O tempo cura tudo - 32º Capitulo

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POV NARRADOR

Depois da grade desilusão de Lucas, pelo facto de ele afinal ter mulher e dois filhos pequenos, ainda por cima, Lua seguiu a sua vida em frente sozinha. Estava cansada de dar tudo por tudo a uma pessoa, e como recompensa receber apenas desilusões. Chega disso! Chega de traições e cenas tristes.
Temos de viver a vida e aproveitar o melhor que ela tem para nos dar. É frase feita, mas é a realidade apenas.

Guilherme estava prestes a fazer um aninho e merecia a melhor festa. Estava a menos de dois para o seu aniversário e Lua já andava desde o inicio da semana atarefada com tudo: as decorações, os convidados, as prendas, os bolos, doces e os demais aperitivos para a festa. 
Pela segunda vez, em menos de um ano, os pais de Lua viajariam do Brasil para Inglaterra para poder comparecer em mais uma grande data do primeiro neto de ambos. Acompanhada deles, vinha a prima da Lua e o namorado, que são os padrinhos do pequeno Guilherme. Ambos namoraram a 9anos e Lua conhece eles desde sempre.

- Quem é o bebé mais lindo do mundo, quem é? – brincava a dona Rita, mãe de Lua, que tinha a mania de puxar as bochechas do Gui e aperta-las
- Não faça isso à criança Rita. Ela vai ficar com medo de você. – dizia o senhor José, pai de Lua. – Ele gosta mais do vovô, não é? – disse de roda da criança
- Nada disso! Ele gosta é da madrinha, não é gostosinho? – Manu pegou o afilhado ao colo
- Ele gosta é do padrinho, que trás brinquedos pra ele, não é Gui? – Gustavo, o padrinho, mostrou um carinho novo pró Guilherme
- O meu filho é paparicado/mimado de mais! – Lua chegava rindo à sala com uma bandeja com xícaras de chá e bolo de laranja, feito pela sua mãe
- É normal. Uma criança destas precisa de carinho, não é?! – disse Gustavo, com o afilhado ao colo – Já que o pai não foi capaz de fazer o pequeno feliz, o padrinho tem de fazer!
- Não é bem assim… - defendeu Lua – Vocês sabem da historia
- Sabemos muito bem e é por isso que o Gustavo está certo! – dizia o pai de Lua – Pai que é pai, não abandona os filhos nunca
- Ele não abandonou pai, não vamos começar com essa conversa de novo
- Mas o seu pai tem razão Lua… - dona Rita suspirou – O Arthur tinha o direito de ficar aqui, com vocês os dois. Apesar de tudo…
- Mas por um lado, ele está certo, tia. – dizia a Manu – O ser humano tem direito a cometer loucuras por amor, não tem? Ele estava sofrendo. Precisava de espaço. E em certa parte, a Lua teve culpa
- De que lado você está afinal? – perguntou o tio da pequena
- Do lado da razão, como é claro. Ambos tiveram razão. A Lua teve o direito de seguir em frente, mas não precisava de esfregar na cara que estava feliz com outra pessoa. O Arthur, era apaixonado pela Lua, sempre foi, apesar de tantas asneiras. No fundo, ele tinha razão quando dizia que nenhum homem lhe ia fazer mais feliz do que ele mesmo. Tinha ou não razão?
- Nesse ponto, ele tinha razão… - concordou Gustavo
- Mas ele também não podia largar tudo e ir sabe-se lá para onde, sem dar noticias. Estamos a dois dias do aniversario do Guilherme, e o Arthur não foi capaz de dar uma única noticia. Não sabemos se ele está morto ou vivo. Não sabemos nada! – Lua suspirou de novo, ouvindo as palavras da prima. Ela estava certa em tudo o que disse
- Eu sei que ele vai voltar. Um dia ele vai voltar.
- Mudemos de assunto. – disse o senhor José – Vamos antes comer o bolo que a minha rica mulher fez – riram todos da expressão
- Está uma delicia! – cheirou a Lua
- Amanha passaremos a manhã no shopping para comprar os presentes para o Guilherme e à tarde vamos levar ele a passear. 
- Nada disso. À tarde vamos arrumar as ultimas coisas para a festa – disse Lua autoritária
- Tá… então fazemos assim, agente vai no shopping de manhã e à tarde o tio e o Gustavo vão passear com o Gustavo, para termos a casa só para nós.

Planos atrás de planos que até foram compridos!
José e Gustavo ajudaram às garotas, fazendo tudo o que elas pediam para que nada se atrasasse. Enquanto as meninas deixavam tudo pronto para o grande dia, os meninos andavam de um lado pró outro com o Guilherme.
Até o tempo estava a favor da primeira festa de aniversario do Guilherme.

