Peça-me o que quiser ou deixe-me - 3º temp. - 37º,38º,39º e 40º Capítulo (Adaptada)

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Capítulo 37:
- Gostaria de saber dele, maluquinha. É um cara muito legal e adoro a sua simpatia.
- Não é para você, Raquel.
- Por quê?
- Porque ele voltará para o México e…
- E porque eu me importaria com isso?
Isso me surpreende. Como não se vai importar? Estou boquiaberta quando digo:
- Não quero que me jure amor eterno nem nada desse tipo. Quero ser moderna pelo menos uma vez na vida e saber o que é ter uma aventura selvagem.
- Como? – Pergunto chocada.
- Maluquinha, quero me divertir. Esquecer meus problemas. Me sentir bonita e desejada, só não gostaria de me divertir com ele se fosse casado. Não gostaria de fazer outra mulher sofrer.
Vamos ver… Vamos ver…
A minha irmã é a pessoa mais tradicional que existe sobre a face da terra e de repente quer ser moderna e ter uma aventura selvagem? Estou impressionada. Muito impressionada.
Como vejo que ela me olha à espera que eu lhe diga algo sobre a sua possível aventura, olho para a Graciela. Ela conhece o Juan Alberto melhor do que eu, mas disposta a provocar Raquel, pergunto:
- Aventura selvagem?
Ela sorri. Fica linda quando sorri assim, e ao ver a brincadeira em meu olhar, diz:
- Ai, maluquinha, devo estar muito carente de atenção, porque quando estou com ele e me diz isso de «Saborosa!», sinto uma vontade infernal de agarrá-lo pelo pescoço, levá-lo para o meu quarto e fazer de tudo com ele. Vamos, ele me enlouquece!
Enlouquece?!
A minha irmã disse que Juan Alberto a enlouquece?
Morrendo de rir, olho para ela. Deus… Raquel necessita urgentemente de sexo e ao ver que ela me olha à espera de respostas, digo:
- Graciela, você o conhece melhor do que eu, por favor, tire as dúvidas da minha irmã e lhe conte sobre Juan Alberto.
A jovem chilena sorri, olha para Raquel e explica:
- Está divorciado e…
- Divorciado?!
- Sim…
Minha irmã gosta disso. Nervosa, bebe mais fanta laranja e Graciela acrescenta:
- Chama-se Juan Alberto Riquelme de San Juan Bolívares.
- Vamos, tem nome de personagem de novela – sussurra Raquel, contente.
- Já te digo – respondo divertida.
Tem quarenta anos e é primo de Dexter por parte de mãe. Não tem filhos. A sua ex-mulher, Jazmina, é uma víbora perigosa, nunca quis lhe dar esse prazer nos seis anos de matrimônio. Mas depois que se divorciou dele, engravidou do seu novo marido.
- Que nojenta! – resmunga minha irmã.
- Muito nojenta – afirmo, pensando que também não quero ter filhos.
- Juan é dono de uma empresa de segurança muito bem sussedida no México e com esta viagem tenta expandir o seu negócio pela Europa. É um homem de família, carinhoso e muito amigo dos seus amigos.
Durante uns instantes, observo que minha irmã processa a informação que Graciela lhe deu e, uma vez que o faz, solta:
- Sobre não ter filhos já imaginava. Basta olhar como ele segura Lucía para saber que ele nunca teve um bebê nos braços na vida.
-Arthur também não tem filhos e…
- Mas ele é diferente – afirma Raquel.
- Diferente por quê? – pergunto curiosa.
- Porque criou sozinho o seu sobrinho e estou certa de que quando Flynn era bebê, era super carinhoso com ele. Só é preciso reparar como mima a Luz e como se derrete por Lucía. E falando de crianças…
- Não – corto-a -. Nunca pensei em ter filhos. Por isso, vamos esquecer esse assunto.

Após dizer isso, vejo os olhares da minha irmã e da Graciela. Droga, droga! E caindo na cadeira, Raquel diz:

Capítulo 38:
- Ai maluquinha… vocês teriam filhos lindos.
Quando se cala, respiro mais tranquilamente.
Mas porque todo mundo insiste que eu tenha filhos?
Por fim, sem querer retornar ao assunto, me deito e aproveito o sol da minha Andalucía.
Viva a minha terra!
Essa noite, quando todos se reúnem na casa do meu pai para o jantar, observo com mais atenção minha irmã e Juan Alberto. Formam um belo casal.
Depois de jantar, Raquel desliga o celular depois de falar com o idiota do meu ex-cunhado, e vejo que o mexicano se aproxima dela e a tranquiliza. Cada vez que o idiota liga, tira a minha irmã do sério.
O meu pai me olha, eu levanto as sobrancelhas e, logo, vejo que sorri apontando para Juan Alberto. Não quero nem imaginar o que está pensando. Pai, te conheço!
Os dias passam e temos que voltar para a Alemanha. As férias acabaram. Arthur tem que trabalhar, as aulas de Flyn retornaram e nossa vida tem que voltar ao normal.
Depois de uma deliciosa comida no restaurante da Pachuca, onde Flynn e eu comemos até nos fartar, decidimos sair essa última noite e beber alguma coisa.
O meu pai prefere não nos acompanhar. Prefere ficar em casa cuidando dos cachorros, como ele diz.
Às oito da noite, depois de Juan Alberto voltar de uma viajem a Málaga, passamos pela casa do meu pai para buscar Raquel, vamos todos jantar e beber algo.
Quando chegamos ao barzinho de Sérgio e Elena, como sempre, o mais movimentado de Jerez, meus amigos levantam-se para nos cumprimentar. Me parabenizam pelo meu casamento e Arthur convida-os para um drinque. Rocío, minha amiga, está feliz. Estou feliz e isso a deixa também. De repente, toca uma música e ela puxa minha mão e me leva até a pista de dança, enquanto cantamos como loucas.
Never can say goodbye, no, no, no, no,
never can say goodbye.
Every time I think I´ve had enough
And start heading for the door.
Nós sorrimos. Centenas de recordações de verões loucos vêm à nossa memória enquanto cantamos em voz alta e dançamos essa canção na voz de Jimmy Somerville.
Quando a música acaba, vamos ao banheiro, local de pura fofoca, e lhe conto tudo o que quer saber. Falamos… falamos e falamos. Durante dez minutos colocamos todo o assunto em dia e quando saímos estamos com sede e paramos no bar para pedir umas bebidas. Logo alguém me agarra pela cintura e fala no meu ouvido:
- Olá, preciosa.
Reconheço a sua voz…
Rapidamente me viro e vejo David Guepardo. O meu amigo das competições de motocross. Me dá dois beijos e me abraça. Convencida de que Arthur não gostará da forma como me abraça, saio de seus braços como posso e pergunto:
- Como você está? Como estão as coisas por aqui?
David, conquistador como ele é, passeia os olhos pelo meu corpo e, dando mais um passo até mim me pressionando contra o bar, responde:
- Cheguei ontem. E vim até aqui para ver se te encontrava.
Rocío me olha. Eu olho para ela e, antes que possa dizer algo, aparece meu alemão, meu Iceman, com uma cara chateada, por trás de David e diz:
- Poderia se afastar da minha mulher para que ela possa respirar?
Ao ouvir isso, David olha para trás e, ao vê-lo, sem sair do lugar, responde:
-Você de novo – E antes que eu possa dizer qualquer coisa, fala: -Olha amigo, esta não é a tua mulher e, pelo que imagino, nunca vai ser. Por isso, que tal dar uma voltinha e nos deixar em paz?
Meu Deus, a cara do meu Iceman. Ele bufa pelo nariz e eu rapidamente digo:
- David, você tem que…

Mas não consigo dizer mais nada. Arthur agarra-o pelo braço com as suas mãos enormes, separa-o de mim e, num tom nada calmo, grita na sua cara:

Capítulo 39:
- Quem vai dar uma voltinha vai ser você. Porque se você voltar a se aproximar da minha mulher como fez hoje, vai ter problemas comigo, entendeu?
O motociclista fica parado. Eu levanto a mão e mostrando o anel no meu dedo esclareço:
- David, Arthur é o meu marido. Nós estamos casados.
A cara dele muda completamente. No fundo é um bom rapaz e diz rapidamente, levantando as mãos:
- Sinto muito, cara. Eu achei que as coisas ainda estavam como da última vez.
A expressão de Arthur se relaxa. Sua raiva diminui e, pegando-me pela mão, me puxa e, antes de sair do local, acrescenta:
- Pois bem, agora já sabe. Não se engane novamente.
Rocío me olha do bar e sorrio enquanto me afasto com Arthur. Apesar de não aprovar seu ciúme, reconheço que este momento territorial do meu maridinho excitou-me. Que sexy ele fica, quando me olha assim.
Sem falar, saímos do local e logo vejo o Fernando aparecer. Os nossos olhares se cruzam e ambos sorrimos. Está de mãos dadas com a mesma moça agradável que o acompanhou ao meu casamento na Alemanha e, quando nos aproximamos dele, Arthur me solta e Fernando e eu damos um enorme abraço.
- Olá jerezana.
Em seguida, me solta e estende a mão a Arthur, dizendo:
- Como você está?
- Tudo bem amigo. Tudo vai muito bem.
No seu código, entendem-se. Finalmente, depois de tudo o que aconteceu entre nós três, conseguimos normalizar nossa relação e nos tornamos amigos. Eu adoro isso. Fernando é uma das melhores pessoas que conheço e fico feliz ao ver que Arthur e ele por fim se dão bem.
Depois de cumprimentar Aurora, que é como se chama a garota que está com ele, tomamos algo juntos até que Fernando, olhando o seu relógio, diz:
- Temos de ir. Marcamos com alguns amigos.
Sorrio. Nos despedimos e, quando se vão, Arthur me agarra pela cintura e pergunta:
- Você está feliz, pequena?
Beijando-o, feliz da vida, respondo:
- Muitíssimo, grandalhão.
Quando voltamos para o nosso do grupo, falamos durante horas e nos divertimos. Estar com meus amigos é só alegria, piadas e diversão.
Sorrio para mim mesma ao ver a excitação que Graciela provoca.
Essa chilena de voz doce deixa-se levar pelos jerezanos, enquanto Dexter observa e bufa. Ele resiste. Isto vai demorar mais do que eu acreditava a princípio.
Todos estão bem dispostos, quando a minha irmã, que está sentada ao meu lado, diz com um gesto contrariado:
- Ai maluquinha….
A sua atitude e a sua voz me alertam:
- Que foi?
Com uma careta, me olha e cochicha:
- Acabo de ver José estacionar o carro.
Meu sangue ferve. Como o idiota do meu ex-cunhado tem coragem de aparecer aqui, vou dar-lhe um tapa tão grande que vai chegar voando em Madrid. Atordoada, olho ao meu redor e Arthur, ao perceber, pergunta:
- O que aconteceu?
- O imbecil do José está aqui.
Seu rosto se contrai, e me olhando, sussurra:
- Calma, pequena. Somos adultos e civilizados.
O seu comentário me faz sorrir ao recordar o que ocorreu antes com David, mas para acalmar a ânsia que tenho de abrir-lhe a cabeça e fazê-lo sofrer tanto como fez sofrer a minha irmã, apanho o meu copo e bebo um gole, quando vejo que Raquel se levanta. Onde ela vai? Vou agarrar seu braço para que não se aproxime de José, mas ela me deixa sem palavras. Vai até Juan Alberto, que está falando com Dexter, agarra seu pescoço, senta em seu colo e beija sua boca.

