Little Anie | Capítulo Especial - 2ª Parte, Final

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Bom, antes de vocês começarem a leitura, eu quero lembrar que esse Capítulo Especial de Natal, de Little Anie (eu sei que já passou o natal, mas ainda é Dezembro) não vai influenciar em nada na fic atual de Little Anie que eu estou postando, ok? É só um capítulo à parte que eu resolvi fazer. E vocês serão surpreendidos com os novos personagens ao longo da histórias. E espero que gostem do que eu preparei com muito carinho para que vocês lessem. Era natal, e eu queria proporcionar um “cena” feliz, com começo, meio e fim, feliz.
Boa leitura!
Beijos...

Little Anie | Especial de Natal
2ª Parte | Final

Pov Narrador

24 de Dezembro, 2016. – Continuação...

Lua voltou para o closet. Pegou o vestido, e o vestiu. Ele era lindo, todo azul, a parte de cima bordada com várias pedrinhas. A parte de baixo, a saia, tinha uma fenda. E Lua se sentiu extremamente sexy, e linda ao se olhar no espelho. Penteou os cabelos, para logo depois começar a fazer a trança, igual a da filha. Também prendeu com um grampo, maior que o que prendia o cabelo da filha, mas com o mesmo formato, o de um coração, com pedrinhas brilhantes. Se olhou outra vez no espelho, e sorriu para si mesma. Caminhou de volta ao quarto. E foi recebida por palmas e um assovio, vindos do marido.













– Wooow! Eu sabia! – Ele caminhou até ela. E Lua podia jurar que ele falaria uma gracinha. – Você tá linda. Maravilhosa. Perfeita. Deslumbrante... Tá, wooow! Muito espetacular, Luh. – Respirou fundo, beijando-a logo em seguida. Lua corou, ao ouvi-lo elogia-la.
– Obrigado, amor. – Ela agradeceu, recebendo vários beijos pelo pescoço.
– Ajeita aqui... – Ele se afastou e segurou a gola da camisa. Lua riu.
– Nunca aprende né? – Retrucou divertida.
– Não. Você também sabe fazer isso muito bem. – Sussurrou e Lua terminou de ajeitar a gola da camisa dele.
– Pronto. Nem é difícil, amor. Agora eu vou me maquiar. Uhm... Desce e vê se sua filha está mesmo sentada no sofá, tá?
– Ok, ok... – Ele disse colocando o relógio e logo depois, se passando o perfume. – Sabe onde deixei a chave do carro?
– Na cômoda. – Lua respondeu lá do banheiro. E Arthur foi até lá, pegando a chave.
– Não demora!
– Só o tempo necessário.









Vinte minutos depois, Lua desceu a escada. Reforçando ainda mais o elogio que Arthur dissera a ela: Deslumbrante. A maquiagem era leve, ela usava um brinco grande, com uma gota presa no final, e a pulseira do mesmo estilo, com gotas presas a ela. O cabelo preso com uma trança igual a da filha, o que fez Arthur alargar ainda mais o sorriso. As duas mulheres de sua vida estavam lindas. E ele se sentia o homem mais sortudo e feliz do mundo. Anie levantou do sofá correndo, e abraçou as pernas da mãe – Era até onde ela chegava.

– Você está linda, mamãe. – Confessou. E Lua a abraçou como pode.
– Obrigada, meu anjo. – Agradeceu lhe acariciando as bochechas. – Você também está linda. – Sorriu.
– Vocês são lindas. – Ouviram Arthur dizer. E andaram até ele, o abraçando.
– Você também é e está lindo. – Frisou – Mas é convencido demais para ouvir elogios. – Lua brincou. E Arthur lhe beijou a bochecha.
– Seeeii... Mas agora vamos. Antes que nos atrasemos mais.

Todos concordaram e caminharam para fora de casa, entraram no carro e seguiram rumo a casa de Harry. Onde festejariam o natal com os amigos. As ruas estavam iluminadas, assim como as casas. Sons de músicas altas já eram ouvidas. Demoraram menos de 40min. para chegarem a casa do amigo. E quando chegaram, foi difícil convencer a filha de que ela não podia ir com ele. Que ele não demoraria. Que a viagem até a casa da tia Soph, ia ser rápida.

