Adivinha quem sou (Adaptada)- Capítulos 20 e 21

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Capítulo 20:

Os dias passam e sou como uma rosa.
Mais uma vez, a menstruação desapareceu, dando-me uma margem de vinte e oito ou vinte e nove dias de felicidade, até que regresse novamente a martirizar-me.
Após servir e recolher mesas por horas, eu saio para tomar um pouco de ar na cobertura e para esfriar a cabeça uns minutos. Meu turno quase terminou me
resta receber os clientes na sala de jantar. Estou apoida em um corrimão, pensando, como sempre, em Arthur, quando noto duas mãos na minha cintura e alguém sussurra em meu ouvido:
— O que fazes aqui sozinha?
Ao virar-me, vejo que é Tomás e ansiosa por um pouco de mimos, murmurou:
— Relaxando.
Tomás não se move. Deve ter notado que eu não disse a ele para tirar as mãos da minha cintura e, pressionando-me contra o corrimão, me sugere em voz baixa:
— Gostaria que eu te deixe relaxada?
Plano A: eu o mando fritar os espargos.
Plano B: lhe atiro no mar.
Plano C: me deixo levar pelo desejo do momento em fazer sexo com ele.
Eu escolho o plano C. Hoje estou fraca e necessitada de sexo. A sua voz carregada de erotismo na minha orelha me excita e apesar dele ser muito jovem eu pergunto:
— E como você faria isso?
— De mil maneiras, linda. – ele diz, apertando-se mais contra mim.
Razoável. Eu aceito. Encorajei-me rapidamente.
Tomás não é meu tipo de homem. Ele é muito jovem e nunca me excito ao pensar nele, mas neste momento e como diz Coral, eu vou pescar! Estou sozinha, solteira e como sempre disse a minha avó Ankie “com seu corpo, todo mundo faz o que você quizer!”.
Ao ver o meu sorriso de aceitação, ele não perde tempo. Pega a minha mão e me puxa. Eu não recuso, e o sigo. Caminhamos até uma porta fechada na lateral
da cabertura. Acho que é lá onde se armazena as boias para se usar na piscina. Tomás abre a porta usando uma chave que pega do lado da porta, nós metemos porta adentro ele fecha a porta se vira e acende uma pequena luz. Murmura perto de minha boca, que está disposto a tudo, e me senta em uma frágil caixa:
— Aqui não vai entrar ninguém.
Concordo com a cabeça e fecho os olhos, curtindo o momento.
Pensar em Arthur me perturba, mas ele não me olha e me faz sentir como uma Gordona!
E eu preciso de sexo.
E como a mulher solteira, independente e única que sou, decido me dar um luxo para o meu corpo e uma pausa para minha mente, e permito que Tomás cole sua boca na minha.
Não beija mal, mas também não dá para sentir os fogos de artifícios.
Enrola a sua língua na minha e estou ciente de como sua respiração está acelerada e também de como o meu próprio sangue se revoluciona, me pedindo para continuar.
Estamos muito excitados, e quando ele percebe que lhe dou sinal verde, o ouço murmurar:
— Nós vamos nos divertir.
— Cale-se e não pare. – digo, enquanto desperto a selvagem que existe em mim.
Sem dúvida, sou muita carne para tão pouco arroz.
Se chegamos até aqui é porque eu quis. Se eu sigo o jogo, é porque o estou convertendo ao meu favor. Um jogo fortemente criticado por muitas mulheres que, em última análise, elas gostariam de estar jogando da mesma forma, mas
elas não se atrevem, elas não são livres. A diferença entre elas e eu é que sou dona da minha propria vida. Eu faço o que quero e o que desejo em todos os momentos, sem pensar sobre o que vão dizer e sem me deixar enganar por idiotices puritanas e moralistas de merda.
Após vários beijos e apalpadas por cima das roupas, decido por fim na contemplação.
Entro em ação, sem palavras romanticas, mostro para que vim e desabotôo minha camisa do uniforme.
Com um sorriso, Tomás olha para mim quando eu o encorajo dizendo:
— Vamos jogar comigo.
Pego um dos meus seios com uma das mãos e aperto-o, massageando me delicio entregando-me a sençasão, e quando minha respiração fica ofegante eu empurro-o para que ele possa continuar.
Momento depois leva uma das mãos para sua virilha e sorrio. Huum...
