Little Anie - Cap. 74 | 4ª Parte

|

Little Anie | 4ª Parte

Pov Lua

Odeio o fato de estar chateada com Arthur e não conseguir dormir sabendo que ele deve estar em uma festa, ou em algum pub que seja. Não que eu fosse como essas mulheres que querem proibir os maridos de saírem sem elas. E que não aceitam que eles saiam sozinhos com os amigos. Não é isso! É só que não custava nada, ele me avisar com antecedência. Eu nem desconfiava que o mesmo pretendia – e ia – passar a noite fora. Sei que quando Arthur sai com os amigos, eles sempre bebem e ele sempre volta bêbado. Não gosto quando ele bebe. Arthur fica muito enjoado, chato pra caramba – insuportável mesmo –, não cala a boca, é a hora que ele escolhe para falar mais e demais.

Eu estava com tanta raiva de mim mesma, por estar com raiva dele por isso. Arthur havia prometido que passaria todos os dias das minhas férias, comigo. E olha hoje? Hoje ele simplesmente se arruma, sai de casa dizendo que recebeu uma mensagem de Harry e que não era para eu espera-lo acordada – talvez fosse isso que tivesse me deixado mais aborrecida –. No entanto, eu não estava conseguindo dormir. E ficava pensando o que ele poderia estar fazendo uma hora dessas, bebendo. Era a coisa bem óbvia que vinha em minha mente.

Arthur não era de beber bebidas alcoólicas constantemente. Entretanto, ele acabava bebendo quando viajava, ou saía com os amigos – as vezes até quando saíamos juntos, mas como um ou outro teria que voltar dirigindo, ele era sempre o escolhido para o cargo de motorista. E quando Anie estava conosco, Arthur nem fazia questão beber.

Já era quase uma e quinze da madrugada. Eu tentava não me preocupar, porque sabia que ele estava bem. Mas meu lado esposa protetora estava começando a despertar. Eu só queria que Arthur chegasse logo em casa, para que eu pudesse dormir tranquila.

Desistir de olhar para o relógio quando meus olhos começaram a pesar. Já devia ser bem tarde, já que a última vez que vi as horas, era uma e quarenta e cinco da madrugada. Comecei a implorar para mim mesma, sono. Dei graças a Deus, Anie não ter acordado esse madrugada e torcia para que a pequena também não acordasse mais tarde, nessa mesma madrugada.

Ouvi o barulho do portão da garagem abrindo e fechando, constatei que era Arthur quem tinha chegado. Fechei meus olhos rapidamente e me embrulhei com o cobertor. E fingi o melhor que pude, que eu estava dormindo. Era um alívio saber que ele já havia chegado. Não que eu fique sem dormir todas as vezes que Arthur resolve ir para uma festa. Hoje, especialmente meu sono resolveu ir embora, junto com a minha paciência.

Ele demorou um pouco para chegar ao quarto. E eu fiquei preocupada achando que ele tinha dormido dentro do carro mesmo e esse pensamento se estendeu desde, ele não conseguiu abrir a porta até ele caiu na escada. Mas nada disso tinha acontecido e quase quinze minutos depois, ouvi um barulho na porta do quarto e só podia ser Arthur tentando abri-la.

Arthur começou a falar algumas palavras que eu não conseguia entender, assim que entrou no quarto e empurrou a porta, fechando-a bruscamente.

– Shhhhhh... – Falou mais alto. – E-eu... eu não mandei, man-dei... – Repetiu pausadamente. – Você fazer bar... bar... Huuum! Barulho, oras. – Reclamou dando duas batidas na mesma.

Tentei me controlar o máximo para ficar quieta na cama. Caso contrário, mandaria ele calar a boca. Arthur passou alguns minutos em silencio e eu não podia abrir os olhos para ver onde ele estava ou o que estava fazendo.

Logo ouvi um barulho baixo de algo sendo jogado no chão de qualquer jeito, acabei por deduzir que era ele jogando os sapatos no chão. Mas eu não tinha certeza.  Arthur deu alguns passos em direção a cama, eu podia ouvir e sentir ele aproximando-se de mim.

– Uhm... Tão linda. – O ouvi sussurrar, ao passar a ponta dos dedos em meu rosto.

O cheiro que ele exalava era de puro whisky. E isso acabou me dando ânsia, já que estava muito forte. Arthur não gostava de cerveja, o que mais ele bebia era whisky e vodka. Vinho apenas em ocasiões especiais – ou para uma noite comigo, cheio de segundas intenções. Sim, meu marido levava a sério essas coisas todas de sensualidade. Era mais excitante, segundo ele. Elaborar uma noite romântica, um clima com direito a vinho e luz baixa, embora que para o mesmo, qualquer hora fosse hora.

– Eu nem bebi... tanto... – Contou. – Só um pouquinho, Blanco. – Ele soltou um riso pelo nariz. – Eu ainda acer... acertei chegar em casa. – Finalizou.

Senti sua respiração bater em meus lábios, virei o rosto soltando um resmungo. Arthur afastou-se e segurou em uma de minhas mãos.