Assutador!

Capítulo 40:
Eu engasguei.
Arthur segura a minha mão.
Dexter me olha e eu, surpresa, vejo que a minha irmã se derrete como uma adolescente, ali, diante de todos.
O meu ex-cunhado, que se aproxima, ao ver isso fica paralisado e grita:
- Raquel!
Mas ela continua o seu beijo devastador em Juan Alberto. Desde logo, está devorando-o, safada. Vejo ela dizendo: «Saboroso!».
Mas isso não parou por aí. O mexicano, animado pelo momento, passou os braços pela cintura da minha irmã e aprofundou o beijo enquanto uma das suas mãos vai até a sua bunda e a aperta.
Pelo amor de Deus, o que eles estão fazendo?
O tempo parece passar em câmara lenta enquanto eles se beijam sem pressa nenhuma, até que os seus lábios se separam e eu ouço que Juan Alberto diz:
- Raquel, você acredita em amor à primeira vista, ou tenho que te beijar novamente?
Uauuuuuuuuuu, não posso acreditar!
Novela mexicana ao vivo e a cores!
Um ex-marido, um novo amante e a protagonista, que não é outra senão a minha irmã. Que forte, por favor!
Boquiaberta, pisco, enquanto Arthur, ao meu lado, observa muito tranquilo a situação. O homem é puro gelo quando quer. E então, com uma cara de travêssa, que me deixa totalmente paralisada, a minha alucinante irmã olha para meu ex-cunhado que está parado diante dela e pergunta:
- O que você quer, seu chato?
Ele não consegue nem falar. Está tremendo até a sua barba e estou a ponto de gritar: «Toma, toma, idiota!».
Instantes depois, quando José consegue se recompor, com os olhos marejados diz:
- Raquel, não levarei isto em conta, mas temos que conversar.
Não levará isto em conta?
Meu Deus, eu levanto a minha cabeça. Que sem vergonha!
Mas Arthur, que vê como me mexo na cadeira, me olha e, sem soltar a minha mão, me pede tranquilidade com os olhos.
- Olha, José – responde Raquel, surpreendendo-me -, leve isso em conta, porque eu vou voltar a repetir quantas vezes eu quiser. Estamos separados! E antes que você comece seu discurso, a resposta é NÃO!
- Mas, fofaaaaaaaa…
- Já não sou a sua fofa – grita ela.

José a encara e, pela sua careta, vejo que não a reconhece e cá entre nós, eu também estranho, nem eu a reconheço! 

7 comentários:

  1. Que arrasoooo... Raquel abalandoo!! Tá melhor que os protagonistas... Kkkkkkkkkkkkkkk.. Quero vê uma briga daquelas com tapa e tudo.. Postaaaaaaa maisssssssss!!!!!

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  2. Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii quero mais!

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  3. poxa abalou com a cara coitado kkkkkkk

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  4. Eita ela é pior que Lua kkkkkk fogoooooooo

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  5. Eita que Raquel ts revoltada kkkkk vai acabar com o hommem ;) amando eita que Arthur ta ciumento kkk mais...

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  6. Ai ai essa Raquel é mas maluca que a moreninha kkkkkk amando ansiosa curiosa por de mais

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