Está duro. E nada mal! Minha vagina se contrai, ela entende o que está para acontecer e rapidamente estou molhada.
— Você tem camisinha? – Eu pergunto.
Tomás acena sem dizer nada. Acho que ainda não acredita no que está acontecendo. Pega uma camisinha no bolso e eu digo-lhe:
— Coloque-a.
Sorrindo como um idiota, ele remove às pressas as calças e a cueca.
Vejo como Tomás é bem equipado, melhor do que eu pensava.
Eu gosto disso.
Quando ele termina de colocar o preservativo, ele toca o proprio pênis e murmura ansioso:
— Todo para você.
Essa frase faz-me rir. É verdade será tudo para mim. Eu pego o pênis duro e digo em voz baixa, sentada ainda na caixa:
— Sim é tudo para mim, faz o que os meus olhos te pedem.
Dito e feito.
Sem falar, tira minha calcinha, se mete entre as minhas pernas e eu facilito a penetração abrindo-me para ele.
Isso o provoca e o excita, pondo-o a mil.
Penetra-me lentamente e sinto como meu corpo reage e fica desejoso
de uma maior profundidade.
Oh, Deus, que prazer!
Aprisiona-me contra a caixa e a penetração fica mais profunda.
Sim, que prazer enorme!
Agarro-me no pescoço dele e deixo que me penetre novamente.
Enquanto ele me dá tudo que estou pedindo sem palavras, penso que é Arthur
quem está ali.
Como eu gostaria que fosse ele.
Mataria para sentir seus lábios carnudos nos meus. Exigindo que ele me penetre uma e outra vez. Mas ao abrir os olhos, eu vejo que não é Arthur e a raiva me faz ficar mais agressiva, mais brusca.
Então são vários minutos, com nossos gemidos preenchendo o quarto pequeno, até que, finalmente, antes que ambos tenhamos gostado, Tomás atinge o clímax e, após um último empurrão, eu cheguei também.
Porra, eu quero mais!
Isto não me satisfez completamente, nem físicas nem sexualmente falando.
Nós olhamos sem fôlego quando me deixei no chão. Nos teríamos quebrado a caixa se o jogo não tivesse acabado. Tomás me olha adimirado.
Orgulha-se do que fez em mim e eu sorrio. Não quero desapontá-lo. Pobre pessoa acredita ser um bombom mais não chega a ser se quer uma lasquinha.
Vestimo-nos em silêncio, e uma vez que estamos apresentaveis para continuar a trabalhar, ele olha e pergunta:
— Você acha que isso pode se repetir em outro lugar e com mais tempo?
Sexo não é ruim, mas eu respondo com desapego:
— Talvez.
Ao chegar à porta, olha para mim e eu vejo nos olhos dele que ele quer me beijar. Nego com a cabeça e vou trabalhar.
Horas mais tarde, ainda estou trabalhando.
Esta noite me pego jogando capturas na cozinha. Não quer sopa?... Pois tome duas xícaras!
Eu não posso deixar de pensar no que fiz.
Porque eu cedi?
29.
Eu não gosto do Tomás, mas eu transei com ele. É claro que a excitação que Arthur me provoca estou resolvendo com outro. O que eu não gosto. E bom, mas me enoja. Mas não posso fazer outra coisa. Arthur não olha pra mim.
No barco o serviço é 24 horas para clientes da área vip. O telefone toca várias vezes para fazer pedidos. Em geral, eles chamam querendo champanhe ou bebidas e até mesmo alguns fast food.
Uma das chamadas era do quarto 21. Eu sei que é o quarto de Tony e, ao que parece. Ele tem ligado!
Ele pediu três sanduíches de frango com batatas fritas, três Coca-colas e três uísques com gelo.
De fato Tony, tem uma festinha!
Com quem será?
Quando o chefe prepara os sanduíches, eu coloco tudo em uma pequena mesa com rodas muito encantadora e caminho para o quarto. Quando eu chamo, Tony abre dois segundos sem camisa e eu, muito profissional, digo:
— Seu pedido, senhor.
Ele sorri e responde:
— Porra, YLua, você sabe quem eu sou... Não me chame de senhor.
— Eu sei. Só faço meu trabalho.
Rimos juntos e digo:
— Venha, onde deixo tudo isto?
Tony se afasta para um lado e responde:
— Deixe-o na frente da cama.
Eu empurro a mesa de café e observo com curiosidade, mas não vejo ninguém. No entanto, ouço o som da água no banheiro. Boa... Hora... Para um duchinha. —Tudo bem, Lua? –Tony me pergunta com um sorriso.