– Shhhhh... – Murmurou. – Nem quero que você acorde. – Disse. – Não estou afim de ouvir você me enchendo. – Começou. E era só o que faltava, ele achar que eu não estava escutando nada.  – Você é muito chata, Lua. – Comentou. – Na verdade, você fala demais... só fala. Eu bebi um pouco, eu precisava fazer isso. – Confessou. – Harry também achava, mas ele estava um chato hoje. Fez a gente vim mais cedo. – Esclareceu. – Lá estava legal. – Ele riu sozinho. – Mas ele disse que eu já tinha bebido demais... Foram só duas... duas garrafas, Lua.

Duas garrafas de whisky significavam que ele não podia assumir a direção de um carro. Esses dois estavam loucos ou o quê? Agora eu estava irritada com Harry também.

– Uhhm... Você não ia gostar nadinha disso, não é? É, eu sei. – Ele riu baixo outra vez. – Mas eu estava triste. – Contou. O que me deixou surpresa, já que eu não havia notada e Arthur sóbrio, jamais me contaria. – Não queria que você soubesse... Você já tem tantas coisas que te fazem ficar triste. – Ele não precisava citar o que era, eu já tinha entendido o que ele quis dizer. – Não queria que isso tivesse acontecido com a gente, não com você. E eu sei que nem você queria isso também. – Ele falava bem baixo, como se não quisesse que eu escutasse, mesmo achando que eu estava dormindo.

Saber disso me deixava triste, porque durante esse mês, eu havia me preocupado apenas comigo, com a minha dor. É claro que eu tinha consciência de Arthur estava triste, de que a notícia havia o arrasado e abalado também. Eu apenas não quis saber se ele ainda se sentia assim, não me preocupei com o que ele talvez estivesse sentindo. Agora eu estava me sentindo uma péssima esposa, que só se preocupara com seu próprio bem-estar.

Me sentia incompleta, não mais a mulher que ele queria que eu fosse. E isso, desde quando abri os olhos na maca daquele hospital, depois de saber o que de fato tinha acontecido. Arthur sempre quisera mais um filho e isso não era novidade para ninguém. Ele sempre fora um bom marido, amigo, companheiro e pai. Era o melhor homem, depois de meu pai, que eu já havia conhecido. Não queria perde-lo, talvez esse pensamento fosse até idiota. Mas eu não conseguia deixar de tê-lo.

Arthur é carinhoso e cuidadoso, sempre querendo que todos ao seu redor – e especialmente as pessoas que ele amava – estejam bem. Não suporta ver ninguém com dor, era como se ele conseguisse sentir também. E isso é um tanto estranho, confesso. Se culpa e acaba se sentindo frustrado quando não sabe o que fazer diante de uma situação, seja ela qual for, com quem for, para quem for. Ele sempre fora assim; eu tinha orgulho do homem que Arthur havia se tornado e de tê-lo como marido e pai da minha filha.

– Queria ter estado ao seu lado, mesmo que não pudesse fazer mais nada. – Me disse. – Eu nunca estou nessas horas, Luh. Me desculpa. – Pediu. Senti um incomodo e um nó na garganta. Só queria que Arthur fosse logo dormir. Sua mão soltou a minha, mas não demorou muito para que ele voltasse a contornar meu rosto com a ponta dos dedos. – Por que as coisas tem que se tornarem tão difíceis, quando a gente acha que tudo estar ido bem? – Perguntou baixo. – Não. – Foi quase um sobressalto. – Não precisa responder. – Completou. – Se me visse assim, ia me chamar de louco. – Soltou um riso pelo nariz. – Sou louco por você. – Confessou aproximando novamente os lábios do meu rosto – eu podia apostar que um sorriso brincava em seu lábios. Isso sempre acontecia quando o mesmo falava essas coisas –. Eu podia sentir sua respiração bater em minha bochecha. – Não vou beijá-la, linda. Você estar dormindo. – Explicou. – Isso é muito melhor quando você está acordada, mas no momento, ainda bem que está dormindo. – Deixou claro. O cheiro do whisky já estava ficando fraco, mas eu ainda podia senti-lo. – Você parece um anjo. – Ele riu e eu tive que segurar um suspiro. Arthur tinha que ir dormir, isso sim. – Mas não é sempre assim... só as vezes. Tão linda... – Repetiu. – Nem parece que tem defeito. – Ao mesmo tempo que essas palavras me deixaram confusa, me deixaram curiosa também. – Na verdade, só tem um, só um que eu me importo. – Ele suspirou. – Amo tanto você, querida. – Mudou de assunto. – Você não é mais capaz de me dar um filho. – Lamentou baixo. Senti vontade de chorar, isso me deixou mais mal do que eu já estava e me sentia. – Por que você não pode mais me dar um filho, amor? – Perguntou ainda baixo. – Não queria culpar você por nada... – Ele começou, mas sua voz estava ficando diferente e logo senti que Arthur tinha se levantando. – Queria que você fosse a Luh de antes. – Confessou. – Está tão diferente, queria saber o que fazer de verdade para te ajudar. Eu não estou bêbedo. – Me disse mais uma vez.

