Mini web: “Que tem a idade?”

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POV NARRADOR

Lua Blanco era aquele tipo de garota que tinha 16 anos mas pelo seu comportamento parecia ter muito mais que isso. 
A garota é de famílias ricas, filha única e faz tudo o que quer. Bom, na verdade, ela tem um meio irmão, fruto de um antigo relacionamento entre o pai e uma ex-mulher, mas Lua não gostava desse seu irmão. Só falava com ele quando precisava de algum favor ou assim. 

- Lua Maria Blanco, você vai e pronto! – ordenava a mãe – Você já viu o seu estado? Em dois meses você engordou quase 2kg minha filha. Precisa de ir tratar isso.
- Eu não tenho culpa do colégio ser um saco que coloca tanta pressão em cima de mim. O chocolate é o único que me entende
- E que te engorda também. A partir de amanhã você vai começar a frequentar as aulas na minha academia. Em menos de um mês você sai de lá como nova
- Você por acaso está me chamando de gorda?
- Não minha filha, não. Digamos que você cresceu de mais. – e deixou a filha sozinha no quarto

Em épocas de provas importantes era sempre assim. Lua era inteligente, mas tinha sempre aquele medo de ir mal na prova, fiava nervosa e comia chocolate a toca a hora sem parar.

LIGAÇÃO ON

- Aff, e você acredita que ela me mandou pra academia dela?
- Mas lá é legal, aproveita – disse a sua bff Anna
- Legal? Você chama aquilo de legal? Eu digo que aquilo é um saco! Eu odeio correr, pular ou fazer qualquer tipo de exercício. 
- Isso é fato! Acho que ninguém gosta. Deveria haver uma regra de “comer sem engordar” não acha?
- Só acho! Bom, vou arrumar a minha mochila para amanhã. Me deseja sorte amiga
- Boa sorte, vai com tudo. – riu ela através do celular
- Besta! Até amanhã – desligou a ligação

LIGAÇÃO OFF

No dia seguinte, logo pelas 8horas da manhã, Lua estava pronta à porta de casa para ir para a academia da mãe. Ela ia passar lá quase a manhã inteira. E por ter acordado tão cedo é claro que estava de mau humor.

- Você vai ver que vai adorar. Muita gente da sua idade vai e gosta
- Aff! Mas eu não sou todo o mundo.
- O que você tanta vê ai nesse celular? – perguntou a mãe curiosa
- Umas coisas ai…

Foram para o carro e até à academia Lua via no seu iphone um site de garotas e modernices. É lá que ela vê todas as coisas que estão em moda ou que deveriam estar.

- Mãe, a próxima moda é pintar o cabelo de azul
- Nem pense. Seu pai morre na hora
- Ele nunca está em casa. Nem vai notar. – deu de ombros – E a passada moda foi fazer uma tatuagem
- Isso eu não quero! – avisou já a mãe
- Ahh mãe, mas é legal. E eu prometo que não faço o braço inteiro
- Lua Maria Blanco, não e pronto! Pintar o cabelo tudo bem, mas tatuagens não!
- Aff, a minha é minha, o corpo é meu e o dinheiro…
- É meu! – interrompeu a mãe

Até à academia Lua foi com um bico enorme. Entrou por lá olhando o chão, super desanimada por estar num sábado de manhã acordada àquela hora.

- Bom dia! – disse a mãe da Lua, sendo respondida por todos os seus funcionários – Querida, com quem a Lua calhou para a aula de exercício?
- Com o Arthur Aguiar. Ele chegou à pouco e disse que ia preparar tudo lá dentro
- Otimo. – a mãe da Lua voltou à filha – Ele é um otimo profissional. Sabe muito bem o que faz, você vai adorar
- Duvido! Deve ser um cara feio, gordo, com barba e uma verruga na testa.
- Não seja assim. – pediu a mãe – Onde você foi buscar toda essa rebeldia? Deve ter sido ao seu pai
- Nem morta!

Entraram para o grande salão, todo equipado de maquinas entre outras coisas para poder exercitar da melhor maneira. Havia um grande rádio num canto da sala e lá estava o tal Arthur que ia dar a aula de exercício à Lua. ele estava agachado, mexendo no rádio, de costas. Lua entrou lá dentro reclamando de como ele poderia ser.

