Milagres do Amor - Cap. 86º | Penúltimo Capítulo

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Milagres do Amor | Penúltimo Capítulo
É o destino, então nada me para.

Pov Narrador

Quando eu te conheci, você abraçou meu coração e completou o meu mundo…
Então você pode observar
Eu não ligo
Você é aquele que não vai a nenhum lugar
Então foda-se, vou ser honesta com você, porque…
Você é a minha chave, você me abre.
Mantenha-me perto, mantenha-me segura, mantenha-me feliz
Tão doce, oooh amor…

Com um robe verde, sentada na cama suspirando e às vezes reclamando. Lua permaneceu escutando Arthur a enrolar, enquanto cuidava de seu machucado recém-adquirido em sua mão.

Feliz demais por ele estar vivo e a dor ter desaparecido um pouco, pois a observá-lo. Não sua beleza gritante que ainda a deixava sem ar, mas seu corpo com alguns arranhões e seu rosto com um corte em sua testa, meio tampado pelo cabelo molhado.

– Você está tentando me distrair com esse falatório sem propósito, como conseguiu esse machucado? Como você saiu da casa? – perguntou passando a mão levemente em seu corte.
– Não estou não, e isso não é um assunto para agora. – disse terminando de fazer o curativo.
– Arthur... – sua frase foi interrompida por um bocejo, sua cabeça estava pesada. – Você tem que me contar e o nosso bebê? – outro bocejo.
– Eu prometi que iria trazê-la de volta não foi? – ela assentiu. – Então, eu vou trazer. – disse a pegando no colo e a colocando calmamente deitada na cama, deitando em seguida.
– Eu estou com sono, mas não quero dormir. – disse ficando sentada na cama, mas Arthur a puxou gentilmente para seus braços.
– Fique quietinha aqui. – lhe deu um beijo na bochecha. Lua enfiou a cabeça em seu pescoço, sentindo seu cheiro e relaxando em seguida.

Menos de um minuto depois, Arthur percebeu sua respiração tranquila, já estava dormindo. O comprimido de calmante fazendo efeito.

Se desvencilhando de seu aperto, saiu de seus braços e a cobriu com o lençol.

– Muita coisa para uma pessoa só, um descanso é sempre bem-vindo. Você não merece passar por isso, mais sofrimento. Espero que quando você acordar eu esteja aqui, com nossa filha nos braços. – beijou sua boca e sua testa, sorriu para a cara de anjo que fazia. Um anjo cansado, mas sempre com glória e beleza.

Após um último suspiro, pegou uma jaqueta de couro preta e colocou por cima da camisa branca que vestia. Com sua arma na cintura e cabeça no lugar, foi ao encontro de Alana, que já estava lúcida, só ela poderia lhe dar algumas respostas.

Estava saindo do quarto, quando trombou com algo abaixo de usa cintura, fazendo-o cair em um baque no chão.

– Oh, garotão, você está bem? – perguntou o colocando de pé novamente.
– Sim, papai. Já encontrou minha irmã? – seus olhinhos azuis intensos revelavam a agonia que ele estava sentindo.
– Ainda não, mas logo ela estará conosco.

O garoto fez uma cara de choro seguida por lágrimas.

– A culpa foi minha?
– Não, imagina. Não chora, homens não choram. – tentou fazê-lo rir, sem sucesso.
– A mamãe falou que só os homens de verdade são capazes de derramar e expressar suas emoções em forma de lágrimas.
– Sua mãe sabe o que diz, mas olha pra mim. – pediu se agachando para ficar na sua altura. – Enquanto eu sair para trazer sua irmã de volta, quero que faça algo pra mim.
– Pode falar. – disse limpando as lágrimas com as costas de sua mão.
– Quero que permaneça no quarto com sua mãe, ela está dormindo agora, mas precisa de você e se por acaso eu não chegar quando ela acordar, fique com ela. Não a deixe sozinha, fará isso pra mim?
– Ok, pai. – sorriu fracamente pra ele.
– Isso ai, garotão. – lhe deu um beijo na bochecha e atrapalhou seu cabelo.