Arthur apertou gentilmente minha mão e logo senti um rápido beijo ser depositado e minha bochecha. Senti uma vontade de chorar ainda mais forte quando o sentir se afastar.

O ouvi jogar as roupas no chão – o cinto fez barulho – e logo depois abrir a porta do banheiro, ele não a fechou. A água caia, era o único barulho que eu ouvia. Abri meus olhos devagar e olhei todo o quarto, a luz estava apagada, eu não conseguia ver muita coisa. Arthur tinha deixado o celular na cômoda ao meu lado; a chave do carro e de casa também estavam lá; junto com a carteira e um papel de conta. No chão; perto da poltrona, estavam jogadas as roupas.

É claro que eu estava triste com o que acabara de escutar. No fundo eu sabia que Arthur me culpava por isso, ele só não admitia e nunca iria admitir se estivesse sóbrio ou se soubesse que eu estaria escutando. Eu sempre soube que os bêbados e as crianças nunca mentem. Hoje, tive a prova. Embora ele não tivesse falado com todas as letras que a culpa era minha, ele deixou nas entrelinhas – eu não era burra –, e deixou claro que ainda estava triste e magoado com tudo o que tinha acontecido e comigo, é claro.

Ele não demorou tanto no banho e alguns poucos minutos, saiu. Ligou a luz e segundos depois desligou. Senti o colchão afundar e logo ele se deitou. Pendi internamente para que continuasse deitado longe de mim, que nem cogitasse a ideia de me abraçar, não depois de dizer aquelas coisas achando que eu não estava escutando. Agora eu também estava magoada com ele, não tanto pelo que ouvira e sim pelas coisas que acabei descobrindo que ele escondia.

Arthur ainda não tinha dormido; ele estava se mexendo muito na cama, como se algo o estivesse incomodando.  O ouvi suspirar umas três vezes e isso estava começando a me irritar, porque eu já estava irritada com ele – para início de conversa.

– Que dor de cabeça chata! – O ouvi reclamar e achei pouco. Eu tinha uma outra coisa doendo e que era mais importante do que a droga da cabeça dele. Meu coração.

Um tempo depois, Arthur parou de se mexer e eu deixei passar mais alguns minutos, para ter certeza de que ele não acordaria, caso eu me levantasse da cama. E o foi o que ocorreu, ele havia dormido e ressonava alto.

Me levantei com cuidado da cama, não queria que ele percebesse. Embora tivesse certeza de que se uma bomba explodisse ali, ele seguiria dormindo. Saí do quarto, fechando a porta com cuidado. A porta do quarto de Anie estava fechada e eu preferi não abri-la, não queria que a pequena acabasse acordando. Desci os degraus lentamente, enquanto pensava nas palavras de Arthur; as quais eu sentia que ele podia pensar, ou já ter pensado. Mas que não imaginava que acabaria ouvindo ele me dizer. Confesso que era bem pior do que só pensar.

Cheguei a sala e tudo estava escuro e silencioso, era quase três e meia da madrugada. Era como se eu tivesse acabado de levar um choque de realidade. Eu não conseguia esquecer aquelas palavras e sentia muita vontade de chorar. Embora não quisesse me permitir fazer isso – já havia chorando tanto esse mês, que dias sem derramar uma lágrima era quase como se fosse milagre.

Mas como eu já previa; não conseguir me controlar e uma a uma as lágrimas foram descendo lentamente, trilhando um caminho até meus lábios. Segui até a geladeira e coloquei um copo com água, bebendo logo em seguida. Minhas mãos tremiam bastante e eu sentia muita vontade de vomitar, isso sempre acontecia quando eu ficava muito nervosa.

Eu não queria olhar para Arthur, não hoje. Ele me faria lembrar das coisas que ouvi e eu não queria isso. Se ele tivesse ao menos conversado comigo sobre tudo que estava sentindo, eu o entenderia. Tenho certeza disso, mas me esconder suas mágoas e guarda-las para ele, para depois me contar na calada da noite, bêbado e achando que eu estava dormindo? Não era o certo, não a atitude que eu esperava dele.

Estava fazendo muito frio, minha cabeça tinha começado a doer. Eu estava tentando me manter calma, não queria fazer algo que eu viesse me arrepender depois. Eu só conseguia pensar em Anie, no quão pequena ela ainda era e ainda precisaria de nós dois por um bom tempo. Ela amava Arthur, mais do que qualquer coisa e isso era indiscutível. E não adiantava ele dizer que ela nos amava igualmente, porque nenhum amor é igual. Nós dois éramos pais bem diferentes para ela: Arthur a deixava fazer tudo. Já eu... bom, eu tentava colocar limite em tudo o que a pequena fazia. Alguém tinha que fazer isso. Entre nós dois, eu sei que Anie sempre o escolheria, eles tinham uma cumplicidade absurda, que eu sentia uma inveja, por não ter uma relação dessas com a minha própria filha.

