Paixão Sem Limites - Capitulo 11

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Capitulo 11

 Terminei de comer o meu sanduíche de manteiga de amendoim, limpei as migalhas do colo e me levantei. Em breve precisaria passar no mercado e comprar mais comida. Estava enjoada de sanduíches como aquele.
Era o meu dia de folga, e eu não sabia muito bem o que iria fazer. Passara a maior parte da noite deitada na cama pensando em Arthur e em como eu era idiota. O que o cara precisava fazer para me convencer de que só queria ser o meu amigo? Ele dissera isso mais de uma vez. Eu precisava parar de tentar faze-lo me ver como algo mais. Tinha feito isso na noite passada e não deveria. Ele não queria me beijar. Eu não conseguia acreditar que havia implorado para que o fizesse.
Abri a porta da despensa e entrei na cozinha. Senti cheiro de bacon e, se Arthur não estivesse em pé na frente do fogão usando apenas uma calça de pijama, eu teria me deixado levar completamente por aquele aroma delicioso. Mas a visão das costas nuas dele me distraiu do bacon.
Ele olhou por cima do ombro e sorriu.
- Bom dia. Hoje deve ser a sua folga.
Respondi que sim e fiquei parada me perguntando o que uma amiga diria. Não queria mais desrespeitar as nossas regras. Iria segui-las á risca. De toda forma, logo logo me mudaria daquela casa.
- Que cheiro bom - comentei.
- Pode pegar dois pratos. Eu faço um bacon incrível.
Desejei não ter comido o sanduíche de manteiga de amendoim.
- Já comi, mais obrigada.
Arthur pousou o garfo e se virou para mim.
- Como assim, já comeu? Você acabou de acordar.
- Tenho manteiga de amendoim e pão lá no quarto. Comi antes de sair.
Ele franziu a testa e me observou.
- Por que você tem manteiga de amendoim e pão no quarto?
Porque não quero que o seu fluxo incessante de amigos coma a minha comida. Só que eu não podia dizer exatamente isso.
- Esta cozinha não é minha. Eu guardo tudo que é meu no quarto.
Arthur pareceu tenso ao ouvir a minha resposta. O que tinha dito para faze-lo se zangar?
- Está me dizendo que só come manteiga de amendoim e pão quando está em casa? É isso? Você compra, guarda no quarto e só come isso?
Balancei a cabeça, sem saber muito bem por que aquilo era importante.
Arthur deu um tapa na bancada e se virou outra vez para o fogão resmungando um palavrão.
- Pegue as suas coisas e se mude lá para cima. Pode escolher qualquer quarto que quiser do lado esquerdo do corredor. Jogue fora essa porcarias de manteiga de amendoim e coma tudo o que quiser da minha cozinha.
Não me mexi. Não sabia bem de onde tinha vindo a reação dele.
- Lua, se quiser ficar nesta casa, mude-se lá para cima agora. Depois desça e venha comer alguma coisa da porra da minha geladeira na minha frente.
Ele estava bravo. Comigo?
- Por que você quer que eu me mude lá para cima? - perguntei, cautelosa.
Arthur depositou a última fatia de bacon sobre um papel-toalha e apagou o fogo antes de me encarar.
- Porque sim. Detesto ir para a cama á noite pensando que você está dormindo debaixo da minha escada. Agora fiquei com a sua imagem comendo esses malditos sanduíches de manteiga de amendoim sozinha lá dentro e isso é demais para mim.
Tudo bem. Quer dizer que, de alguma forma, ele se importa comigo.
Não discuti. Voltei para o meu quartinho debaixo da escada e peguei a mala sob a cama. Meu pote de manteiga de amendoim estava lá dentro. Abri a mala, peguei o pote quase vazio e o saco ainda com quatro fatias de pão dentro. Deixaria os dois na cozinha e subiria para escolher um quarto. Meu coração batia descompassado. Aquele quarto acabou se tornando o meu porto seguro. Estar no andar de cima acabava com o meu isolamento. Eu não estaria sozinha lá.
Sai da despensa e pus o pote de manteiga de amendoim e o pão em cima da bancada. Segui na direção do corredor sem encarar Arthur. Em pé diante do Bal~cão, ele segurava as bordas com força, como se estivesse se contendo para não bater em alguma coisa. Estaria pensando em me mandar de volta para a despensa? Eu não me importava em ficar lá.
