Adivinha quem sou (Adaptada)- Capítulos 15, 16 e 17

|



Capítulo 15:


Naquela tarde, quando Coral e eu dissemos adeus a Jordi e Aída, me acabo de rir. Nós parecemos de férias com as malas e os nossos chapéus, quando, na verdade, o que vamos fazer é trabalhar, enquanto outros gozam as suas férias.

Desgosto de vida! Por que não nasci rica?

Os trabalhadores têm de estar no navio, chamado Espírito Livre, 24 horas antes que cheguem os passageiros. Engolidas entre o pessoal fixo, eu e Coral nos olhamos encantadas. Quanta gente!

Um coordenador indica o número de nossa cabine. Ela é pequena, mas somos só nós duas e temos espaço suficiente.

Uma vez desfeitas as malas, fomos para o convés, onde um outro coordenador nos entrega uniformes e placas com os nossos nomes que todos nós devemos usar. Fico surpresa ao descobrir dois músicos com quem já atuei em Tenerife.

— Mas, minha filha, o que você está fazendo aqui? – Richi me cumprimenta enquanto Josele me dá dois beijos.

— Você trabalha aqui? – pergunto alucinada.

Ambos acenam e Richi pergunta:

— Você foi contratada para a orquestra? – Nego com a cabeça e dou de ombros, explico:

— Não, já tinham todo pessoal. Aqui sou uma garçonete.

Vejo olhares surpresos e de repente sinto que tenho dois aliados. Bem!

Se estão na orquestra, não tenho dúvida de que eles vão fazer todo o possível para que cante com eles.

Ao reconhecê-los, Coral se lança em seus braços e poderemos nos ver todos os dias, vamos dar uma volta no barco. Sinto saudades de casa quando chegamos a um grande salão de baile, Richi e Josele despedem-se de nós e vão com os outros membros da orquestra, enquanto devo me encaminhar ao refeitório, onde começamos a colocar guardanapos e talheres nas mesas.

Enquanto rumino a minha dor, percebo que alguém coloca a mão na minha cintura e ao virar vejo que é Tomás.

— Ei, linda, como vai?

— Bem.

— O que é isso? – pergunta, vendo meu desanimo. E, incapaz de esconder o que eu sinto, respondo:

— Sou uma cantora, não uma garçonete, e amo estar na orquestra, em vez de estar colocando guardanapos e talheres.

Sorri. Me dá um sorriso agradável e bonito enquanto pergunta:

— Em qual camarote está?

Bem... Bem... Bem, o frango não mediu palavras. Isso me faz rir, e levantando uma sobrancelha, solto:

— Em um que você não vai entrar.

— Posso facilmente descobrir onde você dorme. – replica com a voz rouca.

— Quer jogar comigo?

Divertida, assento e respondo valente:                             

— E sei onde você trabalha.

Tomás ri, mas noto alguma cautela. No entanto, sem poder evitá-lo, muito bobo murmura enquanto se afasta:

— Difíceis. Assim que gosto das minhas garotas.

De repente, a dois metros de mim, vejo passar Arthur, o morenaço impressionante do Starbucks, carregando uma caixa em seu ombro.

Por favor... Por favor... Por favor... Que deleite de se ver!

É vê-lo e me entram os sete males. Não. Oito, porque estou tremendo.

Quero que olhe para mim. Quero que me reconheça. Quero que pergunte qual é o meu camarote.

Mas, para meu espanto, nem me olha, nem reconhece, nem pergunta nada. Merda!

Coral, saindo da cozinha, me pega olhando descaradamente e sorrateira chega e sussurra em meu ouvido:

— Terra... Terrinha... Terra... Como está o maduro?

Concordo com a cabeça enquanto, com a boca seca, digo:

— Incrível.

Ela que me conhece mais do que a minha mãe nas questões dos homens, pergunta:

— Qual é o seu plano?

Divertindo-me com a questão, sem tirar os olhos do cara bom que desaparece através de uma porta dos fundos, respondo segura de mim mesma:

— Só tenho o plano A. Vou conhecê-lo.

