Milagres do Amor - Cap. 42º

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Milagres do Amor
O passado vem à tona | Parte 2 – Final


Pov Narrador

Eles seguem para o grande prédio em sua frente, Caius os guia para o elevador e sua sala, onde todos já os esperam.

– Finalmente. – diz Jéssica, a mais insuportável de todas as primas de Lua – Consegui achar a estrela! – afirmou com desdém.

Lua balança a cabeça e vai se sentar na poltrona vazia do lado de sua tia Renata, mãe de Jéssica. Arthur fica em pé atrás de sua cadeira.

– É bom ver que você está bem querida – diz Renata verdadeiramente sincera.

Lua apenas sorri pra ela.

Mas ninguém de sua família se pronuncia.

– Bom, todos já sabem por que estamos aqui. Vai ser rápido, só vou ler e vocês já podem ir. Lembrando, eu não posso mudar nada do que será dito, o senhor Billy quis assim.

E começa a ler… Billy fala que ama cada um de seus quatro netos, Bree, Eric, Jéssica e Lua, falando como são especiais. Porém para a surpresa de todos eles, não dividirá sua fortuna em partes iguais entre os netos. E sim dois quartos dela serão divididos entre Bree, Eric e Jessica e o resto será tudo de Lua. Ela ficará com vinte cinco milhões de reais, enquanto seus primos herdaram apenas pouco mais de cinco mil cada um.

Lua leva a mão à boca em espanto, Jéssica é mais explosiva e soca a mesa e grita.

– O que? Não ela não pode ficar com a maior parte!
– Não há algum erro? – pergunta Lua.
– Não, se quiserem pode ver aqui – diz mostrando o papel a todos, quando chega em Jéssica em um momento de fúria, rasga o papel ao meio.
– Agora que quero ver, eu entrarei na justiça e pedir para ser dividido em partes iguais – cospe em direção a Caius.
– Me desculpe senhorita, mas esse que foi rasgado era apenas a cópia, a original já está com o juiz. – responde Caius calmamente.
– Eu não me oponho à decisão do meu avô, o que ele deixou pra nós está muito bom. – diz Bree se levantando – E feliz aniversário Lua. – sorri pra ela, lhe dando um abraço carinhoso.
– Obrigada.
– Eu estou com a Bree, felicidades Lua – fala Eric e lhe aperta a mão.

Lua assente e sorri.

– Não, vocês não podem concordar com isso. – grita Jéssica.
– Vamos Lua? – pergunta Arthur a pegando pela mão.
– Sim, obrigada Caius.
– Sempre estarei a sua disposição, mas pode me dar um autógrafo agora? – pergunta meio tímido.

Lua assente e lhe dá o tão pedido autógrafo, deixando de lado Jéssica com sua gritaria.

Eles saem em direção à saída, quando Lua é puxada por Jéssica.

– Olha aqui, você não tem o direito, de roubar nosso dinheiro. – diz descontrolada para Lua.
– Jéssica eu não roubei nada foi o vovô que quis assim.
– Argh, aquele velho estava caduco, além disso, você não precisa do dinheiro, tem tudo… fama, glamour, dinheiro de sobra, além de tudo isso ainda vai casar com um milionário gostoso, daqui a uma semana.

Lua respira fundo, o sangue fervendo em suas veias e se vira pra ir embora, mais uma vez Jéssica a puxa pelo braço querendo atenção. Arthur começa a ficar irritado com a tagarela.

– Para Jéssica. – diz sua mãe.
– Não vou não. Você tem tudo que deveria ser meu… Essa era a vida que eu deveria ter… Eu te odeio Lua Blanco, desejo que você morra. – diz histérica.
– Eu apenas queria meu avô de volta por todo esse dinheiro que você tanto quer, mas ele não voltará. – diz Lua aflita.
– Tá bom, eu não me importo com aquele velho idiota, ele sempre deu mais atenção a você. Eu não entendo o que os homens veem em você. Você é feia, sem sal, ridícula, além disso, quase foi estuprada pelo próprio pai. Você é somente uma vadia doce e nojenta.

Lua perde o controle e lhe dá uma bofetada certeira, Jéssica cai no chão com a mão no rosto.