- Aposto que deve ter uns 50 anos, deve ter 15 filhos e 1 mulher chata que nem ele.
- Bom dia Arthur. – deu a mãe, chamando a atenção dele
- Bom dia senhora Blanco. – Arthur se virou captando logo a atenção para Lua, de braços cruzados. Os olhos da garota, quando viu ele, quase caíram. Ele era totalmente o oposto do que ela descrevia à segundos atrás – É essa a sua filha?
- É sim. Lua Blanco…
- 16 anos e ansiosa por começar! – Lua interrompeu a mãe, se chegando à frente e jogando a mochila no chão – Por onde vamos começar?
- O que te fez mudar de ideias assim tão rápido filha?
- Você não disse que eu era rebelde?
- Você não existe – a mãe da Lua riu – Bom, boa aula! Cuidado Arthur, ela é fera
- Não se preocupe. Eu sei dominar – Arthur riu

Velho de 50 anos? Verruga? Gordo? Totalmente o oposto. Arthur tinha 24 anos, tinha um corpo bem malhado e a sua pele era como a de um bebé. Para já para falar naquele cabelo tão macio. A única coisa que Lua adivinhou, foi a barba que ele usa. Mas isso é o de menos.

- Costuma fazer exercício?
- Não. Eu sou mais de comer e deitar no sofá
- Está errado então. Eu vou te passar uma folha com os horários que você deve comer e o que comer. O importante é você beber muita água e vir cá sempre que puder
- Você é nutricionista ou é personal treiner?
- Digamos que estou fazendo o meu trabalho. – ele sorriu
- Está, por acaso, me chamando de gorda? Olha que a minha mãe é dona disso tudo e num abrir e fechar de olhos eu te mando pra fora
- Você tem mesmo 16 anos? É que parece ter menos, pelas coisas que diz. Isso é coisa de criança
- Para além de gorda ainda me chama de criança?
- Como é, vai fazer a aula ou vai ficar nessa para sempre? – ele começava a perder a paciência
- Com você? Nem morta se eu faço aula. – Lua pegou as suas coisas e saiu da academia

Foi se encontrar com a sua bff, Anna, ao calçadão. Era lá por onde sempre Lua andava pois haviam uma espécie de barracas ou lanchonetes com maravilhosos chocolates, algodão doce e já para não falar nos hot dog.

- Lua, mas você tem de confessar. A criança ai foi você
- Você acha?
- Você fez figura de idiota – ela riu – Ainda por cima num garoto gostoso como ele
- Atenção, eu vi ele primeiro. Ele é meu
- Seu? – Anna riu
- Maneira de dizer, você me entende. Vamos ou não?
- Onde?
- Pintar o cabelo uê
- Não sei se a minha mãe deixa
- A sua mãe não deixa mesmo? – ela olhou nos olhos da amiga – Anna, eu sei que o problema é dinheiro, porque a sua mãe é super boa onda. Não se preocupa com isso, eu pago. – sorriu
- Lua, eu não quero viver às suas custas
- E se eu quiser que você viva? Te digo mais. Quando sairmos do salão vamos ao shopping
- Não Lua…
- Sim e não se fala mais nisso.

Lua era assim. Adorava ver os seus, bem. Ou melhor, ver a sua amiga feliz. Anna não era de famílias ricas como a Lua e a amiga sabia disso. Como se conhecem à anos, Lua considera Anna como irmã e não custa nada fazer uma gracinha de vez em quando.

- O Arthur me contou do seu comportamento. – mal Lua encontrou em casa, foi bombardeada com perguntas – Porque falou com ele aquele jeito? E outra… que cabelo é esse?
- Gosta? É tipo Demi, está vendo? – deu uma voltinha – E mãe, eu sei que fui mal com o Arthur e por isso mesmo amanhã vou lá pedir desculpas
- Seu pai vai ter um ataque de coração quando ver esse cabelo azul. Mas pronto… o cabelo é seu.
- Vou tomar um banho…
- Lua e esses sacos?
- Roupa nova. Eu estava precisando. Faz dois dias que eu não tinha roupa nova mãe – ela fez bico

Durante a noite, Lua ficou pensando numa maneira de falar com Arthur de forma educada e menos criança. Ela não queria que ele pensasse que ela fosse uma criança. Além do mais, ela não é criança. Ela tem 16 anos.

