"É estranho. Mas é do nosso jeito" - 58º Capítulo

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Estou apaixonada por essa montagem.




P.O.V.'s Lua Blanco

   Podia agora fazer mil e uma coisas. Sair com a minha mãe, pegar um cinema com as minhas amigas ou até ficar em casa escutando a música mais pesada ou até mais lamechas de sempre. Mas eu não conseguia focar em nada que não fosse Arthur.
   A minha vida estava tão mudada. Desde quando eu sou assim tão sentimental? Desde quando me importo assim com tanta gente? Por um lado é bom se importar. Mas por outro dói. Dói quando brigamos com a pessoa que gostamos e depois ficamos tanto tempo sem poder falar com ela, até à reconciliação.
   Tenho aprendido a me importar com as pessoas, nomeadamente Arthur. Penso nele quando acordo, quando vou dormir, durante o dia e até no espaço de tempo em que devia ocupar a minha cabeça com outras coisas.

   Depois do almoço, Bela veio até à minha casa. Ela veio bem mais cedo do que Daniel para podermos conversar um pouco. Fazia tempos que não tínhamos uma conversa de garotas.
   Recebi ela à porta e a trouxe para o jardim. Ficamos sentadas nas cadeiras claras de madeira, por baixo do grande guarda-sol. Aproveitamos o facto de não estar a chover, para apanhar um ar fresco e conversar.    De vez em quando, o olho do sol abria e afastava as nuvens carregadas para os lados.

- O Daniel vem aqui na hora que Arthur sair. Depois podemos ir ao cinema ou algo assim. O que você acha?
- Eu adoraria sair à noite. Acho que nunca peguei balada com Arthur
- É. Mas você acha que ele pode? Afinal, agora ele trabalhar.
- Ah, verdade. – suspirei – Queria tanto que ele pudesse ficar comigo o tempo inteiro. A minha mãe se ofereceu a pagar tudo pra ele, em vez de ele trabalhar, mas Arthur é teimoso e orgulhoso também.
- Tem a quem sair. – ela me encarou
- Essa minha fase passou
- Mentira – nós rimos
- E você e o Daniel?
- Estamos bem.
- Só bem?
- É. Que tem mais para dizer? Eu tenho o melhor namorado do mundo.
- Bom, lamento te informar mas isso é mentira. Eu é que tenho o melhor namorado do mundo.
- Mentira – rimos novamente
- Dói tanto não dormir com ele – eu ri – Você não tem noção. É que nós dormimos em quartos separados, um ao lado do outro… Arthur diz que tem medo de arriscar. Diz também que a minha mãe está fazendo muito por ele e que não quer abusar da confiança dela.
- Ele está certo
- É. Mas vez ou outra a gente podia dormir juntos. Até porque a minha mãe sabe.
- Sabe o quê?
- Ela sabe… sabe que a gente já dormiu junto.
- Ah tá safada – Bela cruzou os braços – Você se refere a esse “dormir” – ela fez aspas com os dedos
- Nem só tá! – cruzei os braços feita inocente – Eu adoro dormir sobre o peito dele. É tão bom sentir aqueles braços à minha volta e sentir o seu cheiro… ah, é bom.
- Tá apaixonada como nunca.
- Estou mesmo!

   Pouco depois, Maria me chamou para atender uma ligação do estrangeiro. Não contava que meu pai me ligasse. Pensei que ele ia perguntar pelas minhas notas ou me perguntar o que eu ia fazer nestas férias. Mas não. Ele decidiu começar a conversa da pior maneira mesmo.

