Milagres do Amor - Cap. 75º

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Milagres do Amor
Imperfeição e Dúvidas | Parte 3 – Final

Pov Narrador

Quando estava em seu escritório, sua cabeça fervilhava, as palavras de Ruth batucavam em sua cabeça, não o permitindo pensar com clareza. Após ligar para a floricultura e mandar entregar milhares de rosas em sua casa, tentando se redimir pela falha do dia anterior, desistiu de tentar prestar atenção no computador ou os papeis em sua frente.

Sabia que não seria capaz de se concentrar em algo, então simplesmente levantou de sua cadeira, pegou seu celular e sua arma, colocando-a na cintura e foi embora. Passando por Pérola e apenas a avisando do fato.

Parou em uma joalheria e comprou um cordão pra ela, em uma loja de chocolates comprou uma caixa de bombons em formato de coração, na caixa e neles, na qual vinha um urso verde com braços grandes e fofos.

Passou em uma floricultura e comprou rosas vermelhas, das quais não mandara entregar em sua casa, as outras foram de diversos tipos e cores.

Assim foi para casa, mais cedo do que o previsto.

Entrou em casa pela cozinha deixando o urso e os bombons no balcão, seguiu para a sala onde Lua se encontrava deitada no sofá, alisando o pelo de Luke, com a televisão ligada para o nada. Pois ela estava bem longe dali, Arthur se aproximou e constatou seu rosto um pouco vermelho. Alisando a barriga e mordendo os lábios, reprimindo as lágrimas fujonas.

Chegou mais perto e lhe deu um beijo na testa, Lua se levantou surpresa limpando seu rosto apressadamente.

– Você me assustou. – engoliu em seco, pegando o buquê estendido em sua direção. – Obrigada. – cheirou e sorriu pra ele, tentando esconder sua tristeza.
– Por que estava chorando? – perguntou sentando ao seu lado.
– Hum… Não foi nada, meus hormônios que estão alterados. – antes que ele retrucasse, ela pulou em seu colo e o encheu de beijos. – Eu adorei todas as flores, obrigada. – beijou sua boca sofregamente.

Arthur deixou passar por hora.

– Tem mais, espere aqui que eu vou buscar. – ela saiu de seu colo, ele se levantou e foi até a cozinha voltando com os presentes.

Lua mordeu os lábios e bateu palmas ao ver a caixa de chocolate e o urso.

– Feliz dia dos namorados, terrivelmente atrasado. – lhe deu um selinho e entregou o presente.
– Amor, sabe que não precisava. – sua boca dizia isso, mas seus olhos e o sorriso que se formaram diziam outra coisa. Brilhavam mais que tudo.

Percebeu que tinha mais um presente e abriu encontrando um cordão de ouro, com uma flor e coruja em pingente.

– Acho que vou usar hoje. – disse abrindo a caixa de chocolate e comendo um bombom.
– Vai?
– É, sua mãe ligou e nos chamou para irmos jantar lá.
– Amor, você sabe que desde a briga que tive com meu pai eu não falei com ele.
– Dois turrões e orgulhosos. Thur, já está na hora de se reconciliarem e estou morrendo de saudade de todos. – fez bico.
– Não exagera.
– Arthur, faz mais de um mês, apesar de ter visto Mel e Rita semanas atrás, eu estou com saudades. Eu e sua filha. – Arthur sorriu e acariciou sua barriga.
– Ok, nós vamos.
– Eba, então vamos nos arrumar. – o puxou para as escadas, onde ele foi rindo.

(…)

Sentado no sofá assistindo ao noticiário e com Luke do seu lado. Arthur estava esperando pacientemente sua esposa, que a mais de uma hora se arrumava. Escutou o barulho vindo atrás de si e se levantou indo ajudar Lua nas escadas.

Vestida em um vestido preto, até os joelhos com um cinto abaixo do busto e uma jaqueta de couro também preta. Com os cabelos soltos, caindo em cachos nas costas, nos pés sapatilhas confortáveis e bonitas.

