"É Estranho. Mas é do nosso jeito" - 2ª Temporada - 16º Capítulo

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P.O.V.’s Narrador

Os dias continuaram assim: cinzentos e confusos.
Cláudia passou as suas coisas e as coisas de Lourenzo para a casa do Dr. Blanco. Ela não se sentia à vontade no apartamento de Lua e de Arthur, com a ausência dos dois.
Lourenzo não tinha um dia de paz. Todos os dias chorava sem razão aparente. Ele tinha todo o conforto do mundo, amor, mamadeira a toda a hora e fralda trocada. Mas faltava o aconchego da mãe ou do pai. Lourenzo, até agora, não sentiu o calor da mãe e isso pode ser prejudicial para o seu crescimento.
Cláudia estava em casa dando mamadeira para o seu neto quando o telefone de casa tocou. Esperou que Mariah, a empregada, fosse atender. Mariah atendeu a chamada com todo o devido respeito e depois olhou em direção de Cláudia com um sorriso cobrindo todo o seu rosto.

- Minha senhora. – Mariah veio até Cláudia ainda com o telefone na mão – A Lua. A Lua acordou nos braços do menino Diogo.
- O quê? – Cláudia se levantou rápido, deixando a mamadeira do Lourenzo cair e fazendo o pequeno chorar.
- Ela irá receber alta.
- Eu não posso querer. – Cláudia não cabia em si de felicidade. Rodou Lourenzo no ar. – Sua mamãe vai voltar. Vamos ser finalmente uma família feliz. E você vai voltar para a nossa terra natal, sim? – Cláudia beijou a testa de Lourenzo.

O passo seguinte foi ligar ao pai de Lua e lhe informar do que tinha acabado de acontecer. Ele estava em trabalho, mas deixou tudo de lado assim que ouviu as palavras “Lua” e “acordou” na mesma frase.
Para os pais, foi um motivo para comemorar. O aperto que sentiam no peito deixou de existir e deu lugar à esperança e à ansiedade.
Enquanto pediam a Mariah para arrumar as coisas para Lua e, ainda, cuidar de Lourenzo, os recém vovós foram para o hospital, ver se tudo aquilo não passava de um sonho.

- Cláudia Maria e Marcos Blanco?
- Exatamente! – Blanco concordou com a recepcionista do hospital.
- Quarto 492.
- Nós sabemos! – Respondeu novamente.

Subiram de elevador e atravessaram os corredores a passos apressados. Cláudia levava morangos acabadinhos de comprar, água e uma fotografia de Lourenzo, tudo para Lua. A última era surpresa.
Entraram no quarto e deram de caras com Diogo. Este estava dormindo no grande cadeirão, junto da cama de Lua. Lua também estava de olhos fechados, com algumas olheiras e com apenas um aparelho ligado a si. Cláudia não aguentou o reencontro e se emocionou ao ver Lua naquele estado. Mas pelo menos agora ela sabia que Lua estava fora de perigo e que daqui a uns dias poderiam estar juntas novamente.

- Minha filha. – Disse Blanco, ao passar a mão junto à testa da filha, seguidamente a depositar-lhe um beijo lá.
- Ela vai acordar? – Perguntou Cláudia.
- Calma. – Respondeu-lhe o ex-marido.
- Que bom que voltou para nós. – Foi a vez de Cláudia se chegar e abraçar a filha, que continuava de olhos fechados. Não por muito tempo.

Lua inalou o perfume da mãe, conhecendo-o e acordando da sesta. Despertou, abriu os seus olhos vagarosamente e esfregou-os e olhou para cima. As lágrimas de Cláudia se misturaram com as de Lua, que ao rever a mãe também não aguentou e se emocionou. As duas começaram a rir, ainda que entre lágrimas, e se abraçaram. Em meio de tanto alvoroço, Blanco se juntou às mulheres da sua vida e Diogo acordou com o abraço dos três.

- Não imagina o quanto estou feliz por ver novamente a cor desses seus olhos.
- Eu é que estou feliz por vos ver. Eu… eu… eu poderia nunca mais vos ver.
- Não vamos falar disso. – Cláudia abraçou Lua e impediu que ela dissesse asneiras.
- Vamos falar de coisas boas. Você. Você recuperou e está de volta à vida para amar e ser amada. Você tem, lá em casa, a bênção mais perfeita da sua vida. Lourenzo é lindo. Tem os seus traços todos.
- Eu quero tanto ver ele, tanto.
- Você vai ver! – Disse Diogo.
- Nós trouxemos umas coisas para você. – Disse Cláudia, entregando à filha um saco.
- Surpresa! – Exclamou Lua animada!

Lua abriu o saco e viu a cor avermelhada daqueles morangos que tinham tão bom gosto e ainda a água que tanto lhe fazia falta, pois a sua tinha acabado e ela detestava estar sempre pedindo ao Diogo ou às enfermeiras. E ainda, no fundo do saco, a real surpresa.

- Ah não! – Lua mordeu a sua mão ao ver uma foto de Lourenzo. Ele estava deitado sobre uma cama, com a coberta que Luísa ofereceu, com os olhos bem abertinhos e os punhos fechados. A sua minúscula língua estava de fora. Lua não se conteve, mais uma vez, e desejou, mais que tudo, poder ter aquela coisinha pequena nos seus braços. – Ele é a minha cara. E a do Arthur. E cadê ele? Já avisaram que eu acordei? – Os três se olharam. Lua ficou sem entender. – O que se passa?
- Nada. Mas você sabe como é o Arthur. Ele anda cheio de trabalho e tem sido complicado. Até porque a gente acabou de saber, você acabou de acordar e… é complicado. – Cláudia explicou – Mas ele virá. Fique tranquila.