Devolvi o sorriso e com cumplicidade, respondo, sentando-me:
— Sim, mas tenho certeza que não tão bem quanto você.
Ambos sorrimos. Para um bom entendedor, poucas palavras bastam.
Uma vez que paramos de sorrir como tolos, eu dou a comanda da empresa.
— Dá-me um segundo. Vou pegar uma caneta.
Tony se aproximando de uma jaqueta e coloca a mão no bolso. Naquele momento, algo me chama a atenção. Em uma das mesas, vejo uma placa de identificação.
Nossaaaaaaaaaa, ele esta colocando chifres em seu noivo? Quem será seu par?
A curiosidade me corrói.
Com dissimulação, dou um passo na direção da mesinha mas a placa esta de cabeça para baixo. Merda!
De relance vejo que Tony acaba de encontrar a caneta e se direciona para uma mesa para apoiar-se e se cadastrar. Sem hesitação, pego a placa e dou a volta: «Arthur Aguiar».
Como?
Estou prestes a gritar.
Não pode ser! Não podem!!!!
Mas de repente, eu olho para o banheiro e no chão vejo um pedaço do macacão azul que geralmente Arthur usa.
Oh, Deus. Oh, Deus.
Ah não... Não... Não... Não.
Não pode ser certo o que estou pensando!
Com os olhos, volto a ler o que esta na placa: «Arthur Aguiar». Não há dúvida, e o ar deixa de entrar em meus pulmões.
Engasgo-me! Eu fico verde!
Meu morenaço, meu portoriquenho, meu Arthur é gay?
Plano A: me arranco os cabelos
Plano B: eu arranco os olhos de Tony.
Plano C: leio novamente a placa pode ser que estou equivocada.
Eu escolho o plano C. Leio novamente soletrando lentamente para não
está equivocada: "Ar-thur A-gui-ar".
Nãaaaaaaaaoooooo.
Foda-se... Foda-se... Porraaaaaaaa.
Os sonhos chegaram ao fim. Já não existem mais plano A, B ou C ou possível seis fases do orgasmo.
Acaba de cair o mito.
Arthur é gay?
Quando eu falar para Coral, vai ficar tão petrificada quanto eu.
Mas por quê?
Por que um espetáculo de homem como Arthur tinha que gostar de
homens? Por que, meu Deusss, por quê?
Tony termina de assinar e virando-se para mim, me entrega a folha assinada e me pergunta:
— Você vai estar toda a noite de guarda na cozinha?
Estou prestes a arranhá-lo de baixo para cima, o que dói mais, por esta pergunta. Estou furiosa!
Ele vai passar uma noite de paixão com o homem que eu desejo e não posso fazer nada.
Absolutamente nada.
Merda!
Concordo como posso e ele me diz:
— Talvez eu vá ligar, acho que tenho uma longa noite pela frente.
Isso... Vai... Me esfrega isso na cara, seu nojento!
Naquele momento, abre-se uma porta que se comunica com outra
cabine e vejo aparecer Tito, de camiseta e cuecas. Quando ele me ver, ele dá
um passo atrás e fecha a porta, apavorado.
Tenho-os apanhados com as mãos na massa!
Pequena orgia vão montar todos os três.
Eu comecei a andar em direção à porta, porque se não eu vou explodir
lá mesmo.
Eu volto, pois sinto uma mão em meu cotovelo é Tony que me pergunta:
— Te acontece alguma coisa?
Alguma coisa? Uma coisa que você está fazendo!
Eu tento me recompor, esboço um dos sorrisos mais falsos do mundo e a respondo:
— Não é nada, é só que eu tenho um monte de trabalho.
Uma vez fora do quarto, fecho a porta e me apoio na parede.
Eu quero chorar.
Eu quero gritar.
Eu quero matar alguém.
Agora eu entendo porque nenhuma mulher consegue nada com Arthur.
Agora eu entendo que nem as minhas pernas cruzadas a la Instinto selvagem, ou meus cílios batendo, ou os seios tamanho 100 de Lola faz com que ele reaja.
Por Deus, ele é gay?
Cabisbaixa com minha descoberta caminho para a cozinha, enquanto eu me pergunto porquê ultimamente, o mais bonitos e atraentes dos homens são todos gays.
O que estamos fazendo de errado nós mulheres?
Eu amo os gays. Por exemplo meus amigos Luís e Arturo são, mas por que Arthur tem que ser?
Desesperada, eu volto para a cozinha e, depois de pregar meu pedido assinado no palito, abro um dos frigoríficos, pego uma enorme jarra de sorvete e começo a comer várias colheres enquanto eu rumino a minha pena.
Definitivamente, sinto-me como uma Gorda-idiota-derela!