- Comporte-se Lua! – foi o único aviso que a mãe dela fez ao levar a pequena para a aula de Arthur. 
- Bom dia. – deu, quando chegou. Como sempre, Arthur colocava musica para a aula ficar mais animada. 
- Bom... – ele parou quando viu que ontem ela era loira e hoje está de cabelo azul – Lua?
- Eu mesma. – sorriu e deu uma voltinha – Estou aprovada? A senhora do salão disse que o cabelo azul me fazia parecer mais magra.
- Está aprovada sim. Mas a sua mãe por acaso te viu com esse cabelo?
- Não gosta?
- A sua mãe gosta?
- Ela disse que o cabelo é meu.
- Eu gosto – disse ele – Gosto de coisas modernas assim
- Pinte o seu também. – aconselhou
- Não. Deixemos para outro ano, década ou até século. – ele riu -  Está mais bem humorada? Espero que hoje não aconteça o mesmo que ontem.
- Eu sei que me comportei da pior forma e não queria que você pensasse que eu era criança, até porque não sou. Eu tenho 16 anos.
- Eu sei. Vou pensar que ontem foi um dia mau pra você. Brigou com o namorado, estava de TPM e acordou cedo num sábado.
- Primeiro, eu não tenho namorado. 
- Não? Menina bonita como você não tem namorado?
- Não. Eu não gosto de crianças. Gosto de caras assim com uns 17 ou 18 anos e um corpinho malhado que nem o seu
- Está pedindo um príncipe então
- Quem sabe… - riu ela

Arthur comandou uma aula básica pra Lua se acostumar aos próximos exercícios. Ela irá fazer isto por um mês, para poder recuperar o corpo escultural, digamos, que tinha antes. 

Às aulas de Lua foram adicionadas mais duas garotas, mais velhas que ela. O Arthur agora dava aulas a três pessoas ao mesmo tempo e Lua se sentia um pouco de parte pois já não tinha a atenção toda do Arthur. 

- Arthur, mas é normal fazer esses barulhinhos? – perguntou a loira falsa
- Sim. Significa que está fazendo bem
- Mais uma aula dessas e precisarei de respiração boca a boca 
- Não exagere – disse Arthur entre uma gargalhada

Lua se sentiu à mais naquela conversa e decidiu ir fazer os seus exercícios para longe deles. Nas aulas seguintes, foi sempre assim. Lua chegava, pegava no seu material e ia exercitar para um lugar distante. Raramente falava com Arthur. Ela sentia ciúmes de ver ele com elas tocando no corpo delas e ainda falando com elas entre risinhos e a ela, ele não fazer o mesmo.

- Será que ele ainda continua a me achar criança?
- Eu não sei amiga… ele tem mais 8 anos que você, é normal que dê mais atenção a mulher da idade dele
- Mas ele não precisa de me ignorar
- Porque você não faz o mesmo com ele?
- Lhe ignorar? Mas eu to aqui morrendo pra ele falar comigo e agora vou lhe ignorar?
- Pra ver se ele sente a sua falta, anta
- Você é boa sabia? – Lua riu

Na próxima aula na academia, Lua, sem ninguém ver, pegou os dados pessoas de Arthur do livro de fichas que fica na recepção. A ideia dela era de génio. Iria mandar mensagens a ele e esperando resposta, mas nunca lhe ia dizer de quem se tratava. Enquanto isso, nas aulas, ela ia ignorar ele. Ou ao menos tentar.

- Lua, se junte a nos
- Não. Não quero ficar infestada…
- De que?
- De tenta loira burra junta
- Lua! – repreendeu Arthur se aproximando dela – Vai começar com o seu comportamento de criança?
- Elas caem no chão e falam que já partiram o pé, a perna, o corpo todo enquanto o coitado do chão é que sofre com aquele peso bruto e eu é que sou criança porque não querer ser como elas? Arthur, me poupe! – pediu
- Elas realmente exageram um pouco. Mas não precisa de falar assim
- Volte pra elas e me deixe em paz! – continuou andando na passadeira ao som de Bruno Mars

À noite, o esquema dela era diferente. Esperava que ele não ignorasse as suas mensagens. 

