Little Anie - Cap. 69 | 2ª Parte

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Little Anie | 2ª Parte

Pov Lua

Capítulo anterior...

– Bom, Lua... O resultado está aqui. – Ele pegou um envelope. – Foi um exame bem a fundo. Eu expliquei a você... – Me disse e eu assenti. – Quer que eu leia? – Me perguntou. – Ou prefere você mesma ler? – Não respondi. Apenas peguei o envelope das mãos dele e comecei a abrir. Arthur me olhava. E quando eu tirei os papéis de dentro do envelope. E comecei rapidamente a correr os olhos por eles, tentando achar o resultado final, meu coração batia tão rápido, que cheguei a pensar que Arthur e o médico estavam escutando as batidas. E na última folha, bem embaixo, e em negrito, estava: Negativo. Não. Eu não poderia ter mais filhos.

*

Fechei os olhos por alguns segundos, e me lembrei das palavras de Arthur: "Eu estou aqui, olha...", "Fique calma, eu estou aqui". O olhei e os olhos dele estavam completamente cheios de lágrimas. E ele mordia os lábios com força, tentando controlar a vontade de chorar. Ele pendeu a cabeça minimamente para o lado. Em uma pergunta muda, que só eu entenderia. E eu assenti, em resposta. Vendo as mãos dele procurarem as minhas, enquanto eu colocava os papéis de volta a mesa. E George os pegava para ler, examinar. O que ele faria não me importava mais. Arthur apertou minhas mãos com força, ainda me olhando com os olhos cheios de lágrimas. Eu não estava diferente dele.

O médico chamou nossa atenção ao tossir. O olhamos esperando que ele falasse alguma coisa, mas nada do que ele falasse iria mudar o fato de eu ter me tornado estéril. Ele começou a tentar explicar. Eu não conseguia entender nada. Eu não queria entender nada. E embora Arthur estivesse olhando diretamente para a frente. Eu sei que ele também não ouvia nada do que George estava nos explicando. O resultado estava ali, e ninguém poderia muda-lo. Quase 20min depois, nos despedimos dele. Que com um sorriso triste diante de nossas feições, desejou que ficássemos bem. Agradecemos e saímos da sala.

No corredor, algumas pessoas que estavam esperando para serem atendidas, próximas aos consultórios dos médicos. Nos olhavam sem disfarçar. Talvez porque, Arthur ainda em um absoluto silêncio, estava com um braço envolvendo a minha cintura, e uma das mãos no bolso de sua calça. E com os olhos ainda vermelhos, assim como os meus. Eu tentava andar, não sentindo minhas pernas. Eu sabia o porquê de Arthur apertar cada vez mais minha cintura. Talvez fosse pelo fato de sentir que a qualquer segundo, minhas pernas pudessem falhar.

Olhei para cima, e ele me encarou. Para logo depois, beijar minha testa ternamente. Acariciou minha cintura discretamente, andamos até o estacionamento. Arthur abriu a porta do carro para mim. Me sentei no banco do passageiro, e joguei a bolsa e o envelope com os exames para o banco de trás. Arthur entrou e se sentou no banco do motorista. Colocou os braços sobre o volante e encostou a cabeça no mesmo, respirou fundo. Não havíamos dito nenhuma palavra depois que saímos do consultório. Eu levei umas das mãos até o ombro dele, ciente de que ela estava trêmula e fria. Arthur virou o rosto para me olhar, ele não chorava. Mas segurava firmemente o choro. Talvez porque quisesse ser mais forte que eu. Se ele desabasse em lágrimas, quem me seguraria?

