Web de capitulo unico - O amor não escolhe idades

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POV NARRADOR


Arthur era uma espécie de garoto que sempre sonhou alto. Ele tinha apenas 18 anos e não sabia nada da vida, ainda. Tinha os seus momentos de loucura e de alegria ou tristeza, mas nem por isso era tão Rebelde assim, apenas tinha muitas manias e sonhos altos.
Ele andava num dos melhores colégios de Cancun. Havia se mudado para lá desde os seus 10 anos de idade, com os seus pais. Lá tinha já alguns amigos.

- Galera, nem parece que estamos no último ano de escola
- Últimos meses, meu caro, últimos meses
- Quero logo que isso termine e aproveitar o verão que ai vem
- É verão quando o homem quiser!
- Fale por você! – Arthur riu – Ouviram falar que o professor de educação física vai sair do colégio?
- Sim. E você sabe quem vem no lugar dele?
- Ainda não.
- Ele não estava naquele dia – comentou um amigo de Arthur
- Ahh, pois é. Você não viu a gostosa
- Que gostosa? – perguntou Arthur
- A tal que vai ser a nossa nova professora. Ela é um anjo rapaz, você tem de ver! Que mulherão. Gostosura é o que não falta.
- Mas agora sim é que eu vou me esforçar naquelas aulas – riram todos

Arthur e o seu grupo de amigos, 3 garotos e 2 garotas, eram dos mais populares da escola, pois à três anos atrás montaram uma banda no colégio e cantavam em todas as festas. Mas devido às matérias difíceis, tiveram de deixar aquilo para trás.

No dia seguinte, os alunos do último ano teriam aula de educação física. O diretor fez uma palestra para todos, apresentando a nova professora. Ela parecia ser nova. Nenhum garoto prestou atenção no que o diretor dizia, mas sim no corpo da professora.

- Me dá Lua, me dá estrelas, me dá noite, me dá prazer rapaz! – Thiago disse
- Caralh*, que mulher é aquela? É uma deusa!
- Bota deusa nisso Arthur. Mas eu vi primeiro meu caro
- Nem pense!
- Penso sim. Eu vi ela primeiro que você
- E desde quando isso importa? Quem pegar ela primeiro, fica com ela e acabou
- Pegar ela? Deixem me rir! – disse a Rita, sussurrando pois a palestra ainda não tinha acabado – Ela deve ter o dobro da vossa idade.
- Nem… ela parece tão nova. Que idade ela tem mesmo?
- Ela tem 27 anos – disse a Taty – O diretor disse no início, vocês não ouviram?
- Estava ocupado de mais vendo aquele par de…
- Que barulho é esse ai? – o diretor reclamou

Arthur ficou quieto. Na hora que o diretor reclamou, olhando para o Arthur e o grupo de amigos, a professora, Lua Blanco olhou também para lá e Arthur captou o olhar dele com o seu, acompanhado de um sorriso.
Eles ficaram se encarando durante um pouco até que o diretor atrapalhar.

- Vamos agora proceder à apresentação. Comece você…

Os alunos se apresentaram um a um. Cada um com uma gracinha ou cantada de pedreiro.

- Meu nome é Thiago, tenho 19 anos e sou solteiro. – piscou pra professora
- Que bom pra você. Como engraçado que é, não admira que esteja solteiro – Lua respondeu – Seguinte?
- Eu sou o Arthur Aguiar, tenho 18 anos e vou me esforçar nas suas aulas. – ele deu aquele sorriso de Colgate que só ele tem
- Que bom! – ela sorriu de volta

Após a apresentação de cada um, foram todos para o campo na parte de fora do colégio. Iriam jogar futebol. Apesar do estabelecimento ser um colégio, os meninos e meninas têm as aulas de educação física juntos devido à falta de professores na área.

- Façam equipas mistas. Uma com camisa e outro sem. Sem gracinhas, meninos. – encarando todos

Arthur se aprontou para tirar a blusa desde logo. Selecionou os melhores e o seu time estava pronto pra jogar.