Arthur é um ótimo pai, reconheço. Talvez o pai que toda criança sonha em ter, por todas as coisas que faz, para que Anie nunca reclame de nada e tenha uma infância a qual ela faça questão – e tenha orgulho – de se lembrar no futuro. Arthur sempre fora um ótimo marido também – exceto, em 12 de março. Quando esteve ausente e sua desculpa não foi boa o suficiente para me fazer entender que seu trabalho era mais importante do que sua filha –. Tal atitude, me fez ficar muito magoada e triste, bem diferente do que aconteceu há quase um mês. Eu não o culpava por eu estar sozinha em um momento tão delicado quanto o que eu me encontrava.

Um barulho vindo da sala me chamou a atenção e eu passei as mãos rapidamente pelo rosto, para tentar secar as lágrimas – o que era bem em vão. Já que meu rosto estava tomado por elas. Deixei o copo em cima da pia e andei até a sala. Era Anie. A menina estava bem confusa e esfregava os olhinhos, enquanto tentava enxergar alguma coisa. Eu não queria que ela me visse nesse estado, mas ignorá-la estava bem fora de cogitação.

– O que aconteceu, meu amor? – Perguntei baixo e ela me olhou, caminhando em minha direção. Abri meus braços para carrega-la.
– A senhola não tava lá no quarto, mamãe. – Observou. – Quelo fazer xixi. – Disse. – Por que a senhola tá aqui sozinha? – Perguntou me olhando. – Por que tá cholando, mamãe? – Indagou segurando meu rosto com as duas mãos.
– Eu não estou chorando. – Neguei.
– Tá sim, mamãe. A senhola tá tliste por quê? – Continuou.
– Não estou triste, amor. Foi... hãã... uma alergia. – Era uma desculpa bem idiota, ainda mais para uma criança tão esperta quanto Anie.
– Quelo fazer xixi. – Me lembrou novamente. – Eu me acodo toda noite, mamãe. – Contou.
– Acho que você já se acostumou a acordar esse horário para fazer xixi, filha. – Comentei, enquanto caminhava com ela até o banheiro que ficava ali embaixo mesmo.
– Não gosto. – Contou. – Tenho pliguicinha de levantar, mãe. – Ela enterrou o rosto em meu pescoço. Rir baixinho.
– Hum... Você não acha que talvez tenha que voltar a usar fralda descartável? Você pode fazer xixi nela e nem precisa se acordar.
– Não, mamãe. Eu já sou gande. E gente gande não sua mais flaldas. – Me disse.
– Ah não? Você já é grande?
– Sou. – Confirmou e eu a ajudei a tirar a calça do pijama, logo depois a sentei no vaso.
– Mas você pode fazer xixi na cama. – A lembrei. – Isso não seria legal. – Completei.
– Mas eu me acodo, mamãe. Não vou fazer xixi na minha cama. – Garantiu.
– Se você acha...
– Mamãe?
– Oi. – Vestir novamente a calça nela e a carreguei, para que Anie lavasse as mãos.
– Se eu fizer xixi na minha cama, a senhola vai me bligar? – Perguntou com receio.
– Não, filha. Você ainda é pequena e não tão grande como acha que é. – Respondi. – É normal isso acontecer, quando você crescer mais um pouco, não vai mais precisar ficar se acordando esse horário.
– Por que só quando eu clescer? Um monte de coisa só quando eu clescer. – Fez um bico chateada.
– É assim com todo mundo, meu amor. – Caminhei com ela para fora do banheiro. – Que tal você ir dormir?
– Quelo dormir com a senhola, tá mamãe? – Pediu. O que eu iria responder, já que pretendia não voltar para o quarto. – Mamãe?
– Hum... – Murmurei.
– Eu fui lá no quarto e meu papai tava fazendo um baulho alto. – Contou fazendo um gesto exagerado.
– Ele devia estar roncando, filha. – Expliquei.
– Vamos dormir, mamãe. Tô com soninho. – Disse.
– Amor, eu não vou lá para o quarto. A gente nem vai conseguir dormir com o barulho que segundo você, seu pai está fazendo.
– Mas ele tá, mamãe.
– Então, vamos deitar a li na rede?
– Na ede? Tá flio, mãe.
– Eu pego um cobertor para a gente, filha.
– Tá, tá bom. – Aceitou e eu a deixei sentada no sofá.

Andei até a área de trabalho e entrei em um quarto, onde ficava as roupas de cama lavadas que Carla deixava guardadas ali. Peguei um lençol grosso e caminhei de volta para a sala. Anie me seguiu até a área do lado de fora da casa, que era coberta e tinha uma grande rede estendida ali. Coloquei primeiro Anie, para depois me deitar também. A pequena acomodou-se em meu colo, me abraçando apertado, descansando o rosto em meu peito.