~Oii~
~Quem é você?~
~Preferia não dizer~
~Como conseguiu o meu numero?~
~Porquê tantas perguntas Arthur?~
~E como sabe o meu nome?~
~Sei o seu nome e muito mais~
~Mau, não estou gostando. Devo fazer queixa?~
~Não. Não seja criança. Quero apenas conversar~
~Se me conhece como diz, deve saber que a idade de eu ser criança já passou né?~
~Era apenas maneira de dizer. Está fazendo o quê?~
~Nada neste momento. Apenas falando com você~
~Humm, adoro isso sabia?~
~Porque não me diz logo quem é?~
~Sou envergonhada~
~Bom, ao menos é garota~
~Mas olhe que com um corpinho como o seu, pode chamar a atenção do povo masculino também~
~Não é esse o meu objetivo~
~Seu objetivo é qual então?~
~Captar a atenção do povo feminino~
~Objetivo concluído!~

Nas aulas, ignorava. Durante as mensagens, implorava por mais.

- Você quer levar estes joguinhos até quando Lua? se ele descobrir que é você nas mensagens que ele recebe todas as noites, ele vai ficar chateado
- Não vai. Acredite que não. – garantiu – Bom, faltam 5minutos para a aula começar mas vou começar já a aquecer, correndo aqui mesmo. Fica aqui segurando a bolsa pra mim?
- Claro.

Quando Lua ia começar a correr, ouviu o seu celular tocar. No ecrã viu o nome “Arthur”. O seu coração começou a bater muito rápido e tratou de desligar a ligação. Depois olhou para Arthur, que estava perto de si e viu o garoto com o celular na mão fazendo um rosto de “poxa, não foi desta”. Ele estava meio desiludido talvez. 
Agora em todas as aulas, ela desligava o celular para que tal coisa não voltasse à acontecer.

~Porque não me atende toda a vez que eu te ligo?~
~Eu já lhe disse. Sou envergonhada. E gostei do que você fez…~
~O que?~
~De começar a conversa  Faz uns dias já que conversamos e é sempre eu que começo a nossa conversa~
~É que cada vez que falamos eu fico mais curioso sobre você~
~Entendo. Eu queria logo abrir o jogo e dizer quem sou… mas tenho medo da sua reação~
~Porque?~
~Tenho medo que não goste de mim, por eu não ser como aquelas que você fala todos os dias~
~Você é tímida e insegura?~
~Muito mesmo!~
~Garanto que vou gostar de você. Você me parece simpática, super legal. E eu adoro garotas envergonhadas~
~Então não vai gostar mesmo de mim~
~Não entendi~
~Eu não sou envergonhada quando estou de frente para frente com a pessoa que gosto~
~Gosta de mim?~
~Estou gostando…~

(…)

- Muito bem meninas! – Arthur aplaudia as meninas depois de mais uma aula bem sucedida – Se continuarem assim, qualquer dia não precisam mais das minhas aulas
- Aii Arthur, nunca. Eu vou ficar aqui para sempre – dizia uma das oferecidas – Com um professor como você, quem é que desiste de ter aulas? Você é o incentivo de tudo isso. 
- Obrigado – riu – E você Lua, gostou da aula de hoje?
- Sim… - ela começava a arrumar a sua bolsa para sair 
- Está com pressa?
- Estou. Vou até ao parque de diversões hoje
- Que coincidência. Eu vou passar por lá também ainda hoje
- Que bom! – sorriu forçado e saiu antes que voltasse e pegasse ele mesmo ali

(…)

~Sinto a sua falta~
~Li bem?~
~Leu ahaha é que você não tem me dito nada~
~É que ando meia apressada esses dias. Não tenho tempo para nada e é bom de vez em quando saber que alguém sente a nossa falta~
~Como você está?~
~Com pressa ahaha~
~Parece que todo o mundo esta com pressa hoje~
~Porque diz isso?~
~É que na academia uma garota me disse exatamente a mesma coisa~
~Humm, garota é? Está interessado? ahaha~
~Não… quero dizer, eu gosto da personalidade dela e especialmente do estilo. Mas ela é nova de mais ahaha deve ter idade para ser minha irmã~
~Mas desde quando a idade importa Arthur?~
~Ahh… nem sei. Hoje vou no parque, ou melhor, vou agora no parque. Falamos depois?~
~Quem sabe…~

(…)

Lua caprichou na roupa que levou. Adorou se sentir elogiada quando o Arthur disse que adorava o seu estilo, mas se irritou quando ele falou da idade dela. 
Às 9horas da noite, Lua estava no parque esperando Anna. Estava muita gente lá e um barulho danado. As pessoas se empurravam umas às outras por causa da confusão que lá se fazia.