– Tá tudo certo, Luh. Não se... preocupe. – Sussurrou. E passou a mão pelo rosto, afastando qualquer lágrima insistente.
– Não fica assim. – Pedi baixo.
– Eu tô preocupado com você. Só com você... – Disse baixo e se ajeitou no banco, e voltou a segurar a minha mão, e logo levou os lábios a ela, depositando um beijo. – Eu sinto muito, muito... – Ele não conseguiu dizer mais nada. A voz saiu sufocada demais para tentar prosseguir.
– Eei... – O chamei. – A culpa não é sua. – O lembrei. – É mi... – Eu nem pude completar a palavra. Arthur colocou dois dedos sobre meus lábios.
– Não diga isso. – Ele me puxou para um abraço. – Eu não culpo você, meu amor. – Me disse e depositou um beijo em meu ombro. – Eu amo você, Lua. E... e nada... nada vai mudar. – Completou. – Eu tô aqui. Eu vou continuar aqui... com você. Sempre. Pra sempre. – Finalizou segurando meu rosto com as duas mãos. – Está me ouvindo? – Perguntou. Assenti, sentido as lágrimas caírem. Arthur me puxou contra o corpo dele, e me abraçou com força. – Não chore, meu amor. Estou aqui. – Beijou meus cabelos. – E eu te amo tanto. – Me disse tentando sorrir. Passou a ponta dos dedos pelo meu rosto, tentando secar as lágrimas. – Tudo vai ficar bem. Prometo! A gente vai aprender a conviver com isso... – Ele beijou minha testa.

Eu não conseguia dizer nada. Como iria ficar tudo bem? Eu não podia ter mais filhos. É diferente, eu não querer um filho, mas sabendo que poderia ter um a hora que quisesse. Do que saber, que eu não poderia nunca mais sequer pensar em ter um filho, porque eu não poderia ter mais nenhum.

– Olhe pra mim... – Ele pediu. O olhei. – Não acredita em mim?
– Você... É a única... pessoa em quem eu... acredito. – Murmurei.
– Tenta se acalmar. Odeio não poder fazer nada. – Admitiu baixo. – Não suporto te ver assim. – Ele acariciou meu rosto. – Vamos pra casa? – Disse baixo, e eu apenas assenti.

Me sentei novamente no banco do passageiro. E coloquei o cinto. Encostei a cabeça na janela, olhando para frente, mesmo não conseguindo ver nada. Arthur também se ajeitou no banco, colocou o cinto e depois de um longo suspiro. Ele ligou o carro e começou a dirigir pra fora do estacionamento. Em menos de 40min, chegaríamos em casa. E eu só queria a minha cama, me jogar debaixo das cobertas e chorar em paz. Mesmo sabendo que Arthur não vai gostar nada desse plano. Mas ele não poderia me impedir.

O caminho todo foi um silêncio absoluto. Nem o rádio foi ligado. As buzinas dos carros quase me fizeram gritar, pedindo para que fizessem silêncio. Tentei controlar ao máximo minhas lágrimas durante o trajeto até em casa, e acho que consegui. Dei algumas fungadas e engoli o choro inúmeras vezes. Arthur me olhou rapidamente, várias vezes, também tentando se controlar. Eu sabia disso.
Quando chegamos em casa. Ele estacionou o carro. E antes que ele saísse, eu abri a porta do mesmo. E andei até a entrada da casa. Arthur correu até segurar meu braço. Me virei bruscamente e o encarei.