– A senhola tá com raiva do meu papai? – Perguntou do nada. Depois de um tempo em silêncio, que eu cheguei a pensar que ela já estava dormindo.
– Porque você acha isso? – Perguntei baixo.
– Porque a senhola não tá lá com ele. – Respondeu.
– Eu não estou lá porque eu não estava conseguindo dormir. Comecei a espirrar e vim tomar uma água, aí você apareceu...
– A senhola tá dodói?
– Não, amor. – Respondi depositando um beijo em sua cabeça.
– A senhola tá tliste então?
– Nem triste, filha. – Anie me olhou.
– Mas a senhola tá cholando de novo, mamãe. – Disse passando uma das mãozinhas em meu rosto, alimpando as lágrimas.
– Shh... Por que... você não tenta dormir? – Perguntei baixo, com a voz embargada.
– Não quelo que a senhola fique tliste, mamãe. – Anie me abraçou mais forte.
– Vou ficar bem, filha.
– Deixa eu chamar meu papai, pra ele vim ficar com a gente. – Sugeriu.
– Não, Anie. Não quero que chame ele.
– Você tá com raiva dele, eu sei... – Retrucou.
– Não estou com raiva. Não quero falar disso também.
– O que ele fez?
– Dorme, Anie. – Pedi.
– Não tô mais com sono. – Falou. – Amanhã é a dança, mamãe. – Lembrou.
– Sim, amor. É amanhã.
– Tô nervosa.
– Não precisa, filha. Vai dá tudo certo. – Garanti lhe dando um beijo na testa. Anie estava ansiosa para a apresentação e isso estava lhe tirando o sono.

Comecei a nos balançar na rede. Não tentei mais puxar assunto, queria que Anie dormisse, mas ela não estava conseguindo e começou a cantar uma musiquinha infantil que me fez querer chorar mais ainda.

Perto de amanhecer, notei que ela havia parado de cantar e não estava mais se mexendo. Sua respiração estava tranquila, virei meu rosto para olhá-la e pequena estava dormindo. A ajeitei direito em meu colo e levantei da rede com cuidado. Deixei o coberto dentro da rede e caminhei para dentro de casa novamente. Subi a escada e cheguei ao quarto de Anie, a coloquei cuidadosamente na cama, embrulhei a pequena e fiquei observando-a por alguns minutos.

Anie era uma garotinha muito esperta, as vezes eu ficava surpresa porque estava ficando cada vez mais difícil esconder as coisas dela. Me perguntava se ela realmente tinha três anos, porque não parecia.

Saí do quarto dela, fechando a porta devagar, para não fazer barulho. Entrei no meu quarto e Arthur estava dormindo profundamente. Fui até o banheiro, escovei os dentes e joguei um pouco de água no rosto – ele estava inchado e meus olhos estavam vermelhos –. Voltei para o quarto e fui até o closet, vesti um short de algodão na cor branco e cinza, que vinha até o meio das minhas coxas e uma camiseta branca, com uns detalhes em renda que vinha da gola até abaixo dos seios. Prendi meu cabelo em um coque bem apertado, com alguns fios soltos e saí do quarto.

Carla já estava preparando o café da manhã quando cheguei a cozinha e até se espantou ao me ver tão cedo de pé.

– Bom dia, Luh. – Sorriu gentilmente.
– Bom dia. – Retribui o sorriso.
– Estou fazendo um bolo de chocolate. Não achei que acordaria tão cedo.
– Tudo bem, eu preparo um sanduiche por enquanto. – Falei.
– Tinha um lençol lá fora.
– Eu estava lá com Anie. Não conseguíamos dormir. – Expliquei.
– Está tudo bem, Lua? – Me encarou preocupada.
– Sim. Por quê?
– Seu rosto...
– Aah, foi uma alergia. – Usei a mesma desculpa. – Acho que acabei mexendo em algo que tinha poeira...
– Uhm... – Ela não acreditou muito. Mas também não perguntou mais nada. Voltou a fazer o bolo e eu fui fazer meu sanduiche.

Pov Arthur

Meus olhos estavam pesados, minha cabeça doía e minha boca estava amarga. Abri meus olhos e Lua não estava ao meu lado, estava tão cedo que eu me surpreendi por ela já ter acordado, mas nem parecia que ela tinha dormido ali.

Virei meu corpo para o lado dela na cama e peguei meu celular que eu tinha deixado em cima da cômoda e que eu nem sabia que tinha deixado lá. Não sei que horas havia chegado em casa, mas eu deveria ter bebido bastante. Minha cabeça doía muito e eu ainda tinha uma reunião com a banda às nove e meia.

Me levantei da cama e fui até o banheiro. Tirei minha roupa e liguei o chuveiro. Deixei a água fria mesmo, eu precisava acordar realmente. Tomei um banho demorado, tirei a barba, escovei os dente e saí do banheiro. Já era sete e vinte. Vesti uma boxer branca e uma bermuda, penteei meu cabelo e saí do quarto.

Lua estava na cozinha com Carla, me aproximei da mesma e a abracei por trás. Ela não tinha me visto e deu um sobressalto quando isso aconteceu. Achei estranho o fato dela ter me empurrado e se afastado.