Naquela noite, depois de deixar o restaurante Cocoloco, preparado para a chegada dos passageiros para o dia seguinte. Vários trabalhadores se reúnem em uma área comum que temos para nós, onde rapidamente começamos a conversar e nos conhecer.

No navio trabalha uma variedade de pessoas incríveis. Tem russo, alemão, colombiano, americano, espanhol, finlandês, tudo!

Falo com uma garota italiana. Seu nome é Gina e há cinco anos é cozinheira do cruzeiro. Garota trabalhadora! Espantada, ouço que só vê a sua família um mês e meio ao ano. Desacredito!

Não poderia estar sem ver os meus a tanto tempo. Tenho certeza de que morreria de tristeza.

Enquanto conversava com Gina e me apresenta a Nelson, um equatoriano muito simpático, procuro entre as pessoas meu morenaço, mas nenhum vestígio dele. Isso corta minha onda.

Tomás sorri para mim e seu sorriso diz tudo. Sei bem o que ele quer, mas passo. Não é o meu tipo.

Ele me oprime com seus olhos e, em seguida, com suas insinuações contínuas, mas desta vez decido comportar-me e mostrar até onde posso chegar. Crescer com três irmãos te ensina a se defender quando você precisa.

Divirto-me por um tempo, vou buscar Coral que está com Fredy, e vamos dormir, porque temos de estar ótimas para o dia seguinte.

Quando o despertador toca sob minha cama, vejo que estou só. Como Coral está na cozinha, tem de levantar mais cedo. A primeira coisa que faço é ficar em pé, em segundo é descobrir que estou enjoada. Acho que o barco e eu não vamos nos dar bem.

Uma vez que coloco meu uniforme, amarro meu cabelo como mandaram, me olho no espelho dando risada de mim mesma. Que cara de freira que tenho!

Não querendo pensar nisso, coloco a plaquinha com o meu nome e vou para o Cocoloco.

Depois de uma manhã sem parar, ao meio-dia começam a chegar os passageiros. Curiosa, subo na grade para vê-los e observo seus gestos excitados enquanto embarcam.

Eles parecem felizes, o que me faz sorrir. O cruzeiro sairá no dia seguinte, às seis da manhã e todos querem se divertir.

Durante horas, as pessoas continuam chegando e subindo para o navio, parece que nunca vai acabar.

Vou de um lado para o outro sem parar, e às seis da tarde, as portas do restaurante abrem para que os passageiros possam jantar.

Meu chefe me colocou na área VIP. Pensei que iria trabalhar menos, pelo contrário. Este povo rico come petisco como selvagens, vamos, que tem o mesmo apetite do que aqueles que estão em um andaime.

Sem descanso, levo pratos limpos para as mesas e recolho os sujos, grandes bandejas de salmão, anoto os pedidos e abro garrafas de champanhe até que de repente ouço:

— Lua!

Ao ouvir meu nome, olho e vejo um cara elegante. Identifico rapidamente: É Tony! O homem que adormeceu no sofá. Sim, agora penteado e mais refrescante do que uma alface. Vendo que olho para ele, se aproxima e sussurra:

— Obrigado por não me deixar deitado na rua, linda. Acho que bebi demais.

— Você acha?

Vendo minha cara, Tony ri e acena com a cabeça.

— Admito. Fiquei bêbado.

Assim é melhor. Sorrio divertida. Mas aconselho a não repetir. Beber tanto não é saudável. E em determinadas idades deve se cuidar!




Capítulo 16:

Sua expressão muda e pergunta:

— Você está me chamando de velho?

Solto uma gargalhada e, baixando a voz, respondo:

— Não. Mas já passou dos quarenta.

— Como você é cruel. – replica .

Nós dois rimos, e acrescentou:

— Sinto ter deixado sua casa sem me despedir.

— Ah, não tem nada. Nós cuidamos da situação.

— Meu irmão foi gentil com você?

Lembrar da conversa por telefone com este homem me deixa ofegante e respondo:

— Não sei pessoalmente, mas diria que ele se comportou em sua linha: um rude. Certamente, a música do Tubarão para suas chamadas vem bem a calhar.

