Peça-me o que quiser ou deixe-me - 3º temp. - 81º,82º,83º e 84º Capítulo (Adaptada)

|

Capítulo 81:
- Cara, desde que soube que ela gosta de morenos não perco a esperança!
Nós três rimos. Ninguém entenderia a nossa especial amizade. Porém nós sim e isso é tudo que importa. Quando acabamos o café da manhã, é hora de sair. Vejo Simona e me aproximo dela. Estes dias com tantas pessoas em casa e atividades, apenas nos falamos rápido e pergunto:
- Tudo bem, Simona?
Ela acena com a cabeça. Mas eu sei que não está e, aproveitando esse tempo entre nós duas, digo:
- Eu sei que é algo com Laila. - E quando ela olha para mim surpresa, acrescento: - Quando voltar esta tarde conversaremos, entendeu?
Simona diz que sim. Abraçando-a e beijando-a, murmuro antes de me afastar:
- Vejo você mais tarde.
- Sorte! - Responde com um sorriso.
Às dez e meia, chegamos ao endereço que Jurgen me deu. Dexter, Graciela, Laila, Norbert e Flynn estão conosco e estou ansiosa e pronta para correr na minha moto. Arthur está atacado. Ali já nos esperam Sophia e Daniel. Sónia no final não conseguiu vir.
Não tenho corrido de moto desde dias antes do meu casamento e, ainda que na lua de mel dirigi vários jet skis, não é o mesmo e não via a hora de montar na minha Ducati.

Depois de estacionar o carro, vou com Norbert me inscrever enquanto Arthur tira a moto do reboque. Quando me dão o número de inscrição. Aproximo-me de Arthur e, mostro a ele com diversão:
- Inscrição sessenta e nove, não é sexy?
Meu louco amor sorri. Mas seu sorriso não é largo. Eu sei que ele está tenso, mas tem que relaxar e isso só ele mesmo pode fazer. Quando Jurgen aparece nos abraçamos. Ele está tão animado como eu estou para competir. Ele me entrega um mapa do circuito e, assim como o meu pai em Jerez, me explica um pouco como são os saltos e em que curvas terei que ter cuidado para não cair.
Arthur ouve. Memoriza tudo que foi dito e quando Jurgen caminha para junto a Laila diz, apontando para o papel:
- Lembre-se de ter cuidado na curva dez e tenta fazer a quinze mais aberta.
- Ok, chefe! - assento divertida e ele sorri.
Flynn está nervoso e apavorado com tanta moto ao redor.
Sophia e ele me acompanham até o vestiário e me ajudam a vestir o macacão. Quando eu estou finalmente equipada com minha roupa de motocross, o garoto olha para mim e sussurra com um gesto completamente alucinado:
- Tão legaaaaaaaaaaaaaaaaaaal.
Eu sorrio. Sophia pega a mão de seu sobrinho, pisca pra mim e diz:
- Lu é a nossa super-heroína particular.
Juntos, voltamos para onde nosso grupo nos esperava e Laila me diz:
- Você é incrível.
- Obrigado. - Sorrio.
Graciela, com um olhar de choque, resmunga, sentada na pernas de Dexter:
- Lua, você tem certeza disso?
Com meu capacete debaixo do braço, assento.
- Certíssima.
Arthur olha para mim. Eu o olho.
Eu lhe sorrio, mas ele não sorri de volta.
Ele está com medo. Eu não.
As corridas são divididas por gênero. Homens e mulheres. Aceito isso, mas eu gosto mais quando eles são mistas. Relatam-me que saio no terceiro set. Quando eles começam as primeiras, observo concentrada, enquanto no meu iPod eu escuto Guns N 'Roses.
A música pesada sempre aumenta minha adrenalina. E para competir e ganhar preciso estar carregada. Nunca corri neste circuito e preciso ver como correm meus oponentes para saber como gerenciar minha corrida.