Abriu a porta e sentou na cama, acariciando os cabelos de Lua. Arthur suspirou e fechou a porta.

Foi em direção ao quarto onde estava Alana, ela estava deitada com agulhas em sua pele, recebendo medicação para tirar o efeito da droga. Com uma aparência mais limpa, pois seu rosto estava totalmente ferido e feio.

– Filho, não é o momento para fazer perguntas. – disse Ricardo adivinhando o porquê de sua chegada.
– Serão só algumas confirmações. – Ricardo assentiu. – Bom, Alana, quero que você me responda algumas coisas, ok?

Ela assentiu.

– Aquele bebê não era… Minha filha, certo? – ele já sabia, mas não poderia evitar a pergunta.
– Não, era um bebê qualquer. – disse com dificuldade pelo machucado e inchaço na boca. – Sua mãe foi usada para amamentar Nick, pelo menos era o que eles planejavam, mas ela não aceitou o peito. Então, a mulher não tinha mais serventia e o bebê fazia parte do plano.
– Billy que está por trás disso?
– Sim. Ele fez tantas barbaridades comigo, usou meu corpo… Tão nojento. – lágrimas de dor desceram como cachoeira. Tyler apertou suas mãos a reconfortando ou pelo menos tentando.
– Por que ele a levou junto?
– Ele achou que eu iria facilitar algumas coisas, dando informações ou ajudar em seus planos. Como não obteve sucesso, fez isso comigo e me usou como isca.
– Espero que você não tenha nada haver com isso mesmo, Alana. Caso contrário, você será a próxima da minha lista. – ela sabia muito bem o que ele estava falando, seu olhar feroz carregado de ódio lhe dava uma dica. A morte seria a saída para todos que ousou cruzar seu caminho.
– Como você pode desconfiar de mim? Eu estou toda acabada nessa cama, Arthur. – se desesperou, soltando um gemido de dor.
– Para quem já tentou matar para conseguir o que deseja, o que é alguns meses de repouso? – arqueou as sobrancelhas ameaçadoramente.
– Como você ousa falar isso? Ela se arrependeu por tudo, merece um voto de confiança. – Tyler se irritou, falando sem pensar.

Arthur gargalhou.

– O que temos aqui, um galinho de briga? Sinto te dizer que galo se mata pelo pescoço, decepado. Não venha bancar o macho alfa comigo, pense bem nos seus conceitos para com a Alana, ela não vale a água que bebe. Quando você menos esperar ela pode te dar uma rasteira e me poupe, não posso perder o meu tempo com coisas e pessoas insignificantes como você. – bateu a porta com força exagerada, deixando um Tyler amedrontado e de boca aberta, Alana chorando e Ricardo… Esse já está acostumado com o pavio curto de seu filho.

 (…)

A casa amarela, grande com um jardim bem cuidado, estava bem iluminada. Arthur e Bernardo pularam o muro rapidamente, não sem antes observar se algum cachorro tomava conta do lugar. Cachorros não, mas dois homens guardavam o lugar que rapidamente foram incapacitados de avisar algo.

Pularam a janela, entrando facilmente. Mike estava na cozinha com alguns comparsas, cantarolando alegremente, comemorando sua aparentemente vitória. Bêbados e talvez drogado demais, não perceberam a entrada de ambos.

Antes de mostrarem suas caras, observaram perfeitamente o local da ‘festa’. As armas, espalhadas e fora do alcance deles, copos e cigarros nas mãos. Eram seis no total, contando com Mike, o dono da festa e do sorriso mais aberto e espalhafatoso.

Todos viraram os rostos assustados com as palmas que Arthur dava, juntamente com seu sorriso debochado.

– Tanta felicidade em um único lugar, eu posso até vomitar.

Alguns tentaram correr em direção a suas armas, colocadas burramente a distância de seus braços. Receberam tiros de Arthur e Bernardo.

– Dois já foram, quem será o próximo?
– Aguiar… Eu sabia que você estava vivo. Não falei para esperarmos para achar os ossos? – um deles gritou para o outro.
– Não precisam do estresse, seus minutos estão contados. – sem esperar respostas atirou mais duas vezes, fazendo Mike se encolher e receber respingos de sangue. – Agora é com você. Bernardo, agora pode ligue para o FBI. – Bernardo assentiu e pegou o celular.

