"Certezas" - 44º Capítulo

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No capítulo anterior…

POV NARRADOR

- Está ainda assim porquê? – ela não respondeu – Olha Lua, chega! Chega dessa porra toda. Eu estou cansado, cansado, sabia? – ele foi irritado até à porta e ela se levantou da cama – Estou cansado de não fazer nada e de ter de ser sempre eu a pedir desculpas. Estou cansado do seu mau humor todos os dias. Estou cansado de ser o namorado inútil que só serve de saco de pancada. Quando você achar que eu sirvo para alguma coisa, venha ter comigo! – dito isso, ele foi embora, fechando a porta com força.

Arthur passou a noite fora de casa. Isso foi o suficiente para Lua pensar mil e uma coisas. Ela bem que tentou correr atrás dele minutos depois de ele ter saído do quarto dela todo chateado, mas não adiantou pois ele foi bem mais rápido que ela.
“Para onde ele foi? Como ele está?” – era tudo o que Lua pensava. Caso acontecesse alguma coisa, a culpa seria dela. 

Já na manhã seguinte, assim que Lua acordou foi ao quarto de Estrela ver se Arthur estava lá. Ela se levantou da cama tão rápido que sentiu uma pequena tontura. Quando chegou ao quarto da irmã, viu o quarto vazio. Estrela tinha ido para a casa do namorado, logo Arthur tinha de estar ali dormindo. Mas não estava.
Desceu as escadas até à sala e reparou que o sofá estava intacto. Arthur não estava também ali. Ela começou a chorar. Algo tinha acontecido, ela pressentia isso. 

- Mãe, o Arthur? Onde ele está? Mãe, estou tão preocupada! – dizia ela entre lágrimas. Dona Blanco tinha saído para comprar pão e sentiu um aperto no peito do ver a filha assim.
- Eu não sei… quando eu saí realmente não vi ele aqui… 
- E o carro dele?
- Também não está lá fora…

Lua levou as mãos à cabeça e só pensou no pior. Teria ele saído feito louco irritado, pegando no carro e saindo correndo pelas ruas sem a mínima noção do perigo? Teria ele tido um acidente? Será que ele… 

- Não vamos pensar no pior! – Dona Blanco estava sentada ao lado de Lua no sofá, tentando acalmar ela. – Afinal, o que aconteceu?
- A gente brigou ontem… quero dizer, não só ontem como quase todos os dias desde que eu voltei na clínica. Mas mãe… eu não faço de propósito, eu juro que não faço. É simplesmente que… os meus instintos me levam a ver que nada bate certo ou nada bate como eu quero e tudo me irrita sem mais nem menos. 
- Eu realmente reparei que você estes dias tem brigado de mais com o Arthur. No outro dia ele chegou a casa super cansado e com dores de cabeça terríveis. Ele deitou aqui no sofá para descansar. Você chegou aqui na sala e começou a brigar com ele porque ele não te foi ver no quarto. Lua, ele estava apenas cansado.
- Eu sou uma idiota… - Lua balançava a cabeça – Se algo acontecer a ele, eu não me vou perdoar.
- Não vai acontecer nada.
- Será que ele voltou para a casa dos pais? Será que ele não me quer mais?
- Já tentou ligar para o celular dele?
- Não. Que droga, como eu esqueci disso?

Lua correu escadas a cima e pegou o seu celular que estava no quarto. Ela estava com esperança de ver uma mensagem de Arthur dizendo que estava tudo bem, mas não tinha nada. Foi à lista dos contactos e procurou “Homem da minha vida”, – pois Arthur tinha colocado o nome dele assim, no celular dela – Lua ligou uma vez e ouviu o toque dele.

- ARTHUR? VOCÊ JÁ CHEGOU? – ela foi até ao corredor
- Não filha… ele deixou o celular em casa.
- DROGA! – Lua jogou o seu celular contra o chão e começou a chorar novamente. 

Por mais que dona Blanco pedisse para Lua se acalmar, não adiantava. Lua pensava que a culpa era dela. Eles podiam agora estar se curtindo um ao outro e em vez disso, ela está em casa chorando enquanto ele… bom, nem sabemos por onde ele anda.

