15 dias para confessar - satisfeita?

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Pov Narrador.

     Passavam já das sete horas da noite quando Arthur chegou. Lua estava cansada do dia e das partidas que a vida lhe prega e resolveu deitar-se no sofá para fingir que nada estava a acontecer.
     Ele entrou em casa e notou um silêncio fora do normal. Descalçou os sapatos e percorreu os cómodos da casa até encontrar a sua mulher adormecida. Sentou-se na beira do sofá e beijou-lhe a bochecha. Abanou-a um pouco e fez-lhe acordar sobressaltada.

- Desculpa, assustei-te?
- Sim! - Ela respondeu rápido e abraçou-o.
- O que foi? Tiveste um pesadelo ou assim?
- Não... - Lua sentou-se no sofá mas depressa se levantou. - Vem. - Lua pegou-o pela mão e levou-o à cozinha. A porta estava trancada, mas Lua abriu-a com cuidado.
- O que é que se passa?
- Olha... - Lua apontou para dentro da cozinha.

     Os dois entraram e Arthur pôde observar o buraco enorme e bem visível na janela de vidro da cozinha. Algo fora do normal. Muito fora do normal!

- Mas o que é isto? - Perguntou ele. Aproximou-se do local para observar de perto e tentar entender o que ali se havia passado.
- Eu não sei... - Lua tremia por todos os lados. Ela encontrava-se ainda no corredor por não ter ainda coragem de entrar na cozinha. - Eu cheguei a casa e fui fazer o meu lanche. Estava com fome, para não variar. E de repente algo entra pela janela a dentro, quebrando-a totalmente e por pouco não levei com a pedra. Vinha a pedra com algo embrulhado. Eu não tive coragem de abrir. Tranquei logo a cozinha e fugi para a sala. Reparei todas as portas e elas mostravam-se trancadas. Nada de mais. Tive medo de ir à rua e...
- Mas porque raio não me chamas-te? - Gritou ele.
- Porque estavas na merda do funeral! - Gritou ela de volta. - E para de gritar comigo. Achas que já não estou suficientemente assustada? - A voz de Lua agora falhava. Ela já não conseguia ser forte.

     Arthur olhou em volta e não entendeu a razão de tudo aquilo. Abaixou-se para ver a pedra e finalmente abrir o papel que nela veio amarrado.

"Deves estar satisfeita agora. Aproveita enquanto a tua vez não chega."

- O que é que diz o papel? - Perguntou Lua.
- Nada! - Arthur respondeu muito rápido, amassando o papel com raiva.
- Arthur, por favor...
- Lua, não é nada! - Ele saiu da cozinha e foi ter com ela. - Não entendo como é que os alarmes não tocaram... Mas as câmaras devem ter apanhado qualquer coisa...
- Diz-me o que é que dizia no papel. - Lua pegou na mão de Arthur e mostrou-lhe os seus olhos carregados de lágrimas. Ele finalmente entregou-lhe o papel e ela leu. - Achas... achas que poderá ter sido o inspector?
- O inspector?
- Sim... afinal, ele ficou suspenso por minha causa e...
- Achas? - Arthur interrogou-a. - Ele parecia... arrependido.
- É assim que todos se parecem. Acho que devemos chamar a polícia. - Avisou Lua.

     A polícia chegou à casa de Arthur por volta das oito horas da noite. Lua agora questionava-se a si própria a razão de não ter feito aquilo antes. Mas no momento, ela paralisou por completo e ficou sem saber o que fazer. Não queria chamar Arthur para ele não pensar que tudo se trata-se de uma cena de ciúmes, ainda por cima a meio de um enterro.
     Os agentes profissionais em casos como este passaram a limpo todo o local e fizeram topo o tipo de perguntas a Lua

- A que horas é que ocorreu isto?
- Por volta das quatro e pouco da tarde... quatro e quarenta e cinco, mais ou menos.
- Alguma vez foram alvo de assaltos?
- Nunca. Mas também não estamos nesta casa à muito tempo...
- Imagino. - O polícia escrevia tudo.
- Ouça... eu sou advogada e hoje consegui que um inspector da polícia judiciária fosse suspenso por dois meses... ele prendeu o meu marido injustamente e eu avancei com um processo. Eu não estou a querer dizer que tenha sido ele, mas... eu não sei. Pode ter sido ou não, e eu não sei... - Arthur abraçou Lia por perceber que ela encontrava-se totalmente fora de si.
- Ouça, nós vamos averiguar tudo em laboratório. Inclusive o papel que receberam e vamos atrás desse tal inspector que deve ser meu colega. Acho que sei de quem se trata.
- E quanto à janela? Já podemos consertá-la?
- Sim. Fiquem à vontade.
- Obrigado.

     Arthur encaminhou os polícias ao exterior da casa e voltou para dentro.

- E agora?
- Não te preocupes com nada... - Pediu Arthur. - Não te vai acontecer nada. Tens de descansar. Tomar um banho, comer e dormir, sim?
- Não... tenho medo. - Disse ela baixinho. Arthur deu três passos até chegar a ela e prendê-la num abraço forte e apertado. Ela mantinha o rosto no peito dele e podia sentir os seus batimentos um tanto rápidos de nervosismos. Arthur levou a sua mão às costas dela e fez movimentos verticais. Pedia, a cima de tudo, que ela se acalma-se.

     Subiram para ambos tomarem um banho e relaxarem após todos os acontecimentos do dia de hoje. Arthur preparou um banho com saís minerais e bastanta espuma, assim como Lua gostava. Despiu-se por completo e ajudou-a a pedir-se também.
     Entraram os dois na banheira e deixaram a água quente correr através dos seus corpos trémulos e encostados um ao outro. Lua deitou a sua cabeça no ombro de Arthur e deixou que ele passeasse as suas mãos pelo corpo da advogada, como se aquilo fosse tudo dele. Esta, por sua vez, distribuiu leves beijos pelo pescoço do marido e segurou o rosto dele com as suas mãos para agora poder beijar os seus lábios. Cruzou ainda as suas pernas na cintura dele, deixando pouco mais do que um palmo de distância entre ambas as intimidades. Porém, Arthur colocou os seus lábios aos dela e com isso trouxe o corpo dela para junto do seu. O seu membro adentrou na intimidade de Lua e começou a provocá-la com leves investidas.

     Entre toques e pequenos gemidos, ambos mostravam estar a chegar ao limite. Ela estava tão mais sensível que já se tinha vindo pelo menos duas vezes naquele vai e vem prazeroso. Ela sentia-o cada vez que o seu corpo estremecia assim que ele a penetrava. Arthur segurou o quadril dela para terminar e chegar ao seu ponto máximo. Ele beijou, por último, os lábios rosados dela e abraçou mais uma vez aquele corpo quente.

(...)

Notas finais:

Amanhã tem mais!!

BAD NEWS: segunda começam as aulas da faculdade, logo, os número de capítulos postados durante a semana serão mais reduzidos. 






3 comentários:

  1. Poxa eles mereciam paz

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  2. Aí mds esse bilhete esta me preocupando,será que o Gaspar seria capaz de cometer algo contra a Lua?afinal ele e Arthur eram amigos.

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