Exchanged for a Game: Capítulo 7

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P.O.V’s Lua Blanco
  Estava deitada naquele colchão duro daquele espaço pequeno, olhei para um relógio que havia na parede, 22:00. Eu havia dormido por um longo tempo. A saudade de Julie volta, e a culpa de não ter cumprido a promessa de tomar sorvete com ela assim que voltasse da apresentação machuca, eu prometi uma coisa que talvez nem daqui a meses ou até mesmo anos eu possa cumprir. Eu só espero que Rachel cuide da minha princesa.
  Eu queria fugir dali, eu preferia morrer a ter que me prostituir para vários homens. Eu sentia medo. Medo daquele local, daqueles seguranças e principalmente daquele dono dos olhos escuros e diabólicos. Eu não queria demonstrar meu medo, eu iria me fazer superior diante dele, eu iria me esconder dentro de mim, tentar ser forte. Por Julie e por minha mãe, apenas por elas.
  A porta foi destrancada e aquela vadia morena passou por ela e posicionou suas mãos em sua cintura.
-O que você ainda está fazendo nessa cama? A boate abre 22:30, você já deveria estar arrumada. –ela gritou.
-Eu não vou vestir essas roupas nem que me paguem. –falei com voz de tédio, demonstrando que ela não tinha nem um poder sobre mim.
-Você vai sim, o chefe quer ver como será a estreia de sua nova puta, e eu já expliquei para você o que acontece com quem não cumpre as ordens do patrão. Passo daqui a pouco para pegar você e as outras vadias, esteja pronta até lá. –ela disse indiferente e saiu.
  Se eu quisesse sair daqui viva, eu teria que jogar direito. Andei até aquele banheiro minúsculo e o cheiro que estava impregnado ali, era horrível, era um forte cheiro de urina, eu sentia vontade de correr dali.
  Entrei em baixo daquele chuveiro e deixei a água escorrer por meu corpo, e tirar aquela tensão que aumentava a cada minuto que eu estava aqui dentro desse inferno em que a tendência era apenas piorar. Sai de baixo do chuveiro e voltei para o quarto. Vesti aquelas roupas que estavam em cima da cama e eu realmente estava parecendo uma verdadeira puta, prostituta... da melhor forma que as pessoas prefiram me chamar. Escovei meus cabelos com uma escova suja e acabada que havia em cima da pia do banheiro, parecia que várias mulheres já haviam a usado. Usei as maquiagens que haviam em cima da pequena pia de mármore. Pronta. Eu não me reconhecia. 
  A porta foi aberta, eu já imaginava ser Pérola.
-Anda Lua, já passou da hora de você se arrumar. –ela gritou e eu sai do banheiro. –Não sei pra que tanta demora, você continua com sua mesma cara de cu. –seu tom era desprezível, eu não iria me rebaixar. –Venha.
  Segui a diaba até a porta e fiquei assustada ao ver várias garotas com as mãos presas algemas e vários seguranças as rodeando, várias pareciam serem menores de idade. Haviam duas filas de garotas, algumas tinham os olhos úmidos enquanto outras pareciam, estarem acostumadas.
-Vai pra fila vadia! –Pérola gritou perto do meu ouvido.
  Eu não consegui controlar meu ódio, nunca me chamaram de vadia, dei um tapa forte no rosto seu rosto, eu não iria me rebaixar ao nível dela, mas eu não iria ser humilhada. 
-Não me chama de vadia, eu não sou você! –falei enquanto um segurança me puxava.
-Aguiar vai saber disse e ele não vai deixar barato, você mexeu com a mulher errada. –ela disse tentando me amedrontar e eu segurei a risada, ela não conseguia nem se defender sozinha, aquelas palavras soaram bizarras.
-Só sabe se defender com Aguiar? Se defenda sozinha Pérola.
-Você vai se arrepender por isso. Vai pra fila! –ela gritou com a mão no rosto.
  Entrei no final de uma das filas e na fila ao lado, havia uma menina loira com os olhos azuis, linda, apenas o vestido vermelho e colado que a deixava vulgar.
-Você é muito corajosa. –ela disse baixo para que só eu a ouvisse.
-Não quero deixar ela me humilhar. –falei baixo no mesmo tom.
-Como você se chama? –ela perguntou.
-Lívia e você? –perguntei.
-Sophia.
-Caladas! –a diaba morena gritou.
  Encaramos uma a outra e sorrimos fraco.
  Subimos por uma escada que ficava no meio do corredor, eu ainda não havia subido por ela. Me encontrei atrás de uma cortina, aquela deveria ser a entrada para o palco. Pérola começou a falar.