– O que... foi? – Perguntei com a testa franzida.
– Não faz assim, pelo amor de Deus. – Quase implorou. E soltou meu braço. Respirou fundo e se apoiou na parede ao lado. – Juntos, Lua. Juntos, meu amor. – Me olhou. Assenti e ele me abraçou. – A gente vai entrar em casa. Lua, eu sei que tá sendo difícil, eu sei. – Repetiu e voltou a me olhar. – Mas eu não vou deixar você só. Você não vai se jogar naquela cama, e se acabar em lágrimas. – Como ele sabia que era exatamente isso que eu ia fazer? – Você não vai fazer isso. Eu... eu não vou deixar. – Me avisou. – A gente vai ficar junto. Tem Anie, tem aquela garotinha que te irrita quando acorda elétrica demais, e faz mil vezes mais bagunça que o normal... – ele sorriu ao se lembrar da filha e eu sorri junto. – Ou quando não te ouve. E você grita tentando colocar ordem. Tem aquela garotinha, porque quem eu daria a minha vida, porque ela é tudo que eu pedi a você. – Me disse. Mas eu neguei tristemente. – É sim! – Me repreendeu. – Lua? O que eu poderia pedir mais, depois de ouvir o que você me disse? Você queria me dar outro filho, meu amor. E... e se isso não pôde acontecer... Luh, a Anie aconteceu! – Exclamou. – O que eu poderia pedir mais a você? – Ele me sacudiu. – Eu não tenho esse direito. Eu não posso te cobrar nada. Eu amo você. Eu amo a minha filha, eu amo tanto aquela garota. Ela é a melhor coisa que Deus nos deu. Ela é tudo pra mim. – Ele soltou um riso. – Ela pode ter meus olhos, o meu sorriso, a cor do meu cabelo, algumas manias minhas... Mas Lua, ela tem o seu gênio. Ela tem os gostos parecidos com os seus. Ela é teimosa, ciumenta, e embora... Embora você ache que seja defeito... eu não acho. Eu amo tudo isso em você. Eu amo saber que ela é como você. Que fica zangada comigo, e quer me abraçar no minuto seguinte. Ela admira você. Ela quer se vestir como você. – Sorri. – Ela te ama tanto. Embora você não ache. – Fiz uma careta. E ele assistiu. – E eu amo tanto ela... que... que só Deus sabe. Eu amo tanto você... que você nem pode imaginar. – Ele me puxou, grudando os lábios nos meus. – Vocês são minha vida. – Sussurrou contra meus lábios.
– Aah... Arthur... – Murmurei com a voz embargada, antes de beija-lo. O beijo era lento. Quando nos separamos, Arthur me encarou. – Eu te amo tanto... – Sussurrei. Ele sorriu.
– Isso é tudo que eu preciso saber. – Beijou ternamente minha testa. – Vamos entrar. – Disse abrindo a porta.

Passei as mãos no rosto, para secar as lágrimas. Arthur fez o mesmo. Anie estava deitada no sofá, mais uma vez, assistindo ao filme da Cinderela. Ela amava princesas, e não suportava rosa. Era irônico. Caminhei até o sofá, e Arthur me seguiu.

– Eei... – A chamei. E ela me olhou, abrindo aquele sorriso lindo, igual ao do pai.
– Vocês demoraram. – Reclamou fazendo um bico.
– Mas já estamos aqui, amor. – Arthur lhe jogou um beijo. Ela fechou os olhinhos, como sempre fazia, e quando os abriu, retribuiu o beijo. Me sentei perto dela. E logo Anie se jogou em meu colo. A abracei forte e beijei seus cabelos.
– Amo você. – Sussurrei. Anie levantou a cabeça e me encarou.
– Eu também amo você, mamãe. – Me disse e me abraçou pelo pescoço.

Arthur se levantou do sofá e caminhou até nós. Nos abraçou, descansando a cabeça em meu ombro, e olhando para a filha.