- Você não teve sorte meu caro – Arthur zoou Thiago – Ela não gostou de você.
- De você é que não gostou mesmo. Ela te disse duas palavras, enquanto a mim umas duas frases
- Mas olha que um dia ela me dirá mais que duas palavras, você vai ver – ele riu, confiante – Professora, podemos começar?
- Espere. Estou ainda organizando aqui umas coisas
- Precisa de ajuda com as bolas?
- Preciso sim. Espalhe uma bola por cada campo
- Com certeza! – Arthur sorriu de novo pra ela e ela continuou o seu trabalho

Quando o jogo começou, Lua olhou para todos os alunos tirando notas para avaliação pessoal dela. Ela queria ver como cada um se saia no futebol. Arthur teve nota máxima quando marcou gol, porém baixou um pouco quando ele falou palavrão ao marcar!

- TOMA CARALH*! – ele gritou ao marcar em Thiago
- Arthur, olhe os modos!
- Desculpe professora – ele pediu e o jogo continuou

Ele corria, sorria, gargalhava e marcava gols, tudo para impressionar a professora e o melhor é que ele conseguia mesmo. Ela ficava encantada com o rosto dele e não só. Aquele corpo malhado falava por si, dizia muito dele.
No final da aula, todo o mundo saiu do campo menos Arthur.

- Quer que eu arrume o material?
- Não. Os professores é que arrumam, mas também não sei onde é.
- Eu lhe levo lá. – ele pegou o material e começou a andar, sendo seguido por Lua, a professora – Peço desculpa pelo meu palavrão de a pouco. Saiu.
- Isso prejudicou a sua nota. Foi claro isso.
- pois, peço desculpa mais uma vez
- De qualquer maneira a sua nota está boa. Você é muito bom… jogador.
- Obrigado! – ele riu

O armazém ficava perto do ginásio e foi até lá que os dois foram. O local era meio escurinho, devido à luz fraca. Arthur pegou o material e colocou no canto. A professora foi até lá se certificar que tudo estava certo.

- 5 bolas, coletes e… - verificava – Está tudo certo! – quando ela levantou, bateu contra Arthur, que estava super perto ela, ainda sem blusa
- Desculpe! – disseram os dois ao mesmo tempo
- Bom, vamos embora.

A professora saiu atrapalhada e o aluno todo vitorioso.
Arthur passava a semana a contar os dias e as horas para as aulas de educação física. Em todas ele prestava ser um aluno responsável e empenhado, apesar de fazer aquilo para estar mais perto da professora.
Lua começava a ficar com pouco “pouco a vontade” porque já entendeu as preocupações todas de Arthur.

Depois da aula de volley, mais uma vez Arthur queria ajudar, mas como Lua já tinha sacado o que ele queria, ela negou.

- Professora, eu lhe ajudo com o material
- Não, não precisa
- Então eu levo a capa e…
- Arthur, não é preciso, não insista. Eu consigo sozinha. Obrigada! – A professora pegou o material e foi embora
- Bem-feita! – Thiago zoava
- Se manda!
- Acorda você garoto! Não viu que ela não quer nada com você?
- Com você muito menos, tá? – Arthur deixou o amigo falando sozinha

Arthur dessa vez ficou meio irritado com a nega que levou, mas não ia desistir assim tao fácil. Ao passar das aulas, ia se aproximando e aproximando da professora e Lua não se sentia à vontade com isso. Ela já tinha percebido a fixação que Arthur tinha por ela e isso começava também a mexer com a professora.

- Arthur, você me dá o seu numero? – uma garota de uma turma qualquer, veio na hora da aula de educação física pedir ao Arthur o numero dele
- Claro – respondeu, todo contente por ter mais uma admiradora
- Arthur, é hora de aula e não de distribuir números de celular.
- Mas a aula ainda nem começou
- Começou sim. Pode começar a correr. Sigam o Arthur, ele trata do aquecimento. – Lua mantinha um rosto serio

Ao passar a aula, de natação dessa vez, no jardim havia uma plateia de meninas, de turmas diferentes, a assistir a aula de natação da turma dos mais velhos. Enquanto eles nadavam, Lua, a professora, que estava fora de água, ouvia os comentários.