Aquelas palavras não tranquilizaram Lua, até porque Arthur é uma das pessoas mais importantes da sua vida então porque razão ele ainda não estava ali? Ele deveria ser o primeiro a abraça-la e a mostrar-lhe Lourenzo e não Diogo e os seus pais. Não os dispensando, de maneira nenhuma. Mas Arthur é essencial!

Lua continuou em análises até receber alta. Enquanto isso, a casa foi adaptada para receber Lua, que nos primeiros dias não poderá fazer qualquer tipo de esforço. Cláudia continuou tentando contactar Arthur, mas o rapaz não atendia chamadas nenhumas. Cláudia desistiu.
Quanto a Diogo, este continuava empenhado em fazer o bem perante Lua e a querer sempre a sua felicidade. Continuou a estar com Lourenzo e a se dedicar como um pai.
Já Arthur, se mudou para um hotel onde pretendia morar durante as próximas semanas. Os seus comportamentos arrogantes continuavam. Tantos os alunos como os colegas de trabalho não sabiam o que estava acontecendo com ele, mas também ninguém se dignava a lhe perguntar ou a tentar fazer com que ele desabafasse, pois tinham medo da resposta emproada que poderiam receber em troca.
Ele se recusava a saber de qualquer coisa que estivesse relacionada com Lua. Sempre que Anna tentava falar sobre Lua, Arthur brigava e mudava de assunto.

[…]

A vinda de Lua para casa.

Apesar de ser sexta-feira 13, Lua teve a excelente notícia de que finalmente poderia voltar a casa. Ela estava mesmo cansada de estar entre quatro paredes. Alias, estava à demasiado tempo ali. Gastou três meses e uma semana da sua vida, presa a uma cama que a incapacitava de fazer qualquer movimento.
Foi Diogo quem a foi buscar. Ele levou, inclusive, um ramo de flores para ela. As preferidas dela. Junto do ramo de flores, ia um cartão com o nome de todos os colegas de trabalho de Lua, do canal onde trabalhava, que a desejavam as melhores que e voltasse rápido ao trabalho, pois o programa não tem sido o mesmo sem ela.

- Me conta a verdade. – Pediu Lua, já no carro a caminho de casa. – O que realmente se passa com Arthur? Tantas coisas já passaram pela minha cabeça, mas nada faz sentido. Eu não acredito que ele não tenha esperado por mim.
- Não sou eu quem te vou dizer a verdade.
- Então há realmente alguma coisa! – Lua concluiu!
- Sim, realmente há alguma coisa. O quê, exactamente, não sabemos. Mas esqueça isso agora.
- Como vou esquecer isso agora? Eu vou para a minha casa, com o meu filho e com a ausência do meu namorado?
- Tudo irá correr bem. Eu vou fazer pelo melhor.
- E você, como está? O trabalho? Como vai o mundo fora daquele hospital? – A conversa continuou.

Lua foi recebida, no apartamento do seu pai, por todos. Colegas de trabalho, família e amigos mais chegados. Todos estavam ali dispostos a dar um abraço à Lua e uma palavra de apoio e força, mas o que ela realmente queria saber era do seu Lourenzo. Ele estava agora com dois meses de idade. Grande, forte e saudável. Lua pediu um momento a sós com o seu filho. Ela merecia, depois de tudo.
Lua foi para aquele que será o seu quarto, a partir de agora. O quarto estava todo mobilado junto com o berço e as coisinhas de Lourenzo.
Mãe e filho se deitaram na cama, lado a lado. A princípio, Lourenzo chorou com a presença de Lua, pios realmente não a conhecia, mas depois se deixou ficar e até adormeceu. Antes, Lua lhe deu a mamadeira e cantou para que o pequeno pudesse finalmente conhecer a voz da mãe.

Na sala, todos se levantaram ao verem o regresso de Lua. Luísa foi a primeira a abraçar, entre lágrimas.

- Senti a sua falta, sua vagabunda! Nunca mais me faça uma destas. E desculpa não ter ido muitas vezes te visitar. Eu realmente não gosto de hospitais. – Luísa confessou entre um abraço apertado.
- Está tudo bem. – Lua se encontrava um pouco desorientada ainda e cansada devido à sua grande estadia no hospital.
- Vamos almoçar! – Disse Cláudia a todos os convidados.

Notas finais:
Eu sei que vocês vão dizer que o casal passa mais tempo separado do que junto, mas eu tenho uma ideia e quero a seguir! Pensem nisto como uma coisa diferente. 

13 comentários:

  1. Oq aconteceu com o Arthur? Ela n vai namorar esse Diogo né?

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  2. A lua devia acordar nos braços do Arthur, posta maiss +++++++

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  3. Arthur tem q cai na real q o filho eh dele

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  4. Aff eu ODEIO o Diogo nossa... Acordar nos braços dele... Uf não gostei

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  5. cristina você não vai mais postar Exachanged for a game?
    -allana

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  6. Eu não entendi no ultimo capitulo o Arthur estava no hospital e a Lua tava acordando,e nesse ela acordou nos braços do Diogo e o Arthur sumiu? Buguei

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    1. ela não acordou. ela apenas reagiu às palavras do arthur

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    2. E pq ele sumiu? Não explico direito tava td bem e derepente ele desapareceu?! Não entendi essa parte também

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  7. Para mim o Arthur se afastou por revolta por que o exame deu positivo e a Lua tinha lhe avisado que se desse era pra ele lhe esquecer.

    Quero mais Cris

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