- Como é que uma mãe como a sua deixa uma menor como você dormir com o namorado em casa? – essa foi a segunda frase dita pelo meu pai.
- Como você sabe disso?
- Ela me contou como se fosse a melhor coisa do mundo
- E é mesmo pai! – respondi – O Arthur está ficando aqui porque está passando por diversas dificuldades. Aposto que a mãe também te contou isso.
- Sim, me contou. Mas ele não tem mais família?
- E que mal tem eu ajudar ele? Eu sou a pessoa mais próxima dele. Eu quero o bem dele.
- Mas eu quero também o seu – meu pai respondeu – Eu nem quero você namorando.
- Agora você está confundindo as coisas
- Se eu sei que esse garoto te faz alguma coisa…
- Pai, ele não me vai fazer nada. Você está com ciúmes não é mesmo?
- Claro que não. – ele respondeu muito rápido – Só não quero…
- Tá, eu já sei. – o interrompi
- Se ele está passando assim por tamanhas dificuldades… - meu pai anunciou – Pois ele que venha para cá. O problema dele é dinheiro? Se ele vier para cá, eu garanto a ele: trabalho, casa, escola… tudo.
- Como assim?
- Eu sou advogado minha filha, eu tenho conhecimentos.
- Mas o Arthur não pode ir para Roma assim do nada.
- Ele que fale com os pais dele…
- Mas os problemas dele são mesmo os pais dele.
- Bom, eu não sei. Fala com ele. Eu pago a vocês dois uma viagem até aqui. Se ele se der bem, vocês podem ficar.
- Você tá querendo que eu vá morar com você?
- Não é você que diz que está mulherzinha o suficiente para cuidar de si? Então, se você me provar isso, eu te compro um apartamento aqui, no qual você poderá viver com você.
- E a mãe? Como ela fica no meio disso tudo?
- Ela sabe que pode vir também
- Eu não sei se ela concorda.
- Bom, eu já disse tudo. Agora vocês é que sabem. – disse ele claramente e pouco depois desligamos a ligação.

   Provavelmente eu fui pálida para o jardim. Bela notou com certeza porque me vez uma lista de perguntas. Respondi a ela aos poucos, dizendo nada com nada, porque tudo estava na minha cabeça como… como uma série de linhas sem rumo numa folha branca de papel. Tudo embaraçado.
   Eu não sabia exatamente o que pensar. A minha primeira reação foi mandar uma mensagem para o Arthur dizendo: “preciso urgentemente de falar com você”.

   Assim que Arthur chegou em casa, junto com a minha mãe, depois de Ana ter ido embora, ele veio para o meu quarto e bateu mesmo sem entrar.

- E se eu estivesse pelada? – brinquei. Apesar de tudo, eu achava a oferta muito boa.
- Está tudo bem? – ele pegou as minhas mãos, me puxando para perto de si e me dando um beijo.
- Sim, está. Eu falei com o meu pai… ele me deu uma bronca por você estar aqui vivendo, mas eu falei que você estava passando por algumas dificuldades com os seus pais e… você não imagina – eu ri segurando ainda as mãos dele – Ele disse que me compra um apartamento lá, pra nós dois e que ainda arranja trabalho pra você, escola… o que você quiser. Não é de mais? – o larguei e fui até ao meu computador – Eu estive pesquisando. E lá tem escolas de representação… eu poderia lá tentar me candidatar a apresentadora. Eu poderia estudar lá e tentar a minha sorte como centenas de pessoas. E lá você poderia pintar e espalhar o seu trabalho… seria de mais!
- Eu não posso ir para Roma agora… além do mais, eu não quero me aproveitar do seu pai.
- Mas você não está se aproveitando de nada. Ele é que ofereceu.
- Mas ir para Roma? Deixar os nossos amigos, a tua mãe… os meus pais. – ele suspirou – Eu não sei.
- Pensa com carinho. – eu pedi juntando as mãos – Você não precisa de dizer nada agora.

   Arthur nem quis sair. Estava tenso, cansado e baralhado com tanta informação para um só dia. Aproveitei que a minha mãe estava entre fichas de trabalho para poder roubar Arthur para o meu quarto e quem sabe passarmos a noite juntos.

- Você brinca com o fogo – ele disse, quando eu fechei a porta e saltei para o seu colo, onde em sua cintura enrolei as minhas pernas.

   Nossas línguas se envolveram em um beijo diferente. Estava exatamente entre o calmo e o intenso, mas especial. Os lábios dele estavam macios e a sua língua ainda tinha o gosto da sobremesa que comemos após o jantar: mousse de chocolate. Depositei uma mão em sua nuca e um espasmo foi causado pelo choque térmico da sua mãe quente em contacto com os meus dedos gélidos que percorriam em baixo do cabelo dele, indo e vindo com carinho, o mesmo que ele usava para massagear a minha bochecha com o polegar.
   Quebrei o beijo por algum tempo depois, sem afastar o meu rosto do dele. Arthur olhou para mim de um jeito que me fez corar. Sorrimos e eu encostei o meu nariz no dele.
   Corei quando fui eu a tomar a iniciativa de tirar o pijama dele. Arthur deu risada de toda a minha safadeza.

