15 dias para confessar - Outro assassinato?

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Pov Narrador

     Em pleno domingo de verão, Lua e Arthur encontravam-se no jardim da sua casa a aproveitar aqueles raios de sol, após as 15 horas da tarde. 
     Lua deliciava-se com a água fresquinha da sua piscina, enquanto Arthur contentava-se em olhar para o corpo da sua "mais que tudo". 
     Ele não se importava de não lhe tocar. Adorava apenas observar-lhe ao longe e notar nela todos os seus pequenos detalhes, como por exemplo o facto de ela não saber mergulhar sem tapar o nariz ou então o facto de prender o cabelo apesar de molhá-lo alguns minutos depois, após mergulhar. Quando ela saia da piscina, tinha o costume de apertar a parte do cima do seu biquini para tirar o excesso de água e depois de jogar o cabelo de um lado para o outro na tentativa de o poder secar mais rápido. Logo de seguida, ela vinha calma até ele e, fazendo de propósito, molhava-o com as gotas de água que saiam do seu corpo após se abanar toda. 

     Era nesse momento que ele a puxava para perto, sem se se importar de molhar ou não, para lhe roubar um beijo. Segurava-a de maneira a que ela não pudesse escapar e destribuia beijos por todo o seu rosto, pescoço e peito. Adorava aquela sensação de te-la por perto. 


- Amo-te!
- Estás tão carinhoso hoje. É por estares de folga?
- Sim. Acho que é também por estarmos sozinhos em casa. E adivinha, os nossos vizinhos saíram e não corremos o risco de sermos vigiados pelos filhos mais pequenos deles através da janela dos seus quartos. 
- Queres dizer que pretendes apoderar-te de mim aqui no jardim?
- Que tal dentro da piscina? Só para sermos um pouco mais discretos.
- Mas que horas são mesmo? - Perguntou Lua.
- São precisamente 15:19. 
- Lamento, Thur. Mas o teu colega está quase a chegar.
- Aposto que ele não se...
- Nem penses. - Lua levantou-se e pegou numa toalha - Vou tomar banho. 
- Queres companhia?
- Não. - Ela gritou já dentro de casa. 

     Arthur deixou-se ficar ao sol. Fechou os olhos e pensou em todas as maneiras de ficar "menos animado". Eis que um pequeno barulho o incomodou. Abriu os olhos sobressaltado e deu de caras com Louis. Lua tinha razão. 

- Uou... chegas-te cedo!
- A parte da manhã foi mais agitada do que à tarde. Interrompi alguma coisa?
- É claro que não. 
- Lembraste daquela rapariga encontrada quase morta, esta semana?
- Aquela novinha?
- Sim.
- Suspeitavam ter sido o namorado... mas não foi.
- Então quem foi?
- Não sabemos... mas sabes o que é de admirar?
- O quê? - Perguntei.
- É que hoje foi encontrado um corpo à beira de um rio... era uma mulher, com trinta e poucos anos, nua e com uma picada no pescoço.
- O quê? - Levantei-me - Mas essa foi...
- A mesma maneira com que a outra rapariga morreu. Eu sei. 
- Quer dizer que anda um serial killer por aí?
- É mais ou menos isso... a polícia anda por aí a investigar. 
- Que raio... e eu a pensar que tinha sido o ex-namorado da rapariga. Mas não há pistas? 
- Nada. Nem impressões digitais e muito menos a agulha com que a picada foi dada. Nada mesmo. Parece um profissional.

(...)

     Ao jantar, os três estavam sentados à mesa. Os rapazes falavam sobre futebol enquanto Lua limitava-se a ouvir. A tv estava acesa, no canal das notícias. Uma delas chamou-os à atenção visto que falava sobre os assassinatos ocorridos nesta semana. O repórter descrevia as mortes das duas pessoas de sexo feminino. Ambas morreram da mesma maneira, em locais diferentes. Parece que o tal assassino utilizava as mesmas maneiras para todas as suas vítimas. Resta saber porquê. 


