Não foi um erro - 35º Capitulo

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No capitulo anterior…

À tarde, quando cheguei a casa, Arthur e Yasmin já tinham chegado. O telefonema da minha mãe ainda estava na minha cabeça, mas o sentimento de saudade da Sandra também. 

- Seu bom humor voltou? – Arthur começou logo a pegar comigo
- Arthur, hoje não! De verdade! Vai morrer longe, me deixa por favor! – me deitei no sofá e coloquei os braços sobre o meu rosto. Queria paz. Chega de discussões.

Por conta da Sandra, eu tinha um novo problema da minha cabeça. A maneira de como ela falava do Henrique, o seu namorado que morreu, me fez lembrar o Arthur. 
Eu sei que ele esteve muito ausente durante 5 anos e eu senti a falta dele, principalmente por conta da Yasmin. Eu sabia que um dia ele podia voltar, pois sabia que ele estava vivo. Mas imagina que ele tivesse morrido… o que seria de mim, sem ele aqui neste mundo? Eu não seria nada! Tudo bem que um dia eu ia me recuperar, mas a minha filha nunca ia ter o prazer de conhecer o pai verdadeiro e é disso mesmo que eu penso.
Sandra falava do namorado com um amor tao grande, que me fez confundir o que sinto realmente pelo Arthur. eu sei que agente discute que nem cão e gato, mas não quer dizer que o odeie, apesar de sentir raiva por tudo o que ele me fez. Enfim, estou confusa!

- Aconteceu alguma coisa? – ele levantou os meus pés, sentou e colocou de novo as minhas pernas sobre o seu colo
- Aconteceu!
- O que?
- Você na minha vida! Porque tinha de voltar para complicar tudo? Eu estava bem do jeito que estava… - eu começava a ficar irritada
- De novo com esse assunto? Pensei que isso te tinha passado! – ele levantava a voz – Eu começo a ficar farto das coisas que me você me diz. Eu voltei, eu mudei, eu te deixei ficar na minha casa, lutei pela nossa filha, ajudo você em tudo e é assim que você me trata? Eu sei que fui um filho da mãe em fazer tudo o que eu fiz, mas chega porra! Chega de eu ser maltratado! Eu não mereço! – ele gritava e quando terminou de gritar, foi para a cozinha irritado.
- Droga! – reclamei comigo mesma

Fui para a cozinha atrás dele. Ele olhava a brisa do vento pela janela, enquanto bebia água. Eu sentei no balcão, tal como ele vez ontem.

- O meu dia correu bem e mal sabe? Começou ontem, quando a minha mãe se lembrou de que eu existia. Hoje comecei a trabalhar, pensei que o meu dia ia melhorar, mas ai vem uma menina com a história idêntica à minha. Ela tem 15 anos e está gravida. Não tem o namorado por perto… mas é diferente de você. Ele morreu… - suspirei, enquanto ele se virou para mim, interessado na conversa – Você deveria ver a forma como ela falava dele. Ela amava de mais aquele garoto, apesar das discussões feias de ciúmes que eles tinham. Eu comecei a pensar em você, no quanto você me fez mal, mas mesmo assim, eu sinto algo por você… afinal, você é o pai da minha filha. Você foi o meu primeiro namorado e foi o cara com quem eu me entreguei pela primeira vez. Apesar de tudo, foi importante para mim… eu não devia estar te dizendo essas coisas, afinal você nem deve se importar mesmo!
- Quem disse que eu não me importo? Quem disse? – ele se aproximou de mim e pegou a minha mão – Eu quero o seu bem. Quero você feliz e adorava ter você do meu lado. Não to te pedindo em namoro, muito menos em casamento. Mas gostava de tentar mais uma vez… - eu ia falar, mas ele me interrompeu – Mas já sei toda a sua história. Vai falar que tudo é um erro, que eu sou um erro e bla bla bla. Por isso, nem vou continuar mais nada – ele foi de novo para junto da janela
- Eu não ia dizer nada disso… mas se é isso que você pensa. Tudo bem! – suspirei e desci do balcão
- O que você pensa afinal?
- Eu estava disposta a me aproximar de você. A tentar de novo. Mas é difícil sabe? Eu tenho medo, receio de que tudo volte ao que era de antes
- Eu não vou te abandonar nunca mais! – ele me garantiu – Você está aqui nesta casa à pouco mais de uma semana. Quando você sai e não me fala nada, eu sinto a sua falta. Eu não sei porque. Não é que te ame, nem nada disso… mas é que sinto mesmo a sua falta. Queria te ter sempre por perto. Queria compensar todo o mal que eu te fiz. Mas você não deixa…
- Você promete que não me vai desiludir? Não vai fugir de mim? Não me vai trair?
- Eu juro! Eu não vou te mentir, trair, desiludir ou fugir de você! Eu vou te proteger. Proteger você e a nossa filha, eu juro! 

E começava a ficar boba. Ele dizia aquilo com os olhos vidrados em mim, assim como eu nos olhos dele. Parecíamos feitos de papel. Mal chegava um vento, voávamos e deixávamos nos levar. 
Eu fechei os olhos e fui apenas sentindo os pequenos beijos que ele distribuía pelo meu pescoço, enquanto chegava a minha cintura para mais perto dele. Eu colocava a cabeça para trás, para poder sentir melhor os seus beijos e para ele os poder aprofundar. Quando eu coloquei as mãos sobre os seus cabelos, ele levou os beijos para a minha boca. Ele parecia querer apressar aquele beijo, assim como eu.
Ele encostou de imediato no balcão, presando o seu corpo contra o meu e mesmo assim continuando com aqueles beijos. 
Eu estava nas nuvens, me sentia de novo uma jovem adolescente de 15 anos que ficava beijando um garoto por quem sentia uma pequena atração. E que atração!

- Espera… - ele parou, quando prestou atenção aos barulhos que vinham da sala
- Yasmin?
- Acho que sim! – ele passou a mão sobre os seus lábios machados do meu batom
- Não contamos nada para ela, ok?
- Porque não? – ele franziu o cenho
- Porque é cedo… deixa as coisas acalmarem.
- Tudo bem… - ele foi para o outro lado da cozinha e eu fiquei arrumando os meus cabelos, que ele tanto insistiu em desarrumar

Gente, obrigada pelos comentários que fazem às minhas duas webs. Mas por favor, comentem as outras também, agradeço, afinal, fazem tudo parte do meu blog, né?
Amanha é dia de postar uma mini web, mas ainda nao tenho ideias. Se alguém tiver alguma, me digam *-*


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