Arthur, ao meu lado, só observa e não diz nada. Deixa-me concentrar, mas seu rosto a cada vez que vê uma queda me diz o que ele pensa. É horror! 

Capítulo 82:


Quando notificada pelo PA para preparar para a terceira eliminatória, eu dou-lhe um beijo rápido e colocando meu capacete, eu digo sem atrasar a partida:
- Volto já. Esperem por mim!
Ligo a moto e vou-me embora.
Eu sei que eu o deixei destruído, mas eu não posso dizer adeus como se fosse ir para a guerra. Somente vou participar de uma corrida que dura apenas sete minutos.
Quando eu olho para o grid, juntamente com os outros corredores, busco com o olhar o meu menino e rapidamente o vejo junto a Flynn e Sophia. Eu regulo o capacete e ponho os óculos de proteção. O barulho do motor é o combustível para minha adrenalina e acelero minha moto.
Uauuu, como soa bonito!
Concentro-me na pista. Visualizo o circuito que revi com Jurgen e penso em pegar a direita quando chegar na primeira curva, que é à esquerda.
Aceleramos os motores. Os nervos apertam quando escuto um barulho e os ganchos que prendem as motos na pista abaixam e saio como uma bala.
Eu acelero e sorrio ao ver que eu posso tomar a primeira curva onde eu quero. Quando saio atrás da curva, derrapo e pulo a moto, mas ao tocar o chão, eu observo o meu pulso doer e reclamo. Mas eu não vou deixar uma dor tola me tirar da corrida.
A área acidentada mantém a dor no pulso. Grito de dor e acelero com tudo para sair de lá o mais rápido possível, porém na curva seguinte quase caio. Não posso ir mais rápido ou terminarei caindo.
Do jeito que aguento, me mantenho nas primeiras posições e, quando termina a corrida e fico em terceiro, sorrio e respiro feliz. Eu me qualifiquei para outra rodada.
Quando saio da pista e faço o meu caminho para onde me esperava meu pessoal, todos me aplaudem e Flynn dá vivamente saltos de felicidade.
Ao tirar os óculos e capacete, sorrio e piscando para meu lindo Aguiar, digo em alto e bom som: - Já estou aqui, querido.
Ele me beija e me abraça, independente da poeira e sujeira. Delicia, eu também o abraço e beijo. As próximas duas corridas vão ser difíceis para a merda da dor no pulso, mas eu me recuso a desistir e eu consigo me qualificar para a rodada final.
Dói-me como o inferno, mas é melhor eu calar a boca ou o meu maridinho me tira daqui. Aguento como posso, e quando faltam dez minutos para competir a final feminina, olho pra Graciela e digo:
- Preciso que mude o curativo e coloque tão apertado quanto puder.
- Mas isso não é bom, Lua. Cortará a circulação.
- Não importa. Faça.
Ela olha para mim. Ela sente que me dói mais do que o que estou lhe dizendo e murmura:
- Lua... Se dói você não deve...
- Sim. Eu preciso disso.
Sem dizer nada, ela faz e quando coloco a luva, eu tenho a mão quase dura. Isso evita a dor, mas também limita meus movimentos e é muito desconfortável.
Arthur vem até mim e sorrindo, lhe digo:
- Anime-se, querido. É a última corrida. - Ele balança a cabeça e é divertida, eu acrescento: - Já pode ir comprar uma prateleira bem grande para os meus prêmios. Acho que o primeiro levarei daqui.
Ele sorri. Minha segurança o relaxa e me dando um beijo, murmura:
- Vamos lá, campeã. Vá e mostre-lhes quem é a minha esposa.
Sua positividade me motiva. Bem, Aguiar!
Mais uma vez estou de volta na grade. É a última corrida feminina e dela sairá as três vencedoras. Jurgen, com Sophia, Arthur e todo o meu grupo gritam e me incentivam. Eu sorrio. Olho em volta. Os outros corredores são muito bons, mas eu quero ganhar. Eu desejo.
A corrida começa e, como sempre, minha adrenalina sobe ao infinito e além. Corro, acelero salto, derrapo e volto a acelerar. Eu gosto.
Isto é o motocross!
Com o canto do olho, eu vejo que uma das meninas me passará.
A tia é boa, muito boa, mas eu confio em mim e eu quero ser a melhor. Aos chegar na curva quinze, a faço aberta, onde perco tempo e outra corredora passa à minha frente. Isso me irrita. Eu não gosto de perder nem no ludo. Há mais duas voltas e ainda tenho tempo para ultrapassar. Eu vou conseguir. Flutuar para cima. Coloco a primeira. Tome isso! Mas na área acidentada sinto de novo minha mão, perco força e ultrapassam-me outra vez.
Merda! Sou a quarta. Resta apenas uma volta para terminar e decido arriscar e esquecer a dor na minha mão. Quando chego à curva quinze sinto que se eu for por dentro, ao invés de por fora ganharei alguns segundos. O problema pode ser meu pulso falhar e não conseguir controlar a moto. Mas veja..., já fiz coisas mais difíceis na vida e então decido tentar.
Cerro os dentes e me aproximo da curva. As meninas abrem, eu reduzo e me jogo. Tomo a curva como planejado e...
Bom! O pulso respondeu e eu posso controlar a moto. Acelero. Três curvas e eu levo um prêmio para casa. Sim... Sim...
De repente, uma das motociclistas salta e ao fazê-lo, vejo como a roda traseira rejeita, perde o controle de sua moto e toca a minha roda dianteira. Impotente, sou arremessada para frente, sobre a minha moto.

