Capítulo 33- I'M SORRY

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Point Of View Lua Blanco, LA, 2014.

-Será que pode chamá-la para mim? –Pedi a Arthur, alisando seu rosto com as pontas dos meus dedos e beliscando sua bochecha levemente, enquanto, com suas duas mãos, ele segurava uma minha e a acariciava.

-Claro, vou ficar lá fora pra conversarem. –Ele levantou da poltrona. E pela forma como se direcionou a mim, percebi que ele estava assim há alguns meses, tratando-me completamente diferente, com um carinho intenso e eu poderia arriscar que um pouquinho de amor também. Arthur segurou meu queixo com seu indicador e o dedão, e deu um selinho em minha testa. –Boa sorte.

-Obrigada. –Levantei a cabeça e lhe dei um selinho molhado, sendo retribuída por um beijo calmo e curto. Sem fogo algum dentro de nós, e isso era tão estranho. A verdade é que me acostumei com a forma que ele agarra meus cabelos da nuca e o jeito que dá um selinho de leve meu pescoço para me arrepiar inteira.

  Arthur me deu as costas e bateu a porta atrás de si. Em seguida, Emma abriu a porta novamente e pôs somente pra dentro para me olhar. Sorri e entrou devagar, caminhando até minha maca.

-Como se sente, querida? –Perguntou delicada e sentou na poltrona.

-Bem. Obrigada.

-Por o quê?

-Por me trazer aqui e por se importar, são poucas pessoas que se importam. –Falei, tentando manter a calma, mas meu coração saltou involuntariamente quando senti o toque de sua mão na minha, fazendo um carinho delicioso.  Minha pele começando a soar mesmo com ar-condicionado estando ligado, corpo soando frio e ela passa suas unhas levemente por minha testa soada.

-Nós precisamos conversar. –Ela arqueou as sobrancelhas, e então seu celular tocou e engoli em seco. Talvez, não tenho nada para ser dito e esse ato seja para me impedir que a assuste.

-Só um segundo. –Ela levantou e foi até a janela se encostando e levando o celular a orelha.

-Oi querida. –Cumprimentou a pessoa do outro lado com um tanto de entusiasmo em sua voz. –Não demoro a chegar em casa hoje... Estou com uma aluna no hospital. –Uma aluna, é somente que sou por enquanto para ela, uma aluna como todas as outras para quem ela já deu aulas. –Apresentar seu namorado? Finalmente ficou sério. –Ela deu um sorriso alegre e olhou para mim, encarando-me nos olhos. –Tudo bem. Então vejo vocês mais tarde, querida. –Ela desligou o celular.

-Serei sogra. –Disse sem que eu perguntasse e arqueei a sobrancelha, fechando uma mão em punho por baixo da coberta.

-Tenho uma filha de dezessete anos. –Meu estômago se contraiu dentro de mim, a idéia psicológica de estar sentindo o ar dar adeus aos meus pulmões voltou, meus pelos da nuca se arrepiaram e meu coração batia tão forte que eu podia sentir o seu bate e volta, para frente e para trás.

-Não perdeu a filha? –Falei, tentando me recompor para escapar do silêncio que me dava náuseas. Tínhamos tantas coisas para esclarecer, mas minha boca não queria colocar tudo pra fora, e aparentemente, ela não está preparada, dei-me conta disso quando pela primeira vez,senti a famosa dor de ser substituída.

-Eu a perdi, mas não posso me perder pra sempre na solidão. –Engoli em seco e senti pequenas lágrimas se formarem em meus olhos. Tirei força de dentro de mim para não desabar na sua frente, e engoli em seco pela segunda vez, como se isso fosse o suficiente para o “engole o choro” que escutei tantas vezes de Thomas. E funcionava, eu já era aprendiz em sofrer calada em devidas situações.

-Você não sente nem um pouquinho de falta dela? –Levantei minuciosamente o dedão e o mindinho para fazer o gesto de “pouco” com os dedos.

-Claro que sinto. Que tipo de ser humano eu seria se não sentisse falta de alguém que saiu de mim? Eu gostaria muito de voltar no tempo, e agir de mil formas diferentes, mas eu não posso. Primeiro a perdi para o seu pai, e depois para homem que ela ama. –Suas últimas palavras fizeram correntes elétricas passarem por meu coração. Essa foi a versão que Thomas lhe contou, sai de casa pelo o homem que amo. –Eu estou sempre lhe perdendo. –Vi duas lágrimas escorrerem por sua face delicada e minhas mãos atrevidas a secar.

  Eu queria gritar para o hospital inteiro saber que minha mãe estava de volta, mas nada saia. Nem um suspiro. Eu estava paralisada com tudo que havíamos dito uma a outra. Queria abraçá-la e dizer que agora está tudo bem porque eu estou aqui, mas ela estava quase superando. Tudo que fez para não se perder na solidão foi tempo perdido, o destino sempre nos leva de volta ás pessoas que amamos. Eu a amo tanto que não cabe em meu peito tamanho amor, ele quer explodir.