(…)

   Logo após a chegada do orgasmo, uma onda de calor percorreu o meu corpo.
   Permanecemos em silêncio, observando os movimentos que os nossos corpos faziam por causa da respiração descompassada. Arthur projetou-se para o lado, soltando a minha mãe calmamente, e encarando o teto. Me virei e me aninhei no seu corpo, encolhendo as pernas. Ele me abraçou e beijou o topo da minha testa, recobrando aos poucos a sua respiração normal, assim como eu fazia com a minha.

- Está tudo bem? – ele perguntou
- Melhor impossível – sorri
- Eu volto já, tá?
- Onde vai?
- No banheiro.

   Reparei nas horas. 00:38. Felizmente a minha mãe já estava dormindo, caso contrário ela teria tentando entrar no meu quarto. Ainda bem que não notou na ausência de Arthur no quarto de hospedes.
   Arthur retomou ao quarto e vestiu a sua boxer. Eu me virei para ele, sorri abertamente e ele se sentou na beira do colchão, passando os dedos por meu rosto.

- Eu acho melhor eu voltar para o meu quarto
- Ah é assim? – cruzei os braços após ter puxado o lençol para cima
- O quê?
- Me usa e vai embora?
- Te usar? – ele riu – De onde você tirou isso? – ele se deitou rapidamente ao meu lado
- Eu estou brincando. – puxei-o para perto – Passa a noite comigo.
- Seu pedido é uma ordem. – assim nos beijamos por mais um tempo.

Acham que ele deve ir mesmo para Roma?
Como fica Pérola e Caio? Daniel e Bela? E os pais de Arthur?

15 comentários:

  1. Sim eles tem que ir posta mais um hj

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  2. Ele tem que ir pra roma simm

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  3. Acho que eles deveriam ficar. Posta maisss

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  4. Acho que eles deveriam ficar, afinal tem os amigos onde eles moram neh !..
    Posta +++++++++
    Ameeii *-*

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  5. Acho que seria diferente se eles fossem, sem falar que ia ser legal eles terem um apartamento só deles. Acho que os pais do Arthur, depois de perceber que tinham "perdido" o filho, tinham que pedir desculpa, iria ser legal se o Arthur tivesse um irmão ou irmã mais novinha.

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  6. Vai ficar muito estranho se eles forem pra Roma assim do nada, eu acho que eles devem ficar

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  7. queria que o pai dela voltasse

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  8. Eu acho que seria legal se eles fossem passar uns meses em Roma e depois voltar com a Lua com dois Filhos.

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  9. ele lá teria mais possibilidade na área da pintura

    Ana

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  10. sei lá, é muito complicado. os amigos a família. eles vão sofrer tbm. mas se for para o bem deles, eles poderiam considerar ir para lá

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  11. Siim eu acho que eles deveriam ir sim para a Roma , e quando voltar de ça voltassem outras pessoas !

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  12. Acho meio complicado pela situação do Arthur, mais acho que vai ser bom por um lado por que, la eles poderam morar juntos..Fazer faculdade...Mais por um lado é ruim, pelo fato dos amigos ficarem, aah....Não sei cris, acho que frederica e caio devem fixar juntos...Bela e daniel devem...Ah nao sei, sobre bela e daniel nao sei...kkkkkkkkkkkkkk fiquei enrolada agr!
    By:Rafa

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  13. Eu achoo qe eles devem ir sim,e a Bella e o Dani tbm,tipo a Bella poderia ter recebido uma proposta de emprego por la...ja os pais de Arthur,ele poderia ter feito uma viagem a roma e ter conprado o quadro de Arthur sem saber qe era ele.. ai o pai dele reconhece o erro dps eles se acertam e de vez. Qando vao visitar eles em Roma...

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  14. mirella vasconcelos22 de setembro de 2014 15:41

    Eu acho que seria legal eles irem.

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