Tony sorri, toca seu cabelo penteado e franze a testa.

— Desculpe, – disse — Espero que Tito, que foi quem me socorreu, tenha sido mais agradável.

— Fique tranquilo, Tito foi muito simpático. Quanto ao seu irmão, garanto que fica bem atrás. Despachei-o.

De repente, vejo que o gerente olha para mim e rapidamente colocoume para pegar alguns pratos vazios.

— Trabalha aqui? – Tony me pergunta.

Olhando para ele com cara de: "você é um idiota", digo:

— Não, vaaaaaa... Na verdade sou dona da companhia, mas gosto de usar este ridículo uniforme com a plaquinha para que todos saibam meu nome, e recolher algumas mesas. O que você acha?

Ambos sorrimos e acrescenta:

— Coral também está aqui?

— Sim.

Tony sorri. Vejo que gosta da notícia. E depois indica alguns homens, os mesmos do outro dia, que se sentam, e diz: — Então, nos veremos todos os dias durante a viagem. Você pode até conhecer meu irmão. Por causa do trabalho, não pode juntar-se o cruzeiro até a escala de Marselha.

Seu irmão!

O tubarão!

O ridículo!

Vou ter que conhecer esse louco?

Porém, guardando pra mim os elogios que esse tipo ocorre para mim, olho para Tony e sussurro:

— Então vou vê-lo por aqui. Agora tenho que trabalhar.

E saio com uma bandeja cheia de pratos sujos.

Vou para a cozinha, deixo a bandeja, incapaz de acreditar na minha má sorte, me bato contra um dos freezers.

— O que é isso? – Coral me pergunta, aproximando-se.

Virando-me para ela pergunto:

— Você não sabe quem está no cruzeiro?

Coral, enxugando as mãos em um pano, vai responder, mas me adianto e digo:

— Tony!

— Aquele homenzarrão de anteontem? – pergunta surpresa.

— Sim. – bufo.

— O cachaceiro, que acho que é gay e me deixou a ver navios!

— Simmm.

Sem entender o que acontece comigo, intrigada Coral acrescenta:

— E qual é o problema?

— Que o ridículo de seu irmão, que me deixou nos nervos pelo telefone, subirá no navio em Marselha. E o pior de tudo, estão na área VIP, o que significa que devem ser podres de ricos, e devo servi-los. – retiro o cabelo da minha cara orgulhosa e resmungo — Espero não encontrar com esse idiota, porque, como você conhece bem como sou, atraio problemas.

Coral ri, mas eu não estou para brincadeira. Pensativa, pego uma torta de bacon com alho-poró recém-assada, e assim que coloco na minha boca, meu gerente aparece, o Sr. Martinez, que já batizamos de O Rançoso. Rosna e repreende a todos. Nem havíamos saído do porto e estávamos todos estressados.

Sua cara de vinagre assusta e Gina, a italiana que conheci ontem à noite e que trabalha com Coral, comenta que ele é insuportável. Vamos, o que pode se dizer um amargurado.

— O que faz aqui perdendo tempo, senhorita? – pergunta o Rançoso.

Quando eu consigo engolir a torta sem me afogar e vou responder, diz ele, com gritos que assustam incluindo a mim:

— Faça o favor de cumprir com as suas obrigações ou serei obrigado a dispensar você! Olha, moça, há muitas pessoas desempregadas tão preguiçosas como você prontas para assumir seu posto.

Surpresa com este ataque tão direto, olho e, incapaz de manter fechada esta boca que Deus me deu, respondo:

— Senhor, não sou preguiçosa e estou cumprindo minhas obrigações . Venho recolhendo...

— Eu a vi comendo, senhorita... – olha a plaquinha com meu nome — Lua. Se é ou não uma preguiçosa, terá que me mostrar. E agora deixe-me dizer que não gosto do que eu vejo. Para você ainda não é hora de comer, mas sim para trabalhar e cumprir as suas obrigações, entendeu?

Calo minha boca. Tampouco gosto que cuspam em mim enquanto falam. Mas é melhor ficar quieta ou saio como Lua respondona, aqui se sente Deus e esse idiota me coloca na rua antes mesmo de começar a viagem.