- Ahh, o Thiago é o mais gato
- Nada disso. Você já viu o Pedro? Olha que corpão
- Girls, please, o mais gato é o Arthur. Ele é o melhor nadador e o dono do melhor corpo – riu a garota que à pouco pediu o numero dele
- Nem é moreninha, nem é. – discordavam as amigas dela

Lua estava cansada de ouvir todos aquele comentários.
Quando a aula terminou, as meninas se aproximaram de novo do Arthur.

- Será que pode ser agora?
- Claro – ele ainda estava todo molhado, mas isso não o impedia de nada
- Arthur, é hora de banho. Deixe isso para depois
- Tá difícil hein? – a garota reclamou
- Depois de eu tomar o meu banho, me espere perto do banheiro tá?
- Claro! – ela sorriu pra ele, dando-lhe um beijo no rosto e foi embora

Arthur foi tomar o seu banho, com os meninos da turma dele e quando terminou, ia dar de novo o numero à menina, mas…

- Será que dá pra ser agora?
- Acho que dá. Professora gostosa de educação física à vista? – ele olhou para os lados
- Não! – respondeu a garota
- Então pode mesmo ser agora… - ele ia começar a discar o numero no celular da garota
- Arthur! – aquela voz já era conhecida – Não era você que gostava de arrumar o material? Será que me pode ajudar hoje?
- Mas a professora disse que eu não podia…
- … acontece que estou meia ocupada e as bolas são pesadas hoje
- Entendo. Eu já vou! – disse serio, mas antes discou o numero do celular da garota – Depois me liga, ou envia mensagem
- Claro – ela piscou para ele
- Vamos?
- Vamos! – Arthur respondeu à professora

Foram até ao campo, onde antes houve uma aula. Arthur pegou no material e levou para o armazém com a ajuda da professora.

- Vejo que você é muito afamado entre as meninas
- Não me importo muito com elas. Mas não gosto de deixa-las na mão – ele riu
- Não se importa? Não pareceu
- Eu prefiro mulheres mais velhas, se é que me entende – ele se aproximou um pouco da professora – As mulheres mais velhas sabem o que querem e sabem conquistar. Estas novinhas acham que usando uma roupa mais curta ou um decote maior são mais bonitas, mas se enganam.
- Entendo. – Lua quase tremeu
- Gosto de mulheres com atitude, que se esforçam para terem o que querem mas não de maneira desesperada. Gosto assim… - Arthur passou a mão sobre o rosto da professora – De baixinhas e de preferência que sejam loira…
- Arthur, se controle
- Professora, não estou fazendo nada
- To vendo… - ela queria se afastar, mas o corpo não obedecia

Arthur aproximou o rosto ao dela e deu um selinho demorado. Lua manteve os olhos abertos e bateu no ombro do garoto para ele se afastar.

- QUEM VOCÊ PENSA QUE É? – Lua gritou
- UÊ, PORQUÊ ISSO AGORA? – ele gritou também
- EU SOU SUA PROFESSORA, EXIJO RESPEITO! – ela estava irritada – VOU FAZER QUEIXA DE VOCÊ!
- Vai lá mas eu vou com você e aproveito e digo que você me bateu
- NÃO! – ela gritou
- Então pronto, fazemos assim. Quando você quiser se vingar de mim, me chama de novo aqui – ele piscou pra ela e saiu

Em outro dia, de fim de semana, Arthur passava pelo parque sozinho. Ele tinha contado aos seus amigos que tinha beijado a professora de educação física, mas todos zoaram ele e ainda o chamaram de alucinado. Arthur ficou irritado, pois ninguém tinha acreditado em nada, apesar de ser verdade. Ele não sonhou! Os seus lábios tocaram mesmo nos da Lua.

Sentou num banco e baixou o rosto, pensando, mas mantinha o olhar sobre as pessoas que passavam por lá.
Uma mulher loira, com um corpo atlético, passou lá com um carrinho de bebés, sozinha. Arthur levantou o rosto para ver melhor a mulher e ficou de boca aberta.