– Mas papai! – Exclamou zangada.
– Filha, é rápido. Prometo! Sua mãe vai ficar, amor. Fique com ela. – Disse tentando convencê-la.
– Mas eu quero ir com você. Quero ver meu vovô, e minha vovó. – Retrucou cruzando os braços.
– Mas você vai vê-los. Vou busca-los, já disse. Lua? Me ajuda, vida.
– Vem, Anie. Vamos entrar, antes que a gente congele. – Falou segurando o braço da menina. Com ela tudo parecia simples.
– Paaaapaaaiii... – Choramingou.
– Eu não demoro, amor. Prometo. – Falou jogando um beijo para as duas, e arrancou com o carro. Antes que a filha começasse a realmente chorar.

Passou pela casa do amigo e da cunhada, pegou o presente – o urso gigante – que a filha havia pedido para o papai Noel. E colocou na mala do carro, teve que empurra-lo a pelúcia era – enorme – e fofa demais. Os sogros logo entraram no carro. Se despediram de Sophia, Micael e Lívia, que chegariam primeiro que eles a casa de Harry. E Arthur voltou a dirigir até a casa, entrou correndo, deixando o presente próximo a cama da filha e sorriu sozinho, ao imaginar o quão feliz ela ficaria ao ver o urso. Fechou a porta do quarto, e desceu os degraus correndo. Entrou no carro e seguiu novamente para a casa de Harry. O trânsito ajudou bastante. Era quase 21h35min. e ele logo estacionou em frente à casa de Harry. Saiu do carro junto com Emma e John (não o empresário, e sim o sogro. Eles tinham o mesmo nome). E seguiram para a entrada da casa, Arthur tocou a campainha, e logo Harry abriu a porta, feliz demais, ou talvez já tivesse bebido um pouco – demais.

– Enfim, chegou quem faltava! – Falou um pouco alto, e Arthur percebeu que aquela alegria toda não era devido ao copo de whisky que ele tinha nas mãos. Era apenas o Harry mesmo.
– Nossa, quanta felicidade, amigo. – Arthur falou calmo, com um pouco de sarcasmo na voz.
– Seu sarcasmo não me atingi. – Harry retrucou lhe dando um abraço.
– Eu sei. – Arthur riu lhe dando os famosos tapinha nas costas.
– Oi, Emma. – Harry abraçou a mãe de Lua. Lhe dando dois beijinhos no rosto. – Como vai, John? – Ele apertou a mão do homem. – Sintam-se em casa. Minha mãe está lá fora – Ele apontou para a área da piscina. – Está com algumas amigas, e Grace, mulher de John, não o seu John. – Foi uma piada horrível. Mas eles riram.
– Tudo bem, querido. Nós vamos até lá. Mas antes, vou ver minha neta. – Ele assentiu sorrindo e eles se afastaram.

A menina estava correndo pelo quintal com Katherine, filha de Grace e John, que tinha a mesma idade que ela. Já Julia, a outra filha do casal, conversava com Mel, era uma adolescente de 16 anos. Anie não sabia que o pai havia chegado, tinha desistido de insistir na repetida pergunta: “Meu papai, já tá chegando, mamãe?” Quando Lua lhe respondeu: “Ele não vai fugir filha. E pare de perguntar.” Mas no fundo sabia o porquê daquela pergunta. Ela tinha passado o natal anterior, sem ele. Na verdade, as duas passaram. E o natal foi o pior e mais triste de todos. Assim, como todos os dias que elas passaram sem ele, e vice-versa.

A pequena abraçou a avó com força. Ganhando vários beijinhos e elogios. O avô a pegou no colo, e lhe deu um beijo na testa, falando o quão linda ela estava. O que fez a menina sorrir ainda mais. Amava ser paparicada, amava ser mimada. E ficava enciumada quando todas as atenções eram voltadas para os pequenos Ethan e Lívia.

Avistou o pai, abraçado a Lua, enquanto fazia a mulher soltar uma gargalhada ao ouvi-lo falar mais uma gracinha em seu ouvido. Correu até ele, se metendo no meio dos dois, fazendo Lua fazer uma careta, e o abraçou, Arthur logo carregou a filha, lhe enchendo de beijos.