– Está deslumbrante, amor. – disse Arthur a pegando pela mão e beijando em seguida.
– Sei… Pareço mais uma elefanta. – olhou para a barriga bem amostra, que definitivamente resolveu aparecer.
– Não fale assim, está linda.
– Obrigada, vamos?
– Claro.

Em pouco menos de vinte minutos eles chegaram a casa. Entram e foram logo recebidos por Rita.

– Oh meu Deus, Lua… Como está linda. – lhe deu um beijo e acariciou sua barriga. – Como está a nossa pequenina, hein?
– Está bem, Rita.
– Lua. – gritou Mel se levantando do sofá e arrastando Bernardo. – Nem parece que te vi a algumas semanas, está tão linda. – lhe deu um abraço caloroso.
– Vocês querem dizer enorme não é? – riu.
– Olá Lua, está realmente muito bonita. Um brilho diferente. – cumprimentou Bernardo.
– Oi Bernardo, obrigada.
– Ok, vamos parar com isso, minha mulher está linda, gostosa e tudo mais. – disse Arthur sentando no sofá e levando Lua junto.

Todos riram, até que Ricardo desceu e se fez silêncio.

– Está na hora, pede desculpas. – sussurrou Lua, o cutucando.
– Por que tem que ser eu? – perguntou Arthur indignado.
– Porque você é o filho.

Arthur suspirou e se levantou.

– Han… Pai… Eu queria pedir desculpas por aquele dia. – levou as mãos aos cabelos nervosamente.
– Tudo bem filho, eu estava meio cansado e acabei descontando tudo em você. – sorriu pra ele.
– Isso ai família, só falta o abraço de reconciliação. – disse Chay com Ray na porta, que chegou a tempo de escutar tudo.
– Vai se foder, Chay. – riu Arthur.
– Ah que isso filho, vem dar um abraço no seu pai.
– Ah pai, um homem desse tamanho pedido abraço… Mãe, vai curar a carência do seu marido vai.
– Larga de ser turrão. – Ricardo lhe deu um abraço e ele teve que retribuir.
– Família unida, permanece unida. – gargalhou Chay colocando os braços em volta dos ombros do pai e irmão. Seus olhos pousaram em Lua sentada sorridente no sofá. – Nossa Senhora. – gritou indo em direção a ela. – Cunhadinha como você cresceu, nossa tem certeza que não tem dois Bebês ai não? – perguntou espantado, pegando Lua pela mão e a girando.
– Aff… ursão fica calado que é melhor. – disse Ray lhe dando um pedala Robinho e foi beijar Lua. – Está linda como sempre minha estrela.
– Obrigada.

O resto do tempo passou voando, tudo com muitos sorrisos e palhaçadas. Até que Arthur chegou perto da Mel e lhe puxou disfarçadamente para longe de todos.

– O que foi? – perguntou Mel.
– Bem… Você é muito amiga da Lua, poderia tentar conversar com ela. – falou tomando seu uísque.
– Por quê? Ela me parece bem. – falou olhando para Lua rindo das palhaças do Chay.
– Parece mas não está, eu tentei falar com ela, mas ela não me conta…eu tenho quase certeza do que é. Porém quero a confirmação e você vai me ajudar nisso. – afirmou.

Mel assentiu e ambos voltaram para a farra. Alguns minutos depois Lua estava sendo praticamente arrastada por Mel para o jardim.

– Vamos conversar. – sentou-se no banco de madeira esperando Lua fazer o mesmo.
– Sobre o que quer conversar?
– Sobre você e pode ir falando. Esta máscara não me engana não.

Lua suspirou cansada e olhou para as estrelas que cobriam o céu.

– Sabe que pode contar comigo, vamos se abra, desabafe. – pegou suas mãos e alisou com carinho.
– Ah Mel é tudo tão complicado.