- Lua? – Arthur disse e se levantou. Lua ficou assustada – De quem são esses bebés? São seus? – era pergunta atrás de pergunta
- Você não devia de estar no colégio? – ela mudou de conversa
- Estamos no final de semana…
- Mas que eu saiba você não ia sair
- E como você sabe? – ele a encarou
- Porque… - droga! Quem mandou investigar a ficha dele? – Porque o diretor comentou comigo, por acaso
- Ahh, sei… - ele sentou de novo no banco – Eu tive uns problemas no colégio e fugi de lá
- Fugir dos problemas não é solução
- Fugir das minhas perguntas também não. De quem são esses bebés? – voltou a perguntar
- São meus Arthur – ela baixou o rosto
- De… de você? – ele parou pra se mentalizar – Você é mãe? Você é casada Lua? Mas você é tão nova e…
- Não Arthur, eu não sou nova! – ela disparou – Eu tenho quase mais 10 anos que você e sim, sou mãe, mas não sou casada! É preciso se ser casada para ser mãe?
- Não, claro que não… mas é que eu não sabia
- Tem muita coisa da minha vida que você não sabe Arthur
- Senta aqui e me conta. – ele se afastou um pouco
- Arthur, somos professora e aluno e não velhos amigos. Eu não tenho nada da minha vida pra te contar. Ahh, e outra coisa, não se aproxime mais de mim daquele jeito como no outro dia. Eu então eu tomarei providências serias – ela saiu de lá, empurrando o carrinho de bebés

Arthur ficou confuso com tudo isso. Então será que ela é mãe solteira? Como será que ela teve aqueles filhos? Porquê tanto segredo e nervosismo quanto ao beijo do outro dia?

Na escola, Arthur decidiu se afastar um pouco dela. Nas aulas, ele não se chagava a frente para demonstrar um exercício nem se encarregava de levar o material. Lua sentia falta de ouvir a voz dele ou de estarem sozinhos no armazém do material, mas ela tinha de se mentalizar que eles eram aluno e professora. Ela não poderia cometer outro erro.

Havia uma aula em que Arthur não se sentia muito bem, então ficou no banco.

- Não faz aula porquê? – Lua se aproximou ele, discretamente
- Porque to passando mal. Já entreguei a justificação
- Noite de farra?
- Nem foi. – ele desviou olhar – Mas também, não preciso lhe contar nada da minha vida, afinal, você não me conta nada da sua também.
- E você não precisa ser grosso. Precisa apenas entender que eu sou sua professora e você tem de me respeitar
- Eu te respeito Lua, eu te respeito!
- Professora. Pra você é professora – Lua dizia nervosa
- Ou isso. Tanto faz. Agora vá dar a sua aula e me deixe em paz!

Lua ficou magoada com ele, mas não lhe falou mais. No final da aula, Arthur fez de propósito para ir levar o material.

- Queria lhe pedir desculpas
- Eu também tenho de fazer o mesmo
- Eu fui um idiota! Não posso me meter na sua vida assim. Mas faço isso porque…
- Porque…?
- Eu gosto de você Lua! – Arthur se aproximou e pegou a mão dela. Ela deixou os livros caírem, ed tao nervosa que estava. Ele aproximou o seu rosto, mas ela desviou
- Arthur, não podemos…
- Porque?
- Porque você sabe as regras. Se alguém descobre isso, eu sou de novo expulsa do colégio de presa!
- De novo? Como assim?
- Falei de mais. – ela pegou os livros
- Me fala Lua! – ele segurou o braço dela
- Não Arthur, agora não!
- Quando então?
- Eu não sei…

Eles voltaram de novo a se afastar. Arthur estava ficando apaixonado por ela sem se dar conta e Lua também. Desde sempre teve uma queda por garotos mais novos, não sabia porquê. Mas foi exatamente por isso que cometeu o primeiro erro.

À noite, num bar onde normalmente Arthur costumava frequentar, Lua aparece lá sozinha. Ela parecia triste e tinha o rosto completamente vermelho. Parecia ter estado a chorar. Arthur estava lá sozinho também. Os seus amigos foram para a balada, mas ele não está em condições de ir para lá.
Lua pediu uma água e Arthur foi até ela e sentou na mesa dela.