– Pronto, cheguei! – Ele disse, beijando uma das bochechas da menina. – Ainda não fez nem 1h que vocês chegaram aqui, e Anie já tá suada. – Comentou rindo da cara que Lua fez, na tentativa de intimidar a menina e repreendê-la.
– Em pensar que eu me iludi achando que ela ficaria arrumadinha até umas 23h. – Fingiu lamentar e apoiou a cabeça no ombro do marido.
– Se iludiu mesmo. – Zombou. – E a menina também encostou a cabeça no outro ombro dele.
– Pelo menos você chegou, e vai fazê-la ficar quieta por um tempo. – Comentou, fazendo Arthur rir. – Não parava de perguntar se você já ia chegar. Ooh! – Exclamou.
– Eu disse que não ia demorar. – Ele olhou para a filha.
– Mas demorou. – A menina retrucou.
– E você não morreu. – Lua deu língua. Fazendo a menina repeti a atitude dela.
– Depois o implicante sou eu. – Ouviram Arthur falar. Ele colocou a menina no chão. – Vá brincar com Kathe, filha. Não liga pra sua mãe não. – Sussurrou ganhando um tapa nas costas da esposa.
– Arthur!
– Eeei... – Reclamou, vendo Anie correr para fora da casa. – Agora eu vou paparicar meu afilhado. – Segurou na mão de Lua, e caminharam até onde Mel estava com o pequeno Ethan. – Aproveitar enquanto minha linda filha ciumenta, não está por perto. – Disse rindo, fazendo Lua rir também.
– Claro. – Ela respondeu se sentado ao lado da amiga. Que tinha dado o filho – que praticamente pulou para o colo de Arthur. – E agora engatava uma conversa com ela.

Sophia tinha ido pegar um ar com a pequena Lívia, que já estava ficando inquieta. Chay estava conversando com Mika e Harry, enquanto bebiam. Marie conversava animada com Julia e riam bastante. Ethan soltava umas gargalhadas divertidas, enquanto Arthur conversava com ele. Parecendo até que entendia tudo o que ele estava lhe falando.

O menino estava vestido com uma calça comprida, cinza. Uma blusa de manga comprida também cinza, quadriculada. Com um pequeno colete por cima. O sapatinho também era da mesma cor, Lua havia dado o mesmo, a ele de presente. Estilo all star.











As vezes Lua podia sentir que Chay se incomodava com o tanto de paparico que o filho ganhava dos padrinhos, principalmente, do padrinho. Não que o mesmo quisesse substituir o papel de pai, que era de Chay. Dada a imensa vontade que teve durante bastante tempo, de ter um filho, um menino. Arthur sabia muito bem separar as coisas, mas convivera com Mel praticamente durante toda a gravidez, e com Ethan durante seus três – inteiro – primeiros meses de vida. Não que Lua não tenha ficado incomodada também. Sentiu um ciúme idiota ao vê-lo tão, tão feliz com o filho que em seria dele. As vezes até entendia o ciúme bobo de Anie, ela o sentia as vezes – Muitas vezes o sentiu. Confessava. Mas Arthur acabou entendendo sem que Lua precisasse lhe dizer alguma coisa. E acabou se controlando com todo esse excesso de cuidado que ele possuía, e enfiando na cabeça que o garoto tinha um pai – e que não era ele – e que por mais que não estivesse junto com o pequeno, sempre. Ele ainda continuava sendo o pai dele.

Então ele passou a dar mais atenção a filha – que por mais que ele negasse, havia deixado de lado um pouco, para dar atenção ao Ethan. – e a mulher. Que ainda lutava para tirar da cabeça a culpa que não tinha, por não poder tem mais filhos. Mas agora tudo estava bem, e depois da crise e prova que o casamento dos dois acabou passando no final de novembro do ano anterior – que se estendeu até o comecinho de março, do ano atual –, isso era o que mais importava: Eles estavam bem. Super bem!

– Não. Nããão... Não pode colocar isso na boca.

Arthur falava com o menino, que a todo custo queria colocar a pulseira do mesmo na boca. Ethan soltou uma exclamação, irritado demais por não conseguir o que tanto queria. Ele o colocou de pé em seu colo, e o menino começou a querer tomar impulso para pular, o que fez a gente rir. Mas logo Chay apareceu, e pediu o filho para Arthur, que o entregou sob as reclamações que o menino soltava: os gritos irritadíssimos do pequeno, diziam que ele queria ficar. Mas Chay o levou para onde estava com Mika e Harry.