“O que me entristece neste dia, é o facto de não te poder ter aqui. Sei que passamos por muito. Muita coisa cá, que me fez muitas vezes colocar a mão na cabeça e pensar “será que é mesmo ele que eu amo?”. Mas o facto de hoje eu sentir a sua ausência, me leva a perceber que é realmente você que eu amo. É realmente você que eu não deveria, por motivo algum, ter deixado sair da minha vida.
Me arrependo de muita coisa que tenha provocado esta nossa separação. 
Ao nosso filho, desejo tudo de bom: saúde, alegria, amor e um pai presente na vida dele. Não um qualquer, mas sim você. Sinto a sua falta :’(”

Lua desabafava no diário, depois do relógio ter marcado a 00h00. Sentia-se sozinha e necessitava daquele abraço que sempre tinha àquela hora.
Sorrateira, foi até ao quarto do pequeno Guilherme e deu um beijo na testa dele, sussurrando de imediato “parabéns meu amor. Te amo!”.

No dia seguinte, pela manhã bem cedo, Guilherme acordou e começou a pular no seu berço. O quarto dele estava cheio de balões/bexigas (ainda não sei como vocês chamam isso) e presentes. Ele vibrava ao ver o seu quarto cheio de embrulhos grandes.
Os seus avós, padrinhos e a mãe vieram correndo da cozinha até ao quarto do moço felicitando-o. Abraçaram, acarinharam o menino até não poderem mais. Guilherme era realmente um garoto bem amado.

- Papai, papai! – Guilherme dizia no colo de Lua. o garoto olhava para a porta. Todo o mundo ficou estático ao ver tal açao do menino. O que aquilo queria dizer?
- Meu amor, o seu pai não esta. – Lua engoliu o choro. Não queria dar parte fraca – Ele um dia vem, está bom? – ela ficou ainda mais atrapalhada, com medo de que esta data se repita, novamente com a ausência do pai – Segura ele pra mim? – perguntou à sua mãe. Depois, foi correndo para o banheiro, onde se sentou no chão, chorando – Porque raio a minha vida tinha de ser assim? Porque é que eu não te podia ter aqui? – Lua falava sozinha, com raiva, chorando.

Os convidados foram chegado e as prendas só aumentavam. Lua não sabia mais onde colocar tanta coisa. Via-se atrapalhada em receber os convidados, ainda dar atenção para eles, tratar dos aperitivos para as mesas e ainda estar atenta ao Guilherme. 
O garoto se via no dia mais feliz da sua vida. Tinha a casa cheia de gente, cheia de bebés da idade dele e brincavam juntos. Por vezes, Guilherme parava o que estava a fazer e olhava para a porta, assim de repente. Dava um aperto no peito de Lua ao ver tal coisa. Seria aquilo o que? Apenas o pequeno sentindo falta do pai naquele dia tão especial para ele? Ou seria um sinal de algo bom vindo por ai?

- Eu comprei um tamanho acima dos sapatos, será que é preciso trocar? – perguntava a amiga de Lua, que veio à festa 
- Não. Está otimo assim. Se ficar grande, eu deixo porque ele vai crescer – riram juntas
- Você aparenta um ar tão triste Lua. está acontecendo alguma coisa?
- Não. – ela sorriu forçado – É exatamente esse o problema.
- Sente a falta de alguém?
- Está assim tão bem escrito na minha testa?
- Um pouco. – a colega de Lua riu – Deixe os problemas de lado. O seu filho está completando um ano. Olhe que não é todos os dias.
- É mesmo… - sorriu Lua

Todos foram para a mesa onde o bolo de aniversario estava e tiraram fotos cada um. No meio de tanta foto, Guilherme fazia birra. Estava cansado de fazer carinha bonita.
Cantaram os parabéns de uma maneira super animada, depois de partirem o bolo e alguns foram se despedindo. 
Parecia que aquele dia tinha passado rápido de mais, mas ao mesmo tempo lento. Alto faltava para completar. 