- Posso? – ele já se tinha sentado
- Já sentou… - ela passou as mãos no rosto – E pode levantar, hoje não sou uma boa companhia.
- E porque não?
- Porque não Arthur, não insiste!
- Eu quero lhe ajudar
- Você não pode me ajudar, pelo contrário, só complica a minha situação
- Me conta Lua que raio de segredo você tem.
- Não Arthur… é a minha vida pessoal
- Deixa eu fazer parte dela – ele pegou a mão dela
- Não insiste!
- Tudo bem… - ele permaneceu quieto

Lua queria desabafar com alguém. Se sentia triste, sozinha e carente.
Lua saiu de lá, daquele bar, chorando e Arthur foi atrás. Ficaram os dois passeando sobre o calçadão, naquela noite quase chuvosa.

- Porque me segue?
- Porque quero o seu bem
- Então sai de perto
- Não… não saiu! – ele abraçou ela pela primeira vez – Quando você vai entender que eu pouco me importo que você seja minha professora ou não? Quanto mais você me diz isso, mas eu gosto de você, ainda não entendeu? Poxa, deixa eu cuidar de você!
- Um garotinho cuidar de uma mulher feita que nem eu? Por favor Arthur, não me faça rir
- Mas é esse garotinho que gosta de você mais do que alguém algum dia já possa ter gostado. Eu me amarrei em você e agora está ficando difícil eu me soltar. Quando você vai entender que eu gosto de você, que eu quero você?
- Não diz essas coisas Arthur senão eu…
- Se não o quê Lua? O que você faz? – ele se aproximou dela
- Eu cometo de novo uma loucura!
- Então comete! Comete! – provocou

Lua não aguentou. Beijou o rapaz de imediato. Bagunçou os seus cabelos e não demorou muito para sentir a chuva cair sobre eles.
Arthur segurou a cintura da moça e não largou mais. Ele sorriu entre o beijo mas não parou. Pelo contrário. Queria lhe beijar até amanhecer, queria lhe sentir até o sol raiar. Mas bom, nesse caso ia ser um pouco difícil, pois chovia como nunca.
Arthur pediu passagem para a sua língua entrar e Lua cedeu. Ela não queria se envolver em outro problema, mas agora era tarde de mais.

Chovia muito e Lua vivia perto dali. Sem Arthur falar nada, Lua pegou na mão dele e o levou para o apê dela. Era um apê simples, com dois quartos, mas um já estava ocupado pelas crianças.

- Toma! – Lua agora não sorria como à pouco. Ela deu uma toalha ao Arthur – Pode se secar. Acho melhor você dormir aqui. Eu vou buscar uns edredons e colocar no sofá para você
- Lua, deixa isso – ele riu – Eu durmo com você! – ele continuava rindo e abraçou a cintura dela
- Para Arthur! Para! – ela pediu e afastou ele
- Que foi? Porquê isso agora?
- Você não entende que eu não quero mais confusões para o meu lado?
- Eu não vou te trazer confusões.
- Agente não pode ficar assim, não pode
- Pois não. Agente precisa é de namorar! – ele riu e beijou o pescoço dela
- Arthur… - ela se rendeu de novo e riu – Para, por favor. Não complica a minha situação.
- Que situação?
- Eu não posso contar…
- É assim um segredo tao importante?
- É… importante e perigoso.
- Me conta, eu juro que guardo segredo
- Não… eu não quero.
- Tá. Se você não falar, eu te encho de beijos
- Enche! – ela riu

Arthur abraçou ela, beijou o seu pescoço e Lua segurou o pescoço dele com os seus braços, o abraçando por completo. Pareciam os dois, dois jovens apaixonados e Arthur se sentia assim, apaixonado.
Lua não conseguia negar o que sentia por Arthur. Parecia amor à primeira vista.
Os dois caíram no sofá, se beijando meio desesperadamente, enquanto Arthur dava leves chupões no pescoço de Lua. A carência de Lua era tão grande que precisava ser amada ali e agora fosse por quem fosse.
Ela tirou a blusa e o casaco molhado de Arthur, enquanto ela se levantou e Arthur fez o mesmo com a roupa dela. Ela ficou de roupas intimidas, na frente de Arthur e o pequeno babou de novo o corpo dela. Ela não parou por ali. Começou a tirar a calça dele, enquanto lhe beijava e por fim, Arthur pirou a camisinha do bolso dele…

(…)

Foi uma noite que nenhum deles esperava que fosse acontecer. Arthur era jovem, mas sabia aquela matéria toda. Ele sabia onde tocar, como tocar e o que dizer enquanto tocava. Ele a amava segundo após segundo, enquanto ela não contia os gemidos por conta das investidas.