Quando Rançoso se vira e vai, vários colegas olham para mim cúmplices. Vejo em seus olhares que tem pena de mim e Coral sussurra:

— Relaxe... Respire... Respire... Que conheço você.

— Foda – rosno — Nunca falaram assim comigo, nem meu pai quando eu peguei o carro e fui para a praia, por que tenho que aguentar deste ai?

— Porque "este" é o nosso chefe, respondeu, dando de ombros.

— Asqueroso! Quanta amargura.

Viro-me e de repente vejo que não longe de nós está parado Arthur, o bronzeado que gosto.

Observa-nos sério e certamente ouviu a conversa. Constrangida, apanho a bandeja de tortinhas que Coral acaba de terminar e volto para o refeitório. Estou a mil.

Por que tinha que ser comigo?

Enquanto rumino a minha dor, ouço umas risadas. O Rançoso ri atencioso com passageiros e me dá arrepios ao ver que é Tony, o tal Tito e os outros de seu grupo.

Sigo trabalhando, não posso parar. As pessoas estão constantemente pedindo comida e bebida e resta a mim servi-los.
 
 

 Capítulo 17:
 Definitivamente meu chefe está me observando de perto. Vê e começa a observar-me, segue-me e repreende-me por tudo. Claro, sou nova, mas não estúpida. Ele me oprime até o extremo que fico farta.
Tony é o cara mais legal e seu companheiro, o que acho ser o seu parceiro, também. Às vezes que encontro com eles são sempre encantadores comigo. Tony parece muito elegante, mas como diria minha avó, vale um Potosi*! (Potosi é uma cidade boliviana, com minas de prata, a expressão se aplica a algo ou alguém muito precioso).
Enquanto isso, o morenaço que me põe louca está me ignorando. Às vezes percebo que me olha, mas quando olho para certificar-me, desvia o olhar rapidamente. Uma noite, depois do turno, estávamos no espaço para os trabalhadores relaxarem, mas nunca se aproxima de mim. Olho para provoca-lo,
mas parece que a única que se provoca e aquece sou eu. Uma de três, ou esse cara é um iceberg, ou mais míope do que eu ou está claro que não gosta de absolutamente nada. Que pena! Mesmo assim, não desisto. Meu plano é que me observe de qualquer forma, então danço, canto e me divirto com meus novos companheiros de equipe, mandando todos os sinais conhecidos para que se dê conta que me interessa. Mas nada de nada.
Todos os dias me arrisco mais. Dou meu olhar de Tigresa Lua e grito em silêncio "Venha", mas ele não fala a minha língua e entende o que quero dizer como "Vá", porque sempre termina indo embora e me deixando com cara de boba.
Mas com o passar do tempo, meu sexto sentido acha que algo o atrai em mim. Sim... Sim... Sim... Peguei olhando para mim rapidamente em alguns momentos, mas esses momentos são mágicos, incríveis, sensuais. Assim me tranquilizo e não vou desistir de meu plano. No horário de trabalho, sempre que o vejo saindo da cozinha, carregado com caixas, tento parecer interessante e troco uma palavra com ele, mas às vezes me sinto tão ridícula com sorriso bobo. No meu tempo livre, se nos encontramos, sorrio feliz, caminho com segurança, e tento fazê-lo ver que sou mais do que uma linda garota. Mas ele segue passando por mim. Eu não sei o que fazer!
A medida que os dias passam, o trabalho se torna mais suportável. Meu chefe segue me vigiando, mas pelo menos tem notado que eu faço as coisas e não sou estúpida. Um par de noites tive de ficar na cozinha. É um turno divertido. Somos poucos e nas horas livres geralmente cantamos ou contamos piadas. O pior de tudo é que, enquanto trabalho a toda velocidade tento não pensar nele, o enjoo me acompanha em todos os momentos. Entro na cozinha com uma bandeja de pratos sujos, e uma vez que a deixo em uma das mesas, o meu estômago está remexendo. Olho para Coral buscando apoio moral, mas minha amiga está muito ocupada com Gina e decido continuar trabalhando. Tenho que fazer ou o Rançoso me montará feito uma galinha. Retiro bandejas e bandejas de comida, mas Deus santo, eles são como piranhas! Sorrio. Sou amável. Sou encantadora. Estou entusiasmada, mas porra... Que enjoo! De repente, o som de cristais faz com que todos olhem em uma direção. Felizmente não fui eu. Ufa! Vejo Nelson, um dos meus colegas, esparramado no chão na entrada da cozinha.