Capítulo 21:


Dois dias depois, minha inquietação permanece a mesma.
Eu não estou de bom humor e o Rançoso parece que está mais difícil.
Está claro que ele e eu nunca seremos amigos.
Nesses dois dias, perguntei para outras meninas do Arthur, sem revelar o que eu sei. Todas falaram maravilhas dele. Que é tão cavalheiro, tão bom, tão
educado. A grande maioria morreria por sua causa, mas nenhuma conseguiu nada com ele.
Agora me dei conta da quantidade de detalhes que passaram despercebidos por eu estar tão cega com aquele cara.
1º Nunca se suja apesar de trabalhar num armazém.
2º Os creme que usa nas mãos toda hora e ao fato de que usa luvas de látex para o trabalho. Ninguém usa somente ele.
3º Nunca se relacionou com ninguém do trabalho.
4º Almoça sempre cercado por seus colegas homens.
5º E não beber nada em lata, ou direto da garrafa por causa dos germes.
Mas o que um cara não bebe direto do gargalo?
Que pena.
Que grande tristeza e decepção estão no meu corpo e minha alma.
Apesar do bom radar que eu tenho de perceber quem é quem, como eu não me dei conta antes? Definitivamente ficar boiando não me cai bem. Isso escurece meu sexto sentido!
Hoje é um dia louco. Os passageiros estão com uma fome voraz e eu corro para atendê-los, sob o olhar constante de Rançoso e recebendo suas broncas contínuas. Não sei quanto tempo eu vou aguentar sem lhe dizer poucas e boas.
Quando entro na cozinha, Coral, me vendo angustiada, vem até mim e pergunta com um saco de confeitar na mão:
— O que aconteceu com o Rançoso?
Eu vou explodir!
— Esse cara é um idiota e cheio de manias. – E deixando o saco de confeitar de lado, pergunta:
— Nata ou creme
— Nata.
Eu amo nata. Sem hesitar, levanta-se e enche minha boca com o creme.
É delicioso. Minha amiga sussurra:
— Porque você e eu descobrimos que aquela pessoa é, você não tem que comer como uma selvagem.
— Estou ansiosa.
— Comer assim não faz bem. Você vai explodir seu uniforme.
— Olha, minha filha, uma vez que eu sei que ele não vai desfrutar das seis fases do orgasmo comigo, eu não dou a mínima para se estou gorda ou magra! Que se dane! Ele é o único homem que me interessa em todo o barco e nunca vai me olhar como eu quero... Que decepção. Ao menos esse creme não me decepciona, ele sempre me dá o que eu preciso.
Vejo que Coral me olha e diz:
— Como sempre, tão dramática. – E vendo que eu ainda estou devorando o creme como uma louca, pergunta: — Como está? O creme está bom?
— De morrer! – Respondo, ainda devorando.
De repente, com o canto do meu olho, vejo o culpado da minha ansiedade entrar na cozinha com uma caixa de vinho, usando fones de ouvido.
Que tipo de música ele deve gostar? Rapidamente, retiro o saco de confeitar da boca, mas o creme sai e derrama no meu rosto e uniforme.
— Mas o que você fez? – diz Coral, rindo de mim.
Horrorizada, sussurro:
— Sou uma idiota, ridícula... – digo.
Morta de vergonha, olho de soslaio para Arthur ver se ele me viu e seu sorriso confirma que sim. Merda! Eu tento disfarçar. Ainda que ele seja gay, continua mexendo comigo. Uma das ajudantes, uma peituda, vai até ele e diz onde deve deixar a caixa. Coral, que percebe tudo, sussurra enquanto me entrega um guardanapo:
— Bem... Bem... Bem... O que tiver que ser, será, então vamos...
Concordo enquanto limpo o rosto. Tenho creme até nas sobrancelhas e o pior é que Arthur está se aproximando de nós.
Meu Deus, que humilhação!
Fecho os olhos e amaldiçoo ao notar que o creme entrou em um dos olhos. Isso arde.
Quando ele chega mais perto, e sem nos cumprimentar, Arthur abre uma das câmaras frigoríficas e entra.
— Merda, merda... – Murmuro enquanto o creme agarra no meu cabelo.
— O que há de errado com seu olho? – Coral pergunta.
— A lente.