– Bom dia. – Não comentei o que tinha acabado de acontecer.
– Bom dia. – Carla respondeu e Lua pareceu me ignorar. Ela só podia estar de brincadeira se estava com raiva porque saí ontem.
– Hoje eu não reclamaria se você fizesse meu café. – Comentei. – Estou precisando de um café bem forte, Carla. – Finalizei.
– Está insinuando que eu não sei fazer café, Arthur? – Ergueu uma sobrancelha ao me encarar.
– Eu não disse isso. – Respondi e Lua saiu da cozinha.

*

– O que aconteceu? – Perguntei assim que fechei a porta do quarto. – Está surda ou o quê? – Fui mais grosso. Lua estava começando a me irritar. Ela levantou o olhar e me encarou. – Por que está me ignorando?
– Não quero falar com você. – Respondeu simplesmente.
– Então um belo dia você acorda e resolve que não quer mais falar comigo? – Ri irônico.
– Foi quase assim. – Retrucou séria.
– Está chateada porque saí ontem e cheguei tarde? É isso? – Indaguei.
– Por mim você poderia sair hoje de novo. – Disse super seca.
– Hoje tem a apresentação da Anie. – A lembrei.
– Que bom que não esqueceu disso.
– Eu não esqueceria de uma coisa tão importante para a minha filha.
– Sorte a dela.
– Ah, Lua! – Exclamei. – Qual é? O Que aconteceu? O que eu fiz para você me tratar assim? – Me aproximei da cama.
– Qual a parte do: Não quero falar com você. Que você ainda não entendeu? – Me perguntou.
– Você chorou? – Perguntei assim que olhei melhor para seu rosto.
– Não é da sua conta.
– O que aconteceu, Lua? – Perguntei preocupado, uma vez que ela não tinha negado. Será que eu tinha feito alguma coisa ontem? Eu não me lembrava de nada.
– Arthur, me deixa em paz. Pelo amor de Deus. – Pediu um pouco baixo e voltou a olhar para o livro que tinha nas mãos.
– Fiz alguma coisa ontem? – Perguntei meio receoso.
– Você acha que fez?
– Não sei, não lembro. Por isso estou te perguntando. – Respondi.
– Você não tem uma reunião agora? – Sua voz estava baixa, como se não quisesse falar.
– Não. Só mais tarde. Por que não me diz o que está acontecendo? – Insistir. – Estou começando a ficar preocupado. – Completei. Ela soltou um riso sem vontade e me encarou.
– Não precisa se preocupar atoa.
– Não acho que seja atoa. Deve ter acontecido algo grave para te deixar assim...
– Assim como?
– Estranha, está me ignorando e com cara de choro... Até ontem estávamos bem. Sei que chorou. Por quê?
– Não chorei. – Negou sem me olhar.
– Ah não?
– Não. Foi só uma alergia, passei bem ruim... meu rosto inchou.
– Não mente para mim... Ontem você estava bem quando saí. Está triste?
– Me deixa em paz, Arthur. – Pediu novamente. – Quero voltar a ler.
– Por que está me tratando assim?
– Porque você merece. Agora me deixa em paz! – Exclamou sem paciência.
– Eu mereço? – Perguntei surpreso. – O que eu fiz? Você poderia me dizer, porque não me recordo.
– Bom para você...
– Paaara! Para de ficar falando desse jeito. Por que não me diz logo de um vez? – Perguntei sem paciência.

Lua ficou em silencio e eu preferir ir trocar de roupa, antes que eu me atrasasse para a reunião. Anie ainda não tinha acordado e eu estava começando a achar que o dia tinha amanhecido bem estranho. Era quase nove horas e a menina ainda dormia. Lua não pareceu se importar com isso, logo hoje achei que seria acordado com ela pulando na cama e dizendo que o dia da apresentação tinha chegado.

Vesti uma calça jeans preta, com uma camisa social azul escura, a qual dobrei as mangas até os cotovelos. Calcei um sapatênis também preto, ajeitei meus cabelos e depois me passei perfume. Lua ainda estava na mesma posição na cama e isso estava me incomodando muito. Porque ela nunca era calada e quieta desse jeito.

– Eu já vou indo. – Avisei me aproximando dela. – Volto antes do almoço. – Mais uma vez ela não me disse nada. – Tchau, Luh... – Tentei beijá-la, mas ela acabou se afastando bruscamente, me fazendo ficar ainda mais sem entender porra nenhuma. – Ok. Era só o que faltava, você amanheceu com vontade de não me beijar também? Foi isso? Ou foi quase assim? – Repeti sua resposta. Ela nada disse e nem se deu o trabalho de me olhar. – Cuidado com as suas vontades... amanhã você pode amanhecer com vontade de não me ter mais como marido. – Caminhei até a porta depois de pegar a chave do carro. – Ou eu posso amanhecer com vontade também... – Finalizei me arrependendo logo em seguida, mas como já havia saído do quarto, não tinha mais como eu voltar atrás.

Ouvi o barulho de algo se chocando contra a porta, devia ser o livro que ela acabara de jogar. Preferi não me certificar do que era realmente. Eu tinha uma reunião e alguns assuntos para resolver. E agora tinha um problema maior ainda, para resolver com Lua mais tarde. Suspirei descendo os degraus. O dia seria bem longo.

Continua...

Se leu, comente! Não custa nada.