Arthur sentou-se ao lado de Lua e abraçou a mulher, lhe depositando um beijo na bochecha. Logo a pequena Lívia veio para o colo de Lua, porque segundo Sophia, ela estava pesando demais. A menina era calma, e estava entretida com um mordedor em formato de coração. Vestia um vestidinho que a cor beirava o bege, com um casaquinho da mesma cor, e os sapatinhos na cor rosa.








Arthur se levantou e antes que Lua pudesse perguntar onde ele ia, ele mesmo falou:

– Vou pegar uma bebida. – Ela abriu a boca para falar algo. – Sim, querida. Hoje você vai voltar dirigindo. – Disse antes que ela pudesse dizer que era ele, quem voltaria dirigindo.
– Aah não, Arthur! – Exclamou.
– Sim. Sim. Mas você pode beber duas taças se quiser. Eu deixo. – Falou divertido. Fazendo a mulher bufar. – Bebe uma agora, e uma na hora do jantar. – Completou.
– Argh!
– Já volto. – Ele soltou um beijo no ar para ela e caminhou até onde os amigos estavam.

Conversaram uns 20min. e logo Arthur voltou para onde a mulher estava, lhe entregando uma taça de champanhe. Sophia tinha ido pegar a filha, que já estava adormecida, e levado para um dos quartos de hospedes no andar de cima.

– Não quero que fique bêbado. – Ouviu Lua lhe dizer.
– Não vou ficar. Primeiro, porque Anie está com a gente. Segundo, quero está sóbrio para quando chegar em casa, ter o prazer de tirar seu vestido, meu amor. E terceiro, porque se eu ficasse bêbado, ia ser frustrante demais. – Ele deu um gole no whisky.
– Interessante sua resposta... – Ela comentou passando a ponta dos dedos ao redor da taça. – Principalmente a parte de tirar meu vestido. – Sussurrou o fazendo rir contra o pescoço dela. Já que tinha lhe depositado um beijo ali, segundos antes. – Acho que seria mesmo frustrante se você ficasse bêbado ao ponto de não poder fazer isso. – Ele a encarou.
– Não se preocupe, linda. Que eu vou fazer isso. – Sussurrou provocando-a.
– Uhum...
– Agora se comporte... – Sussurrou outra vez. – Nossa filha tá vindo aí. – Completou.
– E quem disse que eu não estava me comportando antes? – Retrucou.
– Sua voz te desmente, Luh. Você nem sabe o quanto. – Comentou abraçando a menina que se jogou no colo dele.
– Papai?
– Oi, amor...
– Tô com fome. – Disse.
– Já vamos jantar, linda. Espere só mais um pouquinho, tá? – Lua disse e a menina concordou.
– Papai?
– Uhm...
– Que horas vou poder abrir meus presentes? – Ela disse olhando para os presentes embaixo da árvore de natal.
– Quando for natal, meu anjo. Vamos jantar primeiro. – Ele disse levantando com a filha no colo. Quando viu Harry os chamando. Lua também se levantou e caminharam para a sala de jantar. Onde todos se juntaram.

Quase 1h depois, eles terminaram de jantar e foram para a sala. Anie, assim com Kathe as únicas crianças acordadas – Já que Lívia e Ethan não aguentaram e acabaram adormecendo. – estavam ansiosas para ver seus presentes.

Anie ficou eufórica ao ver a bicicleta que Arthur trazia de um dos cômodos da casa – Ele não tinha deixado junto a árvore de natal, porque a filha logo saberia sobre o presente. E era para ser uma surpresa – E foi uma surpresa e tanto para a pequena, já tinha perdido as esperanças de ganhar seu tão pedido presente. Porque ele foi o último, os primeiros presente foram dos avós, e Lua sentiu uma dor no peito ao ver o patins, só imaginado o tamanho do tombo que a filha levaria ao usar aquilo. O segundo presente foi do padrinho, e Lua morreu de amores, assim como a filha, pelo all star lindo, que ela ganhara dele. A menina soltou um gritinho de excitação e abraçou, Harry. Que a girou no ar, fazendo-a rir mais alto. A pequena era apaixonada por all star e todos sabiam, talvez herdara esse gosto da mãe. O terceiro presente, foi da madrinha e tia, uma bailarina que dançava sobre um palco com vários desenhos que brilhavam, a roupa dela era moderna e na cor vermelha, com os mesmos desenhos que tinham no palco. O quarto presente, foi da mãe, a coleção de DVD’s junto com os livros, que ela amara. E pediu para que lessem juntas quando chegassem em casa. Lua concordou, mesmo sabendo que ela provavelmente dormiria antes de chegar em casa.