– Você não tinha o direito de fazer isso. – levanta irada.
– Pode falar qualquer coisa de mim, mas não coloca meu avô no meio. – diz Lua bufando de raiva.
– Aquele velho babaca só servia para me dar dinheiro e mais nada, estou pouco me lixando para sua morte. Não me faz nenhuma falta. Ah e talvez só se fazia do avô bondoso para comer você no final, como todos querem, te usar e depois jogar fora. – ri malignamente, mas seu riso é interrompido por outro tapa, agora do outro lado do rosto, deixando assim os dois lados vermelhos e marcados, com os dedos de Lua.

Lua agacha no chão e pega seus cabelos fortemente, ela geme de dor.

– Talvez como eles fazem com você não é mesmo? Jéssica vê se cresce, você não passa de uma garota mimada e egoísta. Mas eu espero sinceramente que você seja feliz, com tudo isso. Talvez alguém aguente seu jeito insuportável de ser. – diz irritada e a solta.

Ela massageia seu coro cabeludo.

– Eu vou…
– Você não vai nada, e já chega agora você vai entra na linha Jéssica. – diz sua mãe furiosa, a pegando pelo braço. – Me desculpe Lua.
– Deu uma boa lição nela em prima, gostei. – diz Bree rindo histericamente na cara de Jéssica, que bufa.
– Viu Jéssica foi mexer com a fera, acabou sendo mordida. – brinca Eric, gargalhando alto.

Lua saiu do prédio em passos rápidos com Arthur do seu lado, rindo internamente, por ver sua Lua uma fera.

Ela entra no carro batendo a porta e Arthur segue para o banco do motorista. Ele não consegue segurar o riso e cai na gargalhada.

Lua olha pra ele abismada.

– Desculpa, mas eu tinha que me soltar. – diz entre gargalhadas – Você foi muito bem, na próxima vez eu te ensino a dar um soco bem dado.

Ela abre a boca e soca seu ombro.

– Ai amor, você está uma fera hoje em – diz fingindo massagear os ombros. Ele lança um olha par ela malicioso, que ela já conhece bem e passa a língua nos lábios sensualmente, Lua sente sua calcinha encharcar e engole em seco.
– Para de rir disso, você deveria ter me segurado, aquilo não foi certo – diz desviando de seu olhar de desejo.
– E perder você toda brava? Não amor – diz se inclinando em seu banco e beijando o pescoço de Lua. – Eu adorei, você fica ainda mais deliciosa assim.

Lua solta um gemido baixo. Arthur aproveita de seu estado, temporariamente mole e avança em seus lábios ferozmente, mas sem machucá-la, atacando cada canto de sua boca, lambendo sua língua e mordendo-a. Enquanto sua boca faz o trabalho de distraí-la sua mão vai de encontro a seus seios, já duros de excitação.

Ela geme em sua boca e agarra a gola de sua camisa, ele massageia seu seio, apertando vagarosamente. Quando a ar se faz necessário, eles cessam o beijo, mas Arthur não perde tempo e não deixa de tocar sua pele, descendo sua boca para seu pescoço, causando arrepios no corpo inteiro de Lua.

Ela por sua vez se encontra tão envolvida nas caricias de Arthur que nem percebe nada ao seu redor, mas quando sua boca descola da dele, e que ela olha em volta e percebe que está dentro do carro. Se afasta imediatamente e tenta acalmar sua respiração.

– O que foi? – pergunta Arthur.
– Estamos dentro de um carro.
– E?
– Arthur, não vamos fazer sexo dentro de um carro. – diz firme
– E por que não?
– Arthur! – grita com ele.
– O que? Ninguém vai nos ver, o vidro é bastante escuro pra isso – diz voltando a beijar seu pescoço.
– Para, não vamos fazer isso. – diz o empurrando.
– Argh, Lua. – diz a olha com seu olhar pidão, ela quase cede.
– Não e não, e para de me olhar assim. – diz desviando de seu olhar.
– Você estava gostando – diz malicioso.
– Sim, mas não.
– Quando nos casarmos eu ainda vou fazer sexo com você no carro e garanto que vai gostar a ponto de pedir mais e gemer alto. – diz rindo e desistido.

Lua cora e lhe dá um tapa, olhando no espelho e ajeitando sua roupa e cabelo, bagunçados.

Ele dirige de volta pra casa e encontram uma Mel muito brava.

