Peça-me o que quiser agora e sempre - 2º temp. - 104º,105º, 106º e 107º Capítulo (Adaptada)

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Capítulo 104:
Meu Iceman me comprou um buquê maravilhoso pelo Dia dos Namorados e eu nem lhe dei parabéns nem nada. Sou um desastre! Arthur sorri. Parece saber o que estou pensando.
— Meu melhor presente é você, moreninha. Não preciso de mais nada.
Nos beijamos e eu sorrio.
— Estou te devendo um presente. Mas por enquanto tenho uma coisinha pra você.
Ele me olha surpreso e eu pego o pacote de chiclete do meu bolso. Mostro a ele.
Arthur sorri. Tiro um, abro e enfio na sua boca. Achando graça disso, ao se lembrar do que significa para nós dois, ele pergunta:
— Agora as brotoejas vão aparecer e sua cabeça vai rodar como a da menina de O exorcista?
Damos uma gargalhada deliciosa.
— A nova modalidade é minha cara verde e meus pontos. Pode haver algo mais sexy para o Dia dos Namorados?
Arthur me beija e, quando se separa de mim, digo:
— Frida comentou comigo que hoje à noite vai rolar uma festa numa casa de suingue. Está sabendo?
— Estou. Luigi me ligou e nos chamou pra Natch. Mas recusei o convite. Você não está muito pra festas, não acha?
— Tem razão... mas, olha, se eu estivesse minimamente apresentável, gostaria de ir.
Arthur me beija e morde meu lábio inferior.
— Sua taradinha... está tão necessitada assim, é? — Eu rio e nego com a cabeça, e ele comenta enquanto me aperta contra si: — Vai haver outras festas. Te prometo. —
Ao ver meu olhar, Arthur acrescenta: — Diz aí, moreninha, o que você quer me perguntar?
Abro um sorriso. Impressionante como ele me conhece cada vez mais. Chego mais perto e digo:
— Você já fez boybang?
— Já.
— Sério? Uau!
Arthur ri.
— Querida, estou há mais de catorze anos fazendo um tipo de sexo que pra você agora é novidade. Fiz muitas coisas e pode ter certeza de que muitas delas eu não gostaria que você fizesse. — Vendo minha cara de espanto e curiosidade, continua: — Sado.
— Ah, não! Isso eu não quero mesmo — digo. Arthur dá uma risada e eu pergunto: —
O que você acha de gangbang?
Arthur me olha, me olha, me olha... e, quando estou quase perdendo a paciência, responde:
— São homens demais entre nós dois. Acho melhor não.
Seu comentário me faz rir e, antes que eu diga algo, ele muda de assunto.
— Estou com sede. Quer beber alguma coisa?
Eufórica, segurando meu buquê, caminho de mãos dadas com Arthur pelo enorme corredor da casa. Assim que chegamos à cozinha, Simona me olha sorrindo e grito diante do que vejo:
— Susto!
O bichinho corre na minha direção e Arthur o detém, preocupado que me machuque.
Mas o cachorro está radiante de alegria, e eu mais ainda. Dou um abraço em Susto e faço carinho nele. Depois me viro para meu homem de olhos azuis e, sem me importar com a presença de Simona, me jogo nos braços dele e digo:
— Que gangbang que nada! Você é a coisa mais linda do mundo e juro que eu casava contigo agorinha e de olhos fechados.
Arthur sorri. Está agitado. Me beija.
— Você que é a coisa mais linda. E quando quiser a gente pode casar.
Ai, meu Deus! O que foi que eu disse?! Eu realmente o pedi em casamento? Merda, vou me matar!
Susto dá pulinhos ao nosso redor. Arthur tenta pará-lo e comenta, divertindo-se:
— Como você pode ver, coloquei nele o cachecol que você fez. Por falar nisso, ele está afônico.
— Ai, Iceman, você não existe! — exclamo, rindo, e lhe dou um beijo.
Emocionada, faço carinho em Susto, que não para de se mexer de tão contente que está. Até que vejo algo nas mãos de Simona. É um filhote branco.
— E essa fofura? — pergunto, olhando para ele toda boba.
Sem soltar minha cintura, Arthur comenta:
— Estava na mesma gaiola que Susto. Pelo visto é o único da ninhada que sobreviveu, e me disseram que deve ter um mês e meio. Susto não queria vir comigo se eu não trouxesse o filhote junto. Você tinha que ver como ele o segurou pela boca e saiu da jaula quando o chamei. Então não consegui devolver o cãozinho.
— O senhor é muito humano, senhor Aguiar — Simona murmura comovida.
— Ele é maravilhoso — confirmo, feliz. E em seguida, olhando para Susto, afirmo:
— E você, um paizão.
Meu Iceman sorri com nossos comentários e diz, olhando para o filhote:
— Só não sei qual é a raça.
Com cuidado, pego o cãozinho. É gordinho e macio. Uma graça.
— É um vira-lata.