Feliz natal, filha. – Lua encheu a garotinha de beijos.
Feliz natal, mamãe. – A menina sorriu abraçando-a apertado.

O quinto presente, foi a tão pedida bicicleta vermelhas com rodinhas, que ela pedira, e pedira para o pai durante duas semanas inteirinhas. E ele como sempre, fazendo todos os gostos daquela pequena, que ele daria a própria vida, se fosse preciso. Ela abriu um largo sorriso, ignorando o presente no primeiro momento, e correu para os braços do pai, que a carregou.

– Sua bicicleta, amor... – Ele disse sorrindo, enquanto recebia beijos carinhosos da filha.
– Obrigada, papai. – O beijou mais uma vez.
– Gostou, amor? – Perguntou se abaixando, para ficar do tamanho da menina. Que sorridente, olhava o presente.
– Eu amei, papai. – Ela bateu palmas. E Arthur sorriu.
Feliz natal, meu anjo. – Disse a ela.
Feliz natal, papai. – Ela o abraçou forte. Assim como tinha feito com a mãe minutos atrás.

Jamais conseguiria negar algo a filha que a fizesse feliz. E isso nem sempre poderia ser bom. Porque como sempre Lua o lembrava: Anie precisava de limites, e não podia ter tudo que queria, a hora que queria. E ele tentava estabelecer esse limite, sem deixar de mimar a garota. O que ele poderia negar e ela, se era única filha que tinha, para fazer todos os gostos e tentar ser o melhor pai do mundo? Embora sempre ouvisse que era o melhor pai do mundo, sempre achava que poderia ser mais um pouquinho melhor.

A garotinha estava feliz, e ficaria ainda mais feliz ao ver o urso que a esperava em casa. E ele não poderia estar mais feliz. Estava com todas as pessoas que amava, em especial, com as duas pessoas que mais amava no mundo. E não poderia pedir mais nada, como motivo de felicidade. Ele tinha tudo. E não se achava no direito de pedir mais nada.

A mulher o olhava sentada de pernas cruzadas em um dos sofás um pouco adiante dele. E sorria para a cena que acabara de presenciar. Ele lhe retribuiu o sorriso e caminhou até ela.

Feliz natal, vida. – Sussurrou no ouvido da mulher, assim que a mesma se pôs de pé.
Feliz natal, amor. – Ela o abraçou, beijando-o logo em seguida. Um beijo longo, mas calmo. Cessado com selinhos.
– Seu presente, linda. – Ele estendeu uma caixa em formato retangular na direção da esposa. – Espero que goste. – Completou quando ela pegou a caixa de sua mão.

Lua a abriu, e o que encontrou dentro, foi motivo suficiente para sua boca abrir em surpresa.

– Gostou? – Perguntou inquieto.
– Arthur... – Sussurrou. Seus olhos estavam brilhando. E já começavam a arder. – É... É lindo, amor. – Ela o olhou. – Obrigada. – Agradeceu o abraçando. Arthur lhe acariciou a cintura. – Eu amei, Arthur.
– Que bom. – Ele lhe sussurrou. – Eu não sabia no que pensar para dar a você de presente... e em um dia, eu tive essa ideia, e peguei essa foto. – Ele sorriu. – Porque eu a amo. E fiquei com medo de que não ficasse pronto a tempo. – Confessou.
– Mas ficou.
– Sim, ontem. – Ele respirou fundo.

Lua pegou o colar de dentro da caixinha, deixando a mesma em cima do sofá. Virou de costas para o marido, e lhe entregou o colar para que ele colocasse nela. Era um colar de ouro branco, com uma pedra de cristal em formato de coração, mas o que o faz diferente de qualquer outro semelhante, é o que tem dentro do coração. Uma foto dos três. Uma linda foto dos três. Lua não sabia explicar se era pintura, ou algo do tipo. Porque os rostos eram vistos dos dois lados do coração. E era o presente – material – mais lindo que ela já havia ganhado na vida.

– Eu nunca vou tirá-lo. – Ela disse ao se virar de frente pra ele. – É o presente mais lindo que eu já vi. – Confessou. Fazendo Arthur sorri.
– Não tão lindo quanto você.
– Bobo. – Ela lhe deu um beijo na bochecha. – Já ia esquecendo... – Se lembrou. – O meu presente não é nada tão elaborado quanto o seu. – Ela fez um bico. – Mas dado a paixão que você tem por eles... Espero que goste. – Ela entregou a ele uma caixinha.
– Tenho certeza que vou amar. – Ele admitiu.

