Peça-me o que quiser ou deixe-me - 3º temp. - 117º,118º,119º e 120º Capítulo (Adaptada)

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Capítulo 117:
- Sim... Sim... É só que me deixou sem palavras.
- Eu sei, eu estive como você ontem, quando eu abri a porta e encontrei meu mexicano, tão alto, tão bonito, tão galante, com um belo buquê de rosas brancas nas mãos e ...
- Uauuu, rosas brancas... As suas favoritas.
- Siiiiiim. Shhh... Fique quieta ainda não disse o melhor. Acontece que quando eu abri a porta, ele me disse com todo o seu charme mexicano:
- Querida, se cada vez que eu pensar em você uma estrela se apagar não haverá estrelas no céu a brilhar.
- Ohhhhhh... Deuuus. Oh, Deuuuuusss. Só faltaram as mariachis atrás dele, mas eu quase fiz xixi de tanto prazer que ele me deu.
- Nossaaaaa.
Eu rio em voz alta depois de vários dias sem rir.
Vá dois!
- Foi à coisa mais romântica que já aconteceu na minha vida Cuchu. Este homem é... Diferente... Muito diferente e me faz me sentir como uma princesa de conto de fadas. Ele olha para mim com uma intensidade, seus beijos são uma loucura, me toca com prazer e eu...
- Pare, pare que vou gritar.
Naquele momento, parece que estou assistindo a novela Loucuras de Esmeralda, com minha irmã e Juan Alberto como protagonistas. Espanha, México, Madre Mia, eles podem.
- E o melhor de tudo. - Fala com voz melosa - É que quando ele chegou a casa, olhou para o papai e disse: - Senhor Blanco, venho pedir formalmente a mão de sua linda filha.
- Que Raquel?!
- Sim! Grita minha irmã e eu tenho que tirar o telefone da orelha.
Eu rio, tenho que rir, e pergunto:
- Você está me dizendo que você está prometida?
-Não.
- Mas você acabou de dizer que ele pediu a sua mão ao papai.
- Sim, mas papai, teve o cuidado de dizer que eu que deveria decidir.
- Como!
- Oh, Cuchu... Você devia ter visto a cara dele quando eu disse. - Eu não vou dar a minha mão a ninguém, já dei uma vez a um tonto e agora minha mão é minha, só minha e de ninguém mais.
Eu morro de rir. Como minha irmã é engraçada.
- Então você está comprometida com ele ou não?
- Bem, não. Eu sou uma mulher moderna e agora vou sair para jantar com quem quero quando eu quiser. Na verdade, hoje eu tenho um encontro com Juanín, o da loja elétrica ao lado da oficina do papai. Juan Alberto está muito ofendido.
- Normal. Raquel, se o pobre vem do México, diz coisas tão românticas sob as estrelas, trazendo um buquê de suas flores preferidas, e pede sua mão para o papai, como você quer que ele se sinta?
- Que se chateie. Veja se você acha que só porque ele vem com suas doces palavras que eu tenho que estacionar a minha vida para ir atrás dele.
- Mas, Raquel...
-Não.
-Mas não disse que ele é especial e faz você se sentir como...
- Sim, mas eu não vou sofrer por outro homem.
Minha irmã tem razão. Sofrer por amor é uma bagunça, porém mais uma vez insisto:
-Juan Alberto não é José. Estou convencida de que quer algo sério com você e...
- Eu tenho medo. E... E... Como eu disse. Eu tenho medo!
Eu a entendo.
Tudo deu errado no passado e agora está com medo de sofrer novamente, mas sem conhecer o mexicano já sei que é diferente do meu ex- cunhado. Juan Alberto também sofreu com o amor e estou convencida de que Raquel é o que ele precisa e vice- versa.
Mas disposta que minha irmã se decida, eu acrescento:
- É normal ter medo, mas nem todos os homens são iguais. Se você tem medo vai com cuidado. Mas eu te digo que, se não quiser perder Juan Alberto, também tenha cuidado ou depois pode se arrepender. Valorize o que você quer e o que você vai fazer você feliz.
- Oh, Cuchu... Você acaba de me dizer as mesmas palavras que papai me disse. E demorando um pouco, diz:
-Falando de papai, espera que quero falar com você. Bem, Cuchu, conversamos outro dia, que eu vou me arrumar para sair para jantar fora com Juanín.
-Adeus, louca e se comporte. - Respondo divertida.
Momentos depois, eu escuto a voz do meu pai e fico animada. Lágrimas caem como rios enquanto eu cubro minha boca, assim eles não ouvirão nenhum gemido. Se ele soubesse que eu estou grávida, como ele ficaria feliz. Mas se ele soubesse a situação que estou com Arthur, como ele iria ficar triste.
- Como está a minha morena?
Derrubada... Muito acabada, mas depois de um pouco de ar eu respondo:
- Bem, e como você, pai?
