Exchanged For a Game: Capitulo 2

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“Ela não era mais a mesma. Sentia uma parte de si desmoronando por dentro.”
    P.O.V' s Lua Blanco
  Mel estava dançando com Miguel e eu estava sentada no banco que estava próximo do balcão do bar bebericando um shot de vodka, estava no tédio, precisava ir embora dali imediatamente. Virei todo o copinho na minha boca e o líquido desceu ardendo pela minha garganta. Caminhei pela pista de dança até chegar em Melanie, puxei seu braço devagar e a tirei da pista de dança.
  -Lua Blanco marque seu enterro, o Miguel ia me beijar. Por que me tirou de lá? –Melanie gritou por causa do volume do som que estava no local.
-Eu vou embora, ficar sentada naquele banco e um monte de velho babão ficar tentar algo com você, é horrível. E eu já não suporto mais ficar te olhando dançar com Miguel e ficar parada, eu pensei que a gente ia se divertir juntas, mas pelo visto quem tá se divertindo é você, não eu. –Falei alto no ouvido dela.
-Se você quer ser divertir então vamos. –Mel tentou me puxar mas parei ela. –Que foi Lu?
-Eu vou embora Mel, eu não tava muito a fim de vim, só vim pra não te deixar decepcionada e você tá se divertindo, vou voltar pra casa, prometi pra Julie que iria voltar cedo para dormir com ela. –Falei para ela que me encarava um pouco triste.
-Ah poxa Lu. –Ela fez uma carinha triste. –Então amanhã a gente vai sair juntas, pode ser?
-Pode, menos festa. Ok?
-Lua! Festa são os melhores lugares pra sair, você tá pensando em ir aonde? Em uma pracinha? –Perguntou ela com ironia.
-A gente pode ir, em uma praia, a gente leva Julie e Cate. Melanie a nossa vida não gira só em torno de festas, a gente tem que conhecer lugares, descobrir outros jeitos de se divertir. –Gritei me exaltando com ela, não é possível que uma pessoa não se canse de festas, música alta, pessoas se esfregando e cheiro de bebida no ar.
-Tudo bem então, nós vamos á uma praia, também estou com muitas saudades de surfar. –Ela disse se dando por vencida e dando um sorriso de leve.
-Ok, me leva até a porta principal?
-Levo. –Caminhamos entre as pessoas, a boate estava completamente cheia, ela me levou até a saída e nos despedimos.
  Lá fora estava um frio que congelava até a minha espinha. Perguntava para mim mesma onde eu tava com a cabeça quando disse pra Melanie que ia embora sem pedir a chave do carro, ela poderia pedir carona á Miguel, mas eu sou uma pessoa sem noção, que não pensa direito antes de tomar certas atitudes.
   Estava caminhando encolhida até uma esquina que havia ali perto da boate, quando um grupo de homens que aparentavam ter um pouco mais de 45 anos, caminhavam com garrafas de cerveja na mão e me olharam maliciosos. Voltei para frente da boate novamente, esperando eles passarem, mas os imbecis pararam de andar e ficaram próximos á uma cabine telefônica que ficava na calçada da boate provavelmente esperando eu sair dali. Como eu sou uma pessoa medrosa, caminhei até um dos seguranças musculosos que ficavam na entrada da boate, ele era tão forte e alto que parecia um armário.
-Com licença senhor. –Falei para ele e ele me olhou sério. –Será que você pode me acompanhar até á esquina próxima daqui, eu estava indo embora, mas aquele grupo de homens,estavam caminhando na minha direção. –Disse e apontei discretamente para o grupo de homens que ainda me olhavam. –E eu estou com medo de acontecer algo comigo, então com gentileza você pode me acompanhar só até um táxi passar, por favor moço. –Pedi e olhei pra ele com carinha de anjo.
-Desculpe moça, mas o meu trabalho é vigiar a entrada da casa e não acompanhar moças inofensivas para esperar um táxi.  -Ele continuou com o sua expressão séria.
-Moço por favor eu te imploro, pode acontecer algo comigo, imagine se eles me estupram. –Falei fazendo drama.
-Desculpe senhora, você pode se retirar por favor? Eu infelizmente não posso ajudá-la. –Ele disse e voltou á atenção para as pessoas que entregavam seus ingressos para entrar na boate.
-MOÇO PELO AMOR DE DEUS, PRESTA ATENÇÃO EM MIM CARALHO, ELES PODEM ME ESTUPRAR E DEPOIS ME ESQUARTEJAREM E EU VOU TÁ MORTA, POR FAVOR ME LEVA ATÉ O PONTO DE TÁXI, SÓ ISSO. –Gritei pro infeliz, chamando atenção das pessoas que estavam ali naquela fila.
-Moça se retire por favor, eu vou ser obrigado a chamar o dono do local para retirar você daqui e ele não é bom pra ninguém. Então com gentileza, se retire. –Ele falou mantendo a calma.
-Então chama o dono dessa porra, eu vou falar pra ele o quão incompetentes vocês são, você vai perder suas pernas se me levar até aquela esquina pra esperar um táxi? –Gritei para aquele segurança ridículo, qual mal tem de me levar até uma esquina? Olhei para onde os homens estavam e reparei que já haviam sumido dali. As pessoas me olhavam como se eu fosse uma louca.