Abriu a caixa. E olhou para a mulher com um sorriso imenso. Amava relógios, e nunca se cansaria de ganhar sempre mais um. Ainda mais, o da nova coleção que tinha visto e vinha pensando em comprar, e exatamente o relógio que havia ganho de Lua.

– Hey! – Exclamou. – Como sabia? – Perguntou supresso.
– Acho que alguém acabou comentando comigo sobre a nova coleção da Cartier... – Lua sussurrou. Mordendo logo em seguida, o lóbulo da orelha de Arthur.
– Mas um Ronde Croisière de Cartier?
– Uhum... Esqueceu que conheço seus gostos?
– Eu nunca poderia duvidar. – Falou colocando o relógio no braço, e guardando o que estava usando antes. – Obrigada, Luh. Eu amei, meu anjo. – Finalizou.
– Vamos dançar? – Pediu abraçando-o novamente.
– Aaah amor...
– Não aceito não como resposta.
– Luh!
– Vem! – Ela o puxou.

Era perto das 2h da manhã, quando se despediram de todos que ainda estavam ali. Anie já havia dormido. Mel já tinha ido embora com Chay, e o pequeno Ethan, que também havia adormecido. Lívia seguia firme e forte depois do cochilo que tinha tirado mais cedo. John – o empresário e produtor – já tinha ido embora com a família também. E depois de mais alguns copos de whisky, taças de vinho e champanhe, Arthur chamou Lua para que fossem embora. Como ele havia dito mais cedo: Ela voltaria dirigindo. Não que ele pudesse ser nomeado um bêbado, mas tinha consumido bastante bebida alcoólica, e a filha estava com eles, jamais colocaria a menina, e a mulher em risco, caso assumisse a direção do carro.

Carregou Anie no colo, e saíram da casa, até o carro. Sentou com a menina ainda adormecida em seu colo, e a ajeitou direito. Lua pegou a chave do carro e o ligou, as ruas ainda estavam calmas, poucos carros passavam. Só o som que estava ainda bastante alto.

Não demoraram tanto para chegar em casa, e pelo visto. Anie só veria o presente pela manhã, quando acordasse. Porque nem se mexia no colo do pai. Também, tinha brincado e corrido praticamente a noite toda. Estava cansada demais para esperar até chegar em casa, e ver o presente que o papai Noel havia deixado para ela.

Lua estacionou o carro na garagem de casa. E saiu do mesmo, abrindo a porta para que o marido saísse com a filha adormecida. Entraram em casa e Arthur subiu a escada, deixando a filha na cama dela. Lua pegou o pijama da menina, e lhe tiros os sapatos. Arthur a ajudou, segurando a filha, e Lua lhe tirou o vestido.

– É mais difícil trocar a roupa dela agora, com ela dormindo. – Arthur riu.
– Muuuito! – Lua exclamou baixo. – E nem sempre eu tenho ajuda. – Retrucou.
– Aah, Luh! – Ele se defendeu. – Eu sempre ajudo... Tipo, quando dá, linda.
– Eu sei amor... Relaxa. – Ela terminou de colocar o pijama na filha, e a ajeitou na cama. Arthur deu um beijo terno na testa da filha, e lhe desejou, bons sonhos. Lua beijou uma das bochechas da filha, e também lhe desejou, bons sonhos.

Saíram do quarto dela, fechando a porta. Arthur abraçou a esposa por trás e lhe distribuiu vários beijos cálidos do ombro, até o pescoço dela.

– Agora vem a segunda parte... – Sussurrou.
– Qual parte? – Eles entraram no quarto e fecharam a porta.
– A parte que eu tiro seu vestido. – Respondeu virando-a de frente para ele. E ela lhe deu um sorriso largo. Seus olhos brilhavam. – Você tá linda. – A elogiou outra vez.
– Uhm... Obrigada. – Mordeu levemente o lóbulo da orelha do marido.

Ele a virou de costas pra si, e lhe tirou o grampo que prendia a trança. Desfazendo-a lentamente, passando os dedos pelos fios de cabelos da mulher. E distribuindo vários beijos pelo pescoço dela. Se afastou um pouco de Lua, e desceu o zíper do vestido, vendo-o cair aos pés dela. Passou as mãos pela costa da mesma e deu um passo pra frente com ela, deixando o vestido para trás. A virou de frente para ele novamente.