- Não te quero a andar sozinha por aí. - Disse Arthur.
- O quê? Porque razão?
- Anda um louco por aí à solta... não quero que sejas uma das vítimas.
- Por favor Arthur. - Lua riu. - Eu sei cuidar de mim mesma.
- Mas ele é um homem. E provavelmente tem mais força que tu.
- Que machista! - Lua bateu na mesa - Eu sei defender-me.
- Lua, não se trata disso. Caso ele te apanhe, não tens escapatória possível. 
- Mas porque raio ele me ia apanhar, Arthur? 
- Pelo mesmo motivo que apanhou as outras duas, não achas?
- Eu vou deixar-vos a sós. - Louis pegou no seu prato e levou-o para a cozinha. De seguida, subiu para o seu quarto. 
- Só não quero que te aconteça nada. Entende isso, por favor. - Arthur segurou a mão de Lua por cima da mesa. - Agora vou levar-te ao trabalho e buscar-te se for preciso.
- Qualquer dia, nem à casa de banho posso ir sozinha. 
- Mas que merda! - Arthur levantou-se irritado. - Não entendes que ele é perigoso? Percebe que isto não acontece só aos outros. Pode acontecer aos outros hoje e amanhã acontecer-te a ti! Depois não digas que não te avisei. - Arthur levantou-se da mesa e foi para o exterior da casa. 

     Um tanto irritada, Lua subiu para o quarto e fechou a porta com força. Odiava brigar daquela maneira com Arthur, ainda por cima por uma coisa tão sem noção. 

     Abriu a sua mala que costuma levar para o trabalho e tirou de lá a caixa pequena com desenhos infantis que Anna lhe tinha dado à hora de almoço. Ela estava tão convencida sobre o que poderia se estar a passar com Lua que resolveu oferecer-lhe uma sweater para bebé. Era uma peça de roupa bem quentinha, com as cores de inverno e uns botões engraçados em decoração. Anna realmente tinha acertado. Lua tinha adorado. Sorriu e guardou a caixinha em meio das suas roupas, na gaveta do seu armário. 

(...)

     Passou uma semana. 
     Nessa semana, houve mais uma morte daquelas que agora se tem tornado habitual. Mas desta vez, o assassino deixou algo para trás, nomeadamente uma seringa. Seringa essa que só os médicos de um hospital podem ter acesso, por fazer parte dos seus utensílios de trabalho. 

     Os inspectores da polícia judiciária invadiram o hospital com um mandato de busca. Ou seja, tinham autorização para mexer em todo o equipamento médico, incluindo vestiários e salas de trabalho. Eles queriam apenas encontrar vestígios que os pudesse levar a acusar alguém como possível assassino. 


- Isto é inadmissível. - Disse Arthur - Então nós salvamos vidas e acha mesmo que o criminoso iria estar entre nós? Acho que nenhum de nós seria capaz de cometer tal crime.
- Isso é o que todos dizem. Agora, por favor, deixemos fazer o nosso trabalho. - Argumentou o inspector.

(...)

Notas finais:

Desafio do dia: encontrarem a relação entre os assassinatos e o casal (risos)! Sou maléfica.
Amanhã eu posto mais, ok? Já escrevi uma parte bem legal entre o casal para quando o Arthur souber do bebé.

OUTRA NOTÍCIA!

Viram o que a Lua postou no twitter ontem? Sabiam que ela e o Guga tinham terminado? Eu não fazia a mínima porque ando mais focada em outros assuntos em vez do casal em si. Sentem pena? Não sentem pena? O que acharam do fim da relação?

9 comentários:

  1. Sera que é esse amigo do Arthur meu Deus Lua corre perigo kkkk ai que fofo o Baby Lua podia
    contar logo né kkkk
    obs: Pena nem uma deles terem terminato kkkk chato esse guga

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  2. Para mim o assassino é o Louis.
    Em relação ao fim do namoro da Lua e do Guga não senti pena de eles terem terminado, apesar de não me importar com quem a Lua namora e querer que ela seja feliz, mas não gostava do casal.

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  3. Será Gaspar? ..
    Nem sei oque dizer sobre o término, desde que lua esteja feliz pra mim está tudo bem

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    1. Desculpa confundi o Gaspar e o louis kkkk sou meio avoada kkkk desculpa

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  5. Ou é o Louis ou é o Gaspar! Lua tem que contar logo do bebê!... Não senti pena nenhuma! Não acho que eles combinem, prefiro ela com o Diego ou com o Arthur

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  6. Acho que é esse amigo do Arthur, o Louis, ele é bem estranho. Mas tbm tem a volta do Gaspar, que é suspeita. Acredito mais que seja o Louis. Não sei, os dois são muito suspeito.
    A Luinha grávida *-* Ela tem que escutar o Arthur não é seguro sair por aí sozinha com um louco a solta

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    1. Quanto ao término dela com o Guga, nunca fui com a cara dele, principalmente por ter sido amigo do Arthur, mais se ele fazia a Lua feliz, eu respeitava e ela parecia realmente feliz com ele então... Mas se eles terminaram era porque não tava dando certo e foi melhor pra eles. Fiquei com pena dela porque não deve ser fácil terminar um relacionamento de 2 anos e ainda mais com uma pessoa que ajudou muito essa nova fase dela com a produção do CD e tal's.

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