– Ah finalmente os pombinhos apareceram. Estou esperando vocês a o maior tempão.
– Desculpe Mel, tive que sair. – responde Lua.
– Tudo bem, mais vamos logo acabar com os preparativos…
– Mel, posso te pedir mais uma coisa? – interrompe Lua.
– Argh, fala.
– Mais vinte minutos? – pergunta mordendo o lábio.
– Nem pensar, já são duas horas da tarde Lua.
– Mel larga de ser chata, pode ir amor, eu resolvo com a meio metro aqui. – fala Arthur.

Mel lhe lança um olhar feroz, mas ele nem liga.

Lua sobe e entra no quarto. Encontra a carta do seu avô em cima da cama, respira fundo, senta na cama e vai ler.

Abre o papel já velho e presta atenção na caligrafia bonita de seu avô:

Bem… minha querida neta, estou deixando essa carta para você para expressar todo amor que sinto… Mas você já sabe, fiz de tudo para criá-la como deveria, uma garota doce, alegre e linda como você merecia mais do que estavam lhe dando. Envergonho-me pelo que meu filho fez com você, mas nada pude fazer, eu tentei acredite nisso.

Quando estiver lendo essa carta significa que eu não estarei mais nesse mundo, talvez em algum outro lugar melhor, mas saiba que sempre estarei olhando por você, sempre vou estar do seu lado nas horas difíceis e nas horas alegres que sem dúvidas você terá.

Não fique triste, não desperdice nenhuma lágrima enquanto ler tudo que te falo, eu só quero ver alegria nesse seu rosto de menina-mulher, se lembre de cada momento feliz que passamos, quando eu escovava seus dentes, penteava seus cabelos, fazia chocolate quente para você beber, quando te levava a todos os lugares, quando eu segurava sua mão e cantava para passar seus pesadelos…Lembre-se de tudo isso com o seu sorriso meu anjo, ele é encantador e perfeito, sempre tem que emoldurar seu rosto.

Não esqueça nunca de seus sonhos, sonho muito que você vai realizá-los. Não se preocupe, vai chegar um dia que tudo irá mudar, aguente firme. Quando chegar a hora esses seus sonhos vão se tornar reais e coisas maravilhosas vão acontecer. Eu sei que você não ficará esperando por esse dia, mas quando menos esperar eles vão explodir em sua frente, como um vulcão em erupção… E só amor você vai sentir.

Quando descobrir tudo que está ao seu redor, não desconfie nem um pouco do meu amor, você sempre será minha neta, meu anjo, apesar de tudo.

Eu sempre estarei olhando por você… Seja feliz como me prometeu.

Beijos de seu Avô Billy.

Lua fez um esforço sobrenatural para não chorar, mas foi em vão. Estava chorando sim de felicidade e um pouco de saudades.

Arthur entrou no quarto, e foi em sua direção. Ela olhou pra ele e sorriu entre as lágrimas, ele foi para seu lado e se sentou, ela se aninhou em seu peito.

– Tudo bem? – perguntou acariciando seus cabelos e beijando-os.
– Aham – respondeu e lhe entregou a carta.

Arthur lê tudo, mas um trecho chamou sua atenção:

“Quando descobrir tudo que está ao seu redor, não desconfie nem um pouco do meu amor, você sempre será minha neta, meu anjo, apesar de tudo.”

Ficou se perguntando o porquê do velho falar isso e mais peças teriam que ser encontradas nesse quebra cabeça, complicado e confuso (…)

Continua...

Se leu, comente! Não custa nada.

Bom gente, o que estão achando heim?

Poxa, Lua recusou o hot no carro. Haha alguém aí além do Arthur ficou frustrado(a)?

15 comentários:

  1. Primeira vez q comento kk mas acompanho a 1 ano uuuu

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  2. To amando cada capítulo !! Posta ++++++

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  3. Arrasou Lua deu na cara dela mesmo u.u kkkkkkkkk
    Foi quase Arthur kkkkkkkkkkk fez que ia e ñ foi kkkkkkkkkkk
    Ta muito misterioso isso... Mal vejo a hora do pai de Lua pagar pelos seus atos.
    Adorandoooooo Milly *---* :*

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  4. QUE LINDA A CARTA, muito emociante mesmo, tem um lágrima no meus olhos

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  5. que lindo este capítulo. Posta Little Anie também

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