Ele abaixa a voz e sussurra:
- Ohhh, a minha vida... Sua irmã me deixa louco. E ainda por cima agora o mexicano está aqui.
- Eu sei ela acabou de me dizer.
- O que você acha?
Enxugando as lágrimas que caíram pelo meu rosto eu respondo:
- Ugh pai, não sei o que te dizer. Eu acho que é Raquel que tem que decidir.
Eu ouço meu pai rir e responde:
- Eu sei minha filha. Mas até que isso aconteça eu vou ficar louco. Mas está tão feliz desde que o mexicano tem aparecido que eu acho que já decidiu.
- Você gosta da sua decisão?
- Mais do que comer com as mãos, minha morena – Papai ri.
-Mas eu não vou dizer um pio, ela que escolha.
- Sim Pai, é o melhor. Se ela estiver certa ou errada será apenas sua culpa.
Por um tempo falamos um pouco, até que pergunta:
- E Arthur?
-Está em Londres. Ele voltará em poucos dias.
- Moreninha, estou achando sua voz está mais triste, tudo bem aí?
Mas como é inteligente esse meu pai.
Tão inteligente e foi ser mecânico.
Convencida de que eu não devo alarmar, respondo com tranquilidade:
- Tudo perfeito pai. Desejando que volte logo o meu alemão preferido.
- Eu gosto disso. Adoro sentir minhas meninas felizes. - Ele ri deliciado.
Eu também sorrio, embora meus olhos se encham de lágrimas.
-Diga ao Arthur para me avisar em que dia vai mandar o avião. Ele disse para não comprar bilhetes que mandaria o seu avião para nos pegar para passar o Natal todos juntos.
- Será a primeira coisa que vou fazer quando o vir papai.
De repente escuto um bebê chorando. É a minha sobrinha Lúcia e me faz arrepiar os pelos.
Deus, eu estou grávida e em breve terei um que chora assim!
Eu sei uma coisa que ninguém sabe. Pela primeira vez na minha vida eu mantenho um segredo e só quero divulgar para a pessoa que eu amo com todo o meu coração.
Uma vez que eu deixo o meu pai e desligo o telefone, volto a me deitar na cama. Quanto tempo isso vai durar?
De repente, a porta do quarto se abre e Simona diz rapidamente:
- Começou a Loucura Esmeralda.
Atenta a tela, vemos Luis Alfredo Quinones o amor de Esmeralda beijar Santúñez Lupita, a enfermeira do hospital enquanto Esmeralda vê desesperada atrás da coluna. Sem conseguir evitar eu choro. Pobre menina Esmeralda. Tão apaixonada e sempre com tantos problemas. Olha, como eu! Simona me olha e dá-me um lenço de papel. Eu o encharco em dois segundos, quando Esmeralda Mendoza, abalada pelo desgosto, diz a seu pequeno filho - Papai te ama! - Choro e não posso parar.
Madre mia, que tristeza!
Quando Loucura de Esmeralda termina e estou sozinha novamente na sala, toca o meu celular. Eu olho para ele, não reconheço o número e respondo:
- Diga.
- Oi Lua é Amanda.
Meu queixo cai.
Era o que me faltava!
Por que essa mulher está me chamando?
- Espere um pouco, por favor, eu tenho algo para lhe dizer.
- Não tenho nada para falar com você.
E quando eu estou prestes a apertar o botão para desligar, ouço:
-Arthur está no hospital.
Minha respiração para.
Meu mundo está quebrado, mas eu consigo perguntar com um sussurro:
- O que... O que aconteceu?
- Há algumas noites atrás bebeu demais e entrou em uma briga.
Deus... Deus... Eu sabia que alguma coisa iria acontecer. Eu nunca o tinha visto com tanta raiva.
- Mas... Mas está tudo bem? – Consigo balbuciar.
- Na medida do possível. Tem uma fratura em uma perna e vários hematomas no corpo. Embora...
- O que é Amanda?
- Ele recebeu um golpe na cabeça e está com uma hemorragia intraocular em ambos os olhos.
Eu fico tonta...
Tudo está girando...
Os olhos... Seus olhos...
Quando eu consigo me recompor, respirando com dificuldade e com pouca voz, sussurro:
- Agradeço a sua ligação, Amanda. Muito obrigado e agora, por favor, me diga em que hospital ele está.
- No St. Thomas, Westminster Bridge Road, quarto 507.
Eu rapidamente pego papel. Minha mão treme e Acho que vou vomitar. Dois minutos mais tarde depois de desligar as lágrimas, as minhas melhores amigas nos últimos dias chegam depressa para mim.
Desesperada eu me sento na cama e choro por meu amor.
Por que ele não ligou?
Por que ele está sozinho em um hospital?
Eu quero ver o Arthur.
Eu preciso abraçá-lo e ver se ele está bem.
O estômago me avisa e eu corro para o banheiro. Quando saio pego o telefone e depois de clicar na discagem Rápida, ouço dois toques. Quando atende murmuro enquanto eu choro:

- Björn eu preciso de você.

Capítulo 118:
Quando Björn e eu chegamos à porta do hospital de St. Thomas me sinto horrível. Na viagem de avião vomitei várias vezes e o pobre não sabia o que fazer para que eu me sentisse melhor. Ele atribuíu os meus enjôos ao nervosismo e a minha preocupação e eu não quis tirá-lo de seu erro.
Na entrada do hospital ofego e Björn, com segurança e cuidado, agarra-me pela cintura para me acalmar e pergunta:
- Está se sentindo melhor?
Faço que sim com a cabeça. É uma mentira, mas eu não vou dizer que não.
Ele olha para mim com um sorriso triste e pegando a minha mão, diz:
- Fique tranquila, ficará bem e tudo vai dar certo.
Eu digo que sim com a cabeça e agradeço a Deus por ter um amigo como ele. Quando liguei pra ele, em menos de 20 minutos ele já estava em minha casa e disposto a me ajudar em tudo o que eu precisasse. Mesmo quando eu disse a ele o que aconteceu, ele deixou de lado a fúria que poderia sentir em relação à Laila e as acusações de seu amigo e se centrou em consolar-me e dizer-me que tudo ficaria bem.
Não chamo nem a mãe nem a irmã de Arthur. Primeiro quero ver como se encontra então farei isso. Mas de uma coisa tenho certeza, não permitirei que ninguém toque seus olhos sem que Sophia saiba disso antes.
Assustada, eu penso em seus olhos. Seus belos olhos. Como algo tão precioso pode ter sempre muitos problemas.
Ao abrir as portas do elevador no quinto andar, meu coração bate forte. Assusta-me. Eu acho que vou ter uma parada cardíaca, enquanto Björn pergunta a uma enfermeira em que corredor está o quarto de Arthur Aguiar.
Caminhamos em silêncio e, inconscientemente, procuro a mão de Björn novamente e a agarro. Ele a aperta, me dando força.
Quando chegamos ao 507, olhamos e depois de um silêncio mais significativo, digo:
- Eu quero entrar sozinha.
Björn concorda.
- Eu lhe dou três minutos. Depois eu entrarei também.
Com a pulsação a mil, abro a porta e entro. Tudo esta em silencio. Até que o meu coração salta de repente ao ver Arthur com os olhos fechados. Ele está dormindo. Com discrição, chego mais perto e o observo. Seu rosto esta machucado, lábios cortados e uma perna engessada. Seu aspeto é desastroso. Mas eu o quero, não me importo em como esta sua aparência.
Eu preciso tocá-lo...
Eu quero beijá-lo...
Mas eu não me atrevo. Tenho medo que abra os olhos e me ponha pra fora.
- O que você está fazendo aqui?
Sua voz rouca me faz dar um pulo e quando eu o olho , creio que vou desmaiar.
Oh, Deus ... Seus olhos.
Seus belos olhos estão encharcados de sangue e seu aspeto é atroz. Minha respiração se acelera e erguendo a voz, pergunta:
- Quem te avisou? Que diabos você está fazendo aqui?
Eu não respondo. Apenas olho para ele e ele grita:
- Fora! Eu disse para sair daqui!
Minha respiração acelera e sem dizer nada, eu me viro, saio do quarto e começo a correr pelo corredor. Björn corre atrás de mim e pára. Ao ver o estado em que me encontro me acalma. Quero Vomitar. Eu digo isso e ele pega rapidamente um papel e me entrega. Quando meu estado se normaliza, meu bom amigo se levanta e com uma seriedade que não conhecia, diz:
- Não se mova daqui, entendido?
Concordo e vejo que se dirige para o quarto de Arthur.
Abre com ímpeto a porta. Eu ouço suas vozes. Discutem. Várias enfermeiras, ao ouvir o barulho vêm ver o que esta acontecendo e instantes depois Björn sai contrariado, toma o meu braço, e diz:
- Vamos. Voltaremos amanhã.
Estou anestesiada e assustada, e deixo-me levar.