A verdade é que Arthur saiu de casa querendo espairecer um pouco. Aquela vida estava lhe cansando. Ele trabalha, de segunda à sexta, tentando arranjar o máximo de dinheiro para, quem sabe, um dia poder arranjar um apê para ele poder ir viver com Lua, porque esse é o grande sonho dele. Ele quer uma vida a dois, mas… sinceramente? Com Lua desse jeito ele já nem sabe direito o que quer. 
Ele tem feito de tudo para lhe agradar. E o que é que ele recebe? Brigas. Brigas, DR, o que quiserem chamar… ele já nem se lembra da última vez em que os dois tiveram um momento a sós sem brigas, sem discussões ou algo parecido. Tudo bem que a culpa pode ser também dos medicamentos que faz Lua sofrer alterações de humor repentinas, mas sempre cansa. 
Ele saiu de casa, de carro, e foi andando pela estrada. Ele não tinha um destino certo, apenas foi dirigindo. Ficou dirigindo até às 2horas da manhã, até que ficou cansado e parou o carro à beira de um miradouro, com vista para o mar. parou o carro lá e adormeceu. 

Estava na hora de almoçar, mas Lua se recusava. Estava ela e dona Blanco na mesa quando sentem a porta principal se abrir. Lua vai correndo até lá e dá de caras com Arthur. Dona Blanco também se levanta.

- Garoto, onde você andou?
- Eu… eu peço desculpa. Estava de cabeça quente ontem e fui dar uma volta.
- Você que sabe Arthur, mas podia ao menos ter avisado. Eu vou deixar vocês a sós. Aproveito e vou fazer umas compras. Juízo meninos e tratem de fazerem as pazes, ok? – Lua e Arthur olharam um para o outro. Dona Blanco saiu de casa e deixou os dois a sós.
- Eu estava te esperando. – disse Lua. Arthur fechou a porta e se encaminhou para a cozinha pra pegar um copo com água. – Senti sua falta essa noite.
- Não me diga. – ele foi irónico – Sentiu falta de mim pra quê? Brigar? 
- Não… claro que não. – ela mordia o lábio pra não chorar à frente dele – Desculpa. Eu fui uma idiota com você. Pisei na bola e agora não sei como fazer para as coisas voltarem ao normal…
- Você acha que pedir desculpas serve de alguma coisa?
- É um começo…
- Pedir desculpas só serve quando vem do coração.
- Mas as minhas desculpas vêm do coração. – Lua deu um passo na direção dele
- Será que vem mesmo? – ele suspirou – Você não é mais a garota que eu conheci. 
- Eu sei. Mas me entenda por favor… essa doença está dando cabo de mim. Está dando cabo da gente e…
- Mas às vezes eu acho que não é só culpa da doença não. tudo bem que eu sei que está sendo difícil para você, mas eu estou do seu lado 100% do tempo e você raramente me diz o que tem ou o que sente. Raramente desabafa comigo. Você quer apenas se sentir amada, mas amar… deixa quieto.
- Me dá um desconto, eu prometo que…
- Eu não sou loja para dar desconto não! – ele bebeu um pouco da água
- Também não sou nenhuma cliente pedindo 10%. Eu quero você de volta para mim… como nos velhos tempos, sabe?
- Agora me quer, é? – ele riu sarcástico - Ontem você me expulsou do quarto…
- Eu te amo. Sei que você me ama também. E sei que você me quer do seu lado, assim como eu te quero do meu. Por favor… foca no que a gente sente um pelo outro e vamos recomeçar.
- Promete que não vai mais brigar por coisas tolas?
- Prometo! – Lua segurou a mão dele e o puxou para junto dela. assim se abraçaram – Tolinha. Eu te amo!
- Eu também te amo, Homem da minha vida. – os dois riram
- Homem da sua vida, é?
- Esqueceu o nome da lista de contactos do meu celular?
- Esqueci não… - ele levou os cabelos dela para trás e beijou a sua testa. Depois desceu os beijos até à bochecha, ao pescoço e depois subiu novamente até à boca. Foi beijo tão calmo, tão dócil… um beijo com gosto de… quero mais. 

Gostaram? Foi fofo? Que nota de 0 a 10? Se comentarem muitooo, eu posto mais um hoje! Ok?

8 comentários:

  1. Awnnn cute cute... Cris vc merece nota 1000 ❤️❤️ s2 posta maiss um please ❤️��❤️

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  2. ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  3. Ooonww tão fofooo! Eu fico contando as horas para ver suas weebs ,Posta mais hjj pfff Sua perfeitaa!! Faz 2 temporadaa pfff !!!!!

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  4. Ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Posta Mais hojeeeeeeeeeeeeeeee pfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpf

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