Eu amo você. – Sussurrou.
Eu amo você. – Ela repetiu.

Ele andou com ela até a cama, a deitando lá. Começou a tirar a própria camisa, desabotoando sem presa alguma. Vendo Lua morder o lábio inferior sensualmente. Se levantou da cama, e tirou os sapatos, as meias, e calça. E voltou para a cama, se deitando lentamente sobre a mulher.

A madrugada seria longa, e quente, tão quente como a manhã do dia anterior tinha começado.

Fim.

Se leu, comente! Não custa nada.

N/A: Woooow! Enfim, o fim. Não? Demorou mais postei. E eu espero imensamente que vocês tenham gostado, meeeeesmoooo! Porque eu me esforcei muito para conseguir fazer o melhor que eu podia. E eu sou suspeita pra falar. Porque eu simplesmente amei esse especial de Little Anie.

E mais uma vez, me desculpem pela – imensa – demora, tá?

Não esqueçam de me dizer o que acharam tá? Quero muuuito saber. E obrigada pelos comentários no post anterior. Na 1ª Parte da fic, respondi a todos. E obrigada por todos os outros comentários nos outros 2 primeiros especiais de natal que eu postei antes. Não tive tempo de agradecer lá, mas li todos. <3

Bom, hoje acaba o ano de 2015, né? Daqui a poucas horas. E eu desejo a vocês, leitores que acompanham as minhas histórias aqui desde fevereiro, olha só gente, 10 meses já. E que sempre me entendem quando eu demoro a atualizar a aqui. Tudo o que houver de melhor no mundo, e tudo que 2016 puder trazer de bom para vocês. Desejo paz, saúde, amor, sorte, alegria, felicidade, e que todos os sonhos de vocês se realizem. Que Deus esteja com vocês em todos os passos que vocês derem, iluminando e protegendo a cada uma de vocês aqui.

E que vocês não me abandonem ok? Haha Tentarei atualizar com frequência, não posso prometer isso. Porque não sei o que esse novo ano me reserva. Não sei o que Deus preparou para mim.

E que 2016 seja bem melhor do que esse ano que se acaba daqui a 2h. E que todos os sonhos que puderem ser realizado, se realizem. E que nada de ruim aconteça. Proteção para todos.

E obrigada por sempre estarem aqui comigo.

PS: É, eu falo demais mesmo hahaha... Agora fui... Bye!

Feliz Ano Novo!
Repleto de coisas boas e vibrações positivas para todos.

10 comentários:

  1. Que linda reunião em familia e Natal é isso mesmo harmonia e muito amor ♡.
    Eita kkk Anie se tiver um irmão esse pobre vai penar com uma irmã ciumenta assim kkkkk mais com os pais maravilhosos que tem eles jamais a deixaria de canto.
    Ameiiii capitulo lindo *--*
    Feliz Ano Novo!!! Que Deus abençoe você e sua familia Milly.
    Bjs

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  2. Feliz ano novo que Deus te abençoe!
    Ó capítulo mais uma vez maravilhoso

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  3. Que lindo, todos reunidos no Natal.. Anie é um amorzinho, ficou toda animada com os presentes, deve ter ficado mais ainda quando viu o urso. Esses dois tem um fogo até no Natal, tem que aproveitar mesmo!
    Amei o especial!!
    Helena

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  4. capitulo mais que especial,cheio de amor e magia muito perfeito

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  5. Respostas
    1. Vperao, como eu disse no início dos 2 post que fiz, um dia 30/12 e o outro dia 31/12. Esse capítulo de Little Anie, é um Capítulo Especial de Natal. E NÃO vai influenciar em nada na fic atual de Little Anie que eu estou postando, ok? É só um capítulo à parte que eu resolvi fazer.

      Espero que tenha entendido. A fic ainda não acabou, não ;-)

      Beijo.

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  6. Muito fofo esse especial de natal! *-*

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  7. Eu acho que já decorei de tanto ler :)
    Faz especial de Ano ? ♡ ♥ ♡

    ke

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  8. Nossaa que susto na hora que eu li fim !!!!mais que bom que nao acabou adorrooo demias essa fic amo mesmo ♡♥♡♡♡♡

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