- Lua Maria Blanco, a senhora já tem alta, mas siga minhas recomendações. –O médico colocou a cabeça para dentro quarto e sentei na cama imediatamente. Ele citou meu nome inteiro. Ela estava paralisada a minha frente.

  Ele fechou a porta, e então senti minhas bochechas queimarem fortemente e meu corpo travar uma batalha interna. Minha pele febril, pegando fogo e minhas mãos nervosas brincando com a barra do vestido de hospital.

  Cláudia  encarava meus olhos com atenção, sem piscar, verde no verde. Ela saiu do transe e levou a mão até a boca, esfregou as mãos e as passou em seu rosto delicadamente.

-Por favor, diga alguma coisa... –Pedi, sentindo lágrimas escorrendo por meu rosto pálido de tanto tempo desacordada.

-Você demorou tanto tempo. –Ela levantou e abraçou-me pelos ombros, colocando a cabeça no espaço entre meu ombro e o maxilar. Seus suspiros eram frios e me arrepiavam, mas eu sentia como se agora tivesse uma nova companhia, um porto seguro, braços para me protegerem.

-Você também... mãe. –Consegui dizer em meio aos soluços que escapavam por entre meus lábios. –Eu pensei que nunca mais iria vê-la.

-Toda vez que me aproximei daquela mansão, eu não consegui nem mesmo chegar até a porta, querida. Desculpe-me. –Ela se afastou e secou minhas bochechas molhadas e avermelhadas.

-Você devia ter me seguido. –Dei a idéia e ela riu.

-Deve ser estar assistindo muitos filmes psicóticos. –Ri e ela afagou meus cabelos, deslizando seus dedos por entre eles.

-Não é isso. –Falei, tentando cortar o assunto por ali.

-E esse rapaz que está aí fora? É seu namorado? –Perguntou interessada e abaixei a cabeça envergonhada.

-Não exatamente. –Ela arqueou a sobrancelha, querendo saber mais.

-Como assim, querida?

-Estamos juntos há algum tempo, mas não teve pedido de namoro.

-Ele está lhe enrolando?

-Ele não sai com mais ninguém, talvez não esteja pronto pra fazer um pedido.

-Se conheceram aonde? –Tremi por dentro e senti a sensação de estar perdida, porém internamente.

-Ah mãe, temos tantas coisas pra conversar, além da minha vida amorosa, quero saber sobre minha irmãzinha. –Coloquei no diminutivo e ela pareceu entender minha ironia, então revirou os olhos.

-Irei apresentar vocês. –Sorriu e fez carinho na minha mão. –Você não mudou nada, os mesmo olhos verdes que me acostumei, o lado que gostava de dividir o cabelo, rosto macio como das suas bonecas de porcelana, e o corpo, que com certeza mudou, está uma mulher. Uma mulher linda.

-Obrigada. –A abracei de novo, dessa vez de forma mais saudável, sentindo o cheiro de baunilha dos seus cabelos e a maciez.

-Vamos, já teve alta. –Me ofereceu sua mão, e me apoiei para descer da maca.

  Vesti o vestido leve azul que Justin trouxe, e calcei as sapatilhas prateadas. Sentei no sofá e senti os dedos de Cláudia passarem por meus cabelos, e fechei os olhos, aproveitando cada sensação, e diminuindo as saudades que senti do seu toque e carinho. Ela terminou e prendeu os fios em um rabo de cavalo.

  Quando saímos do quarto, Arthur estava sentando um banco e olhando para a parede branca. Olhou para mim com um olhar impaciente, mas com um sorriso nos lábios.

-Estava quase invadindo o quarto, sabe disso, não é? –Sussurrou em meu ouvido quando se aproximou de nós.

-Sempre paciente. –Beijei sua boca, vendo um sorrisinho em seus lábios. –Arthur, essa é minha mãe, Cláudia. –Ele estava feliz por mim, podia ver no olhar que me lançou.

-Prazer, Arthur. –Ela ofereceu sua mão a ele, e o mesmo a beijou, com um olhar e sorriso galanteador.

-Você é uma sortuda. –Ela sussurrou para mim quando íamos em direção a garagem. Ri baixinho e Arthur, que estava na frente, olhou-me de soslaio.

-Eu preciso passar em casa e o que acha de marcarmos para nos ver mais tarde?

-Por que não? –Sorri para Arthur e ele retribuiu, então soube que estava tudo bem se eu fosse.

-Tudo bem, então levarei sua irmã para conhecê-la. Foi ótimo lhe conhecer, Arthur. –Ele assentiu e apertaram as mãos. E passei meu número para ela.

