Peça-me o que quiser agora e sempre - 2º temp. - 68º e 69º Capítulo (Adaptada)

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Capítulo 68:

Vou até ele e então, sem me importar com sua cara fechada, sento no seu colo.

Nesse momento, se dá conta de que tirei as calças. Seus olhos me dizem que não quer esse contato; mas eu quero, sim. Exigente, lhe beijo a boca. Ele não se mexe, não me devolve o beijo. Me castiga. Arthur, justificando o apelido de Iceman mais do que nunca, é um bloco de gelo; mas eu, com minha fúria espanhola, resolvi descongelá-lo. Beijo-o de novo e, quando sinto que ele não corresponde, murmuro pertinho da sua boca:

— Vou te foder agora. E vou te foder porque você é meu.

Me olha, surpreso, piscando. Beijo-o de novo. Desta vez sua língua está mais receptiva, mas Arthur segue sem querer colaborar. Mordo o lábio inferior dele, puxo-o e, olhando nos olhos, o solto. Depois, enfio meus dedos em seus cabelos e rebolo um pouco sobre suas pernas.

— Eu quero você, querido, e você vai realizar minhas fantasias.

— Lu, você bebeu...

Rio e concordo, no meu cubano improvisado:

— Claro que sim, tomei uns mojitos, mi amol, que estavam de muelte. Mas olha, sei muito bem o que faço, por que faço e com quem faço. Tá bom?

Não fala, só me olha. Me levanto. Estou quase fazendo o que se fazem nos filmes: jogar no chão tudo que há sobre a mesa. Mas penso melhor e desisto. Acho que isso vai chatear Arthur ainda mais. Por fim, empurro o laptop para um lado e me sento na escrivaninha. Arthur me observa. O gato comeu a língua dele. Eu, disposta a conseguir o que quero, pego uma das suas mãos e a passo por cima da minha calcinha. Já estou molhada e sinto que Arthur engole com dificuldade.

— Quero que me chupe. Desejo que meta sua língua dentro de mim e me faça gemer, porque meu prazer é seu prazer. Nós somos donos dos nossos corpos.

Quando acabo de falar, Arthur respira de forma entrecortada. Homens! Está ficando excitado, sim. Mas como quero é deixá-lo bem louco, tiro minha camiseta, enquanto ordeno:

— Me acaricie. Vamos, Iceman, você deseja tanto quanto eu. Vamos!

Meu Iceman descongela por uns segundos. Ótimo. Para de resistir e beija meus seios, me chupa.

Ai, mi amol! Que coisa tão boa.

Seus olhos frios agora são selvagens e provocadores. Arthur continua chateado, mas o desejo que sente por mim é igual ao que sinto por ele. Quando abandona meu mamilo, se reclina na cadeira. O tesão toma conta dele.

— Levante daí e se vire — murmura.

Fico de pé e, vestida apenas com a calcinha, viro de costas para ele. Ele empurra a cadeira para trás, se levanta e aproxima sua ereção de meu traseiro, enquanto suas mãos, firmes em minha cintura, me puxam para ele. Gemo. Me dá uma palmada. Me belisca. Depois me dá outra palmada. Quando estou quase protestando, Arthur diz no meu ouvido:

— Você tem sido uma menina muito má. No mínimo merece umas palmadas.

Sorrio. Tudo bem, se ele quer brincar, brinquemos!

Fico de frente pra ele e, sem deixar de olhar Arthur bem nos olhos, meto a mão dentro das calças dele, pego os testículos e, enquanto os acaricio, pergunto:

— Quer que te mostre o que faço com os meninos maus? Você também foi mau esta manhã, meu amor. Muito, muito mau.

Isso o paralisa. Não acha muita graça de eu estar manuseando seus testículos.

Tenho certeza de que acha que posso machucá-lo.

— Lu...

Com um puxão, baixo as calças e depois a cueca. Sua ereção enorme surge esplendorosa na minha frente. Uau! Nossa! Empurro Arthur, que cai sobre a cadeira.

Volto a montar nele e peço:

— Me arranque a calcinha.

Dito e feito. Arthur a puxa, rasgando-a, e minha vagina molhada descansa sobre sua forte ereção. Não lhe dou tempo para pensar; me ergo e o meto dentro de mim. Estou tão molhada... tão excitada, que ele entra totalmente. Quando fico bem encaixada em

Arthur, exijo:

— Olha pra mim.

Ele obedece. Santo Deus, isso é demais!