— Um vira-lata? Como assim? — pergunta Simona.


Capítulo 105:
Arthur entendeu o que eu disse e sorri. E eu, com o filhote nas mãos, explico a Simona:
— É um cachorro que tem um pouco de todas as raças e nenhuma em especial.
Nós três rimos. Simone sai para contar a novidade a Norbert. Deixo o bichinho no chão, e Arthur diz enquanto segura Susto para que não avance em mim:
— Gostou dos presentes?
Radiante de alegria e apaixonada, dou um beijo nele e digo:
— São os melhores presentes do mundo, querido. Você é maravilhoso.
Arthur está feliz. Percebo em seu olhar.
— Por enquanto eles podem ficar na garagem, até a gente construir uma casinha do lado de fora.
Olho para ele. Ele está falando sério?!
— Tá bom... hoje eles podem ficar aqui dentro. Está muito frio.
— Aqui dentro?
— É.
Nesse exato momento, o filhote se mija. Que bela mijada ele dá! Arthur me olha e pergunta, com cara séria:
— Aqui dentro?
Dou uma piscada para ele e cochicho:
— Fique sabendo que você acaba de aumentar a família. Já somos cinco.
Meu alemão fecha os olhos e entende perfeitamente o que acabo de dizer. Antes que ele solte alguma de suas pérolas, eu me antecipo:
— Vem, Arthur — digo, pegando o cãozinho. — Vamos fazer uma surpresa a Flyn.
— Ele não vai ter medo do Susto?
Faço que não com a cabeça.
Sem fazer barulho, andamos até o quarto de brinquedos. Abro a porta com cuidado e faço o bichinho entrar.
— Susto! — grita o menino e o abraça.
As risadas de Flyn são maravilhosas. Uma delícia! E o cachorro deita de barriga para cima para Flyn acariciá-lo. Por um tempo o garoto fica eufórico de tanta alegria, até que me vê segurando algo que chama sua atenção. Com os olhos arregalados, pergunta:
— E esse, quem é?
Todo orgulhoso e principalmente surpreso com a felicidade do sobrinho, Arthur explica:
— Quando fui buscar Susto, estava com ele na gaiola. Susto não quis deixá-lo sozinho e ele veio com a gente.
O garoto olha espantado para o tio. Dois cachorrinhos. Dois! E eu, radiante, deixo o filhote nas suas mãos.
— Esse bichinho vai ser seu super amigo e seu super mascote. Então você é que vai escolher o nome dele.
Flyn olha para o tio e, quando o vê acenando com a cabeça num gesto afirmativo, sorri. Em seguida olha para o filhote branco e diz, depois de piscar para mim:
— Vai se chamar Calamar.
Uma enxurrada de emoções invade a minha garganta ao escutar isso. Abro um enorme sorriso. Flyn encosta o polegar no meu e fazemos nossa saudação. Arthur beija meu pescoço e sussurra no meu ouvido ao ver seu sobrinho feliz:
— Quando quiser, já sabe... caso contigo.

Capítulo 106:


Com o passar dos dias, meu rosto vai voltando ao normal. Quando o médico tira os pontos do meu queixo diante do olhar atento de Arthur, sorri ao ver sua obra de arte. Não dá para notar nada, o que me deixa super feliz.
A chegada de Susto e Calamar transformou a casa num lugar repleto de risos, latidos e loucura. Nos primeiros dias, Arthur reclama. Deparar-se com o xixi do Calamar no chão o irrita, mas no fim das contas ele acaba cedendo. Susto e Calamar o adoram, e a recíproca é verdadeira.
Às vezes quando acordo gosto de me debruçar na janela, e lá fora está meu Iceman jogando uma vareta para Susto, para ele ir buscar. O animal já se acostumou com a brincadeira. Antes de Arthur sair para o trabalho, o bichinho leva a vareta aos seus pés, e Arthur joga e sorri. Em alguns fins de semana convenço Arthur e Flyn a passear no campo nevado com os animais. Susto adora, e Arthur brinca com ele enquanto Flyn corre ao nosso redor com o filhote. Tudo isso me emociona. Principalmente quando vejo Arthur se agachar e abraçar Susto. Meu frio e rígido Iceman vai se descongelando aos poucos, e a cada dia estou mais apaixonada por ele.
Também acompanhei Arthur várias vezes ao campo de tiro esportivo. Continuo não gostando desse lance de armas; mesmo assim, curto ver como ele é hábil no esporte.
Me sinto orgulhosa. Uma das manhãs em que estamos ali, Arthur me apresenta a alguns amigos, e um deles pergunta se sou espanhola.
— Não — digo logo. — Brasileira!
Imediatamente o homem diz: “Samba, caipirinha!” Concordo e rio. Está provado que, dependendo de qual seja seu país, uma cantilena vai te perseguir. Arthur me olha surpreso e acaba sorrindo. Nessa noite, quando transamos, ele cochicha de brincadeira no meu ouvido:
— Vem, brasileira, dança pra mim.
Flyn avançou muito com o skate e os patins. O garoto é esperto e aprende rápido.
Fazemos tudo isso às escondidas, quando Arthur não está. Se nos visse, ia querer nos matar! Simona sorri e Norbert torce o nariz. Me avisa que o senhor Aguiar vai se aborrecer, quando ficar sabendo. Sei que tem razão, mas não posso mais interromper nossas aulas. O comportamento de Flyn comigo mudou muito, e agora ele me procura e pede minha ajuda o tempo todo.
Arthur às vezes nos observa e sabe que entre mim e Flyn aconteceu alguma coisa para que o garoto me trate assim. Quando pergunta, atribuo a mudança à chegada dos cachorrinhos. Ele faz que sim com a cabeça, mas sei que não está convencido. Depois não pergunta mais.
O primeiro dia que posso sair às escondidas com Jurgen para dar umas voltas com a moto é uma beleza. Estava quase enlouquecendo com tanto tempo ocioso dentro de casa. E por isso eu salto, cantando os pneus e gritando com Jurgen e os amigos dele pelas estradinhas de cabras nos subúrbios de Munique. Penso em Arthur. Tenho que contar a ele. O problema é que nunca encontro o momento certo. Isso está começando a me incomodar. Nossa relação é baseada na confiança, e desta vez sei que estou
pisando na bola.
Uma tarde, quando estou enrolada com a moto na garagem, Flyn chega do colégio.
Ele me procura e olha alucinado para a moto. Ele se lembra dela. Quando digo que é a moto de sua mãe e peço para guardar segredo, o garoto pergunta:
— Você sabe dirigir?
— Sei — respondo com as mãos sujas de graxa.
— O tio Arthur vai ficar bravo.
Seu comentário me faz rir. Todos, absolutamente todos, sabem que Arthur vai ficar bravo. E respondo, olhando em seus olhos:
— Eu sei, querido. Mas o tio Arthur, quando me conheceu, já sabia que eu praticava motocross. Ele precisa entender que gosto desse esporte.
— Ele sabe?
— Sabe — afirmo e sorrio ao lembrar como ele descobriu.
— E ele deixa?
A pergunta não me surpreende e, olhando para ele, explico:
— Seu tio não tem que deixar. Sou eu que decido se quero ou não quero praticar motocross. Os adultos fazem suas próprias escolhas, querido.
Não muito convencido, o garoto concorda com a cabeça e volta a perguntar:
— Sónia te deu de presente a moto da minha mãe?
Antes de responder, pergunto:
— Você ficaria chateado com isso?
Flyn pensa um pouco e, para minha surpresa, responde:

— Não. Mas vai prometer que vai me ensinar.