- Eu adorei a blusa que a sua colega de trabalho deu. A Clara né?
- Sim. Ela é uma grande amiga. Eu também gostei – respondeu à sua mãe
- Está com uma péssima cara querida
- Estou apenas cansada.
- Agente vai te ajudar a arrumar tudo… - disse Manu, prima de Lua, se levantando e pegando os pratos sujos
- Não, não é preciso. Vocês têm de descansar, já que amanha voltam para o Brasil
- Nem me fale. Eu estava habituado a esta boa vida de Inglaterra. – disse o folgado do Gustavo
- Inglaterra é vida. – Lua riu – Mas estou com saudades do Brasil também
- Pensa em voltar para lá?
- Não era má ideia. Mas não posso fazer isso ainda
- Por que?
- Você sabe. – encarou a prima
- Vai continuar esperando por um homem que nem sabemos se está vivo ou não? 
- Pai! – o repreendeu – Não fale do Arthur assim. É claro que ele está vivo. As más noticias chegam rápido, sabia?
- Ou então não chegam. – o senhor José se levantou do sofá – Filha, você sabe que na nossa casa, terá sempre as portas abertas, não sabe?
- Sei pai. Eu sei que posso contar com vocês sempre. Mas agora eu me sinto bem aqui. Depois vemos, quem sabe daqui a um ano, ou mais.
- Bom, vamos?
- Hora das despedidas!
- Eu espero lá em baixo! – disse Gustavo, saindo pela porta. Ele detesta despedidas, mas antes ainda teve coragem de dar um abraço no afilhado e só depois ir embora
- O Gustavo é sempre o mesmo. – Lua riu. Deu um abraço na sua mãe, um bem apertado e os seus olhos começaram a se encher de lágrimas – Mais uma despedida né mãe?
- Vai ver que a próxima visita será mais rápida! – disse Dona Rita, com os olhos marejando
- Filha, porque não vem passar o Natal com agente, no Brasil?
- Quem sabe. – Lua sorriu e abraçou o pai – Boa viajem e obrigada por tudo.
- Agente é que agradece. – disse Manu – Até à próxima priminha. Boa sorte e juízo.
- Digo o mesmo a você – elas riram
- Até um dia gostosão da madrinha! – ela abraçou forte o Guilherme e encheu ele de beijos – Estou esperando você e a mamãe no Brasil, viu? – ela deu um ultimo beijo no pequeno e foi embora.

A casa que à pouco estava cheia de pessoas, está novamente mais vazia. Embora que não esteja assim tão triste. Havia sobrado aquelas fitas coloridas de jogar no ar e Guilherme pegou nisso espalhando por toda a sala. Ele e Lua ficaram lá deitados rindo como dois tolinhos.

- Gostou do dia filho? – Lua passava a mão nos cabelos dele – Juro que um dia você terá um aniversario mais preenchido que este. Será mais especial. – beijou a testa do pequeno – Amo você, sabia? – deu um selinho nele
- Mamãe! – ele pulou pró colo dela e deu um abraço, puxando alguns cabelos seus
- Temos de arrumar isso, viu?
- Naum! – o folgado se deitou no chão.
- Você é a carinha do seu padrinho. – Lua riu

A loira se levantou e começou a pegar alguns papeis de presentes jogados no chão. Tinha de arrumar tudo, para aquela casa não parecer tão pequena.

O relógio marcava as 22:40h da noite, quando a campainha tocou. Lua estava lavando a louça àquela hora e se assustou, deixando um copo cair no chão. 

Garoto, ele não era. Pelo contrário. Passados tantos meses chegou em casa com um ar mais adulto, mais responsável. Aquela sua barba dava-lhe um ar mais sexy e mais velho. Já para não falar dos seus braços bem trabalhados. Onde ele andou este tempo todo? Por que só chegou agora?

Acompanhado de um sorriso envergonhado, de lado, vinha também com vários presentes na mão…

O capitulo foi grande, certo? Era para compensar toda esta demora!
Quem será que chegou? Quem é esse cara gente? :o

17 comentários:

  1. Posta ++++++++++++
    Ameeii *-*
    Foi o Arthur lógico :) !

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  2. Posta mais um hojeeeeeeeeee pfffffff aaaaaaaa ta otimoooo

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  3. Posta mais um hojeeeeeeeeee pfffffff aaaaaaaa ta otimoooo

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Foiii o Thuuur !!! Ahhhhhhh , finalmente . Cris sua malvada , posta mais por favor /=

    Amanda Kesssia

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  6. posta mais hoje, por favor, morrendo de curiosidade.

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  7. Aaaaaaaaaahhh.é o ARTHUR ............AAAAAAAAHHHHHHH......POSTA MAIS!!!!!MIMA

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  8. Preciso de maisss! Urgente!

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  9. aqui no Brasil é bexiga! posta mais!bjos

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  10. Mais!!!! Eu acho que quem chegou foi o Arthur.

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  11. MAIS CRIS POR FAVOR TÁ ÓTIMA

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  12. +++++++++++++++++++ npfpfpfpffpfpfppfpfpfpfppfpfpfp

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