— Assim, assim... É assim que quero você. Assim sempre estamos de acordo.

Meus quadris se contraem, e faço movimentos de sucção com minha vagina, enquanto Arthur acaba de tirar as calças, que ficam largadas de qualquer maneira pelo chão. Arthur geme depois de um novo movimento. Então o beijo. Dessa vez sua boca me devora e me exige que continue beijando-o. Paro de mexer. Apenas ficamos encaixados, curtindo a excitação do momento, excitação que está no máximo. É plena.

Então meu alemão se levanta comigo encaixada, me leva até a escada das estantes e me encosta contra ela.

— Segure no meu pescoço.

Obedeço de imediato. Ele se agarra a um dos degraus da escada acima de minha cabeça e mergulha totalmente em mim. Grito.

Uma, duas, três vezes. Tensão.

Quatro, cinco, seis. Gemidos.

Meu Iceman me faz sua, enquanto eu o faço meu. Ambos temos prazer. Ambos gememos. Ambos nos possuímos.

Várias vezes ele me penetra, e eu o recebo, até que meu grito de prazer lhe indica que cheguei ao clímax. Ele também goza, quando mete uma última e poderosa vez.

Por uns segundos, permanecemos nessa posição, contra a escada, apertados um no outro, até que Arthur solta o degrau e me pega pela cintura. Voltamos para a cadeira.

Ele me beija, quando se senta, ainda dentro de mim.

— Ainda estou brabo contigo — me diz.

Sorrio.

— Ótimo!

— Ótimo?

Está surpreso.

Beijo-o. Olho-o. Pisco um olho.

— Mmm! Essa brabeza vai fazer você ter uma noite interessante pela frente.


Capítulo 69:

Três dias depois chega uma van do aeroporto com as coisas de minha pequena mudança de Madri.

São só vinte caixas, mas estou vibrando! O resto vai continuar lá em casa. Nunca se sabe.

Ter minhas coisas é importante, e durante dias me dedico a distribuí-las pela casa toda. Arthur e eu estamos bem. Depois daquela noite esplendorosa de sexo, no dia da discussão, não conseguimos parar de nos beijar. Eu o surpreendi. Eu o tentei e o deixei louco. É só nos vermos e já queremos nos tocar. É ficarmos sozinhos e nos despimos com a maior paixão.

A estas alturas, posso garantir que fui fisgada pela Loucura esmeralda. Que novela genial! Quando começa, Simona me avisa, e sentamos juntinhas na cozinha para ver

Esmeralda Mendoza sofrer. Pobre garota!

Uma manhã toca o telefone. Simona me passa o aparelho.

— Papai! — grito, entusiasmada.

— Oi, moreninha. Como está?

— Bem, mas morta de saudade de você.

Falamos um pouco, e lhe conto o problema que tenho com Flyn.

— Calma, querida. Esse menino precisa de paciência e carinho. Observe-o e tente surpreendê-lo. Com certeza, se você o surpreender, o menino vai te adorar.

— A única maneira de surpreendê-lo assim é indo embora desta casa. Pode crer, papai, esse menino é...

— Um menino, filha. Com 9 anos é só um menino.

Dou um suspiro profundo.

— Papai, Flyn parece um velho. Não tem nada a ver com nossa Luz. Reclama de tudo, me odeia! Pra ele sou um pé no saco. Você precisa ver como me olha.

— Moreninha, moreninha. Esse menino sofreu muito pra idade dele. Tenha paciência. Ele perdeu a mãe, e mesmo que o tio cuide dele, tenho certeza que se sente perdido.

— Não nego isso. Tento me aproximar dele, mas não deixa. Só o vejo feliz quando está grudado no Wii e no PlayStation, sozinho ou com o tio.

Meu pai ri.

— É porque ainda não te conhece. Tenho certeza de que quando conhecer minha moreninha não poderá mais viver sem você.

Desligo com um enorme sorriso. Meu pai é o melhor. Ninguém como ele para levantar minha autoestima e me dar força em tudo.

No domingo, Arthur propõe que o acompanhe ao campo de tiro. Flyn e eu vamos com ele. Me apresenta a todos os seus amigos e, como sempre, quando ficam sabendo que sou espanhola, tenho de ouvir “olé, touro e paella”, claro. Chatos demais!

Surpresa, vejo que Arthur é um perfeito atirador. Com o problema nos olhos nunca teria pensado que pudesse praticar um esporte desses.

Não gosto de armas. Nunca gostei, e quando Arthur me propõe atirar, me recuso.

