Capítulo 27- Attack the vessel‏

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Point Of View Arthur Aguiar, LA, 2014.

-Está tudo pronto? –Perguntei para Fábio que se comunicava comigo através do celular.

-Só falta chegarem aqui. –Disse baixo e finalizou a ligação.

-Vamos. –Fechei a mala da BMW preta e sentei na poltrona de motorista, enquanto Chay sentava na de passageiro ao meu lado e Mika atrás. –Você pegou as munições e trancou o galpão? –Perguntei, e Chay assentiu.

  O barulho do zíper da mochila de Mika ecoou por todo carro, e ele sacou os capuzes pretos e os rádios.

-Pegaram quantas granadas?

-Acho que três são suficientes.

-Tomem cuidado. – Chay deu dois tapinhas no meu ombro e olhou para trás, onde Mika parecia estar tenso. Geralmente, ele se prepara psicologicamente

-Vai dar tudo certo.

  Assim que estacionei o carro, os muleques começaram a se preparar para atacar o navio contrabandista.

  Senti um frio percorrer por toda minha espinha ao tocar na pistola Calibre. Há um mês, eu estava afastado de qualquer ação criminal por causa de Lua. Eu não podia deixar que isso fosse para frente, deixar ela controlar minha vida, porque eu perderia todas minhas experiências, qualidades.

-Fábio está na escuta?

-Pode falar, Arthur.

-Iremos entrar em poucos minutos, nos dê as informações e o caminho do mapa.

-Ok. Há dois guardas na entrada, então irão precisar mostrar a identidade falsa.

  Coloquei minha máscara preta, minha arma no meu colete, e o moletom preto por cima. Os caras já estavam preparados e iam abrindo a porta do carro para saírem. Pedi proteção a Deus mais uma vez, e dei uma aspirada em uma carreirinha de pó que coloquei no painel do carro.

  Tiramos as quatro malas do porta-malas, e as dividimos duas para mim e as outras para Mika. Chay pegou sua mochila com os equipamentos, e atravessou o cinturão com balas pelo corpo.

-Corra para eles não te pegarem. Você vai estar sozinho nessa, e sabe onde o carro estará. –O avisei, enquanto fazíamos nosso toque e nos encarávamos.

  Dei dois tapas na costa de Chay, e ele virou-se, seguindo sozinho pela primeira vez.

-Vamos. Não podemos perder muito tempo. –Mika me tirou do transe, e assenti.

  Como Fábio havia dito, só dois guardas se encontravam na frente do navio. Eles andavam de um lado para o outro, segurando armas grandes e vestindo as fiéis máscaras que não permitiam que os identificassem.

-Viemos buscar a encomenda de Brandom. –Mostrei minha carteira falsificada, e com a foto de um homem que trabalhava para ele.

-Cadê a permissão dele? –O altão perguntou, encarando a mim e depois Fábio. Ele tirou do bolso a folha pequena que tinha uma mensagem de Brandom, e sua assinatura no final. Encomenda de outra época, a que ele nem estava em Los Angeles, e mesmo assim já estava no crime. Fábio havia conseguido o documento quando fez uma planta do escritório de Brandom, e descobrimos que ele tinha uma passagem falsa. Uma porta atrás de uma enorme estante de livros, típica de filmes.

  O outro segurança tirou uma máquina do bolso do casaco, e a passou por cima da folha. No aparelho acendeu algumas luzinhas verdes, mostrando que as digitais eram positivas. Ainda bem que havíamos tocado naquela folha com luvas descartáveis, se não o plano estaria completamente arruinado.

-Podem passar.

-Há dois capangas de Brandom entrando. Fiquem de olho neles. –O mesmo disse no rádio, e revirei os olhos quando nos viramos para entrar.

-Para onde vamos? –Perguntei baixo para Fábio pela escuta.

-Não direi o caminho porque eles irão suspeitar se perceberem que conhecem o navio de cabo a rabo. Eles irão guiar vocês. –Disse após o sinal.