Eu não quero sair, mas eu sei que no corredor não há nada.
Naquela noite, dormimos em um hotel em Londres. Eu não consigo dormir. Eu só posso pensar no meu amor, na sua solidão naquele quarto de hospital.
Na manhã seguinte, Björn passa por meu quarto para me buscar. Ele se preocupa com o meu estado. Estou pálida. Quando chegamos de novo ao hospital, meu estômago se revira. Arthur está lá e com certeza me pedirá para ir embora. Mas desta vez vou ignora-lo. Desta vez, terá que ouvir o que eu tenho que dizer.
Quando chego novamente em frente ao quarto 507, olho para Björn e volto a pedir-lhe para que me deixe entrar sozinha.
Ele nega com a cabeça, não está convencido do que eu digo, mas quando olha em meus olhos, finalmente aceita a minha decisão.
Com as mãos trêmulas e a tensão nas nuvens, abro a porta. Desta vez Arthur está acordado e ao ver-me, seu gesto taciturno, se rompe e sibila:
- Vá embora, pelo amor de Deus.
Entro e sem a impotência do dia anterior, me aproximo dele e pergunto: - Diga-me pelo menos que você está bem.
Não me olha e responde:
- Eu estava bem até você chegar.
Suas palavras me machucam, me matam, e ao ver que não digo nada, insiste:
- Saia daqui. Eu não te chamei porque não queria te ver.
- Mas eu quero te ver. Eu me preocupo com você...
- Você se preocupa? Ele grita, cravando seus impactantes olhos ensanguentados em mim. -Vamos, por favor... Vá para o seu amante e não volte a aparecer em minha vida.
A porta do quarto se abre e Björn entra feito uma fera. O rosto de Arthur endurece ainda mais e murmura:
- Qual é sua também? Fora do quarto, os dois, agora mesmo.
Nenhum movimento e Arthur gritando insiste:
- Eu quero que saiam! Fora!
Sua voz, sua dura voz, me faz reagir e esquecendo-me dos maltratos, eu olho para aqueles olhos que eu não reconheço como sendo o do meu amor e solto :
- Eu vim aqui para dizer ao vivo e direto: babaca!
Minha resposta o intriga e Björn acrescenta:
- Como você é tão imbecil? Como você pode pensar uma coisa dessas de Lu e eu?
- Você e eu iremos conversar quando eu estiver bem. - Rosna Arthur. -Agora vá. Não quero falar.
- Com certeza conversaremos. - Replica Björn. - Mas enquanto isso deixa de ser idiota e se comporte como o homem que eu sempre acreditei que fosse.
- Bjorn... - Sibila Arthur.
Ele olha para cima e sem mudar sua expressão de raiva, afirma: - Eu não me importo com o seu estado, sua perna, seu rosto machucado ou seus olhos, daqui não me movo até que eu veja as provas, que tão gratuitamente diz que tem contra nós. Babaca!
Ouvir essas palavras da boca de Björn neste momento de máxima tensão me diverte, embora o momento não tenha nada de engraçado. Transpira tensão.
Arthur blasfema. Diz mais de cem palavrões em alemão, mas não nos movemos. Não temos medo. Nós não iremos sair sem esclarecer as coisas de uma vez.
Tenho náuseas novamente.
Eu olho ao redor procurando um banheiro. Quando o localizo entro nele rapidamente e vomito. Eu me sinto horrível. Sento-me na tampa do vaso até que Björn entra e sussurra com carinho:
- Se você está mal, vamos embora.
Nego com a cabeça. .
- Estou bem, não se preocupe. Só preciso que Arthur acredite em nós.
- Ele irá querida. Eu prometo que irá.
Minutos mais tarde saímos os dois do banheiro e Arthur nos olha de cara feia. Sento-me numa cadeira e observo em silêncio como Björn e ele se envolvem em outra discussão. Eles falam de tudo e me mantenho espreitando. Eu não tenho força para falar. Arthur não me olha. Evita fazê-lo.