Agora vendo Lua mais de perto, consegui notar a angústia que estava carregando sozinha e que realmente estava sendo disfarçada muito bem.

– Está me chamando de leiga? Eu sei muito bem resolver questões complicadas. Então desembucha.

Lua desabafou toda a amargura que estava em sua alma, percebendo o quanto precisava disso. Um ombro amigo para chorar já que a do seu marido estava proibida para esse caso em especial.

Mel permaneceu ali até que ela se acalmasse e com isso a vermelhidão do seu rosto sumir. Contudo ela não poderia ajudar, somente seu irmão cabeça-dura poderia resolver.

Voltaram para a sala.

– Luinha… Bem que você poderia cantar pra nós, hein? – perguntou Chay mostrando suas covinhas.
– Claro, qual música?
– Você escolhe. – lhe empurrou para o piano.

Lua pensou e começou a deslizar os dedos pelo piano.



Imaginando que você está longe
Procurando as palavras para dizer
Eu sinto quando você desmorona
Nossas vidas são a nossa maior arte
Eu não quero mudar sua mente
Porque eu o aceito por tudo que você é e sempre será
Fique aqui comigo agora
A única coisa de que nossos corações são feitos
São os atos de perdão e amor
A única coisa real quando o momento exige
São os atos de perdão e amor
Pois no final ninguém ganha ou perde

– Bem você tem um longo problema para resolver. – sussurrou Mel para Arthur.
– O que ela falou? – perguntou preocupado.
– Em uma única palavra… Brandon.

As histórias começam e recomeçam
Com o perdão e o amor
Você não precisa nem ler a minha mente
Você pode ver quando fechar os olhos
Não acredito que quando você perde seu destino
Outro momento está a um momento de distância
Não sei dizer o que o futuro reserva
Ou como viver
Só sei que o que parece certo ilumina a minha vida sempre e sempre

Arthur suspirou a passou as mãos pelo cabelo.

– Sabia que era essa merda ainda.
– Ela me contou do que você ‘’conversaram’’ e não foi nada legal da sua parte.
– Não quero ouvir mais nada, sei muito bem que a culpa é minha. Obrigada pela ajuda. – Mel suspirou e voltou a se sentar no sofá com Bernardo, enquanto Arthur ia preparar mais uma dose de Tequila.

A única coisa de que nossos corações são feitos
São os atos de perdão e amor
A única coisa real quando o momento exige
São os atos de perdão e amor
Pois no final ninguém ganha ou perde
As histórias começam e recomeçam
Com o perdão e o amor
Vamos pular o Sol
Vamos encontrar a eternidade
Aonde vai parar o tempo?
Apenas viva a sua vida
Você terá outro dia como hoje, hoje, hoje
Perdão e amor
Porque no final ninguém ganha ou perde
As histórias começam e recomeçam
Com perdão e amor
Vamos pular o sol… (até o fim)

Todos aplaudiram, fazendo Lua sorrir mais ainda com ajuda de Nicole que dava pulos em sua barriga.

– Está se mexendo? – perguntou Chay curioso chegando perto dela.
– Está sim.
– Posso sentir? – perguntou vacilante.
– Claro que pode. – pegou sua mão levando-a até seu ventre.
– CARALHO. – gritou, assustando a todos.
– Não grita seu asno. – falou Mel se colocando ao seu lado, fazendo a mesma coisa que ele fazia antes.
– OMG! – gritou Mel.
– Isso é tão foda. – disse Chay. – Eu quero pegar minha sobrinha logo. – fez bico.

Lua riu e olhou pra ele que chorava que nem um bebê.

No fim todos rodearam Lua alisando sua barriga e conversando com Nicole que incrivelmente estava respondendo de sua maneira. Na qual estava deixando-os maravilhados e mais apaixonados pela pequena, que nem sabiam como seria seu rostinho.

