Milagres do Amor - Cap. 79º

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Milagres do Amor
Felicidade…

Pov Narrador

Os três dias de Lua no hospital se passaram rapidamente. O quarto do hospital estava todo enfeitado com balões cor de rosa e roxo. Os Aguiar assim como todas as enfermeiras estavam encantados com Nicole, queriam abraçar, apertar, morder… De tão fofa e linda que ela era, o bebê mais lindo que eles já viram. Como eles mesmos disseram.

Lua estava super feliz apesar do cansaço, não estava acostumada acordar em três em três horas para amamentar, mas não reclamava. Ao contrário, sorria e agradecia a Deus pela linda garotinha em seus braços. Arthur sempre acordava junto com ela e a ajudava, mas em amamentar ele nada poderia fazer.

Nicole é o tipo de recém-nascido tranquilo-exigente, a maior parte do tempo passava dormindo ou só observando cada movimento do local, mas quando quer mamar berra sem parar. Com seus três dias de vida já podia observar o gênio forte de seu pai nela.

Estava dormindo tranquilamente no colo de seu pai, enquanto Lua acabava de tomar seu banho e se arrumar para ir para casa. Com uma blusa branca folgada, calça jeans preta manchada, um tênis da mesma cor e seus cabelos soltos.

– Tem muitas pessoas lá fora, paparazzi e seus fãs. Todos querendo ver essa coisinha fofa. – disse Ray tocando o bracinho de Nick.
– Vamos sair pela porta dos fundos. – respondeu Arthur acariciando os cabelos da filha.
– Eles estão há três dias ali. – diz Chay. – Posso pega-la? – perguntou a Arthur, que relutante a colocou calmamente no ninho que Chay formou em seus braços. Ela mexeu desconfortavelmente, estranhando o novo colo, formou um biquinho em seus lábios rosados, mas continuou a dormir.
– Poderíamos aparecer lá por alguns minutos e depois ir para os fundos. Não é justo eles ficaram esperando esse tempo todo, e eu simplesmente sair. – falou Lua abraçando Arthur pela cintura.
– Tudo bem então. – Arthur se abaixou e lhe deu um beijo suave em seus cabelos
– Brandon está ansioso para conhecer a irmã. – se pronunciou Rita sentada do lado de Chay.
– Na verdade ele só fala disso. Assim que voltamos quando você foi dar à luz, ele nos encheu de perguntas. Parecia até a Mel tagarelando sem controle. – riu Ricardo.
– Ei, escutei meu nome. Família, estamos prontos pra ir, mas antes vamos tirar uma foto em conjunto. – entrou Mel esfuziante dentro do quarto com Bernardo, grudado em sua mão, e uma enfermeira. – Chay me dá minha sobrinha. – ordenou.
– Nem pensar meio metro, eu peguei agora. – falou olhando admirado para Nick em seu colo.
– E eu nem a peguei hoje. Anda Chay.
– Não Mel, não enche. Por que você e o Bernardo não vão fazer um? Me deixa aqui com minha sobrinha fofa. – fez cara feia.
– Parem com isso que minha filha não é bola para ficar de um lado ao outro, decidam de uma vez senão vou pega-la. – disse Arthur começando a ficar irritado.
– Ah mano, você já vai ficar com ela o dia todo, se bem que eu posso fazer várias visitas ao longo da semana. – respondeu Chay com os olhos brilhando.
– Me dê minha neta aqui, agora é minha vez. – se intrometeu Ricardo com uma cara de babão.

Chay armou uma carranca, mas passou a bebê para seu pai. Eles se arrumaram e a enfermeira tirou várias fotos.

– Chega dessa merda. Vamos embora. – falou Arthur irritado, pegando a pequena mala de Lua e entregando para Chay a de Nicole.

