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O Clube
Epílogo

POV NARRADOR

QUATRO ANOS DEPOIS.

Tinha amanhecido, e Arthur apertou ainda mais os braços em volta da mulher. Não fazia tanto tempo que tinha se deitado ao lado dela na cama. Havia acabado de chegar do hospital.

Passou pelo quarto da filha, e Manuela dormia tranquilamente. Deu uma olhada no quarto em frente, e Saulo também seguia dormindo como um anjo. Sorriu consigo mesmo. Se sentia tão feliz, os últimos quatro anos foram os melhores. É claro que o começo da gravidez foi cheia de cuidados, não que fosse de risco, mas era um cuidado que Arthur insistiu em ter para com a mulher e o filho.

Uma nostalgia tomou conta do casal quando descobriram que Lua estava grávida de um menino – outro menino. Era como se tivessem revivendo aquela felicidade toda que haviam vivido quando descobriram que Nathan estava a caminho. Demoraram um tempo para perceber que aquele momento não era como o anterior, e que diferente do que tinha acontecido há menos de um ano. Dessa vez o pequeno iria nascer bem, e saudável. Não tinham o que temer – como disse o médico. Mas no fundo era praticamente impossível, não sentirem medo.

Mas felizmente, tudo havia dado certo, Saulo estava com quase 4 anos de idade. Era sapeca, falante e inteligente demais. A cópia do pai. Manu agora se dava super bem com o irmão mais novo. O receio maior dela, foi quando viu o garotinho pela primeira vez, e observou que todos estavam encantados com ele. No início não queria fazer parte dos momentos em que ele estava junto com os pais. Depois de muita conversa, acabou entendendo que era tão amada quanto o irmão. E depois disso, as coisas mudaram, e ela passou a conviver mais com o menino, a brincar e fazer carinho nele.

Depois de 2 meses do nascimento do filho, Lua retomou os estudos. Por mais que Arthur tivesse insistido para em ficar em casa, e ajuda-la com o filho. Lua não o deixou parar os estudos. Então ele continuou indo para a faculdade e voltando para casa o mais rápido possível, para curtir cada segundo junto do filho, da mulher e da filha.

Lua se mexeu, e Arthur desceu levemente a mão direita para a barriga da mulher, fazendo um carinho na mesma, e sentindo um leve chute, da sua menininha. Sim, Lua estava grávida de 7 meses, agora de um menina.

Não haviam planejado essa segunda gravidez. Já tinham falado sobre mais um filho, mas não para agora e sim para depois da residência de ambos, que ainda estava no começo. Porém, Clara havia acontecido. Não podiam fazer nada além de sentirem uma imensa felicidade por saber que a família aumentaria dentro de 8 meses. A menina crescia bem, os exames apontavam que tudo estava certo. O que os deixava aliviados.

– Bom dia. – Arthur sussurrou e depositou um beijo no rosto da esposa.
– Bom dia. – Lua murmurou sonolenta. Não havia dormido bem na noite anterior.
– Está sentindo alguma coisa? – Perguntou ele preocupado.
– Só estou bastante enjoada. – Respondeu. – Quase não consigo dormir. – Completou.
– Por que não me ligou?
– Você só ia ficar preocupado. Está tudo bem, amor. – Garantiu.

Toda vez que os oito meses se aproximavam, o medo vinha junto. Por mais que ficasse em silêncio, ele estava lá.