— Arthur, já te disse que não gosto.

Sorri. Me olha e diz, me beijando nos lábios:

— Experimente. Talvez se surpreenda.

— Não. Já disse que não. Se você gosta, vá em frente. Eu não serei estraga prazeres.

Mas eu não quero atirar, me recuso! E tem mais, não me parece aceitável que Flyn veja isso com tanta naturalidade. As armas são perigosas, mesmo que façam parte das Olimpíadas.

— Em casa, estão trancadas à chave. Ele não toca nelas. Está proibido — se defende.

— É o mínimo que você pode fazer. Manter as armas trancadas.

Meu alemão sorri e desiste. Já me conhece, e se digo não, é não.

Alguns dias depois, decido tornar a casa mais alegre. Levo Simona às compras. A mulher adora e ri quando vê as cortinas cor de pistache com forro branco que compro para a sala. Segundo ela, o senhor não vai gostar; mas, segundo eu, ele tem que gostar. É sim ou sim.

Não consigo que Norbert e Simona me chamem de Lua. É impossível. O “senhorita” parece meu primeiro nome. Afinal desisto.

Durante dias compramos tudo o que me dá na telha. Arthur está feliz por me ver tão motivada e me dá carta branca para tudo o que quero fazer na casa. Só quer que eu seja feliz, e isso é um alívio.

Depois de decidir sozinha, sem dizer nada, transfiro Susto para a garagem. Faz muito frio e sua tosse miserável me preocupa. A garagem é enorme, e o pobre animal não passará tanto frio. Troco o cachecol dele por outro azul que fiz. Ficou divino.

Simona, ao ver o cão, protesta, leva as mãos à cabeça. “O senhor vai se chatear. Nunca quis animais em casa.” Mas digo que não se preocupe. Eu me ocupo do senhor.

Sei que vou encrencá-la quando ele souber, mas já não dá para voltar atrás.

 Susto é super bonzinho. Não late. Não faz nada, fora dormir sobre o cobertor limpo e seco que pus num lugar discreto da garagem. Inclusive, quando Arthur chega com o carro, espio e sorrio ao ver que Susto é muito esperto e que sabe que não deve se mexer. Com a ajuda de Simona, eu o tiro para fora do pátio para que faça suas necessidades. Poucos dias depois, Simona já adora o cachorro tanto ou mais que eu.

Uma manhã, depois do café, Arthur por fim me chama para ir ao escritório da empresa. Animada, boto um terninho escuro e uma camisa branca, para passar uma imagem profissional. Quero que os empregados do meu namorado tenham uma boa impressão de mim.

Nervosa, chego à empresa Müller. Um enorme edifício e dois anexos compõem os escritórios centrais em Munique. Arthur está lindo com seu casaco azulão de executivo e seu terno escuro. Como sempre, é uma delícia olhar para ele. Transpira sensualidade pelos poros, e autoridade. Isso da autoridade me excita. Quando entramos no impressionante hall, a loira da receção nos olha, e os seguranças cumprimentam o chefão. Meu namorado! A mim olham com curiosidade, e quando vou passar pela roleta, me param. Arthur, rapidamente, com voz de comando, diz que sou sua namorada, e me deixam passar sem o crachá com o V de visitante.

Uau, meu gato!

Eu sorrio, mas o rosto de Arthur é sério, profissional. No elevador, entramos com uma bela morena. Arthur e ela se cumprimentam. Disfarçando, observo como essa mulher o olha e sei que o deseja. Estou para pisar no pé dela, mas me contenho. Não devo ser assim. Tenho que me controlar.





ok ok vocês venceram, mais tarde posto mais dois capítulos :)

9 comentários:

  1. Aehhh maisss capítulos... Adorooo!! Lua na empresa só quero vê!!

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  2. Haaaaaa , mais cap. Vai ser ótimo , foi incrível esses caps. Vc se supera a cada um cap q vc escreve estão d+ parabéns .
    #amado....

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  3. haaaaa mais que bom

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  4. Aeeeee !!
    Divino
    Posta +++++++
    Ameeii *-*

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  5. Eeeeh, mais capitulos!!! *-*
    Ameiiiiiiiiii, tá liiindo!
    Posta mais!! +++
    O Flyn vai gostar da Lu?

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  6. Adoreii. Amore quando o Flyn vai começar a gostar da Luh... Posta maiiis...

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  7. Vai demorar pro flyn gostar da lua ??
    Postaaa mais

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