– Vocês são a minha vida. – Murmurou. Anie sorriu.
– Sou? – Perguntou ao pai.
– Sim. Você e a mamãe. – Ele voltou o olhar para mim. E depois sorriu para a filha. – E hoje você vai ser uma boa menina. – Ele lhe acariciou a bochecha. – E vai ficar quietinha... porque eu e a mamãe, precisamos de você. A gente vai ficar o dia todo junto, tá? – Anie assentiu dando um sorriso sapeca. – Assim... – Ele nos abraçou mais forte.
– Você tá triste, mamãe? – Me perguntou enquanto seus dedos enrolavam meus cabelos.
– Um pouco... Mas eu tenho você. – Beijei sua bochecha. – Tudo vai ficar bem, amor. – Lhe disse e depois olhei para Arthur, que concordou.
– Agora... – Ele chamou atenção da filha e sentou ao meu lado. – Papai também quer um abraço desse... – Ele abriu os braços, e Anie se jogou. O abraçando apertado. – Ooh! Que abraço gostoso. – Beijou os cabelos da filha. – Eu te amo tanto, pequena. – Lhe disse.
– Eu amo você, papai. – Ela lhe deu um beijo no rosto.
– Ama? – Ele lhe perguntou. Cutucando-a.
– Amo...
– É? É? – Ele lhe fez cócegas, e Anie riu alto, tentando se esquivar das cócegas.
– Paaaraaaa... Paaaraaa, paaaapaaiii... – Ele parou e me olhou sorrindo. Me aproximei deles, e deitei a cabeça em seu ombro. Anie estava com o rosto vermelho, e eu ri, lhe tirando alguns fios de cabelo do rosto.
– Você é o nosso maior presente, filha. – Confessou a ela. Anie o olhou atenta. – Olhe só, amor... – Ele chamou minha atenção. E acariciou o rosto da filha. – Fizemos um bom trabalho. – Sorri mirando nossa filha. – Eu sou feliz, Luh... – Respirou aliviado.
– Eu também... – Murmurei, sem tirar os olhos de Anie.
– Todo amor que há em mim... – Ele começou. – É todo de vocês. – Finalizou. E beijou ternamente a testa da filha e depois me olhou. Me dando um selinho. Anie nos encarava, talvez pelo fato de não estar entendendo nada.

Continua...

Se leu, comente! Não custa nada.

N/A: Ok. Sem desculpas! Eu estou em falta com as atualizações das fanfics. Estou ciente disso. Não tive tempo para escrever. A verdade é que estão me acontecendo algumas coisas. E eu acabei ficando sem cabeça para escrever. Não gosto de escrever qualquer coisa.

Bom, mas aqui está o capítulo. Espero que tenha compensado a demora. Eu sofri escrevendo :( *emoji de coração partido* . E vocês? Qual a reação ao lê-lo?

E oooh! Hoje é meu aniversário! Um dos motivos para eu vim aqui hoje e adiantar o capítulo (atrasado) Haha... :D 19 aninhos! Ganhei mais 1 ano de experiência haha (deixa em Of’ velhice não).

E aaah! Hoje é a final da dança \o/ wooow! Quem aí está morrendo de ansiedade?  Eu estou nervosa geeeeeenteeee! Socooorrooo... Até parece que sou eu quem vai dançar haha... Arthur vai arrasar! Sem sombra de dúvidas. Quem aí vai votar muito, muito, muito? Eu vou. Ele conta com a nossa ajuda hein? Não esqueçam disso. Vamos mandar muitas vibrações positivas pra ele, e pra May. E toda sorte do mundo aos dois.

Bye...
Beijos!

9 comentários:

  1. Torcendo pra arthur ganhar!
    PARANBENS tudo de bom!
    Capitulo choroso amei !

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  2. PARABÉNS LINDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
    QUE ESSA INSPIRAÇÃO PRA ESCREVER CONTINUE, E VOCÊ CONTINUE ASSIM ESSA PESSOA MARAVILHOSAAAA
    AO CAPITULO... CHOREI COM ELES, TADINHOS NÃO MERECIAM MAIS A DOR NÃO ESCOLHE NÉ
    AMO MUITO SUA WEB

    E VOLTANDO A DIZER.. PARABÉNS E FELICIDADES.

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  3. Aaaannh parabéns !!!!! ❤

    Fiquei com tanta dó da lua e do Arthur pelo amor deus isso foi muito injusto muito msm !!!! To chorando demais !!! Só espero que o Arthur fique msm com a lua eh não largue ella por nad nem por ninguém principalmente por alguém !!!

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  4. Parabéns Milly❣ Que Deus te abençoe muito mesmo, porque Voçê mereçe❤️ E que venha mais mil anos e junto deles mais web pra gente❤️ Voçê é muito espeçial! ❤️
    E sobre a Fic... Coração partido aqui�� E as palavras do Thur acabaram comingo����... Eles vão Superar isso ! ❤️❣Mais please ❣❤️

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  5. Parabéns muitos anos de vida.Que dó deles estão sofrendo mas a Anie vale pros uns 2

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  6. Acho a Lua é nova pra ficar infértil por causa de um aborto!

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