Ele sabe que quando faz eu estremeço. Seus olhos de vampiro da Transilvânia assustam e ele tenta não mostrá-los para mim. A enfermeira vem para ver o que acontece. Arthur pede para que o deixe, mas Björn com o seu charme para seduzir mulheres a leva do quarto com seus elogios.

Capítulo 119:
Arthur e eu estamos sozinhos. Eu me endureço e diante de sua face de alucinação total, me levanto e declaro:
- Eu não vou a lugar nenhum se não for com você. E agora mesmo eu vou chamar sua mãe e irmã para que compreendam o que está acontecendo.
- Droga, Lua. Não se meta nisso.
- Eu me meto porque você é meu marido e eu te amo. Entendido?
Iceman em sua versão mais sinistra e devastadora olha para mim e murmura com raiva:
- Lu...
Bem... Chamou-me pelo apelido. A coisa vai bem. A fera vai se amansando e insisto:
- Quando eu estava no hospital você me acompanhou. Não me deixou sozinha nenhum minuto e agora...
- Agora você vai embora – me corta.
- Bem, olha, eu não irei. -E desafiando-o com os olhos, sento-me de novo na cadeira ao lado de sua cama enquanto tiro o meu celular do bolso digo:
- Se você quiser se levanta e me expulsa. Enquanto isso continuarei aqui.
Me olha... Me olha... E me olha.
Eu o olho... Eu o olho... E eu o olho.
Espanha contra a Alemanha, a partida começa!
Ele sabe que não pode fazer nada, e eu não vou sair. A porta se abre e Björn entra outra vez, aproxima-se da cama e diz:
- Vamos cara, eu estou morrendo de vontade de ver essa prova. Explique.