-As antigas já sabem para que serve essa cortina e como entrarão, e para as novatas essa é a entrada para o palco, no qual vocês terão que fazer stripper e receber dinheiro em suas roupas. –corrijo como pedaços de roupas. –As luzes irão apagar e vocês vão caminhar até os ferros mais próximos de pole dance e irão dançar nele, existe um limite de ferros, que são no máximo nove, vocês irão se dividir em grupos de nove garotas e entrarão assim que a música começar e quando ela acabar outro grupo entra e assim por diante. Alguma dúvida? –todas permaneceram caladas. –Acho que não, se posicionem atrás das cortinas. –ela disse mandona.
  Nos posicionamos atrás daquela enorme cortina vermelha. As luzes apagarão, assobios e gritos masculinos reinaram no local e as cortinas se abriram. Caminhei lentamente com certo medo de cair, até um ferro de pole dance, eu saberia o que fazer nele, meus aquecimentos de balé, ás vezes se passavam neles.
   A música começou a tocar, Work Bitch. As luzes se acenderam e vi olhos famintos.  Subi naquele ferro e desci girando devagar, olhei para a área Vip e vi o olhar do patrão sobre mim, se Pérola acha que irá sair ganhando, ela está enganada. Subi no ferro novamente e aterrizei em um espacate perfeito encarando os olhos escuros que agora seguiam cada movimento do meu corpo com malicia. A música parou e as luzes apagaram. Sai do palco pela cortina e sorri para Sophia que saiu junto de mim.
-Foram ótimas, mas nada que me supere. Agora desçam para o espaço normal da boate, e se algum homem se aproximar de alguma de vocês e quiserem o programa, aceitem. Eles irão falar com Micael ou Chay na subida da escada que dão caminho aos quartos, eles são quem combinam os preços, então não se preocupem com isso. Agora desçam.
  Fiz um gesto com a mão para Sophia, que logo estava perto de mim.
-Odeio ela, os tapas que você deu nela foram merecidos. –Sophia falou baixo enquanto íamos para a pista da boate e em seguida deu uma risada.
-Obrigada! –ri fraco não querendo parecer convencida. –Você está aqui á muito tempo?
-Acho que já estou aqui á uma semana e você? Primeira vez que a vejo. -ela falou alto para que eu pudesse ouvir.
-Cheguei ontem, mas eu comecei hoje. Você é de onde?
-Daqui de Los Angeles mesmo. Por que veio parar aqui?
-Meu pai jogou com o Sr. Bieber e me apostou como prêmio. –falei mais para mim mesma, porque aquilo de qualquer forma ainda machucava, mas Sophia pareceu escutar, pois ouvi um baixo “Lamento”. –E você Sophia, por que está aqui? –perguntei me recompondo.
-Minha irmã é uma viciada e tem uma grande conta com o Sr. Aguiar, e somos muito parecidas, e eu fui pega por engano, a pessoa que me sequestrou me confundiu com ela e Aguiar não acredita em mim, caso eu continue insistindo na verdade, eu posso ser agredida. –ela disse baixo, na verdade ninguém estaria feliz por estar aqui.
-Também lamento por você. –sorri de canto, tentando a confortar.
-Olhe só o que temos aqui David! –ouvi vozes atrás de mim e me virei rapidamente, me encontrando com dois homens altos, que aparentavam ter uns 35 anos.
-Nossa! Que delicinhas, Ethan! Como se chama coisinha linda? -o suposto David falou e cheirou o pescoço de Sophia e a mesma respondeu sua pergunta em um tom baixo. - O que acha de irmos lá pra cima docinho? -o nojento perguntou e ela assentiu nervosa.
  Pude ler os lábios de Sophia, enquanto ela falava um "até logo" e eu apenas assenti. 
-Então anjinho, acho que sobramos. O que acha de irmos nos divertir um pouquinho? -ele falou e fez uma trilha de beijos do meu ombro até meu pescoço. 
-Desculpa amigo, mas arranja outra puta, porque essa aqui já é minha. -Arthur puxou o ombro do cara e me puxou pelo pulso em direção as escadas. 
  Ele me puxava com força pelo pulso e aquilo me deixava mais excitada. Eu estava dando graças a Deus por minha primeira vez não ser com um velho nojento, e sim com um deus grego daquele. Arthur abriu a porta do primeiro quarto que estava desocupado e bateu a mesma atrás de nós. Ele me pressionou contra a porta, e aquele simples ato, fez um frio percorrer por toda minha espinha, ele beijava e deixava chupões por toda a extensão do meu pescoço, minha calcinha já estava encharcada á aquela altura. Ele me puxou em direção a cama e se jogou sobre a mesma, eu fiquei sem reação, não saberia o que fazer. 
-Trabalhe pra mim vadia. -ele falou e mordeu os lábios malicioso, eu havia entendido. 
  Sedução poderia ser algo ao meu favor. 

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