   P.O.V's Arthur Aguiar
   Percebi que a loira já havia indo embora, caminhei até o meu escritório para anexar os documentos das novas vadias espanholas para a boate no notebook. Era ótimo fazer negócios com Binho, o cara nunca me decepcionava, ele sempre manda as mais gostosas para as boates. Balancei o mouse devagar e percebi que a janela das câmeras de seguranças estava aberta, resolvi ir olha-la para ver se não estava ocorrendo nenhuma briga na frente da minha boate, isso sempre acontece, uma mulher, pera...Era a mesma loira que estava á alguns minutos aqui na boate. Ela estava discutindo com um dos seguranças na entrada, irei até lá. Só porque ela é a filha do empresário mais famoso da Califórnia, ela acha que pode vim montar um teatrinho na frente da minha boate? Ela tá muito enganada.  
  Desci e caminhei entre as pessoas até a entrada.
-Eu posso saber o que está acontecendo aqui? –Gritei chamando atenção do segurança e de Lua.
-Quer saber o que está acontecendo aqui? –A loira gritou se exaltando. –Acontece que os seus seguranças são um bando de incompetentes, qual o problema de um deles me levarem até a esquina para esperar um táxi? Até ainda agora havia um monte de velhos nojentos esperando eu ir embora, pra com certeza tentarem algo comigo, se acontecesse alguma coisa comigo a culpa seria deles. –Falou ela sem diminuir o tom, então além de fazer o seu showzinho ainda quer aparecer com o tom de voz elevado, se ela não diminuir o tom não irei responder por mim na frente de todas essas pessoas.
-Você pode ir abaixando seu tom de voz, quem grita e manda nesse caralho sou eu e os meus seguranças são pagos pra vigiar essa porra e não pra acompanhar filhinhas de papai até um ponto de táxi. –Falei tentando não me exaltar com ela, algumas pessoas á nossa volta riam e a loira já estava com os olhos marejados, nem por um segundo senti pena dela, não é porque o pai dela é rico e famoso que ela tem o direito de ir até um local e querer mandar em tudo. –Agora vá, antes que o papai descubra que a princesinha dele não está no seu quartinho rosa e sonhando com carneirinhos. –Falei próximo ao ouvido dela e já era possível ver algumas lágrimas escorrendo de seus olhos castanhos que sem dúvidas hipnotizavam qualquer homem.
  Ela deu as costas, e caminhou rápido não querendo que alguém á visse chorando. Lua sumiu da minha visão assim que virou uma rua. Assim que ela virou um grupo de homens passaram na frente da boate rindo e com cervejas em suas mãos, pude ver que eles iriam para a mesma rua que Lua dobrou, eu tinha certeza que fariam alguma coisa com ela e mesmo que eu odiasse aquela patricinha ridícula não deixaria que abusassem dela e depois á matassem, afinal quando ela menos esperar irá trabalhar pra mim.
  Entrei no meu Fisker Karma e andei lentamente com ele, seguindo aqueles homens sem que percebessem, era difícil não chamar atenção no carro em que eu estava e mesmo assim aqueles velhos barbudos não perceberam, estavam muito bêbados e quem sabe drogados, podiam até confundir o carro com um regador.
  Eu acompanhava tudo de longe e percebi que Lua andava de pressa, com certeza estava com medo e pra ajuda-la mais ainda a rua estava deserta. Eles estavam gritando pela loira medrosa que andava apressadamente, até que á alcançaram, eles formaram uma roda em volta de Lua, agora com certeza iriam fazer alguma coisa com ela. Acelerei o carro, e o freei chamando atenção daqueles velhos nojentos. Peguei minha arma no porta-luvas e sai do carro, disparei dois tiros para o alto.
-Eu vou contar de 1 até 3 e quero vocês fora da minha vista. –Gritei fazendo eles me olharem com medo.
  Eles correram apressadamente virando a próxima esquina. Lua estava encostada em uma parede chorando, e com as mãos tampando seus seios, eles haviam rasgado o top que ela vestia.
  Me aproximei dela e ofereci minha mão para ajuda-la levantar, ela aceitou e levantou me olhando nos olhos e qualquer pessoa poderia perceber que aquele olhar transmitia o medo que ela sentia. Sim, ela estava com medo.
  -Você quer minha jaqueta? –Perguntei quebrando o silêncio.
-Não precisa, eu posso usar o meu casaco. –Ela disse e tirou suas mãos da frente de seus seios as levando até sua cintura para tirar seu casaco quadriculado de lá, e nessa hora pude reparar nos seios de Lívia. Eles eram médios, completamente convidativos, bicos rosados, durinhos, estava ficando duro só de olha-los. Lua colocou o casaco rapidamente e depois me olhou corada.
-Obrigada por ter me ajudado, acho que se não fosse por você, eu nem estaria mais viva. –Ela disse e eu dei ombros, sendo frio e não dando importância para aquilo.
