Paixão Sem Limites - Capitulo 10

|
Capitulo 10

Carla não tinha ficado contente com a minha mudança para o salão de jantar. Queria que eu continuasse no campo. Também queria que eu supervisionasse Mel. Segundo a própria, Chay e ela não estavam mais saindo. Ela o havia encontrado para um café porque ele lhe telefonara vinte vezes naquela tarde. Dissera-lhe que, se ela fosse ser o seu segredinho safado, estava tudo acabado. Ele implorou e suplicou, mas continuava se recusando a assumi-la no seu círculo de amigos, então ela lhe dera um pé na bunda. Eu estava muito orgulhosa.
O dia seguinte era a minha folga e Mel já tinha me procurado para confirmar se o bar de country ainda estava de pé. É claro que estava. Eu precisava de um homem para tirar Arthur da cabeça.
Passei o dia inteiro seguindo Diego. Ele estava me treinando. Era bonito, carismático e super gay. Só que os sócios do clube não sabiam. Ele paquerava as mulheres descaradamente; e elas acreditavam. Quando uma delas sussurrava alguma safadeza no seu ouvido, ele olhava para mim e piscava o olho. Era um verdadeiro playboy e tinha talento para a coisa.
Quando o turno dele terminou, voltamos para a sala dos funcionários e penduramos os aventais pretos compridos que tínhamos que usar por cima do uniforme.
- Lua, você vai ser incrível. Os homens a adoram e as mulheres ficam impressionadas com você.
Sorri para ele.
- E aí, Diego, já está dando em cima da nova garçonete? - perguntou uma voz conhecida.
- Você sabe que não. Eu tenho um gosto específico - respondeu ele com um sorriso confiante, deixando a voz se transformar em um sussurro sensual enquanto descia os olhos pelo corpo de Fernando.
Tornei a olhar para Fernando, que exibia uma careta de desconforto, e não pude evitar uma risada. Diego riu junto comigo.
- Adoro deixar os héteros encabulados - sussurrou ele no meu ouvido.
Em seguida, me deu um tapa na bunda e saiu pela porta.
Fernando revorou os olhos e se aproximou depois de Diego ir embora. Perecia saber sobre as preferencias sexuais de Diego.
- Seu dia foi bom? - perguntou, educado.
Meu dia tinha sido bom. ótimo, na verdade. O trabalho era bem mais fácil do que ficar suando naquele calor e passar o dia inteiro lidando com velhotes babões.
- Foi, foi ótimo. Obrigada pela chance aqui dentro.
- De nada. Agora, que tal sairmos para comemorar a sua promoção no melhor restaurante mexicano do litoral?
Lá estava ele me chamando para sair outra  vez. Eu deveria aceitar. Seria uma distração. Ele não era exatamente o tipo de homem da classe trabalhadora que eu estava procurando, mas quem disse que eu iria me casar com ele e ser mãe dos seus filhos?
Uma imagem de Arthur me passou pela cabeça: a expressão atormentada que ele exibia-a na véspera. Eu não conseguia me forcar a sair com um conhecido seu. Se ele realmente tivesse falando sério, então eu precisava manter o seu mundo, ao qual eu não pertencia, bem longe de mim.
- Pode ser outro dia? Não dormi bem ontem á noite e estou pregada.
A expressão de Fernando desmoronou, mas eu sabia que ele não teria dificuldade nenhuma em encontrar alguém para preencher o meu lugar.
- Hoje á noite tem festa na casa do Arthur, mas imagino que você já soubesse - disse ele, observando atentamente a minha reação.
Eu não sabia sobre a festa, mas Arthur nunca me avisava mesmo.
- Posso dormir com festa e tudo. Já me acostumei.
Era mentira. Eu só iris dormir depois de ouvir os passos da última pessoa subindo a escada.
- E se eu for junto? Você poderia passar um tempinho comigo antes de ir para a cama?
Fernando era determinado. Isso eu tinha que admitir. Estava prestes a responder que não quando me ocorreu que Arthur estaria comendo alguma mulher nessa noite. Iria leva-la para a cama e faze-la sentir as coisas que jamais me permitiria sentir. Eu precisava me distrair. Com certeza já estaria com a tal mulher no colo quando eu chegasse em casa.
- Você e Arthur não parecem muito próximos. Talvez a gente pudesse passar um tempinho lá fora, na praia, que tal? Não sei se é uma boa ideia você estar dentro da casa, onde ele possa vê-lo.
Fernando concordou.
- Por mim, tudo bem. Mas tenho uma pergunta, Lua - disse ele, observando-me com atenção.
Aguardei. - Por que? Até a outra noite, na casa dele, Arthur e eu éramos amigos. Crescemos juntos, frequentamos as mesmas roda. Nunca tivemos problemas nenhum. O que o fez mudar de ideia? Tem alguma coisa acontecendo entre voces dois?
Como responder a essa pergunta ? Não, porque ele não permite e porque é mais seguro para o meu coração se formos apenas amigos.
- Nós somos amigos. Ele é protetor.
Fernando balançou a cabeça devagar, mas pude ver que ele não tinha acreditado.
- Não ligo para competição. Só gosto de saber quem estou enfrentando.
Ele não estava enfrentando nada, porque tudo o que haveria entre nós era amizade. Eu não estava procurando um cara do círculo de Arthur.
- Eu não faço nem nunca farei parte da sua turma. Não pretendo namorar a sério com ninguém que faça parte da elite.