Capítulo 107:
Sorrio, solto uma gargalhada e digo enquanto ele ri também:
— Você quer o quê? Que seu tio me mate?
Uma hora depois, Arthur me liga. Tem um jogo de basquete e quer que eu vá ao ginásio assistir. Aceito na hora. Ponho uma calça jeans, minha bota preta e uma blusa da Armani. Visto o sobretudo por cima, chamo um táxi e, quando chego, abro um sorriso ao vê-lo me esperando encostado em seu carro.
Arthur paga o taxista e, enquanto caminhamos até os vestiários, comento:
— Por que você não me falou antes sobre essa partida?
Meu lindo sorri, me beija e explica:
— Por incrível que pareça, eu tinha esquecido. Se Andrés não tivesse ligado pro escritório, eu não lembraria de jeito nenhum.
Quando chegamos aos vestiários, ele me beija.
— Vai ficar na arquibancada. Com certeza Frida está por lá.
Feliz da vida, vou andando até a quadra. Frida está ali com Lora e Gina. Minha relação com elas mudou. Me aceitam como namorada de Arthur e fico aliviada por isso.
Lora, que tem cabelos claros, sorri e diz:
— Chegou minha heroína.
Surpresa, arregalo os olhos e ela cochicha:
— Já fiquei sabendo que você deu a Betta o que ela merecia.
Faço uma cara de reprovação para Frida por ter espalhado a história, mas ela diz:
— Não olha para mim, porque não fui eu.
Lora sorri, aproxima-se de mim e comenta:
— Quem me contou foi a mulher que estava com Betta.
Balanço a cabeça, sorrindo.
— Por favor, não deixem Arthur saber. Não quero lhe dar outro desgosto.
Todas concordam e pouco depois os rapazes surgem na quadra. Como era de se esperar, meu namorado me deixa louca. Adoro vê-lo assim, correndo, ágil e ativo. Mas, desta vez, apesar da sua garra, o time perde o jogo por três pontos.
Quando termina, descemos até a quadra e Arthur vai logo me beijando. Está todo suado.
— Vou tomar banho, querida. Volto já.
Na salinha onde costumamos esperá-los, só estamos eu e Frida. Lora e Gina foram embora. Fofocamos, animadas, até que Arthur e Andrés saem, e Andrés diz:
— Linda, mudança de planos. Vamos voltar pra casa.
Frida se surpreende e reclama:
— Mas tínhamos combinado com Dexter no hotel dele.
Andrés explica:
— Vou desmarcar o encontro. Surgiu um problema que preciso resolver.
Frida torce o nariz.
— Quem é Dexter? — pergunto.
A jovem me olha e, diante do olhar atento de Iceman, responde:
— Um amigo com quem jogamos quando vem a Munique. Arthur o conhece também, né?
Meu lindo faz que sim.
— É um cara ótimo.
Brincar? Sexo? Fico excitada só de pensar. Chego mais perto de Arthur e pergunto:
— Por que não vamos nós a esse encontro?
Ele me olha surpreso e insisto:
— Estou com vontade de brincar. Ah, por favor... vamos.
Meu Iceman sorri e se vira para Frida; depois me olha e avisa:
— Lu, não sei se você vai gostar das brincadeiras de Dexter.
Olho para Arthur sem entender e, como não diz nada, pergunto a Frida:
— Ele curte sado?
— Não e sim — responde Andrés, e Arthur ri.
Frida encolhe os ombros.
— Dexter gosta de dominar, brincar com as mulheres e dar ordens. Sado não é bem a dele. É exigente, meio tarado e insaciável. Sempre me divirto muito quando estamos com ele.
Arthur acena para um de seus amigos que está indo embora e diz, agarrando-me pela cintura:
— Vem, vamos pra casa.
Eu o detenho e insisto:
— Arthur, quero conhecer Dexter.
Meu Iceman me olha, me olha e me olha... e ao fim acaba cedendo.
— Tá bom, Lu. Vamos lá.
Andrés liga para ele e avisa da mudança de planos. Dexter aceita, animado.
Em meio a risadas, chegamos aos carros, nos despedimos, e cada casal segue seu caminho. Eu e Arthur mergulhamos no trânsito de Munique. Está calado. Pensativo.
Cantarolo uma música do rádio e, de repente, vejo que ele para numa rua. Vira-se para mim e pergunta:
— Está mesmo com tanta vontade de brincar?

A pergunta me pega de surpresa. Respondo:

7 comentários:

  1. Ameiiii.. Cada vez melhor os capotuloss... O q será q vai acontecer nessa brincadeira?? Curiosa de maiss ansiosa pelo próximo!!!!!!!

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  2. Meu Deus acho que n vou aguentar até segunda muito perfeito ♥♥ posta mais 1

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  3. Ahh mdsss segunda n posta outro hj...... Pffffffff!!! Ansiosa de maisssssss!!!!!

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  4. Cada dia melhor !!!
    Posta +++++++
    Ameeii *-*

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  5. Curiosa para saber oq vai acontecer nesse brincadeira!!! Mais

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