Com um gesto estranho Arthur pede que pegue o laptop. Björn lhe entrega, ele abre, tecla e devolvendo, ordena:
- Eu os quero fora da minha vista depois que assistirem.
Rapidamente me levanto.
Björn abre um vídeo. Em seguida, reconheço a Guantanamera.
Björn e eu estamos conversando no bar e ouço a nossa conversa:
- E se não for muita intromissão minha, como é o tipo de mulher que você gosta?
- Como você. Inteligente, bonita, sexy, natural, tentadora, impetuosa, desconcertante e adoro quando sou surpreendido.
- Eu sou tudo isso?
- Sim, linda, você é!
Sem entender Björn e eu nos olhamos. Visto desta forma, realmente parece o que não é.
No vídeo a seguinte, nós dois estamos dançando na pista de dança e nos divertindo. E depois disso, vem uma sequência de fotografias de nós dois caminhando pela rua de braços dados ou sentados em um restaurante brindando com vinho.
Incrédulos, voltamos a nos olhar. Arthur ao nos ver se irrita mais e pergunta:
- E agora? Quem está mentindo aqui?
A fúria, a raiva e o desespero me corroem e fechando o notebook de uma vez só, sibilo:
- Você é um Babaca!
Em meu impulso, fecho com muita força o laptop, isso faz com que Arthur se encolha de dor ao encostar em sua perna. Amaldiçoa enquanto me olha e sussurra:
- Não volte a me insultar ou...
- Ou o quê, maldito cabeçudo? - Furiosa, eu jogo o meu telefone em seu peito. - Ou me expulsará de sua vida? - Ele observa, elegante, censurando-me!
Bjorn me olha. Tenta me acalmar, mas eu já estou como uma cobra e, pegando minha bolsa, saio da sala. Caminho para o elevador até que Björn me para e pergunta:
- Aonde você vai?
- Fora daqui. Longe dele e longe de... De ...
- Lu ...
Paro. O que estou fazendo? Para onde eu vou?
Abraço-me a Björn e ele diz:
- Do que nós vimos ambos sabemos o que ocorreu, mas sem nenhum tipo de malícia. Agora só nos resta explicar ao cabeça dura do seu marido e meu amigo e fazê-lo entender o jogo sujo de Laila .
Me deixo convencer e quando eu entro no quarto, a expressão de Arthur é de irritado e ainda mais contrariado que segundos antes, me aproximando dele digo:
- Laila nos gravou, fez uma montagem das gravações e você acredita nisso? Essa é a confiança que você tem em mim, sua esposa?
Eu coloco a bolsa na cama e volto para dar um golpe em Arthur involuntariamente. Ele olha para mim e eu digo:
- Foda-se.
Grunho e Björn, vendo que vamos começar a discutir intervém: - As fotos são do dia em que Lu veio ao escritório para assinar os papéis que tinha de assinar. Então eu perguntei a ela se queria comer, como de costume, como faço com Frida e qualquer um dos meus outros amigos. O que te faz pressupor e crer que não foi dessa forma?
Arthur não se manifesta e Björn, chateado, insiste:
- Temos sido amigos por muitos anos e sempre confiei em você cem por cento. Dói- me pensar que você acredita que eu, seu amigo, jogue sujo com sua esposa. Você acha que eu teria algo com Lua e estragaria a nossa amizade?
Sua voz irritada me faz olhar quando ele continua:
- E lembre-se, amigo, você é o único que me oferece a sua esposa e que gosta do que fazemos os três juntos. Nós três! E, sim, eu adoro isso. Eu gosto de Lua. Eu disse na primeira vez que me apresentou e a cada vez que discutimos. Mas também disse que vocês são um para o outro e você não deve permitir que nada e nem ninguém fique em suas vidas. Ambos são muito importantes para mim. Porque você é como meu irmão e ela porque é sua esposa e uma excelente pessoa. Eu te amo tanto e dói saber que você duvida de mim.
Arthur não responde. Ele ouve e Björn continua:
- Nossa amizade é especial e eu só toquei sua esposa quando você permitiu. Quando eu falhei? Quando você reprovou ou criticou um jogo sujo? Se antes, quando não eram casados, eu sempre o respeitei, Por que não ia fazer agora? Acaso o que diz uma estúpida como Laila conta mais do que o que eu ou Lu dizemos?
Arthur o olha. Suas palavras lhe doem, mas Björn insiste:
- Você é inteligente o suficiente para pensar e perceber quem te ama e quem não te ama. Se você decidir que Lu e eu estamos mentindo, vai sair perdendo amigo, porque se tem alguém que te ama e te respeita neste mundo, somos eu e ela. E para que esta confusão seja esclarecida, eu quero que você saiba que Norbert trará Laila para o hospital. Virá com raiva, mas eu a quero aqui diante de Lu, de mim e de você para que esclareça isso de uma vez por todas.
Sem mais, o bom e velho Björn olha para mim e antes de sair, diz:

- Eu vou estar lá fora .

