O tempo cura tudo - 13º Capítulo

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POV NARRADOR

Estava prestes a se cortar quando o celular tocou. Tocou sem parar. Só à terceira vez é que ele ganhou coragem para atender. Jogou a faca para o chão, limpou as lagrimas e respirou fundo. Quando atendeu, respirou de alívio. Lua tinha alta do hospital. Poderia já sair, mas antes tinha de ir fazer um ultrassom ao bebé.

Não demorou muito para Arthur chegar ao hospital. Ele levou umas roupas para Lua trocar e quando lá chegou, foi correndo a abraçar. Lua tinha as pernas bambas por ter ficado tanto tempo deitada. Foram 10 dias. 10 dias que ficou internada. E só por três vezes recebeu a visita de Arthur.

- Me desculpa! – Arthur sussurrou entre o abraço
- Porque não me veio visitar?
- Sou um idiota!
- Não é nada… vamos, preciso de ir fazer o ultrassom.

A nova consulta seria lá no hospital mesmo, mas em outro corredor. Mais uma vez Arthur teve de esperar para que Lua fizesse o exame. Depois de sair os resultados, eles foram até ao consultório com a médica.

- Lua, a sua gravidez desde o início que é de risco. O seu médico foi um total incompetente ao não lhe dizer nada. Nos próximos dias, você não poderá trabalhar. Não poderá fazer esforço nenhum, caso contrário, você poderá levar o seu bebé e você mesma à morte. Eu sei que são palavras difíceis de escutar, até porque você é tao nova. Mas é a mais pura realidade. – Lua e Arthur suspiraram – Eu aconselho vocês a meter um processo em cima desse tal medica que acompanhou a sua gravidez até agora.
- Diziam que ele era especialista e…
- Era tudo fachada! – a médica disse – Bom, tem outra coisa
- O que? – Arthur engoliu seco
- Bom, é um menino, podemos já confirmar, já que nem isso o outro médico soube fazer. Mas ele está com pouco peso. Tem pouco mais de 700g. Você terá de levar uma vacina agora para poder amadurecer o pulmão do bebé.
- Mas isso garante que ele vá sobreviver?
- Não… infelizmente não.

Lua começou a chorar. Como queriam que a pressão dela não caísse se ela a toda a hora recebia notícias que a deixavam em baixo? Como queriam que ela melhorasse daquele jeito?

(…)

- Você escutou a médica né? Nada de esforços. Nada de nada! Pelo amor de deus Lua. – Arthur segurava a mão dela, que estava deitada no sofá – Eu faço tudo, eu arrumo tudo. Eu vou trabalhar, eu te levo até pra cama. Mas por favor, não se mexe.
- Não posso nem levantar um dedinho? – ela brincou com a situação
- Lua, não brinca amor. Por favor… - ele quase implorou – Eu fui um filho da mãe com você. Eu merecia a morte e até… - ele parou de falar – Não interessa. O que interessa é que te tenho aqui. Lua… - ele sorriu – Vamos ter um menino meu amor, um menino! – Arthur abraçou Lua – Estou tao feliz.
- Eu também estou feliz… - ela riu – Mas, apesar de tudo, eu não esqueci o que você fez. Eu não devia confiar em você, mas sei lá… - suspirou – Vamos deixar as coisas rolarem. – ela sentou no sofá
- Onde você vai?
- Tomar um banho. – ela se levantou, apoiada em Arthur
- Cuidado amor, por favor. Eu vou fazer o jantar. – ele deu um beijo na testa dela

Arthur desta vez estava se esforçando para que tudo corresse bem, do jeito que Lua merecia. Ele não ia contar pra ela, o que ia fazer antes de receber a chamada. Ele não ia dizer a ela que a sua única vontade era de por fim à vida dele, mesmo sabendo que Lua, afinal de contas, ainda ia precisar da sua ajuda.
Ele foi para a cozinha. Ele não tinha jeito nenhum para cozinhar, mas pela Lua, ele faria de tudo. Aprendia a cozinha, a passar a roupa, a lavar roupa e até a lavar banheiros.
Enquanto ele fazia uma receita bem simples para o jantar, alguém tocou à campainha. Ele foi abrir, enquanto secava as mãos com a toalha.

