Peça-me o que quiser (Adaptada)- Capítulo 102

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Às nove da noite, após um banho delicioso juntos e do qual tenho certeza de que todo mundo ficou sabendo, descemos de mãos dadas até a sala. Frida e Andrés estão se beijando, mas param logo quando eu e Arthur aparecemos.

Passamos para a sala de jantar e nos sentamos ao redor de uma mesa maravilhosa.

Arthur puxa a cadeira para mim e se senta ao meu lado. Percebo que está feliz. Este é seu ambiente e dá para sentir que está mais à vontade. Os empregados entram e nos servem um bom vinho, seguido de uma lagosta esplêndida. Arthur pede uma Coca-Cola para mim.

Entre risadas e confidências, terminamos o primeiro prato e logo nos servem o segundo, uma carne bem suculenta. Quando acabamos o delicioso sorvete que tomamos de sobremesa, Frida sugere irmos ao jardim.

Após atender um telefonema, Arthur se senta ao meu lado. Sinto suas carícias contínuas na minha pele e o noto mais pensativo que minutos antes. Mesmo assim, conversamos até altas horas da madrugada, quando então decidimos ir dormir.

No dia seguinte, ao acordar, o sol entra pela imensa janela. Estou sozinha no quarto e me espreguiço na cama. Os lençóis estão com o cheiro de Arthur e isso me faz sorrir.

Lembrar o jeito como fizemos amor ontem me excita, me deixa a mil, mas, convencida de que esse não é o momento certo pra ficar fantasiando, vou tomar um banho.

Enquanto me visto, um barulhinho chama minha atenção. É o celular de Arthur. Eu o localizo na mesinha de cabeceira e leio no visor a palavra “Betta”. De novo esse nome.

Ao chegar à sala, ouço risadas de Andrés, Frida e Arthur, e me surpreendo ao ver um casal mais velho junto com eles. Eles me apresentam aos pais de Frida, que vieram buscar o neto para passar as férias com eles. Entrego o celular a Arthur e aviso que recebeu uma ligação de uma tal de Betta. Ele guarda o aparelho no bolso da calça, sem mudar de expressão. Os pais de Frida e a criança vão embora ainda essa noite.

Na manhã seguinte, acordo de novo sozinha na cama. Escovo os dentes, ando até a piscina e rapidamente Andrés me agarra e me puxa para a água. Todos rimos e passamos uns momentos divertidos. Por volta das duas da tarde, nós quatro saímos no carro de Andrés para fazer compras em Cádiz. Acabamos de receber o convite para uma festa à fantasia. O tema é os anos vinte, e precisamos comprar algo.

À noite, após uma divertida tarde de compras, decidimos comer na praia. Terminado o jantar num ótimo restaurante de Zahara, vamos a um bar e voltamos quase â uma da manhã.

Ao chegar, sentamos na linda varanda. Gosto de sentir Arthur tão próximo, recetivo, tão ligado a mim. Andrés vai à cozinha e traz uma garrafa de champanhe. Depois da primeira garrafa, chega uma segunda, da qual bebo mais lentamente, mas curtindo, também.

Frida e Andrés são ótimos anfitriões. Fazem de tudo para que nos sintamos em casa e, com esse jeito hospitaleiro, é assim mesmo que me sinto. Aproveito o momento sentada nesse lindo lugar enquanto meus olhos admiram a piscina oval e a jacuzzi que há ao lado. Por volta das três, faz muito calor e Frida propõe um mergulho.

Sem pensar duas vezes, aceito e subo até o quarto para botar o biquíni. Quando desço, Frida já está na água com Andrés, e Arthur me espera na borda. Assim que me aproximo, ele me agarra de surpresa e nós dois caímos na água. Entre risadas e brincadeiras, nadamos um pouco até que, um tempo depois, eu e Frida nos sentamos numa larga escada, e Arthur e Andrés dão umas braçadas.

Quando os rapazes chegam mais perto de nós, Andrés puxa um dos pés de sua mulher e a arrasta para dentro da piscina. Ela protesta, mas, segundos depois, cai na gargalhada. Arthur, achando graça, vem, me pega nos braços e me monta nas suas costas.

A água bate na nossa cintura, e logo suas mãos se enfiam por baixo da calcinha do meu biquíni e começam a me tocar. Assustada com isso, eu o censuro com o olhar e ele ri.

— Arthur! — protesto. — Não faz isso. Eles podem nos ver.

Sua resposta é um beijo tórrido que rapidamente aquece minha alma e minha vida.

Sua boca e suas mãos já me têm totalmente sob controle e, quando ele se afasta um pouco, murmura olhando para o casal:

— Não se preocupe, pequena. Nem Andrés nem Frida vão se assustar.

Curiosa, lanço o olhar na direção em que ele aponta e vejo os dois se beijando apaixonadamente. Inclusive vejo Andrés desamarrando o sutiã do biquíni de Frida que sai flutuando pela piscina. Olho para Arthur em busca de uma explicação.

— Sim, moreninha... eles também gostam de fazer umas loucuras.

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