Capítulo 120:
Dito isso, vai e nos deixa sozinhos no quarto. As palavras vieram diretamente do coração e eu sei que Arthur sabe. Com o cenho franzido, ele fecha os olhos e vejo que nega com a cabeça.
- Ele disse a verdade. Laila tem jogado com todos nós - insisto.
Arthur olha para mim. Seus olhos deixam os meus pêlos arrepiados e cansada de manter o segredo de Björn, eu digo:
- Você sabe que Björn e eu nunca falharíamos com você, porque você questiona? Será que você não percebe que eu te amo mais do que a minha própria vida e ele também? - E quando ele não respondeu, Eu contínuo - Eu vou te contar uma coisa que você não sabe e Laila com certeza não lhe disse, em relação ao Björn. E em seguida eu vou sair e vou deixá-lo pensar sobre isso. Você confia nela porque ela era amiga de Hannah, certo? Ele afirma com a cabeça e eu prossigo - Bem, eu quero que você saiba que, enquanto você estava sofrendo pelo que aconteceu com sua irmã, essa mulher estava muito bem acompanhada por Leonard.
- O quê?
- Você sabia que Leonard viveu no mesmo edifício que Björn?
- Sim.
- Ele os pegou na garagem, muito entretidos no banco traseiro de uma Mercedes que você tinha na semana em que Hannah morreu. - O olhar de surpresa no meu amor é enorme quando eu acrescento: - Quando os pegou, teve uma forte discussão com ela e disse-lhe que desaparecesse da sua vida ou que te contaria. Laila decidiu ir embora, mas antes ela inventou uma história a Simona e a Norbert que Björn tentou assediá-la e rasgou o seu vestido. Simona foi pedir explicações e para a sorte de Björn havia câmeras em sua garagem e foi comprovado quem realmente rasgou o vestido naquele dia.
- Eu... Eu não sabia que...
- Você não sabe de nada porque Norbert, Simona e Björn decidiram mater sigilo. Eles não queriam que você sofresse mais do que já estava sofrendo com a morte de Hannah. Mas agora Laila queria se vingar de Björn gravando-o comigo. Ele a afastou de seu lado e ela quer separar nós dois de você.
O que acabo de contar o deixa sem palavras. E nesse momento a porta se abre e entram Björn, Norbert e Laila de maneiras muito ruins.
Quando a vejo, vou em direção a ela e lhe dou um tapa. Ela tenta devolvê-lo, mas Björn a impede e eu assobio:
- Vamos ver a sua bela vida se desmoronar agora.
Arthur nos observa da cama. Sua expressão é ilegível e quando Björn, como um bom advogado, tenta fazê-la falar, ela tenta sair de fininho, mas quando se sente encurralada e pressionada, no final fala como se estivessa cantando a “La Traviata”. Alucinado, Arthur escuta e quando ela sai com Björn e Norbert, xinga. Está extremamente confuso, com raiva e magoado.
Ansiosa para abraçá-lo, dou um passo à frente, mas ele me pára com um olhar duro. Isso me desconcerta. Não me quer por perto.
Durante alguns minutos eu o olho em silêncio à espera de um olhar, um gesto, qualquer coisa! Mas ele não olha.
Maldito cabeçudo!
Eu espero e espero, mas o tempo passa e eu me desespero. Finalmente, não espero mais e digo:
- Há alguns dias atrás, quando eu soube que você estava vindo para Londres e eu me preocupei pela presença de Amanda, você me fez ver que eu não deveria me preocupar, porque você só me queria e só desejava a mim. Eu acreditei e confiei em você. Agora, só falta você acreditar em nós e, acima de tudo, confiar em mim.
Silêncio...
Não diz nada...
Não olha para mim. Estou nervosa e com vontade de chorar, continuo jogando-lhe tudo:
- Tenho uma tatuagem no meu corpo que diz: “Peça -me o que quiser”, e eu fiz isso por você . Eu uso um anel no dedo que diz: " Peça-me o que quiser, agora e para sempre ", que você me deu de presente. - Ainda sem olhar para mim. - Eu te amo. Eu te adoro. Você sabe que por você sou capaz de virar o mundo de cabeça para baixo, mas chegou a este ponto em que não quer que eu te abrace, e me sinto terrível porque eu vejo que não queres nem me olhar, eu vou arriscar tudo e vou dizer apenas uma frase: - "Peça-me o que quiser ou me deixe. "
Minha voz se rompe e sem olhá-lo, acrescento. - Eu vou embora. Te deixarei aqui pensando. Se você quiser-me de volta ao seu lado porque me ama e me quer, já sabe o meu número de celular.
Pego minha bolsa, me viro e sem olhar para trás, deixo o quarto.
Björn está fora, sentado em uma cadeira. Ao me ver sair no estado em que estou, se levanta e me abraça.
Eu não posso respirar ...
A angústia me consome ...
Acabo de dizer ao homem que eu amo mais que minha vida que me deixe...
As lágrimas saem jorrando dos meus olhos e Björn sussurra:
- Fique tranquila, Lua.
- Eu não posso... Eu não posso...
Ele acena com a cabeça. Tenta me consolar e não consegue, murmuro desesperada:
- E os seus olhos? Viu os seus olhos?
- Sim... - Responde preocupado e tentando mudar de assunto, diz: - Na perna há um simples machucado. Uma das enfermeiras acabou de me confirmar isso.
Choro de impotência e soluçando, explico:
- Não... Não... Me deixou abraçá-lo, e nem olhou para mim.
Não disse nada.
Björn contrariado diz:
- Arthur não é estúpido e ele te ama.
Eu nego com cabeça. E se realmente não me quiser?
Björn parece ler meus pensamentos. Segura o meu rosto com as mãos e diz:
- Ele ama você. Eu sei que sim. Basta ver como ele te olha para saber que o idiota do meu amigo não pode viver sem você.
- Ele é um idiota.
Ambos sorrimos e Björn acrescenta:
- Um idiota que te ama com loucura. Espero que um dia eu encontre uma mulher tão louca, divertida e amorosa como você, que me faça sentir o que ele sente por você.
- Irá encontrar, Björn. Irá encontrar e em seguida, você vai reclamar dela assim como Arthur reclama de mim. Ambos voltamos a sorrir e murmuro: Obrigada por esclarecê-lo a respeito de Laila.
Tenho bons amigo, concordo e pergunto:
- Onde está Norbert?
- Ele foi com sua sobrinha. Tinha que falar com ela.
Assento. Pobre homem, isso tudo foi muito dececionante pra ele.
Finalmente, Bjorn me agarra e diz:
- Vamos lá, vamos comer alguma coisa. Você precisa comer.
Eu me recuso. Eu não quero comer e com o coração partido, sussurro:
- Eu quero ir para casa .