Nicole começou a se agitar nos braços de Ricardo, já enjoada de passar de um colo ao outro. Ele a entregou a Lua prevendo seu choro, que a envolveu em um cobertor rosa escuro bordado com seu nome em branco nele. Combinando com sua roupa. Obra de Mel.

Eles saíram pelo corredor do hospital que estava vazio, pois o andar estava reservado exclusivamente para eles.

– Para onde vocês vão? – perguntou Rita.
– Claro que pra nossa casa, né mãe. – respondeu Arthur apertando o botão do elevador.
– Filho, não acha melhor ficarem lá em casa? Pelo menos nessa primeira semana?
– Não sei, pra mim tanto faz. E pra você, amor?
– Lua, vamos lá pra casa. Tem quartos já decorados pra vocês e Nick, eu poderei lhe ensinar algumas coisas. Arthur só vai ter uma ou duas semanas de licença paternidade, é melhor que quando ele for trabalhar você já saberá quase tudo. Não precisará tanto da ajuda dele. – falou Rita usando todo seu poder de persuasão.
– Eu também acho maravilhoso, assim teremos tempo para paparicar mais a Nick. – bateu palmas Mel.

Lua ainda estava em dúvida, por um lado a ajuda de Rita seria bem-vinda. Não sabia muita coisa apesar de ter lido bastante, só a prática levaria a perfeição e no caso de um bebê todo cuidado é pouco. Contudo, também queria curtir sua filha com Brandon e Arthur… Mas vendo a carinha de pidões de todos ali no elevado, resolveu largar esse pensamento egoísta. Todos estavam terrivelmente apaixonados por sua filha e não iria ser ela a tirar o direito deles de conviver com a primeira sobrinha e neta.

– Tudo bem, nós vamos. Só precisamos pegar algumas coisas em nossa casa. – todos riram iluminadamente.
– Não precisamos não. Roupas, fraudas, sapatos… Tem tudo lá em casa. – Mel deu um risinho nervoso com o olhar surpreso de Lua.
– Mel, não acredito nisso.
– Amor, essa anã é pior que você imagina. – riu Arthur a abraçando pelos ombros.
– Luinha, quando minha mãe falou que o quarto está pronto, falou pronto mesmo. Com os móveis e lotado de roupas. – riu Chay.
– Chay, que tal internarmos ela? Isso é doença, ou melhor, deixarmos ela um ano sem cartão de crédito. – sorriu Arthur.
– Que ideia brilhante. Fechado, imagina só. Mel Aguiar sem nenhum meio de comprar seus vícios: roupas, bolsas, sapatos de marca?
– Ah cala boca você dois, oh mãe e pai vão os deixar falarem assim? – franziu o cenho afundando a cabeça no peito de Bernardo.
– Meninos parem de implicar com a irmã de vocês. – disse Ricardo escondendo o riso.
– Pai, estamos cuidando da nossa herança. Assim vamos à falência. – disse Chay colocando a mão na boca dramaticamente.
– Então tá, eu vou parar de comprar roupas pra você. Vai repetir milhares delas, que a imprensa vai até te dar um trocado para ver se você troca as roupas. Por que se não fosse por mim, você estaria vestido que nem um molambo.
– Ok, desculpe irmãzinha linda do meu coração. – respondeu Chay a agarrando em um abraço de urso.

Saíram do elevador rindo, quando deram de cara com a porta de vidro que dava para enorme multidão que tomava conta da entrada do hospital.

– Uau! – exclamou Lua.
– Não gosto de toda essa euforia com Nick, ela é muito pequena para receber toda essa atenção. – disse Arthur franzindo o cenho.
– Eu sei, mas eles não vão ver ela. Só quero agradecê-los por estarem aqui, e só poderei fazer isso desse modo. – falou ajeitando o cobertor para que a cabeça de Nick não apareça.

Arthur assentiu.

Eles saíram e vários gritos se iniciaram, mas Nick estava em um sono gostoso no colo de sua mãe e nem se importou. Vários cartazes e flashes foram disparados, Lua sorriu e acenou brevemente, para logo ir à direção de seu carro que se encontrava nos fundos.