Tudo é escuridão.
Capítulo 83:


Ouço um som constante e desconfortável.
Despertador maldito!
Eu tento mover para desativar, mas não posso. Como estou cansada!
Ruídos. Eu ouço vozes. Que confusão.
Chamam-me. Arthur chama.
Eu tento abrir os olhos. Eu não posso. Escuridão.
Eu não sei quanto tempo é até ouvir novamente o despertador. Desta vez eu consigo abrir os olhos e pisco. Eu mexo o pescoço cuidadosamente e suspiro. Estou com dores na cabeça. O que que eu bebi?
Lentamente abro os olhos e vejo uma televisão fixada na parede. Onde eu estou? Algo me segura a mão e, olhando, eu vejo a cabeça de Arthur descansando sobre ela.
O que aconteceu?
Como um flash, tudo volta à minha mente. A corrida. Curva quinze. Cair sobre a moto. Suspiro.
Minha mãe, que paulada eu tinha para dar. Descanso. Meu corpo dói, mas isso não importa. Tudo que me importa saber é se Arthur está bem. Eu o conheço e sei que ele vai ficar deprimido e com medo.
Eu olho para o seu cabelo loiro. Ele não se move, mas quando eu passo a mão, rapidamente levanta a cabeça, me olha e é de paralisar o coração enquanto murmuro:
'Olá, bonitão. ’
Arthur se levanta e, se aproximando de mim, sussurra:
-Pequena, como você está?
Eu não posso falar. Seus olhos estão vermelhos, terrivelmente vermelhos, e pergunto:
- Qual é o problema, querido?
E então ele faz algo que me deixa sem palavras, quando o seu rosto, seus contraídos e rosto bonito e, com um soluço afogado, diz:
-Nunca mais me assuste assim, ok?
Sem ainda entender o que aconteceu, eu quero abraçá-lo. Eu quero aconchegar, confortar e puxando-o, faço com que me abrace. As lágrimas caem ao perceber como ele está desesperado e chorando. Iceman, meu sério, mal-humorado e teimoso alemão, chora como uma criança em meus braços, enquanto eu murmuro e beijo sua cabeça.
Ficamos assim por vários minutos até que eu perceber que se normalizava a respiração e longe de mim, sussurrou envergonhado:
"Sinto muito, querida. Perdoe-me.”
Mais apaixonada do que nunca por esse homem, sorrio, seco suas lágrimas e respondo emocionada:
- Não tenho nada para te perdoar, céu.
- Estava com muito medo... Eu...
- Você é humano e os seres humanos têm sentimentos, querido.
Ele balança a cabeça e, tentando sorrir, me dê um beijo na ponta do nariz. Eu pergunto:
- O que aconteceu?
Mais tranquilo para falar comigo, carinhosamente remove carinhosamente uma mecha de cabelo do meu rosto e diz:
- Houve um acidente. Você caiu sobre a moto, perdeu a consciência e não a recuperou até chegar ao hospital. Eu tive muito medo, Lu...
“Querido”...
- Eu pensei que tinha te perdido.
Seu desespero faz meu corpo estremecer. Eu não queria estar em seu lugar. Do jeito que sou histérica, é certo que teria empacotado e gritado. Tentando desdramatizar o clima, pergunto:
- Mas eu estou bem, certo?
Animado, Arthur concorda.
“Sim, querida. Você está bem. Tem um traumatismo craniano leve”. - Esconde o nó de emoções que estão lutando para sair e acrescenta: - Mas você está bem. Examinaram-te e não há nada quebrado. Apenas uma fissura no pulso esquerdo.
-Você não chamou meu pai, certo?
Arthur balança a cabeça.
"Eu pensei em chamar quando você acordasse.”
- Não o chame. Eu estou bem e eu não quero assustá-lo.
Meu cara me dá um beijo na mão e diz: - Você tem que chama-lo, Lu. Se você quiser, podemos fazê-lo amanhã, quando você está de alta.
Protesto.
- Amanhã?! Por que não me dão alta agora?
- Porque eles querem ter você aqui na observação por 24 horas.
- Mas eu estou bem, não está vendo?
Ele sorri pela primeira vez e responde:

- Sua teimosia me faz saber que você está de fato bem, e não sabes como fico feliz. Mas eu também quero que você fique no hospital. Eu ficarei mais calmo. - E no meu gesto, acrescenta: - Eu estarei com você. Eu não vou sair do seu lado.

Capítulo 84:
Eu gosto disso. Se eu tenho de estar aqui, a melhor companhia que eu posso ter é ele. Naquele momento, a porta se abre e Sophia entra com uma Sónia muito perturbada.
- Filha da minha vida, você está bem?
- Sim, calma, Sónia. Eu estou bem. Foi apenas um golpe.
- Um golpe? Você quer dizer uma pancada! - Salta Sophia. - Você deveria ver como a moto ficou para entender o golpe.
Arthur deixa espaço para a sua mãe chegue perto e me beije, em seguida, toca seu ombro e sussurra: - Relaxe mamãe, Lu está bem.
Agora estou arrependida e, olhando para Arthur, eu pergunto: - O que aconteceu com a minha moto? Ao não me responderem, meus olhos se enchem de lágrimas, meu pescoço coça e deixando todos sem palavras, eu pergunto: - Diga-me que a minha moto está bem, por favor.
-Tesouro, diz Sónia, não fique nervosa.
Arthur olha para sua irmã para repreendê-la pelo comentário e finalmente diz:
- Olha querida, agora não se preocupe com a moto. A única coisa importante aqui é você.
Porém isso não me convence. Eu coço meu pescoço. Eu amo minha moto. Eu comprei com meu pai há muito anos atrás e insistir na pergunta: Diga-me, pelo menos, que é corrigível.
Com um sorriso inocente, Arthur olha de volta para mim e me soprando no pescoço, responde:
- Ela pode ser consertada.
Isso me tranquiliza. Minha moto é importante para mim. É minha conexão com o meu passado, com minha família, com a minha Espanha.
O Celular de Arthur toca, e ele vai à sala para atender.
- Filha minha, - sussurra Sónia, que susto me deste quando Sophia me ligou contando.
Eu sorrio e a acalmo e, em seguida, minha cunhada diz: - Susto foi o meu. Eu não contava com a reação do Arthur. Nem imagina como ficou histérico. Eu quase tive que dar duas bofetadas para que ele deixasse a ambulância te atender.
- Deve ter revivido o acidente de Hannah. Meu pobre menino - Sussurrei horrorizada.
- Todos nós sabemos que é justamente isso que ele se lembrava. Ele estava presente.
Saber que Arthur, meu amor, passou por tão mau tempo me dói na alma.
Sónia diz então: - Ele tem os olhos vermelhos de tanto chorar. Eu sou a mãe dele e eu sei.
- Nem sequer mencione o, mãe. Você sabe como é.
A porta se abre e ele entra. Ele se aproxima de mim e diz: - Norbert e Simona enviaram-lhe beijos. Eu disse-lhes que não seria necessário vir, amanhã já estaremos em casa.