– Mas você devia ter me ligado. E se você piorasse que Deus o livre? – Insistiu.
– Mas eu não piorei... E como foi lá? – Lua mudou de assunto.
– Estou cansado e com muito sono. – Abraçou a mulher novamente. – Só tá enjoada mesmo?
– Aham... Ela está inquieta. – Comentou baixo.
– Isso quer dizer que não está sentindo só enjoos? – Perguntou franzindo o cenho, agora se afastando da mulher e encarando-a.
– Nada para no meu estômago, e estou sentindo muita tontura. – Explicou.
– Uhm... Hoje você vai ficar na cama e sem reclamações. Eu cuido das crianças. E falando nelas... Não te deram muito trabalho? Eu conversei com Manuela antes de ir, e pedi para que ela te ajudasse. – Disse ele.
– E me ajudou. – Lua garantiu. – Só não conseguiu fazer Saulo dormir no quarto dele, com ela ao lado. Ele veio para cá e depois eu o levei para o quarto dele. – Arthur a olhou sério.
– Já disse para não carrega-lo. Poxa Lua, você sabe. Não pode ficar carregando peso. – Finalizou.
– Foi rápido. E você só está sabendo, porque Manu viu, e sei que ela vai contar a você. – Mostrou língua para o marido.
– Claro que ela vai, além dela ajudar você, pedi para que ficasse de olho também. – Admitiu.
– Você não confia em mim? – Perguntou ofendida.
– Sem essa, Lua. Eu confio, só não custa nada ficar de olho. – Arthur deu de ombros.
– Sei. – Lua disse contrariada. – Está na hora de acordar, Manu.
– Uhum... Eu a levo.
– Você está cansado, Arthur.
– E você passou a noite passando mal. Não discuta. – Arthur se levantou da cama.

*

– Hora de acordar, amor. – Arthur chamou a filha enquanto passava as mãos pelos cabelos da menina. Manuela estava com 7 anos, e esse era seu quarto ano na escola.
– Já, papai? – Perguntou sonolenta. – Cadê a mamãe?
– Ela está descansando, me disse que não passou bem a noite.
– Ela está mal?
– Não. Não. Não se preocupe. – Arthur tentou acalmar a filha. – Ela só precisa descansar. Então, hoje eu vou levar você na escola. – Arthur apetou levemente o nariz da garota, que soltou um riso.
– Posso ver ela?
– Claro, mas tome seu banho primeiro. – Pediu. – Vou fazer o café. Aí você se arruma, e vai ver sua mãe, tá?
– Tá bom. – Concordou dando um abraço no pai, e se levantando da cama. Arthur saiu do quarto, indo para a cozinha em seguida.

*

– Papai? – Arthur ouviu a voz baixa e sonolenta do filho.
– Estou aqui, Saulo. – Falou um pouco alto.
– Ondi? – O menino perguntou com um voz confusa.
– Na cozinha. – Não demorou muito para que o menino chegasse até lá. – Ei, bom dia, filho. – Disse, carregando o menino que abriu os braços para que o pai o carregasse.
– Bom dia. – Respondeu dando um beijo carinhoso na bochecha do pai.
– Dormiu bem?
–Dumi. Mas tô com soninho e sede.
– Vou pegar um pouco de água para você. – Arthur disse indo até a geladeira com o garoto no colo. – Por que não quis dormi com Manu?
– Eu quelia dumi com minha mamãe. – Respondeu baixo, tomando a água que o pai havia lhe dado.
– Já falei que sua mãe não pode ficar carregando você, não até sua irmãzinha nascer...
– Ela tá goda. – O menino riu, fazendo Arthur rir também.
– Não deixe sua mãe ouvir isso. Ela não está gorda, filho. Tem um bebê dentro dela. – Explicou.
– Quando ele vai sair? – Perguntou curioso.
– É uma menina, ainda vai demorar mais um pouquinho.
– Eu quelo ver ela.
– Eu também quero. – Arthur sorriu.
– Ela vai ser igual a Manu?
– Não sei... – Por mais que tivesse certeza de que a menina não seria parecida com Manuela, já que a mesma era cara da mãe. Arthur não diria isso ao filho.
– Ou igual eu? – Arthur riu. Lua surtaria com mais uma cópia dele correndo pela casa.
– Eu realmente não sei... Hum... Talvez ela seja a cara da sua mãe. A gente só vai saber quando ela nascer. – Arthur cutucou o filho, fazendo o menino se encolher.
– É. – Saulo concluiu fazendo força para descer do colo do pai. – Quelo ver minha mamãe. – Disse e Arthur o colocou no chão.
– Não corra! – Exclamou e o menino saiu correndo, fazendo Arthur negar com a cabeça.