(…)

Com Nicole deitada na cama com os olhinhos abertos e cheio de lágrimas, Lua acabava de trocar sua fralda, que foi ensinada por Rita, mas Nick não tinha muita paciência, por isso estava começando a chorar.

– Pronto, pronto, a mamãe já terminou. – disse beijando suas mãozinhas, terminando de abotoar o macacão. – Foi mais rápido dessa vez.
– Sim, foi, a minha princesa que não é nada paciente. – riu e beijou a testa da garota.
– Ela chora muito. – reclamou Brandon, sentado de pernas de índio na cama.
– É o jeito dela mostrar que quer algo ou que tem alguma coisa errada. – respondeu Lua sentando na cama.
– Ela tem o mesmo cabelo que você, pai. – disse com um bico.
– É, mas o seu é mais bonito, meu anjo. – disse Lua.
– Pode ser. Eu posso pegar ela?
– Ela está meio enjoada, amanhã pode ser? – perguntou Lua.
– Pode.

Nick começou a procurar o seio de Lua, se esfregando ali.

– Quer mamar?

Lua a ajeitou mais em seu colo e colocou seu seio na boca dela, que o pegou com gosto. Sugando rapidamente, fazendo até barulhos.

– O que tem ai? – perguntou Brandon apontando para o seio de Lua.
– Leite. – respondeu Arthur saindo do banheiro e sentando na cama
– Ué, então é daí que vem o leite que eu bebo de manhã? – perguntou confuso.

Arthur deu uma gargalhada alta.

– Está te chamando de vaca, amor.
– Larga de ser palhaço, Arthur. Não filho, o leite que você toma vem de um animal, a vaca.
– Ah é por isso que eu vi em algumas caixinhas o desenho da vaca… Mas espera ai, eu tomo leite de vaca? Por que eu não posso tomar o seu leite? – franziu o cenho.
– Você já bebeu leite da sua m… da Jane quando era um bebê, assim como é a sua irmã.
– E por que eu não posso tomar agora?
– Por que você cresceu, cabeça de vento. Você já me viu mamando na sua mãe? – ele negou. – E nunca vai ver, até porque você vai fazer isso quando crescer. Porém não vai ser leite que você irá procurar e muito menos querer que saia. – respondeu Arthur normalmente como se ele estivesse falando com um adulto e não com uma criança de quatro anos.
– Arthur. – Lua arregalou os olhos pra ele.
– O que? Ele vai ter que saber um dia. – deu de ombros, pegando a mão pequenina de Nick.
– Mas não agora, ele só tem quatro anos.
– Eu não entendi. – coçou a cabeça, não prestando atenção nas palavras ditas anteriormente.
– Graças a Deus. – sussurrou Lua – Olha, só os bebês podem beber leite da sua mãe, entendeu agora?
– E, além disso, é ruim. – complementou Arthur fazendo careta, lembrando de quando foi fazer amor com Lua e acabou sugando seu seio. Quando sentiu um gosto estranho percebeu que era leite, coisa óbvia já que ela estava grávida.
– Já provou? – perguntou a Arthur, que riu e assentiu.
– Ué mais só os bebês pode mamar, por que você mamou? Como? – perguntou ainda mais curioso.
– Arthur… fica com essa boca fechada. – ralhou Lua, ele riu e fechou a boca. – Seu pai está brincando com você, como eu te disse só os bebês podem mamar.
– Agora entendi, eu vou brincar com o tio Chay, depois eu volto. – engatinhou até Lua e deu um beijo na testa de Nick e saiu do quarto. – Tchau irmãzinha.
– Arthur, você só me coloca em enrascada. – bateu em seu ombro.
– Ah, mas eu falei a verdade.
– Uma verdade que não é para ser dita agora.
– Mas não deixa de ser verdade. Deixa isso pra lá, já passou. – disse beijando a testa de Nick.