- Ahhh, cadê você Anna que não chega? – Lua falava sozinha. Estava cansada de estar sozinha e principalmente por ser cantada por cada cara que passava perto dela.
- Sozinha? – uma voz família chegou perto de si, fazendo-a arrepiar – Não te queria assustar. – riu
- Não assustou! – ela fez de durona
- Eu sei que assustei – riu de novo – Mas está sozinha?
- Agora não – sorriu – Estou esperando uma amiga
- Eu também estou esperando uns amigos aqui. – não disseram mais nada. Arthur olhava para um lado e para o outro e nada dos seus amigos aparecerem. Resolveu mandar uma mensagem à sua amiga anónima para se entreter com alguma coisa.

Lua sentiu o seu celular vibrar e pegou pra ver o que era. Viu no ecrã de novo o nome “Arthur” e sorriu ao ver que tinha uma mensagem dele, mas ficou nervosa por saber que ele estava ao seu lado, então se virou um pouco para poder responder à vontade.
Arthur quis saber o que tanto ela escondia e sem brincadeira se aproximou e viu o que ela escrevia, depois viu a mensagem ser enviada “Mensagem enviada para Arthur”. Segundinhos depois, o celular de Arthur tocou e ele leu a mensagem que Lua tinha escrito.

~Está fazendo o quê?~
~No cinema, esperando umas amigas. E você, está se divertindo muito no parque?~
~Você chama de cinema, o parque?~
~Não era ao parque que você ia?~
~Era e é. Mas você não me parece que esteja no cinema~

Lua ficou nervosa. O que ele queria dizer com aquilo? Estaria ela a ler tudo mal? Guardou o celular e decidiu não responder a mais nada. Quando voltou a atenção para o Arthur, o garoto mantinha as mãos nos bolsos enquanto olha pra ela, como a encarando.

- A minha amiga nunca mais vem… - disse meia nervosa
- Não eram amigas? Talvez elas foram mesmo ao cinema! 
- Não estou entendendo… - ela ficou ainda mais nervosa
- Lua, porquê tudo isso? Porque me esconder toda essa palhaçada? Queria me fazer de idiota?
- Não, claro que não…
- Entao porquê me mandar mensagens assim? E como conseguiu o meu numero? Você tem noção que me iludiu?
- Não era essa a minha intenção. E te iludi porque? Ahh, deixa me adivinhar! A idade né? Eu tenho idade para ser sua irmã e não algo mais
- Não é nada disso! Mas quer saber? Talvez seja mesmo porque o que você fez é atitude de criança. 
- Quer saber porque eu não te contei a verdade? É por isso mesmo! Porque eu sabia que a sua reaçao ia ser assim. 
- Se você me contasse a verdade eu ia aceitar de boa
- Não minta!
- Eu não estou mentindo! – gritou Arthur – Você não tinha o direito de fazer isso, não tinha! 
- Desculpa… - ela pegou a mão dele – Eu não queria que as coisas acabassem assim. Por favor, não deixa de falar comigo. Adoro falar com você
- O problema é esse
- O que?
- É que eu também estava adorando falar com você. Mas não que fosse assim
- Porque não continuar? Estávamos a nos dar tão bem. – sorriu
- Você me mentiu e se comportou como uma…
- Uma criança, eu sei! – o interrompeu – Mas eu não sou criança nenhuma, eu tenho…
- 16 anos, eu sei! – ele a interrompeu dessa vez. Ambos ficaram se olhando e começaram a rir – Eu não consigo ficar chateado com você. Mas promete que não faz mais isso?
- Prometo! – sorriu – Posso te pedir uma coisa?
- O que?
- Algo que eu sempre desejei… eu te disse nas mensagens
- Um abraço? – ele sorriu e ela assentiu. Ele a abraçou, sendo retribuído com um abraço de urso. Lua o apertou tanto que não o queria soltar mais. 
- Adoro o seu perfume. – ela riu, durante o abraço – Posso nunca mais te largar?
- Não… temos de nos divertir antes. – ele riu e puxou ela para a montanha russa

Os dois andaram de braço dado pelo parque andando em todas as brincadeiras que lá tinha para andar: montanhas russas, casas do susto, carrosséis até. No final, foram para uma espécie de barraca em que tinham de romper quatro bexigas/balões com agulhas. Arthur conseguiu romper três e Lua teve direito a escolher um boneco. Escolheu a Minnie. 