N/A: Demorei mais apareci haha :D Já é de madrugada e esse horário é o que eu resolvo aparecer, vocês devem querer me matar, mas gente, eu ainda estava escrevendo o capítulo. Hoje choveu muito para cá, muitos trovões e eu morro de medo disso, sérião! Nem teve como eu pegar o not atarde, já que minha mãe não deixo e eu não era nem louca de ficar com ele em mãos. #MedrosaModoOn

Irei dividir esse capítulo igual fiz na parte 3 do capítulo anterior, ok? Não consegui finalizar e estou muito cansada. Eu queria ter escrito sobre a apresentação ainda nesse capítulo, mas como viram, saiu maior do que eu esperava. E eu ainda nem terminei essa conversa da Lua com o Arthur – vai dar muito pano para a manga ainda, vish –. Então, essa semana é bem provável que tenha atualização de Little Anie <3 Eeeeeeeeeh... Quem ficou feliz aí? Hahaha

O que acharam do capítulo hein? E desse comentário do Arthur nada sóbrio? Acham que eles irão brigar feio? Lua deve perdoa-lo logo, ou tem que demorar mais um pouco? – Essa última opção acho que segue a lei do descarte. Porque não quero fazer eles demorarem a se entender, mas a Lua ficou muito triste a conversa deles irá render :’( Arthur deveria ter conversado com ela sobre esse assunto em um outro momento. Quem acha que Lua o entenderia? Eu acho que sim, porque assim como ela, ele sofreu – e está sofrendo. Só não fala quando tem que falar e guardar as coisas para si – principalmente as mágoas – nunca é o certo, porque uma hora ou outra de raiva – no caso dele, de embriagues –, a gente acaba falando, não é mesmo?

Obrigada pelos comentários no capítulo anterior, estou super feliz com a interação de vocês <3 :’) E sempre torcendo para que isso aconteça em todas as atualizações haha é sempre muito bom ver os posts cheios de comentários. Isso nos incentiva muito.

Perdoe se tiver algum erro ortográfico, ok? Prometo reler depois e fazer os ajustes que estejam faltando, caso eu tenha esquecido uma palavra e ou tenha incoerência em uma frase ou parágrafo.

Boa semana a todos, um  beijo e até mais.

30 comentários:

  1. Eita.... Que barra... Aposto que vai ter mas briga...
    D'annak

    ResponderExcluir
  2. A lua é louca ,o Arthur n fez nada

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como assim ele não fez nada? Você leu o capítulo?
      Eles sempre foram sinceros um com o outro, o Arthur cobra da Lua sempre que ela precisa falar sobre isso com ele, sendo que ele resolveu guardar tudo pra ele. O relacionamento deles é união, não cheio de segredos. E isso é um dos motivos pela Lua ter ficado chateada, ela queria que o Arthur contasse isso pra ela sóbrio não bêbado.

      Excluir
  3. No meio da briga ela podia acabar soltando que ele disse isso tudo pra ela

    ResponderExcluir
  4. Quero te matar por 2 motivos, vaca.
    1- Eu li achando que já tinha começado a apresentação da Anie.
    2- Arthur merece tudo isso que a Lua ta fazendo com ele.

    Sério, fiquei com muita raiva por ele ter falado isso. Ele cobra tanto da Lua fala que eles precisam conversar sempre e expressar o que ta sentindo, sendo que ele nem faz isso (emoji de aff). A pior coisa deve ser escutar desse jeito que ela escutou.
    Tomara que Anie conte para o Artur, como a Lua tava de madrugada.
    E ISSO QUE ELE DISSE NO FINAL? QUERO SOCAR A CARA DELE _|_
    Me encontro revoltada!

    Ps: Anie pergunta demais kkkkkk

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mata nada, você me love u <3 hahaha

      Resp.¹ - Sorry
      Resp.² - Concordo (emoji de soquinho, ou "toca aqui" punho fechado kkk você me entendeu?!)

      Pois é... Ele vacilou nessa parte, sabe que podem falar sobre tudo. Mas não o fez do jeito certo :'(

      Será que ela vai contar? (emoji cara de suspense haha) Anie é be esperta!

      Nossa, que maiúsculas gritantes, hein miga? Calma haha Mas ele não deu uma dentro nesse capítulo. Vai ter que aquentar as consequências.

      Ps: Anie é "culiossa" releva, vaca haha

      Beijos!

      Excluir
  5. tadinha da lua ta muiito mal e com razão!! acho que isso dela nao poder ter mais filho deve dor muito muito msm nos dois eles mereciam mais filhos sim

    ResponderExcluir
  6. Não quero que eles fiquem muito tempo brigado. Aline

    ResponderExcluir
  7. Vontade de matar o Arthur espero que ele sinta um grande remorso por tudo que falou. IDIOOOOOOTA

    ResponderExcluir
  8. Acho que o Arthur errou em não falar o que sentia.

