Adivinha quem sou esta Noite (Adaptada)- Capítulo 1 - 2º temporada

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 O som do silêncio é intimidador.
 O som das rodas freando ainda me deixa angustiada.
Estou viva! Viva!
Ouço a voz de Arthur.
Quero responder. Sinto seus passos rápidos se aproximando, mas estou paralisada de medo, deitada na rua e mal posso respirar. Tremo e meus olhos se encontram com os de Tifany, a esposa de Omar.
 Está no chão ao meu lado. Olhamo-nos. Ambas respiramos com dificuldade, porém estamos vivas.
— Lindinha, você está bem? –Ela pergunta em voz baixa.
Confirmo sem poder abrir os lábios, mas a sua pergunta faz com que tudo volte à minha mente. O carro se aproximando em alta velocidade. O medo. A mão de Tifany me puxando. Como nós duas caímos bruscamente a trás do carro de Omar. Uma freada incrível e depois o silêncio.
 Mas esse silêncio é quebrado de repente por gritos. Gritos apavorados. Omar se agacha com gesto alterado e, momentos depois, a voz de Arthur chega até nós dizendo:
— Não a mova, Omar! Chame uma ambulância.
Mas eu me movo. Coloco-me de barriga para cima e solto um gemido.
Meu ombro dói. Porra, como dói! Meus olhos se encontram com os do meu amor, que, com um rosto pálido, se inclina sobre mim e sem me tocar para eu não me mexer, sussurra desesperado:
— Lua, meu Deus, querida... Você está bem? Não pare de me abraçar. Preciso do seu calor, seu carinho, suas belas palavras, tanto quanto eu sinto ele precisa de mim, e respondo tranquilizando:
 — Estou bem... Não se preocupe... Estou bem.
— Querido, estou tonta.–Tifany reclama, se sentando.
— Calma, meu céu... Não se mova.– Omar tranquiliza.
De repente, meu olhar e o de Tifany se encontram e emocionada pelo que essa pequena fez por mim, murmuro:
— Obrigada.
A jovem e loira esposa de Omar, que eu pensava ter menos cérebro que o Lula Molusco, o amigo de Bob Esponja, sorri. Acaba de me salvar de morrer atropelada pelo carro, se arriscando a ir também ao outro lado. Serei eternamente grata. Eternamente.
Arthur toca meu braço acidentalmente e dou um grito de dor.
Porra, que dor!
Ele olha assustado e com a respiração acelerada, sussurra:
 — Não se mova, querida.
— Como dói... Como dói...
— Eu sei... Eu sei... Fique calma.–Insiste com gesto preocupado.
 Com os olhos marejados pela dor insuportável que sinto, vejo que Arthur liga para um amigo médico, que vem correndo em nossa direção.
 — Peça gelo no Pub. Preciso de gelo urgentemente! Movo-me e volto a gritar de dor. Arthur me olha e tirando o paletó, diz:
— Acho que você deslocou o ombro na queda.
 Neste momento, não sei o que é deslocado ou o que é ombro, mas o gesto do meu homem é triste. Muito triste e isso me assusta enquanto reclamo:
— Porra... Como dói! Quando seu amigo aparece com um saco de gelo, Arthur amaldiçoa e, observando-o, ele comenta:
— Fran, preciso de sua ajuda. Colocaram-me na calçada me deixando como uma boneca e vejo que o tal Fran segura minha cabeça. Fico nervosa. O que vão fazer comigo?
 — Como dói, Arthur... Dói muito. Meu amor se senta no chão e coloca um pé ao lado do meu torso. — Eu sei querida... Mas em breve tudo passará. Vou segurar sua mão com força e puxá-la para mim.
— Não... Não me toque! Estou morrendo de dor!– Grito assustada. Ele entende meu medo. Estou apavorada. Arthur tenta me tranquilizar e quando consegue novamente se coloca como antes e murmura:
— Tenho que recolocar seu ombro no local, querida. Isso vai doer.
E antes que eu pudesse piscar, vejo que o tal Fran e ele se olham e depois Arthur faz um movimento seco que me faz ver estrelas de todo o céu, enquanto grito com dor. Deus, que dor! As lágrimas brotam dos meus olhos. Choro como uma tonta. Odeio fazer isso na frente de todas essas pessoas, mas eu não posso ajudar. Dói tanto que eu não consigo pensar em mais nada.
— Pronto... Pronto, querida. – Me embala para me tranquilizar.
Ficamos assim por um tempo e percebo como estou encharcando sua camisa de lágrimas. Arthur não me solta. Não se separa de mim. Só me mima e sussurra maravilhosas palavras de amor, enquanto algumas pessoas passam ao nosso lado.
Quando me acalmo, deixa de me abraçar cuidadosamente, cobrindo o gelo com sua jaqueta e me colocando sobre o ombro, diz, ao ver que o olho com os olhos vermelhos pelas lágrimas:
 — Calma, minha vida. A ambulância chegará em breve.
Tento me acalmar, mas não posso. Primeiro, porque quase me atropelaram. Segundo, porque meu braço dói horrores. E, terceiro, porque o nervosismo de Arthur me deixa nervosa.
 — Diga-me que você está bem.– Ele insiste.
 — Sim... Sim... –Consigo gaguejar. Minha resposta o acalma, mas, em seguida, se levanta do chão rapidamente, se afasta de mim e o ouço gritar com firmeza:
— Como você pode fazer isso!
Assustada ao ouvi-lo tão furioso, tento me sentar apesar da minha dor e o vejo caminhar em direção ao carro que estava a ponto de me atropelar. Dentro está Caty, com a cabeça no volante.
Cadela, Víbora!

8 comentários:

  1. Caty filha da mãe

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  2. Tadinha de Lua.. Caty louca de maisss!!! Posta maisss... Poderia posta outro já q são os primeiros capítulos da segunda temporada, a gente merece esse bônus!!!

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  3. Sabia essa caty não prestava se fazendo de boazinha :/ mais ansiosa curiosa

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  4. Mata ela Arthur kkkkkkk dale na cara cachorra safada miserável coitada de Lua mais?

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  5. Bichinha chorando..... essa caty filha da pu__ merece apanhar isso sim rum coisa feia recalcada invejosa piriguete obesa piolhenta vagabunda chata peito muxo

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  6. Ameiiii essa web comecei a ler ontem e fiquei super feliz que vc começou a 2 temporada hoje kkk maissssssssss

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