  Um velho vestido em um paletó e de sapatos sociais nos aguardava na porta principal para o navio.

-Me acompanhe. –Disse diretamente para mim, ignorando a presença de Mika.

  Subimos por uma escada feita de vidro temperado, passamos por um corredor enorme e dobramos a esquerda. Um corredor com paredes de madeira, e diversos quadros com molduras douradas. O homem tirou um aparelho do bolso, e apertou em algum botão que não foi possível enxergar por causa da distância que eu estava dele. Uma porta falsa, que para mim era a parede se abriu, me dando a visão de quatro enormes cubículos que possuíam diversos pacotes lacrados de droga, mas que estavam cobertos por um tecido de silicone preto.

-Podem colocá-las nas malas. –O velhote falou, e se encostou no batente da porta para nos vigiar.

-Pode atacar, Chay. –Ouvimos Fábio na escuta, e Mika me olhou tenso.

  Ao mesmo tempo em que colocávamos as luvas, escutamos o barulho das granadas que explodiam do lado de fora, e faziam um barulho ensurdecedor dentro do navio.

-Merda! Ataque dos tiras! –O segurança gritou, e passou a mão no rosto exasperado. –Não demorem com essa merda! –Gritou e saiu correndo da sala, nos deixando a sós para realizarmos o plano.

  Abrimos as malas e sacamos os pacotes de farofa, os jogando no chão, e depois tiramos os de drogas dos cubículos.

  Brandom teria uma surpresinha ao receber suas mercadorias.

  Levamos em média cinco minutos para colocar as drogas na mala, e depois organizamos os pacotes nos cubículos. O peso dava para enganar, pois eram equivalentes aos pesos dos lacres.

-Vamos, Aguiar! Ele só está com três granadas! –Mika gritou, e começou a puxar as duas malas.

  Descemos correndo pelas escadas, e mais a frente havia um dos homens de Milton. Ele segurava uma AR-15, e senti uma corrente elétrica percorrer por todo meu corpo. Seus olhos cravaram em mim, e mesmo não podendo ver seu rosto, não tendo certeza de quem era, eu sabia que já havia o visto em algum lugar só por causa de sua altura anormal e dos seus olhões azuis.

-Corre, porra! –Foi a única frase que escutei, antes de a bala ser disparada.

  Meu peito ardeu, e meu corpo foi para trás com a tamanha força que me dominou. A parede não me deixou cair, e Mika fechou sua mão no meu braço, me fazendo enxergar seu rosto meio embaçado.

-Fica forte, cara. A gente precisa sair dessa. –Ele me sacudiu, e minha cabeça pareceu tremer. –Você agüenta, Arthur –Assenti e segurei as malas com dificuldade.

  Assim que percebeu que a bala não me fez cair de vez, ele começou a disparar uma atrás da outra, enquanto corríamos direção contrária.

-Nós vamos ter que pular! –Mika gritou, enquanto tirava sua jaqueta.

-Você ficou louco, porra? Como vou conseguir nadar com essa dor filha da puta?

-Vamos morrer se ao menos tentarmos chegar na porta principal.

  Ele abriu as malas, e começou a pega-las com dificuldade para jogar as drogas no mar aberto.

  Mais uma granada foi disparada, e a voz de Fábio soou pela escuta:

-Vocês precisam vazar daí. Se encontrarem vocês, eles irão saber que não foi estratégia dos tiras para pegá-los.

  Mika me olhou desafiador, e revirei os olhos.

-Tira a camisa. –Disse, e o obedeci, sabendo exatamente o que iria fazer.

  Rasguei a camisa, e a entreguei para ele, que a atravessou pelo meu peitoral, onde estava a bala, e a amarrou firmemente em minha costa para estancar o sangue.

-Nós vamos sair dessa. No três, pulamos.



Point Of View Lua Blanco, LA, 2014.

  Enquanto tentava resolver aquelas fórmulas da apostila que pareciam impossíveis, sentia uma dor enorme no peito como se algo ruim fosse acontecer, e faltava apenas dois dias para fazer a prova que decidiria minha vida. Nada poderia me preocupar mais do que aquilo, mas o incomodo não me deixava, só fazia com que eu ficasse cada vez mais revirada por dentro.