  Caminhamos para o seu carro e ele tomou seu posto no banco de motorista.

-Tem algo para me dizer?

-Está tudo bem. E obrigada.

-Por o que?

-Por se importar. –Ele suspirou e apertou minha mão, sorrindo.

  Enquanto olhava pela janela do carro, sentindo o vento bater nos meus cabelos, o celular de Arthur tocou ao meu lado, e estava escrito “Chay”.

-O que manda? –Ele perguntou com atenção no sinal. –Porra, Chay! Ela está bem? –Disse rápido e o encarei com atenção, implorando para que me dissesse qualquer coisa apenas com o olhar. –Tudo bem, já estou indo.

-O que aconteceu?

-Alguma garota da boate foi espancada.

-Ela está muito ruim? –Ele deu de ombros e fomos até lá calados.


  Segui Justin para o penúltimo andar da boate, que eu nunca tinha ido. Na porta em que ele abria com sua chave, havia uma cruz vermelha. Sangue.

  Senti meu coração palpitar quando vi a figura de Sophia deitada na maca. Ela estava horrível. Tinha inúmeros cortes ao redor da boca, um dos olhos roxos enquanto o outro carrega um corte em seu supercílio, e havia marcas de unhas em seu rosto, mas não eram femininas. Deu pra perceber que uma parte da frente do seu cabelo foi arrancada porque havia amostra rala de sangue. O resto do seu corpo estava deplorável.

  Senti lágrimas em meus olhos, sentindo-me culpada, havia prometido a mim mesma que lhe tiraria daqui.

-Ela está desacordada, parece que levou uma pancada muito forte na nuca. –O médico que limpava seus ferimentos disse mesmo que nada tenha sido perguntado.

  Micael estava ao seu lado e Chay havia saído para conversar com Arthur.

  Sentei na outra poltrona, ao dela, e segurei sua mão, passando meus dedos pelas suas veias visíveis e depois para suas unhas vermelhas e fortes.

-Me desculpe. –Beijei sua mão de leve, e apoiei minha cabeça no espaço da maca que seu corpo não ocupava, caindo no sono com a má consciência que pesava meu corpo.

Mais um!!

27 comentários:

  1. Eu chorei dw verdade, gente. Eu não gosto de saber que a Soph tá assim. Eu sei que eh de mentirinha, mas eu n gosto. Não demora a postar, please. Eu quero saber quem fez isso com ela.

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  2. - posta logo , amo amo sua web posta mais , ansiosa , tira a soph da boate :'(

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  3. Oh que dó da Soph eu não queria sentir a dor da culpa q Lua está sentindo.
    Tomara que depoois dessa Lua consiga tirar a amiga desse antro.
    Maiiss um siiiim, Cris =D

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  4. Adorooo esssaaa Webb... Perfeita de mais!!! Anciosa pelo proximoo.
    Tadinha de sophia tomara que lua tire ela da buate. Posta logooo!!!

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  5. tadinha da soph , lua tem q da um jeito de tirar ela dai Xx adaline

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  6. coitada soph.....ameii a web

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  7. Quanto tempo , poste mais

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  8. Estou esperando a mais de 1 mês por um capitulo desta web

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  9. Faz mó tempao que estou esperando mais um cap da web :(,cade a Alice?

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  10. Mano cadê a alice?! Faz mô tempão que estamos esperando pelo menos 1 capitulo!!!

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  11. Gente cd está web? já tá mais do q na hora de posta

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  12. caraca mais mais de semanas que estou em depressao pq n leio esta web

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  13. Porra! A sophia sofre muito

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  14. Tem q tirar logo a Sophia desse lugar :"( tadinha

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  15. Thur todo romantico.... é assim q gosto kkkkkk

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  16. CADÊ OS PRÓXIMOS CAPÍTULOS PRODUCÃO?
    Sou uma leitora nova, e pelos comentários já percebi que demora muito pra sair os episódios.... chato saber disso......
    #Annye

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  17. MDS! A Lua tem que ajudar a Sophia convencendo o Thur a dar a liberdade a ela

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  18. Tô sofrendo horroooooooores pela sophia
    #Dey

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  19. NÃO VAI TER MAS????? :''''((

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  20. Genteeeeee cadê essa webb??? Morta esperando um capítulo... Alice tenha pena das suas leitoras!!!!

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  21. cadê a web meu deus??????
    ass: allana

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  22. cadeeeeeeeeee a web gente ???

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  23. Aiiii amei essa web... ela e muito incrível...

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  24. Essa web é ótima pena que n estão mas posta do ela... Poxaa a gente merece um novo capítulo ou dois pra recompensa o tempo q demorou pra postar..!!

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  25. Melhor web de todos os tempoz.. devia continuar

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