    ResponderExcluir
  9. Arthur não avisa com antecedência que vai sair e na volta ainda faz isso.. Ele tinha que conversar com ela e se abrir pra ela sóbrio, e não bêbado. Tomara que na apresentação da Anie eles não estejam assim, se ela perceber ( se ainda não percebeu!) que estão brigados pode prejudicar a apresentação que ela tanto esperou!
    Helena

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eles ainda irão estar assim, Helena :'( Anie é bem esperta... Mas isso não irá atrapalhar a apresentação dela, acho que eles não deixariam isso acontecer.

      Beijos!

      Excluir
  10. Está incrível!!! Eu gosto quando tem uma briguinha hahaha mas pelo jeito essa vai ser bem séria. Espero que a Lua o desculpe logo!!!
    Esperando ansiosamente pela conversa deles. E o próximo capítulo também!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, querida <3

      Não vai ser de toda fácil, porém, não será a pior briga que terão :-| Eles irão conversar e tentar se acertar ;-)

      Logo, logo postarei.

      Beijos!

      Excluir
  11. Tenta posta hoje por favor, to ansiosa demais pelo próximo capítulo

    ResponderExcluir
  12. Quee linndaa Anie cada vez mais esperta ❤Arthur deveria ter contado pra lua oque estava sentido... Mas ela tbm poderia parar de ficar se fazendo de brava e dizer a ele oque aconteceu.. Esses dois viu kkk.
    Fany

    ResponderExcluir
  13. Acho que o Arthur errou não contando o sentia... Mais acho que ele quis se fazer de forte pra Lua e dá força a ela! Que eles se resolva logo...

    ResponderExcluir
  14. Eu acho que o Arthur tinha que ter falado com a lua sóbrio sobre o que ele estava sentindo,eu acho que ele entenderia ele.Mas eu entendo o lado dele,e lê não queria que ela sofresse mais ainda.Mas a forma como ela ficou sabendo dos sentimentos dele foi muito duro,fez ela se sentir incapaz.
    Espero que eles se entendam logo,eles tem que conversarem,ser sinceros um com outro,e dizer o que estão sentindo.Isso é fundamental em uma relação,principalmente na deles que é regrada de sinceridade!!!
    Milly estou amando,como sempre kkk
    Caroline

    ResponderExcluir
  15. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  16. Acho que a Lua tem que dar um gelo no Arthur!! Ele não sincero com ela, e como casal ele deveria ser o mais claro possíve. De como ele estava se sentindo em relação a situação toda. Acho que ficou bem claro no capítulo que ele culpa um pouco ela pelo ocorrido, e não teve a capacidade de ser sincero com ela para transparecer seus totais sentimentos. Bastou ele beber, para criar coragem, para dizer algo, que escondeu dela. E para mim, a Lua deveria sim demorar um pouquinho para desculpá-lo,pela falta de sinceridade e cumplicidade!!
    Apesar do momento da web, muito noa sempre ♥

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É o que ela tentou e vai tentar fazer, mas vai ser meio difícil. Porque mesmo que ela esteja morrendo de raiva/magoa dele, Arthur não cansar de ser carinhoso, mesmo sabendo que ela está P. da vida com ele. E é até meio irônico diante do momento.

      Sim, a culpa. Mas não admite. Ele quer tanto que ela supere, que prefere ocutar alguns pensamentos e sentimentos. Que hora ou outra sempre vãoa acabar aparecendo.

      Ela vai tentar, só não garanto que conseguirá demorar tanto tempo assim :-/

      Obrigada, Lays :-D

      Excluir
  17. Iria amar se tivesse um capítulo hoje hahaha
    Estou amando a web!!! Sempre leio desde o 1 capítulo, amo demais.
    A cada dia a história fica melhor.. Espero que eles fiquem num clima bom logo, apesar dos pesares. E mal posso esperar pela conversa deles QUERO LOGO ESSE CAPÍTULO.
    Parabéns pela web, bj.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nossa, muitíssimo obrigada <3 Fico feliz que ame tanto assim a história.

      Tentarei postar o mais breve possível. Pena que não deu essa semana ;'(

      Obrigada mais uma vez, beijos!

      Excluir
  18. Affs o Arthur devia ter falado pra Lua o que estava sentindo,sinceridade é a base de todo relacionamento,mas acho q agr q ela sabe devia cv com ele a respeito,sla,pra ela n fazer o mesmo q ele.Desnecessário o que o Arthur falou pra ela no final,agr ela vai ficar pior q já estava.Eita Arthur, só ta dando close errado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O problema é que nem ele lembra o que falou. Aí fica difícil, porque a Lua não quer falar. Mas eles irão conversar e tentar se acertar.

      kkkkkkkkk Só no close errado mesmo. Assim não dá! Ficou pior para ele com essa frase do final. Arthur não tá com nada nesse capítulo.

      Beijos, Anna!

      Excluir
  19. Esperando ansiosamente pelo próximo cap.

    ResponderExcluir
  20. Quando vai posta web?

    ResponderExcluir
  21. Vai postar mais nao ?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vou sim. E já avisei que estou sem tempo. E estou tentando dar um jeito de atualizar o mais breve possivel. Já estou quase finalizando o próximo capítulo.

      Excluir