  Naquele noite, Arthur iria cumprir a missão que o deixou nervoso e mais grosso que o normal por semanas, e não deixou com que eu fosse com ele, mesmo que fosse para ficar dentro de um carro sem saber qualquer notícia dele, e agora um sentimento de culpa corroía meu peito.

  Peguei o celular que havia ganhado dele, e disquei o número de Fábio que seria o único que não se arriscaria tanto como os outros. Na primeira ligação, ele não atendeu, porém atendeu a outra no segundo toque.

-Fábio, como as coisas estão fluindo? –Perguntei, sentindo um aperto no peito, ao mesmo tempo em que uma lágrima solitária escorria por minha bochecha.

-Infelizmente, eu estou sem notícias deles. O Chay está bem, e já está a caminho do galpão.

-Eu não estou com um pressentimento bom. Será que posso ir para o galpão, só para...

-Lua, você sabe que o Arthur não gosta que fique nos locais de trabalhos sujos dele.

-Mas o Arthur não está aí agora, e eu não me importo que ele faça... trabalhos sujos.

-Tá, tudo bem. Irei lhe passar as coordenadas por mensagem.

  Coloquei uma calça jeans preta com alguns rasgos na frente, camiseta branca, jaqueta de couro e uma bota sem salto de cano médio.

  Pedi para um dos motoristas de Arthur me levar até o local, já que ele tinha permissão para isso, e dei meu celular para ele quando o celular anunciou uma nova mensagem de Fábio.

  De longe dava para enxergar América vestida em um vestido florido, e toda encolhida, com as mãos nos bolsos de seu casaco tentando se esquentar.

-Obrigada. –Agradeci o motorista, e ele assentiu.

  Sai do carro e abracei América que sorriu ao me ver se aproximando.

-Como está? –Perguntei por educação já que não estava com humor para uma conversa sensata com qualquer pessoa.

-Nervosa, e sei que está também. –Assenti, e enlacei meu braço no seu para caminharmos até o galpão.

  Uma freada brusca foi dada, enquanto andava com América, e de dentro da Bugatti saiu um Chay nervoso e furioso.

-Merda! Deu tudo errado! –Ele gritou, e jogou um caixote cheio de pequenas peças de carro no chão, fazendo se espalharem na garagem, e em seguida deu dois socos fortes na parede.

  Fábio saiu de dentro do galpão correndo e nervoso pela energia negativa de Chay.

-Você os viu? –Perguntou e se aproximou do loiro que já se encontrava sentado com os cotovelos sobre os joelhos, e a cabeça sobre as mãos, a balançando negativamente.

-Eles não tinham saída, cara. Eles estavam fodidos. Acho que as granadas não foram o suficiente. Eu passei com o carro para pegá-los, mas eles não estavam lá na frente como o combinado. Os homens de Milton estavam fechando as portas para fugirem.

-Eu estou com medo. –Sussurrei tão baixo que os outros apenas me olharam desconcertados.

  O barulho de algum celular que Fábio carregava nos bolsos anunciou o toque de chamada, e todos se calaram para ficarem atentos a conversa. Ele engoliu em seco e atendeu.

A Alice me mandou outro capítulo

10 comentários:

  1. Aiiii mdsss que tensooo.. Tomara que de tudo certo.. Anciosaaa pelo proximooo!! Posta maissssssss!!!

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  2. Aí é pra dizer q o thur está mal , q ele levou um tiro :'( . Posta mas
    Xx adaline

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  3. Que saudade dessa web
    By:Drielle

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  4. Sou apaixonada por essa fic *-*<3
    Posta maaiiss
    Alice

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  5. Alice pelo amor se deusas.. Manda outro capituloooo!!! Muito anciosa pelo próximo.

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  6. ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  7. Èrica Vasconcelos11 de agosto de 2014 16:04

    Morta de curiosidade*o*...Posta++++

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