Arthur era o único que não participava da festa, em partes deixando a família aproveitar o que foi tirado deles pela briga com seu pai e por estar terrivelmente confuso. Não sabia o que iria fazer, assim que viu o garoto magrinho e assustado segurando a mão de Lua naquele fatídico dia, soube que de qualquer forma aquilo não seria um carinho de amigos. Os olhares, sorrisos, abraços e beijos carinhosos que sua esposa lançava em direção e ele já era um sinal claro.

Realmente a ideia de adotá-lo não lhe agradava e muito menos passava pela sua cabeça, estava definitivamente descartado, mas isso foi antes. Porque agora, era diferente… Via nos olhos da esposa um brilho diferente e não era um brilho feliz e sim um brilho triste. Ela se sentia incompleta e infeliz por não ter honrado sua palavra com a falecida Jane, talvez ela estivesse apenas com a consciência pesada. Contudo ele tem a certeza que não, ela ama a criança e é recíproco.

Por mais que ele tentasse ver pela primeira opção a segunda sempre está lá para lembrá-lo. Saiu de seus devaneios engolindo a última dose de tequila em seu copo, quando seus olhos se encontraram com os de Lua. Com seus pais, irmãos e cunhados ajoelhados em seus pés. Não para reverenciar a diva que ela era, e sim encantados com a pequena Aguiar que ali na barriga de sua mulher se mexia.

A Mulher da qual era irrevogavelmente apaixonado. A cada dia mais se surpreendia com seu coração de ouro. Ajudar um orfanato foi uma coisa que ele não esperava, transformou o lugar triste e sem vida em um lugar totalmente ao contrário. Todos os jornais e revistas falavam e mostravam fotos da ação da Aguiar e Arthur não poderia estar mais orgulhoso.

Lua sorriu e o chamou, logo ele foi e parou atrás dela com as mãos em seus ombros. Ela cobriu as mãos dele com a sua e olhou para cima, encontrando os olhos acolhedores de Arthur que estava com um vinco bem no meio deles.

Arthur mergulhou no seu mar de chocolate e sem dúvidas seu ‘‘problema’’ seria resolvido, não importasse a quem doesse iria segui-la. Pois afinal…

A única coisa de que nossos corações são feitos
São os atos de perdão e amor
A única coisa real quando o momento exige
São os atos de perdão e amor
Pois no final ninguém ganha ou perde
As histórias começam e recomeçam
Com o perdão e o amor.

Continua...

Se leu, comente! Não custa nada.

Oi? Resolvi aparecer de novo. Tudo bem com vocês? Topam uma maratona de mais uns 3 ou 4 cap’s? Se sim, comentem aqui. A cada 7 comentários, eu postarei um novo cap. E se comentarem logo, o nascimento da pequena Nicole estará mais perto. Oops!

Oow! Já era hora né? Ufa, Arthur enfim aceitou a ideia da adoção. Agora só falta Lua saber. Palmas pra ele... Eeeeeh! Ela vai ficar muito feliz. Curiosos?

E ah: Eu vou postar Litte Anie, já, já... Só consegui terminar ontem. Me desculpem. O eu não estava inspirada nenhum pingo...

Beijos!

11 comentários:

  1. AAA a bom q o thur aceitou
    Claro maratona ebaaa posta posta *___*

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  2. Tomara que o thur mude de ideia

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  3. Ahhh o Arthur se rendeu e aceitou o assunto da doação, quero ver a reação da Lua quando ela descobrir
    Claro que topo uma maratona 👍❤️

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  4. Q fofa a reação do chay

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  5. Chay e seus comentários indelicados ,maratona aí sim

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  6. O arthur vai acertar a adoção

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  7. Sabia que ele ia terminar mudando de ideia *-*
    Posta logo estou curiosa pro nascimento da Nicole :)

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  8. Aáaaaaaeeeee não via a hora dele aceitar logo a adoção

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  9. Não vejo a hora da Nicole nascer❤❤❤❤

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  10. Onww a pequena nem nasceu e ja é a alegria da casa,que linda ❤️

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