Assento. Coitados, que desgosto tiveram.
- Você está bem, filho?
Arthur olha para sua mãe. Sabe por que ela pergunta e, sem se importar em mostrar seus sentimentos, responde:
-Sim, agora que sei que Lu está bem.
Esse comentário me faz sorrir. Na verdade, o Arthur é frio! Mas hoje me mostrou um outro lado que eu não conhecia e eu vi novamente o quanto me quer e precisa de mim.
Horas depois, o quarto estava cheia de gente. Dexter, Graciela e Laila e chegam com Flynn, que ao me ver me abraça, aperta minha mão e não deixa que  ninguém o separe mim. Depois chegam Frida, Andrés e Björn. Eles me trazem um lindo buquê de lírios laranja e eu aprecio isso.
Todo mundo fala sobre mim e Björn, se aproximando, murmura carrancudo:
- Que susto você nos deu, cabeçinha louca.
- Eu sei. Não foi minha intenção.
- Você está bem?
Assento e Arthur chega até nós e pergunta: - Você precisa de alguma coisa?
Digo que não e sorrio. Björn põe a mão no ombro de seu amigo e diz:
- Você precisa que lhe trague algo de sua casa?
Arthur o olha. Depois olha para mim e responde: - Nós precisaríamos de algumas roupas para Lu. Aqui só temos macacão de corrida e não acho que poderia sair do hospital vestindo isso.
- Logo mais passarei em sua casa. Simona irá preparar a pequena mala e esta noite a trago, diz Björn.
Meu amor bonito sorri e me dando um beijo na testa, responde:
- Não há necessidade de vir hoje à noite, Björn. Trazendo-a amanhã na parte da manhã está bom.
- Eu posso trazer - Laila intervém. - Não há necessidade de Bjorn passar pela sua casa.
- Para mim não é problema - nosso amigo insiste.
Arthur, que não percebe nada, os olha e propõe:
- E se Björn te busca e vocês trazem juntos?
A menina, com seu espevitado gesto habitual, olha para o nosso amigo e responde:
-Ah, não... Eu não posso. Justamente amanhã de manhã eu tenho uma reunião.

Björn balança a cabeça, olha para mim e eu sorrio. Tópico resolvido.

Meninas esta muito proximo.... quando Laila for embora lua vai descobrir que está.....????

7 comentários:

  1. Aeeee, louca pra ver a reação dela !!
    Posta +++++++
    Ameeii *-*

    ResponderExcluir
  2. Gravidaaaaaaaa! Aahh finalmente! kkk ❤

    by: Naat'

    ResponderExcluir
  3. Grávidaaaaaa , Lailaaaaa Vai emboraaa logo !!!!!

    Ass Rafa

    ResponderExcluir
  4. finalmente Lua gravidaaa!!! Qual o segredo de Laila ??? Muito ansiosaa.. Amoo essa webb!!!

    ResponderExcluir
  5. Ahhhh finalmenteeh posta +����

    ResponderExcluir