Treinando a Mamãe - Capitulo 14

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Ele não podia simplesmente levá-la embora. Não agora. Não naquele momento! Não sei o que houve como meu interior, com o meu coração, com os meus sentimentos. Mas não consegui me ver longe da Amy Lee.
- Lua, por favor, acorde-a?
- Não. Ela odeia acordar cedo. - Disse o encarnando.
- Lua, você não sabe da metade do que ela gosta ou desgosta, onde é o quarto, aquele ali? - Moveu o corpo na direção do meu quarto. - E ah, você continua linda.
Ele estava tão forte e musculoso. Usava uma calça jeans com o cós folgado aparecendo sua cueca box preta. Nossa! Aquilo me fez por pouco engasgar com a saliva, desviei os olhos rapidamente. Tinha uma camisa justa, preta e gola V justamente a um tênis esportivo.
- Obrigada. - Consegui falar, corada.
- Agora, chame-a. - Seu corpo já estava diante de mim novamente, sua expressão estava doce e intensa agora. - Eu também preciso dormir. - Nem parecia que estava com sono, sua aparência estava tão... Bela.
Como eu iria brigar com ele? Perderia, na certa. Não tinha armas e nem argumentos para brigar com ele, a respeito de Amy. Ma ai, ela surgiu na sala com suas pantufas, vestida com pijama de cor rosa detalhado com ursinhos, o cabelo desalinhado e bastante sonolenta, abraçando um travesseiro. Que por sinal é meu.
Levamos o olhar para ela, que coçou o olho esquerdo, e olhou para Arthur. Logo abriu um sorriso preguiçoso.
- Papai.
- Princesa. - Agachou, com um sorriso faceiro e lindo. Ela lhe abraçou. - Saudades de você.
- Também, morri. - falou olhando-o, enquanto ele segurava sua cintura, ainda agachado. Logo levantou-se.
- Temos que ir.
Ela automaticamente me olhou. Meu coração quebrou em pedaços minúsculos. Não, ela não pode ir.
- Não Arthur.
- Amy, troque de roupa, estou esperando aqui. - Me ignorou.
- Arthur, eu falei que não. - Disse autoritária.
- Amy...
Ela ficou feito um robô, me olhando e olhando, no meio de nós dois.
- Ela não vai.
- Claro que ela vai.
- Não, ela não vai Arthur. - Lhe encarava, mas ele era tão... Tão. que recuei. Incrível seu dom de me intimidar. Esses músculos são tão definidos, e seus bíceps estão ultrapassando aquela camisa regata de gola V. É de intimidar mesmo. Meu inconsciente sussurrou. Movi a cabeça tentando jogar aquele pensamento fora, e então voltei para a realidade.
Não tive voz ativa mesmo. Em minutos, ela já estava vestida na sala conosco, pronta para ir embora com o pai. Meu coração gritava e eu estava muito perturbada. Não poderia chorar, odeio chorar em público por motivos idiotas... É, não é um motivo idiota.
- Pode se despedir da Lua agora.
''Pode se despedir da Lua agora.'' Idiota. Ele não estava vendo nos meus olhos, que aquilo não estava sendo fácil para mim? Acho que não. Desolada eu segurei o choro e agachei. Ela também não estava nada contente.
- Tchau.... Mamãe. - Lhe envolvi na cintura.
- Fica comigo. - Pedi, era uma suplica esquisita. Mas eu não poderia ficar sozinha, não agora.
Ela virou para Arthur, que estava com os braços cruzados e olhar bem atento. Nem liguei, permaneci com os olhos pairados nos olhos dela.
- Não dá. - Contraiu os lábios e abaixou o olhar, com as duas mãos no meu cabelo. - Meu pai é marreto. - sussurrou.
Trinquei os dentes. ''Não importa, eu quero que você fique, não me importa o que ele acha.'' Queria falar isso, mas não saiu.
- Fica, por favor. - Minha voz, ficou tremula. Nunca tinha me acontecido isso.
- Amy, temos que ir. - Ele era o cara mais insensível que eu já conheci. Quando fizemos amor ele era bem carinhoso, amoroso, entendedor. Mas vi que algo tinha mudado nele.
- E se eu falar, que não deixo ela ir? - Me ergui, encarando-lhe. Não estava me reconhecendo.
- Ela vai mesmo assim. - Ergueu a mão para ela, e abriu um sorriso sarcástico.
- Eu brigarei por ela então. - Meus olhos se estreitaram, e meu coração quase saiu pela boca. ''Brigar por ela'' o que eu queria dizer com aquilo, mesmo?
Ele sorriu incrédulo.
- Justiça? Tente, boa sorte. - Segurou a mão dela. - Foi um prazer revê-la.
- Brigarei por ela sim, hoje mesmo procuro um advogado Arthur. - Dei um passo a frente, furiosa como uma leoa.
- Você continua se achando dona da situação, articuladora, manipuladora. Acha que seu dinheiro pode simplesmente me tirar a minha filha, só porque você gostou da breve experiencia de ser mãe? Lua, não seja tola. - Deu para ver, ela sendo puxada levemente por ele. - Não seja tola.
Não deu para falar mais nada. Ele foi sincero e verdadeiro em cada palavra, não tinha argumentos para discutir com ele.
- Amy. - disse, com o coração na boca.
Ela virou, diate da porta para me olhar. Ele também me olhou, mas eu só fitei ela.
- Eu. Amo. Você. - Hesitei, controlando o choro.
Ela abriu um sorriso largo, largou a mão dele e correu para me abraçar.
                                                                                                                   Continua..................... 

8 comentários:

  1. Que lindooo
    Tomara que a Lua fique com a Amy
    Posta Mais hojeeeee

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  2. ain q lindo , quase chorei . acho q amy vai juntar luar de volta so pra morar com os pais Xx adaline

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  3. Que gracinha, fiquei emocionada *-*

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  4. Owm choreiii :'( acho q com essa coisa de ir embora e nunca mais ver a mãe a cabecinha da Amy fica confulsa :s ela é qm mais sofre, no meio dos pais.
    Arthur é um espora msm kkkk atiça e Lua arriada por ele ainda fica boba.
    Adoraaandooo

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  5. A web ta mto boa a Lua só quer recuperar o tempo perdido, o Arthur ta sendo mto duro

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