*

– Oi, mãe. – Manu entrou no quarto e se aproximou da cama.
– Oi, amor. Bom dia.
– Bom dia. Você está melhor? – Perguntou envolvendo os braços ao redor do pescoço de Lua.
– Eu estou sim. Não se preocupe, filha. – Lua garantiu.
– Papai falou que não.
– Seu pai exagera as vezes, você sabe. – Lua riu.
– É eu sei. – A menina riu também. – Prende meu cabelo, mamãe. – Pediu.
– Claro, sobe aqui. – Lua deu duas batidinhas no colchão. E Manuela pulou na cama. – Hoje o seu pai a levará na escola.
– Eu sei. Ele me disse. – A menina respondeu contente.
– Maaaamãããee... – Saulo entrou gritando e correndo no quarto.
– Não corra, filho! – Lua exclamou.
– Saulo, não é para correr. – Manu repreendeu o irmão.
– É legal, mamãe! Muitão! – Ele exclamou tentando subir na cama.
– Cadê o seu pai? – Sabia que o menino estava com ele. Tinha escutado as risadas dos dois.
– Tá lá na cozinha. – Respondeu se jogando no meio das cobertas e cobrindo o rosto com um travesseiro.
– Tá bom assim, Manu?
– Tá sim, mãe. Obrigada! – Agradeceu dando um beijo no rosto de Lua.
– Olha o que eu trouxe! – Ouviram a voz empolgada de Arthur.
– Café da manhã na cama?! – Lua comentou sorrindo.
– Eu quelo panqueca! – Saulo se sentou na cama e abriu um sorriso, olhando para abandeja que Arthur trazia nas mãos.
– Tem panquecas, pai? – Manu perguntou. Ela também era viciada em panquecas.
– Claro que tem filha. – Arthur sorriu, colocando a bandeja sobre a cama.
– Quero uma maçã. – Lua pediu e Arthur lhe entregou a fruta.
– Mas você não vai comer só isso. – Avisou a esposa.
– Eu sei, eu sei... – Ela retrucou. Manuela pegou uma panqueca, assim como Saulo.

Terminaram de tomar o café da manhã entre conversas e risadas. Manuela contara tudo o que tinham feito no dia anterior, já que Arthur estava no trabalho e se mostrou interessado em saber o que a família tenha aprontado.

Era perto das 7h45, quando Arthur lembrou a filha, de que a menina tinha que escovar os dentes, ou ia acabar se atrasando para a escola. Ela assentiu, retirando a bandeja da cama e colocando sobre a cômoda. Saulo se acomodou no colo da mãe. Encostando a cabeça sobre a barriga da mesma, e pousando as mãozinhas uma de cada lado da barriga da mãe.

– Ela tá chutando, mamãe! – Exclamou olhando para os pais. – Tá zangada? – Lua riu.
– Não, amor. – Lua continuou rindo. – Ela não está zangada. É o seu jeito de se comunicar com quem está aqui fora. – Explicou. – Ela está dizendo que gosta muitão – imitou o filho – de você. – O menino encarou a mãe e depois olhou rapidamente para o pai.
– É? – Arthur assentiu. – Eu não ouvi. Você ouviu, mãe?
– Não. Mas eu entendo o que ela quer dizer...
– Aah... – Ele soltou encostando novamente a cabeça na barriga de Lua. – Eu também gosto muito de você, irmãzinha. – O garotinho falou carinhosamente. Fazendo os pais sorrirem. Manuela se aproximou dos três, e Arthur a puxou para o seu colo.
– Eu também já gosto muito dela, papai. – Confessou olhando de Arthur para Lua. Que sorriu com os olhos cheios de lágrimas.
– Eu sei amor. – Arthur beijou a bochecha da filha. – Você vai fazer sua mãe chorar. – Riu.
– Ah seu bobo. – Lua riu, dando um tapa no braço do marido e abraçou o filho, que ainda estava concentrado, com a cabeça encostada na barriga de Lua. Atento ao novo chute da irmã.
– Amo tanto você. – Arthur disse, beijando o topo da cabeça da filha, e fez um carinho, bagunçando o cabelo do filho, que agora, o encarava.
– Eu também amo você, papai e a mamãe. – Manu falou abraçando-o. Saulo abriu a mãozinha e beijou a palma, e depois mostrou para o pai. Que sorriu, retribuindo o gesto do filho.
– Aaawn... – Lua segurou com as duas mãos, o rosto do filho e lhe deu um beijo na ponta do nariz, o fazendo rir.
– Eu também amo vocês. – Disse por fim. Soltando um riso, assim que sentiu um chute da filha. – Aaaii... E você também... – Ela acariciou a barriga. – Eu amo você também, filha. Os quatro sorriram, e Arthur abraçou a mulher, lhe dando um selinho demorado.