Se aproveitando da distração de ambos, Mike correu em direção ao banheiro. Bernardo foi para pega-lo mais Arthur o parou.

– Vai fazer o que eu mandei.

Andou vagarosamente na mesma direção que ele.

– Mikezinho, só queria saber por que resolveu me trair, queria meu cargo? – zombou.
– E quem não quer Aguiar? Meu salário é x e minhas contas são y, não dá conta. Precisava de outro meio para me sustentar. Só o bico de segurança não preenchia os meus gastos. – sua voz saiu longe, por estar escondido em algum canto.
– Tinha que ser o dinheiro.
– E como não? Você não reclama por receber milhões e depositá-los em sua conta, sem falar à ajuda que sua linda esposa lhe dá.
– Você não aprendeu nada com esses anos no FBI não é? Não passa de um frouxo delicado. Perguntinha que fruta você gosta? – gargalhou.
– É melhor filtrar o que fala Aguiar…
– Só porque você está atrás de mim com uma arma apontada pra minha cabeça? – disse antes de se virar.
– Isso é um bom motivo, eu posso a qualquer momento atirar e seus miolos pularem pela minha casa. Além do mais, eu posso ser o alicerce de sua esposa frágil e viúva. – riu. – Já posso até ver meu discurso e logo depois vem à recompensa, fazê-la gemer muito em minha cama. Não está achando graça, Aguiar?
– Atira, mostra que você é homem, o que eu duvido. Você não passa de um fracassado desgraçado.

Ele trincou os dentes e apertou o gatilho, uma, duas… Três vezes.

– Surpresa. – sorriu Arthur. – Você não aprende nada mesmo, não sabe nem identificar o peso de uma arma carregada e uma vazia.

Mike arregalou os olhos e se virou para correr, antes que desse quatro passos, foi derrubado no chão, em seguida erguido pelo colarinho e jogado na parede com força. Seu rosto espremido contra a parede azul clara. Gemeu em protesto, tentou se desvencilhar, mas levou um soco no rosto e outro no estômago.

– Sem gracinhas comigo, eu quero saber onde está minha filha e aquele filho da puta do Billy.
– Eu sei que você vai me matar, então não vou dizer uma palavra, Aguiar. Eu posso até morrer, mas você… – ele tentou gesticular. – nunca mais irá ver sua filha…

Continua...

Se leu, comente! Não custa nada.

Sooooocooorrooo!!! Que loucura! Será que dessa vez a Alana falou mesmo a verdade? Vocês acreditaram nela? Se ela não teve culpa agora, teve antes, quando resolveu se meter com Billy.

Arthur que não mata logo o desgraçado e burro do Mike.

Ele tem que salvar a pequena Nicole!

O próximo capítulo é o último, mas ainda tem o epílogo. Que é lindo! E se tiver bastante comentários, eu finalizo ainda hoje (se minha internet ajudar, é claro).

Sem: Maaais. Continua. Posta mais. +++++++++.

Obrigada!

Beijos.

12 comentários:

  1. Respostas
    1. Eu já pedi tanto sem: "mais e +++++" custa comentar outra coisa? Poxa!

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  2. Arthur mata logo ele e vai atrás da Nick !! :)

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  3. Logo quando eu começei a ler já estava começando a se forma um riozinho no meu olho :) ele tem que achar a Nick logoooooo !!!

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  4. Tortura faz alguma coisa mais traz a Nike de volta

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  5. Arthur tem q matar logo ele, e ir atrás da Nick! Está muito bom! Não quero q acabe!

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  6. Sério que não terá uma segunda temporada? É uma das melhores "webs" (histórias) fics que já li... Com toda certeza está na lista de melhor.

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    1. Não. Não tem 2ª Temp.

      Sim, é uma história linda.

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  7. Ai que aflição quero maissss louca pra ler esse epílogo

    Ass: Juli

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  8. O Arthur n pode matar o Mike agora,ele poderia fazê-lo de saco de pancada ate ele falar

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