- Não preciso ir lá para cima. Eu gosto do quartinho - expliquei, mas a tensão nas mãos dele só fez aumentar.
- O seu lugar é em um dos quartos lá de cima, não debaixo da escada. Nunca foi.
Ele me queria lá em cima. Eu só não entendia aquela súbita mudança de atitude.
- Pelo menos me diga que quarto escolher. Não me sinto á vontade para decidir sozinha. Esta casa não é minha.
Arthur finalmente largou a bancada e se virou para me encarar.
- Os quartos da esquerda são todos de hóspedes. São três. Acho que você vai gostar da vista do último, que dá para o mar. O do meio é todo branco com detalhes rosa-claro. Ele me lembra você. Vá lá escolher. Pegue o que preferir. E depois desça aqui para comer.
Lá estava ele querendo que eu comesse outra vez.
- Mas eu não estou com fome. Acabei de...
- Se me disser de novo que comeu essa maldita manteiga de amendoim eu vou arremessar o pote na parede. - Ele se calou e respirou fundo. - Por favor, Lua. Venha comer alguma coisa, por mim.
Até parece que alguma mulher no planeta conseguiria recusar... Aceitei a proposta e segui para a escada. Tinha um quarto para escolher.
O primeiro não era muito atraente. Todo em cores escuras, dava para o pátio da frente. Sem falar que era o mais próximo da escada e seria difícil ignorar o barulho das festas. Fui até o seguinte e encontrei a cama coberta de babados brancos e almofadas cor-de-rosa graciosas. Um lustre também rosa pendia do teto. Aquilo era uma graça; não era o tipo de coisa que eu esperasse encontrar na cada de Arthur. Mas, pensando bem, sua mãe morava naquela casa durante a maior parte do tempo.
Abri a última porta á esquerda. Enormes janelas do chão até o teto davam para o mar, Um espetáculo. A cartela de cores azul-clara e vede era realçada por uma cama King-size que parecia feita de troncos de madeira, pelo menos a cabeceira e o pé. O clima bem litorâneo me agradava. Mais do que isso:  eu amava aquele quarto. Coloquei a minha mala no chão e fui até a porta que conduzia a um banheiro exclusivo. Grandes toalhas brancas felpudas e sabonetes caros decoravam o mármore branco. Havia toques de azul e verde, mas o ambiente era quase toso branco.
No entanto, ele ficava do lado esquerdo do corredor; tinha que ser um dos quartos que Arthur havia mencionado. Saí do banheiro. Iria descer e dizer a ele que escolhera aquele. Se houvesse algo errado, ele me diria. Deixei a mala junto á parede bem ao lado da porta e desci de novo até o térreo.
                                                                                             Continua....
Vitória Suelly.  Me passa o seu e-mail (: que eu te mando o link do 3 livro.
Vcs querem a maratona?

18 comentários:

  1. Manuu, aqui é vitoria, so to conseguindo mandar anonimo.. Meu email: vitoria_suelly@hotmail.com ... que ansiedade rsrs

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  2. Sim maratona,AMO <3 As vezes eu nao intendo o Arthur :\

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  3. Siiiim *----* faz maratona, poor favooor, muito perfect essa web, minha preferida !
    By: Gaaby

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  4. Por favor , comça logo essa maratona se nao eu vou morrer de curiosidade

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  5. Sim, maratona!! 🙌

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  6. Siim Maratona é tudo que eu mais quero.
    Eu amo,amo,amo sua web, parabénss!!

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  7. SIMMM faz maratona, adora essa web ela é a melhor

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  8. Maratona urgentemente

    Hellen

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  9. Manu eu também quero o link dos livros envia pra me tAmbém pfv zilpamiranda@gmail.com

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  10. MARAATONAAAAAAAA......... SSIMMMMMMM.. A WEB TA PERFEITAAAAA!!!!

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  11. Logicoo que queremos maratona,esse arthur é estranho *-*

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