- Boa noite! – disse o cara, de rosto serio e todo fardado
- Boa noite… em que vos posso ajudar?
- Nos somos da policia judiciaria! – ele mostrou a identificação – Você é o Arthur Aguiar?
- Sou sim.
- Nos gostaríamos de conversar. Sabemos que é tarde, mas o assunto é urgente e não pode esperar
- Por favor, sejam breves. A minha namorada está gravida e não pode se preocupar. A gravidez é de risco e…
- … mas pelos vistos você não faz nada para ela ficar bem. Nos recebemos uma denúncia contra si. Um ato de ameaça e violência.
- O que? – ele ficou sem entender
- Um homem, Doutor Castro, psicólogo – ele via nos seus apontamentos – Denunciou você por no passado dia 6 deste mês você ter espancado ele violentamente e ainda o ameaçou para piorar a situação.
- Droga! – Arthur levou a mãos aos cabelos – Eu vou ser preso?
- Ainda não sabemos. Mas é bom que amanha vá ao tribunal – ele entregou um cartão ao Arthur com informações – E bom também que não pense em fugir ou desaparecer daqui nos próximos dias ou o seu caso irá se complicar. Boa noite e desculpe o incomodo!

Os polícias foram embora e Arthur fechou a porta. Ele tremia por todos os lados. Naquele dia, ele estava bêbado e lembra-se perfeitamente de ter ameaçado e quase espancado o psicólogo de Lua, tanto que ele até ficou desacordado.
Arthur começou a tremer de novo por todos os lados. Sentia falta de álcool no seu corpo para que este acontecimento desaparecesse da sua memoria. Ele poderá ser preso… como é que ele quer que Lua fique bem, sabendo uma coisa dessas?

- Arthur, quem era? – Lua chegou na sala secando o cabelo. Arthur estava no sofá, sentado, de cabeça baixa e batendo o pé de tanto nervosismo
- Era uma vizinha daqui de baixo… - mentiu – Ela queria saber se eu vi o filho dela.
- e você viu?
- Não… - Arthur respirou fundo e levantou – O jantar está quase pronto.

(…)

Faltavam precisamente duas horas para a sessão no tribunal. Arthur ainda não sabia bem o que ia contar a Lua. por um lado, seria bom ele contar a verdade. Chega de mentiras. Mas por outro lado, ele tem medo de que algo de mal possa acontecer com ela, depois de saber que ele pode ir preso.

- Arthur, agente precisa de conversar serio… - Lua chegava na sala comendo salchichas. Era o seu desejo do dia.
- O que é? – ele a olhou, serio
- É sobre agente. Eu estive pensando e não sei mais se estamos juntos ou não.
- Eu te entendo. Eu sei que prometi e voltei a falhar o acordo. Eu compreendo se você quiser acabar tudo o que tem comigo, ou então o que não tem… mas por favor, não me poem fora de casa. – ele pegou a mão dela – Não me deixa longe dele. – ele colocou a outra mão na barriga dele
- Você por parte adivinhou. Sim, eu quero acabar tudo o que tem entre agente. Eu não sou feliz assim e acho que você também não. Eu não consigo estar com uma pessoa que só me faz promessas e que não cumpre. Eu não consigo mais confiar em você. – ela suspirou e sentou no sofá – Mas eu não te vou colocar para fora de casa. Não quero que o meu filho nasça sem o pai por perto.
- Eu ainda vou te reconquistar. É só dar tempo ao tempo
- Eu não acredito mais nessa frase. Eu juro que fiz tudo para você não voltar para aquele mundo terrível, de drogas e bebidas, mas à mínima coisa você fraquejou e voltou a beber
- Eu sei Lua. mas eu vou melhorar, pro… não, não vou dizer isso.
- É melhor mesmo não dizer. Outra coisa, segue a sua vida. Porque eu vou seguir a minha também… ou pelo menos tentar.
- Espera, só uma coisa… - ele segurou de novo a mão dela – Você não me ama mais?
- Logico que te amo… só não amo aquele Arthur que faz desastres e que me trás preocupações.
- Esse Arthur não vai mais voltar. – Lua ia de novo para a cozinha. Talvez dessa vez comer pão com ovo ou o brigadeiro que fez para o almoço – Lua, eu vou sair.
- Tudo bem…
- Não vai perguntar a onde vou?
- Nos não temos mais nada Arthur. Não precisamos de saber da vida um do outro.
- É… tem razão. – ele foi até ela e beijou a sua testa – Não faz nada que não deva. Não se esforce. Fique deitada até eu voltar. Eu vou tentar não demorar.

Hey, ainda hoje posto mais da outra web

4 comentários:

  1. Cris nao ta bom de tragedia nao? :((

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  2. tbm acho, esta web é só sofrimento! quero paz e felicidade por favor

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  3. dá sempre tudo errado, quando eles vao ficar felizes? só corre tudo mal na vida deles, não é justo coitados
    ass Sophia

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  4. quero felicidade pf

    Ana

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