- O que disse? 

13 comentários:

  1. Tomara que o Arthur perdoe a Lua, ela não vai contar da gravidez?

    by: Naat

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  2. Que raivaaaaa do Arthur, porque ele ta fazendo isso com a Lua? Ele tem que melhorar logo e ir atras da Lu e pedir perdão

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  3. ´Porra CABEÇÃO AGUIAR ele deixou ir embora de novo depois de tudo esclarecido quem não o queria era eu agora oxiii

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  4. Só acho que ele vai se arrepender amargamente Lua ta boazinha mais é arretada daqui a pouco ela surta kkk amando poxa curiosa de mais vc podia postar outro :(

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  5. Se o Arthur é idiota ou de carteirinha a deixou ir embora de novo depois de saber da verdade eu não perduava nem tão cedo pra aprender tou com raiva dele :/ poxa isso faz mal pro baby mais lindo do mundo :)

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  6. Tadinhaa de Lua, Arthur sendo um BABACAAAA realmente , n acredito que ele ta fazendo tudo de novo com Lua ele nunca confia nela .. Afff ta na hora dela começar a jogar duro com ele , n perdoa facil!!!!

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  7. Mas que trouxa, o que esse Aguiar tem na cabeça de deixar a mulher que ele ama ir embora assim de mãos beijadas ;( Agora a Lua ta grávida e não pode falar pro Arthur a notícia que ele tanto queria ouvir :'( ansiosa pelo próximo

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  8. Meu Deus Arthur pirou só pode :O deixar ela ir embora assim :/ ansiosa curiosa kkk

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  9. Meu Deus! Hoje é sexta! Amanha não tem!!

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  10. VOCÊ TA QUERENDO NOS MATAR SÓ ACHO kkk o que agente fez pra deixar agente assim com esse cap por todo fim de semana :( vc não nos ama mais? fizemos algo que vc não gostou? meu deus posta outro falta muito pra segunda feira gente ja li reli vou ter um troso por favor mais?

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  11. poxa é mesmo posta mais que angustiante esse cap! :(

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  12. passei o fim de semana lendo as temporadas kkkkk e ja quero que segunda chegue logo kkkk ai ansiosa quero maissssssssssss

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