Pisco constantemente os olhos, mas o creme deixou minha visão turva.
Corall, achando graça, murmura no meu problema:
— Se eu fosse você, mesmo sem enxergar, entraria na câmara e provaria a mercadoria. Por certo que ele também gosta de creme.
— Coral, mas ele é gay! – Respondo, baixando a voz.
— Menina, você não vai perder nada se tentar.
Sorrio, enquanto minha lente e meus olhos estão cheios de creme.
Minha amiga me conhece muito bem e sabe que, quando gosto de um homem, vou em frente! Mas nesse caso eu não posso. Eu não quero fazer mais um papel ridículo.
— A verdade é que ele ainda não está maduro, ainda não saiu do armário, está cru. Algum plano? – Insiste Coral, se divertindo.
— Sim. Um: Esquecê-lo!
Mas eu era incapaz de silenciar as palavras borbulhando dentro de mim, pensava, enquanto piscava os olhos, tentando limpar o creme dos cílios.
— Meu Deus, a verdade é que ele tem os lábios mais sexy que eu já vi na minha vida. Você me conhece e sabe que ele é o tipo de homem que me provoca e me revoluciona, de tão sexy que ele é, porque eu sinto... Eu sinto seu poder. Forte. Sim, é isso. Forte! Eu sinto que ele deve ser uma loucura na cama. E ao vê-lo quero beijá-lo, arrancar sua roupa...
— Lua... – Sussurra minha amiga, mas estou empolgada.
— Ao vê-lo fico pegando fogo, de um jeito que não entendo. Mesmo sabendo daquilo... Eu fico... Fico quente... Sinto-me boba e ridícula se me pego olhando e...
— Luaaaaaaa...
— E olha que eu estou dizendo, sei que eu sou invisível para ele, suponho que eu não sou o tipo dele porque não tenho bigode ou bíceps definidos ou algo pendurado entre as pernas, mas pelo amor de Deus... Sim, até seu nome me excita! Arthur! Arthur! Arthur! Oh Senhor, que nome mais excitante e másculo!
Mas tudo bem. Tenho que assumir. Não sou o tipo dele e nunca serei. – Fecho meus olhos enquanto noto minhas mãos pegajosas de creme. — Mas eu juro
que esse cara me faz, me faz pensar muito e vou ficar louca se não disser nada e...
— Você está melhor? – Pergunta uma voz bem atrás de mim.
Oh... Oh...
Coral sorri e entendo o seu sorriso.
Acho que o objeto do meu desejo acaba de dizer alguma coisa!
Terra chamando!
Que vergonha!
Tentando me recompor, me viro. Eu não me vi em um espelho, mas minha aparência deve estar um tanto quanto peculiar. No entanto, encaro ele como se nada tivesse acontecido e respondo:
— Sim. Obrigado. Estou melh...
Eu não consigo dizer mais nada, porque como um olho está fechado, a bancada não estava onde eu pensei e ao me inclinar sobre ela, perdi o equilíbrio. Percebendo que ia cair, estendi a mão e agarrei a camisa de Arthur, e ela se rasga e o desastre é completo.
Ploffff...
Desabo no chão e então me dou conta que caí no chão da cozinha do barco.

6 comentários:

  1. hahahahah lua desastradaa poosta mais!!1 adorando a web

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  2. Kkk'k agora sim a web começou, porque o Arthur tinha que ser gay? Adorando a web. Posta mais logo amore.

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  3. Hhahah Essa web Ta muito bom cara😂😂
    Posta mais please❤️❤️Adorandooo

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  4. Kkkkkkkkkkkkkk Deus é mais Lua ta pra lá de descontrolada depois de saber q Arthur é gay kkkkkkkkk bem que podia ser outro ñ???
    Adorandooo

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