FIM!

Se leu, comente! Não custa nada.

N/A: Demorei, mas coloquei um ponto final na webBrenda a grande responsável por esse post hoje kkk ela me cobrava esse fim, incansavelmentefaz 1 ano e 2 meses, que posto a fic aqui, mas já vai fazer 3 anosdia 27/04 que tento finaliza-la. Foi a primeira história que escrevi e postei :D

Espero que tenham gostado do Epílogo. Ou nem se lembram mais da web? Kkkkkk Os leitores guerreiros, deem o ar da graça aqui nos comentários. Garanto que irei ficar feliz com isso :,D

Obrigado gente, pela companhia ao longo da história. Obrigada a cada comentário e elogio. Obrigado pela paciência, para com a minha demora para atualizar a web, e por sempre me entenderem.

Essa família merecia um final feliz e cheio de amor <3 oh e quem gostou de saber da chegada de mais um bebê? Que fofo, mais uma menina. Saulo e Manu <3 e nosso casal <3 love forever.

Agora eu ficarei postando apenas Little Anie <3

Um beijo... até breve – no post de outra fic kk.

10 comentários:

  1. VACA, EU NÃO SEI O QUE DIZER. EU SIMPLESMENTE ACHEI UM AMORZINHO ESSE FINAL, ME DERRETI COM ESSA FAMÍLIA MARAVILHOSA!!! Mais um bebê para alegrar a vida deles, afinal, depois de tudo eles mereciam... Miga sua loka, você arrasou como sempre. Parabénsssss, sabe que sou sua fã número 1 hahaha Amei o epílogo, valeu a pena a demora hahahaha <3
    Vou sentir saudades, como eu disse nós nunca estamos preparadas para o fim...

    Ps: Meninas, me agradeçam esse final só saiu porque eu pertubei muito a vaca KKKKKK.
    Ps²: Parando de falar, porque se não daqui a pouco esse comentário vai ta igual suas N/A kkkkk tive que falar sobre isso.
    Beeeeijo

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    1. VACA, OBRIGADA, AMORE <3

      Que bom que você gostou, amiga. Fiz de tudo para escrever o melhor que pude. E fico feliz que tenha gostado. Sim, essa família merecia muito ser feliz :D

      Tá, sei minha fã - quero um fc para mim. Obrigada. De nada! kkkk - Tuts tuts \o_

      Mana, eu precisava pôr um ponto final nessa web kkkkk 3 anos. Socorrooooo kk muito tempo.

      PS¹: Modesta essa menina. Nem se acha! kkk
      PS²: Tinha que terminar zoando, não é? Me ama e ama as minhas N/A, fã incubada das notas de autora kkk :P

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    1. Obrigada, Gaby <3 Fico feliz que tenha gostado!

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  3. Ownt! Que final mais fofinho! Parabéns pela web e obrigada por não desistir de postá-la.

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    1. Let, muito obrigada <3 Fico muito feliz que tenha gostado, e que não tenha desistido de acompanhar a web. Mesmo com todos os meus atrasos.

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  4. Owwn que família linda,é muita Fofura junta mds,amei a web do começo ao fim,sério mt perfeita.

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    1. Obrigada, Anna. Por toda a companhia desde o começo, mesmo quando eu atrasava os posts.

      Beijos!

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  5. E esse final?Deus!Que família mais linda....Não tem como não amar. Perfeita! -L

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    1. Obrigada. Fico feliz que tenham gostado!

      Beijos!

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