Não esperei que ele argumentasse. Em vez disso, rodeei-o e saí pela porta. Precisava chegar em casa antes de s festa ficar selvagem demais. Não queria ver Arthur trepava com alguma garota.
Não era uma festa de arromba, eram só umas vinte pessoas. Passei por vária delas a caminho da despenda. Havia uma dupla na cozinha preparando bebidas e sorri para eles entes de entrar na despensa e no meu quartinho.
Se os amigos dele até então ignoravam que eu dormia debaixo da escada, agora sabiam. Tireio uniforme e peguei um vestido sem mangas azul-gelo para vestir. Como estava com os pés dolorisos de tanto ficar em pé, fiquei descalça. Enfiei a mala de novo debaixo da cama e, quando saí da despensa, dei de cara com Arthur. Ele estava encostado no batente da cozinha  com om braços cruzados em frente ao peito e o cenho franzido.
- Arthur? O que houve? - perguntei quando ele não disse nada.
- O Fernando Esta´aqui - respondeu ele.
- Que eu saiba, ele é seu amigo.
Arthur fez que não com a cabeça e passou os olhos rapidamente pelo meu corpo.
- Não. Ele não veio por mim. Veio encontrar outra pessoa.
Cruzei os braços sob os seios e assumi a mesma postura defensiva.
- Talvez tenha vindo mesmo. Algum problema os seus amigos se interessarem por mim?
- Ele não é bom o suficiente. É um babaca. Não deveria ter o direito de tocar em você - disse ele num tom duro e zangado.
Talvez Fernando fosse mesmo todas essas coisas. Eu duvidava, mas talvez fosse. Pouco importava. Eu não  o deixaria tocar em mim. A proximidade dele não me revirava o estomago nem me provocava aquela aflição entre as pernas.
- Não estou interessada em Fernando desse jeito. Ele é meu chefe e, talvez, um amigo. Só isso.
Arthur passou a mão na cabeça e o anel chato de prata no seu polegar chamou a minha atenção. Era a primeira vez que o via usado aquilo. Que lhe dera aquele anel?
- Não consigo dormir com tanta gente subindo e descendo a escada. Fico acordada. Em vez de ficar no quarto sozinha me perguntando quem você está comendo hoje lá em cima, pensei em conversar com Fernando na pria. Bater um papo com alguém. Eu preciso de amigos.
Arthur se retraiu como se eu tivesse lhe batido.
- Eu não quero você conversando com Fernando lá fora.
Aquilo era ridículo.
- Bom, talvez eu não queira você comendo uma garota qualquer,mas você vai comer.
Arthur se afastou da porta e veio na minha direção, fazendo-me recuar para dentro do meu quartinho a´te estarmos os dois lá dentro. Mais uns dois centímetros e eu cairia na cama.
- Não quero trepar com ninguém hoje. - Ele fez uma pausa e me deu um sorriso irônico. - Não é bem verdade. deixe e esclarecer: não quero trepar com ninguém fora deste quarto. Fiquei aqui e converse comigo. Juro que também sei conversar. Eu disse que podíamos ser amigos. Você não precisa de Fernando.
Pus as duas mãos no seu peito para empurrá-lo, mas não consegui me obrigar a fezes isso depois de tocá-lo.
- Você nunca conversa comigo. Eu faço a pergunta errada e você vai embora puto.
Arthur balançou a cabeça.
- Agora não. Nós somos amigos. Eu vou falar e não vou em falar e não vou embora. Mas, por favor, fique aqui.
Olhei para o ambiente em volta que mal tinha espaço para a minha cama.
- Não tem muito espaço aqui dentro - falei, olhando para ela e forçando as mãos a ficarem espalmadas sobre o seu peito, tentando não agarrar a sua camisa justa e puxá-lo mais para perto.
- podemos sentar na cama. Não vamos nos tocar, só conversar. Como amigos - garantiu.
Suspirei e concordei. Não conseguiria dizer não. Além do mais. havia muitas coisas sobre ele que eu queria saber.
Afundei na cama apoiada na cabeceira. Recostei-me e cruzei as pernas.
- Então vamos conversar - falei, com um sorriso.
Arthur se sentou na cama e também se recostou na parede. E eu vi um sorriso de verdade se abrir no seu rosto.
- Não consigo acreditar que acabo de implorar a uma mulher para se sentar e conversar comigo.
Sinceramente, eu também não conseguia.
- Sobre o que nós vamos falar? - perguntei, querendo que ele começasse. Não queria que sentisse que aquilo era uma inquisição.

                                                                                              Continua....

10 comentários:

  1. Esaa web é demais é uma das melhores que ja li ate hoje
    Posta mais ?!

    ResponderExcluir
  2. Muito boa, estou amando esta web, Lua e Arthur vão ficar juntos logo ? Haha. Posta mais, muito anciosa pelo próximo capitulo!
    By: Gaaby

    ResponderExcluir
  3. Boa boa demaaaaais
    Quero mais

    ResponderExcluir
  4. Senti cheiro de ciúmes hahah finalmente eles vão conversar como "amigos". Posta maisss! Amando <3

    ResponderExcluir
  5. Que perfeito :)
    Alice

    ResponderExcluir
  6. Ahhh lindooo de maisss amando a web!!!posta outrooooo

    ResponderExcluir
  7. Aguiar com ciúmes

    Hellen

    ResponderExcluir
  8. Nao quero lua e fernado juntos por favor!!

    ResponderExcluir
  9. Email : vitoria_suelly@hotmail.com ou vivisuelly@gmail.com o do hotmail é o que mais uso ;)

    ResponderExcluir