-Bom eu vou indo, acho que já pode esperar seu táxi. –Disse e ia entrar no meu carro, quando senti a mão gelada de Lua em cima da minha me impedindo de entrar, á encarei e ela estava corada.
-Por favor fica comigo, até um táxi passar. Não quero correr perigo, por favor. –Ela me olhava com carinha de cachorro pidão, ela acha mesmo que vou ficar esperando um táxi com ela, só porque ela tá com medo?
-Olha só patricinha, vou falar bem devagarzinho pra você entender, eu sou Arthur Aguiar e não faço o tipo de cara romântico que leva a mocinha em casa ou espera um táxi com ela.  E além do mais, o seu papai é super orgulhoso de você, não é mesmo? Aposto que se você ligar pra ele agora, tenho certeza que ele ou um dos seus seguranças vai vim voando pra salvar a princesinha dele, então se vira. –Disse próximo ao ouvido de Lua e sorri ao vê-la se arrepiar e logo em seguida entrei no meu carro deixando a sozinha na calçada.
      P.O.V s’ Lua Blanco
  Eu não acredito que aquele idiota me humilhou na frente de todos e depois resolveu dar uma de super-herói me salvando de um bando de velhos babões, nojentos e depois me larga no meio da rua, que tipo de pessoa é aquela? Eu realmente não entendi qual é a dele.
  Peguei minha bolsa no chão, rezando para que tivesse algum dinheiro lá, e quando abri não tinha absolutamente nada , abri os bolsinhos internos da bolsa e encontrei um cartão. Caminhei pelas ruas silenciosas até encontrar uma cabine telefônica. Disquei o número do escritório do meu pai. Ás vezes quando ele não consegue dormir, ele fica trabalhando no seu escritório. Eu estava com esperanças de ele me atender.
-Alô? –Falou a voz que pude reconhecer ser dele do outro lado da linha e suspirei aliviada.
-Pai, é a Lu!
-Onde você está Lua? Pensei que estivesse dormindo. Como você sai sem me avisar?
-Desculpa pai, você pode vim me buscar? –Perguntei baixo.
-Onde você está Lua? –Ele perguntou se exaltando por eu não ter falo onde estava.
-Estou em North Valley pai. –Falei baixo sabendo que em seguida viria seu enorme discurso.
  Depois de passar o nome da rua que por milagre eu consegui identificar para o meu pai e avisar que eu iria ficar na cabine , me sentei na cabine telefônica e fiquei batucando os dedos no joelho enquanto cantarolava Wish You Were Here- Avril Lavigne baixinho enquanto o esperava. O tempo parecia ter voado, porque comparado ao tempo que eu e Mel chegamos aqui nessa cidade, meu pai parecia ter vindo de helicóptero. Escutei a buzina do seu carro na rua e levantei em um impulso do piso da cabine. Caminhei lentamente até o carro do meu pai sabendo que em seguida haveria um enorme interrogatório.
  -Oi pai. –Falei baixo enquanto entrava no carro e percebia sua expressão séria.
 -Oi Lua, estou decepcionado com você, já não basta tratar Rachel mal você ainda tem que me fazer te buscar em outra cidade? –Ele me perguntou com a face triste e movimentando o carro em seguida.
-Por favor não me venha falar de Rachel, porque aquela mulher é uma vagabunda, que não faz nada, só estar com o senhor por interesse, só que você é uma pessoa tão orgulhosa que não consegue enxergar a realidade e se ela encostar o dedo em Julie de novo, eu não vou responder por mim. –Falei em um tom alto.
-Lave sua boca pra falar de Rachel, ela é mais prestativa do que você, que só serve pra me dar trabalho e preocupação. –Ele disse com o tom de voz mais elevado que o meu.
-Então por que o senhor não me entrega pra minha mãe? Por que não se livra de mim? –Perguntei sentindo as lágrimas chegarem aos meus olhos.
-Isso é o que mais desejo ultimamente Lua. –Aquelas palavras me cortaram profundamente por dentro, e principalmente cortaram meu coração o deixando em pedaços.
Notas da autora: Obrigada pelos comentários do capitulo anterior, fico feliz em saber que estão gostando da fic, espero receber comentários nesse capitulo ! 

7 comentários:

  1. Nossa web tá um máximo. Posta mais logo

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  2. Posta mais por favorr,eu quero que essa Rachel apanhe muitoooo da Lu.
    posta mais pfpfpf

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  3. a web ta perfeita, posta maissss

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  4. Posta mais essa web e muuuuuuuuuuiiiitooooo boa, quantos capitulos ela tem?
    Ass: Isabelly Santos

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    1. Oi amor, ela é adaptada para LuAr, porém no outro blog que eu posto, a fanfic original não está terminada! Mas garanto a você que será no máximo 50 e terá segunda temporada ;) Ainda há muitas coisas a acontecer, obrigada pelo carinho!

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