Lua assentiu e tirou o seio da boca de Nick que já estava adormecida. Levantou-se e foi até o berço a colocando de lado. A balançou vagarosamente quando ameaçou acordar. Ficou a observando até que sentiu ser abraçada, Arthur a envolveu em seus braços e fungou em seu pescoço, fazendo uma sensação gostosa em sua pele.

– Adoro seu cheio, parece que ficou mais adocicado pelo fato de estar amamentando.
– Deixa de bobagem. – riu Lua, virando-se em seu abraço, ficando de frente pra ele.
– Estou falando sério. – beijou sua bochecha para depois roçar levemente seus lábios no dela.

Lua suspirou e espalmou sua mão no rosto dele, olhando no fundo de suas esmeraldas e sorrindo bobamente. Era difícil colocar em palavras toda a felicidade que ela estava sentindo nesse momento. Tudo está perfeitamente bem, como ela nunca sonhou em estar um dia, mas felizmente o destino e Deus reservaram a ela. Uma família linda, feliz e unida.

– Feliz? – perguntou Arthur, quase a queimando com seu olhar profundo.
– Mais do que tudo, eu diria realizada de todas as formas possíveis. E você?
– Eu também me sinto assim, mais feliz do que jamais estive antes. Isso graças a você.

Lua lhe deu um beijo de esquimó, mas logo mudou seu foco. Encontrou o mar de sensações extraordinárias que são os lábios de seu marido. Infiltrou as mãos em seus cabelos aprofundando o beijo. De todos os vícios ruins existentes no mundo, alguns seriam sem dúvida a coisa mais gostosa e delirante do mundo, beijar a pessoa amada.

É no beijo que tudo começa, que os casais se conhecem, essa troca de saliva que nos faz delirar, sentir coisas desconhecidas, cometer loucuras… Esse gosto inebriante e avassalador que vicia, intoxicando o sistema de qualquer pessoa normal. Tornando algo tão simples como beijar, que é só juntar os lábios e mexer a língua, em uma coisa complicada e complexa. Assim como a primeira impressão que fica, no beijo acontece o mesmo procedimento. Se o beijo for bom, mágico… Sempre irá querer repetir a dose, muitas e muitas vezes.

Continua...

Se leu, comente! Não custa nada.

Oooii! Bom, voltei \o/

Esse Arthur é hilário e morto de safado. Kkkk Falar aquelas coisas pra criança, ainda bem que Brandon não entendeu kkk

Eu prometi no cap. anterior, que postaria 4 capítulos hoje. Então, a cada 7 comentários, um novo cap. ok?

Se eu demorar, culpem a net. Tá lenta por demais. Quase não consegui postar agora esse cap. Não queria carregar.

Sem: Maaais. Continua. Posta mais. +++++++++.

Obrigado!

Beijos!

13 comentários:

  1. Tem como vc postar no próximo CAP uma foto há da Nick ??

    amando a web :)

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  2. Arthur todo safadenho ainda bem que Brandon não entendeu ;)
    será que vai vim Hot ?? *-*
    Amando a web ♥♥

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  3. Arthur é muito safado rs

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  4. Hahahaha Arthur Safadão kkkkkkkkkk falando aquelas coisas para o menino

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  5. Adoreiii ❤❤❤❤

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  6. Que capitulo magnífico

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  7. Chay no maior amor com a Nick S2

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  8. +++++++++++++++++++++++++++

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  9. Kkk será que Arthur vai ser um pai ciumento?? Kkkkk quero ver quando for os meninos namorando a Nick se a historia sera a mesma u.u kkkkk o Brandon sabe de nada inocente :D
    Ja quero o proximo cap :)

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  10. Mt bom kkk fiquei tipo "O" n acredito que o Arthur falou isso pra uma criança,que louco kkkk

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