- Parece que afinal as suas amigas não vieram ao cinema
- Para Arthur! – riu, pedindo – Pensei que você já tinha esquecido esse assunto
- E já esqueci… mas vou pegar sempre com você por isso.
- Eu vou matar a Anna. Ela me deixou sozinha
- A Anna é a sua melhor amiga né?
- Sim, vejo que está atendo às coisas que te digo
- Sempre – riu – Eu adorava falamos por sms com você
- E vamos continuar fazendo isso né?
- Claro. – sorriu
- Arthur? – tinha que ser a loira oxisgenada para estragar o esquema – Por aqui? Não sabia que vinha. – ela tinha os peitos quase saindo do tomara que caia. Só silicone ali 
- É… passei por cá mesmo
- Vamos dar uma volta por ai? Estou cheia de medo de andar na montanha russa. Vem comigo? Eu pago!
- Não… eu já ia embora mesmo. Fica para outro dia.

Lua foi andando na frente e esperou que Arthur viesse atrás dela. Ele veio depois de despachar a chata loira. Lua estava encostada à parede, de braços cruzados com um bico enorme.

- Aii Arthur to cheia de medo de andar na montanha russa, vem comigo? APROVEITA E ME COME? – Lua imitava a loira que se jogava em Arthur
- Lua Ciumenta Blanco, a que se deve isso? – ele riu do estado dela – Coitada, aquela garota não tem noção
- É que não tem mesmo!
- Não sabia que era tão ciumenta – ele riu
- Eu detesto quando elas se jogam assim pra cima de você. Será que não têm noção de que estão fazendo papel de idiotas?
- A verdade é que eu não sei… - ele continuava rindo
- Pára! Está rindo porque?
- Do seu jeito… ciumento de ser
- Quando agente gosta, agente quer por perto sem mais ninguém se intrometer sabia?
- E você gosta de mim é? – Arthur sorriu de lado
- Gosto! Você sabe que si…
- Você apenas disse que estava gostando
- E você acha que depois dessa noite eu ainda tenho duvidas? Arthur, você é tão especial
- E você é tão pequena de mais para saber disso. Você ainda não tem noção do que é o amor…
- Porque pensa assim? Você nem me conhece
- Lua… o amor é muito mais do que um simples olhar, ou um simples abraço.
- Eu sei muito bem o que é o amor. O amor mexe com você de uma forma irreal. Só de ver a pessoa que você gosta, você sorri sem querer. Não tem como não ficar nervosa quando você está ao lado dela. E sentir o seu abraço é muito melhor do que pedir um beijo, mas claro que beijar é outra coisa. Mas claro, eu tenho 16 anos e não sei beijar não é mesmo? – Lua encarou Arthur irónica – Eu realmente começo a achar que a criança aqui é você. Você pensa que por eu ser mais nova, eu não sei nada da vida. Mas se engana.
- Não fale mais nada… eu já entendi.
- Não… você não entendeu, mas eu vou te explicar de um jeito diferente!

Lua se aproximou do Arthur e lançou as suas mãos ao pescoço dele, fazendo ele vir para mais perto de si, sem querer. Lua levou os seus lábios aos dele enquanto se colocava em bicos dos pés para poder chegar à boca dele melhor. Arthur colocou uma mão na parede que estava por de trás ela e outra mão na sua cintura. Ele sorriu entre o beijo que ela lhe dava e não parou até ela parar por ficar sem fôlego algum. 

Fiz isto para compensar esta demora toda. Que tal? Gostaram?

11 comentários:

  1. Posta a continuação

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  2. ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei
    ass Sophia

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  3. continua a história pf
    faz 2ª parte

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  4. Ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Faz a 2° parte pfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpf

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  5. ameeeeeeeeeeeeeeeeeei,,,,,,, faz continuação pf pf pf pf pf pf pf pf pf pf pf

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