Ai, pobre... Ai, pobre...
Corro para ele que esbarrou em alguém. O morenaço! Meu estômago fica de cabeça para baixo e olhando para Nelson, pergunto:
— Você está bem?
Ele olha para mim vermelho como um tomate e envergonhado de ser o centro das atenções, responde:
— Eu escorreguei e...
Não diz mais nada, vira os olhos e cai para trás, inconsciente.
Deus... Deus... Deusssssssssss, estará morto!
Entram-me todos os males e não sei o que fazer, até que Arthur, que está ao meu lado diz ao ver a minha perplexidade:
— Acalme-se, só está tonto. Vamos levá-lo daqui e deitá-lo.
Percebo grandes e fortes mãos em minha cintura, que delicadamente me levam mais para o lado e quando nossos olhos se encontram mais uma vez, estamos perto de vários passageiros, juntamente com Rançoso.
Oh... Oh... Não gosto nada da cara que ele faz !
Ele abre os braços ao nosso redor até que Tito Fernandez, o homem que buscou Tony em casa olha para minha plaquinha e diz:
— Lua, traga um pouco de água e uns guardanapos limpos, por favor.
Sem hesitar, faço o que pede, enquanto, juntamente com Tito, o gerente e um par de garçons levanta Nelson do chão e leva-o a um salão anexo vazio no momento.
Quando volto com o que me pediu, vejo que o meu parceiro está deitado sobre uma mesa, rodeado por vários homens. Quando começa a reagir e abre os olhos, Arthur, que está ao seu lado, diz:
— Calma, Nelson, você está bem.
Enquanto isso, o gerente murmura amargamente:
— Que desgraça! Justo hoje! – E depois de uma pausa, acrescenta: —
Lamento, jovem, mas em seu estado não pode trabalhar. Aproveitando que estamos fazendo uma escala, é melhor deixar o navio e esperar até o próximo cruzeiro. Neste, não é útil.
Ouvindo isto, Nelson fica verde e sussurra:
— Senhor Martínez, prometo que vou trabalhar como qualquer outro.
Por favor, preciso deste emprego. Minha esposa e filhos dependem desse dinheiro para viver e...
— Impossível - disse impiedosamente o imundo — enquanto o médico examine você, exijo que abandone o cruzeiro. Vou falar com o escritório para enviar um substituto.
Olho para ele incrédula. Esse cara não tem coração?
Olho para Arthur, que permanece em silêncio e com o coração encolhido, vejo os olhos de Nelson se encherem de lágrimas quando insiste:
— Por favor, deixe-me trabalhar. Por favor.
Oh, que pena, meu Deus, que pena! À medida que o ouço implorar, vou começar a chorar com ele.
— Sr. Martinez. – interveio Arthur neste momento — O que aconteceu foi culpa minha. Nelson e eu abrimos a porta ao mesmo tempo e...
— Não me importa de quem é a culpa. – interrompe o gerente — Nelson não é mais produtivo.
Incapaz de ficar de braços cruzados diante do desespero do pobre homem que está sobre a mesa, digo:
— Senhor, vou dobrar turnos. Enquanto Nelson está se recuperando, vou fazer o seu trabalho.
— Conte comigo também. – diz Arthur.
 
Próximos capítulos já melhoram :)

5 comentários:

  1. Hm jah tah melhorando...

    ResponderExcluir
  2. aaaah curiosa para os proximos acontecimentos
    pooooosta mais

    ResponderExcluir
  3. Hmmm ponto para o Nelson u.u
    uma pena ele tenha sido esculachado assim :(

    ResponderExcluir