quero saber tudo sobre esta garotinha, ou garotinho. – Antes de sair, Arthur beijou a barriga da mulher, mais uma vez naquela manhã.

   Lua não quis que Arthur fosse à consulta porque ela sabia perfeitamente que as noticias de Larissa podiam ser boas, como podiam ser más. O resultado dos exames estaria pronto hoje e isso ditaria o seu futuro.
   Faltava um pouco para sair de casa. Lua pegou no notebook e se sentou no sofá. Ao sentar, sentiu uma grande pontada de dor na coluna. Foi algo que lhe assustou no momento, mas dores nas costas é natural de grávidas.
   No consultório, o silêncio estava matando Lua por dentro. Larissa tinha um rosto muito sério, enquanto segurava os exames.

- Está tudo bem?
- Sim…
- Você tem sentido alguma dor?
- Sim… quero dizer, só esta manhã. Uma dor nas costas. Mas é natural, ou não? – Lua riu esforçadamente – Eu estou grávida e…
- É… é que os exames não apontam isso, sabe? – Larissa suspirou – Parece que voltou uma pequena massa… Antes que se preocupe – Larissa interrompeu Lua que quis se intrometer – Eu quero que saiba que os erros existem. Eu quero acreditar que isto foi um caso de erro. Eu quero acreditar que foi um engano da parte deles… nós vamos repetir os exames, ok?
- Não acredito nisso! – Lua se desesperou.

Web inspirada numa novela de Portugal
Está aqui a primeira parte. Vou tentar escrever mais um capítulo esta semana, quem sabe terminar.
Terá poucos momentos românticos. Será mais drama, ok? 
O que vocês acham que vai acontecer?

5 comentários:

  1. Aaaaaaaah, Criis, amr q saudadeeee!!! Ameeeei! Qro mais capituloos...Dedica o proximo pra mim??
    By Rafa

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  2. Que bom que você voltou já estou amando a web.Dedica o próximo pra mim tambem

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  3. Que bom que você voltou!!!!!!!
    Ameeeeiiiiiiii Dedica o próximo pra mim tambem

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  4. Q bom q vc voltouuuu!!!! Mais, amei!

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