Na manhã seguinte, Arthur acordou mais cedo. Lua dormia sobre o seu peito, naquele sofá e ele tentou sair de lá para pegar água, estava com sede. Mas antes, precisava de encontrar a sua cueca boxer.
Depois de ir à cozinha, viu uns papéis do tribunal em cima da mesa e achou estranho, mas não mexeu. Depois, sentiu um chorinho vindo de um dos quartos e decidiu entrar. Eram os gémeos a chorar. Um menino e uma menina. Arthur ficou com medo de pegar, mas como eles estavam chorando muito, Arthur pegou a menina e balançou ela um pouco.

- Pow, não chora. Vocês vão acordar a mamãe
- Tarde de mais, já acordaram. – sorriu Lua, entrando
- Bom dia! – Arthur sorriu, todo bobo e deu um selinho na Lua – Eles são lindos. Como é o nome deles?
- Anna e Lucas.
- Adoro Lucas. E Anna era o nome da minha avó. Adorei – ele sorriu
- Eu preciso de dar de mamar a eles. – ela estava pouco a vontade – Dá pra você sair?
- Mas Lua eu… - ela a encarou – Tudo bem, eu saiu. – ele ficou meio triste e quando estava a sair do quarto, Lua o chamou
- Arthur, me ajuda aqui? – ela sorriu, enquanto tinha o Lucas no colo, dando de mamar
- Eu sabia. – ele riu e voltou atrás
- Pega de novo na Anna. Ela adorou o seu colo.

Depois das crianças voltarem a dormir, Lua e Arthur foram de novo para o sofá. Viram um filme e ficaram conversando sobre eles.

- Eu sou uma louca, sabia?
- Uma louca gostosa, que eu adoro! – Arthur roubou um selinho dela
- Idiota! – ela riu e se afastou dele
- Eu e o Thiago, da minha turma, estávamos sempre discutindo por sua causa. Agente discutia quem ia pegar você primeiro. Quem pegasse, ficava com você. E parece que eu ganhei – ele riu, se gabando
- O que? – ela levantou do sofá, irritada – Você me usou?
- Claro que não! – ele levantou também – Se eu estou aqui com você é porque gosto de você, porque quero você do meu lado. Nos últimos tempos eu nem tenho ligado para aquele acordo e ele não está mais nem ai pra você, desde que sabe que você tem filhos
- Você contou pra ele?
- Contei… - Arthur suspirou – Acredita em mim, eu gosto de você! – Lua abraçou ele num impulso – E por isso mesmo, eu quero namorar com você. Em segredo, claro
- Não Arthur, é melhor não…

A campainha tocou e Lua foi abrir. Assim que viu quem era, tentou expulsar de casa.

- Sai daqui Hugo! – mas ele entrou
- Não saiu não! Quem é esse aqui? – apontou para Arthur
- Isso pergunto eu. Você não ouviu o que ela disse?
- Eu sou o pai dos filhos dela e acho que você não é indicado para falar
- O que? O pai? – Arthur ficou de boca aberta. Aquele tal de Hugo nem aparentava ter 18 anos
- Isso mesmo. Eu quero ver os meus filhos
- Hugo, sai daqui! Você já me trouxe problemas suficientes
- Não Lua, eu quero ver os nossos filhos. E para de me tratar assim, eu te amo e você me ama. Ou vai esquecer do momento que tivemos ontem? Depois de ontem, eu sei que o que tivemos um dia não foi em vão
- Como assim? – Arthur não entendia nada
- Hugo, sai daqui! – ela gritou, chorou e pediu pela milésima vez
- OK! Eu saiu! Mas eu volto – ele saiu e bateu com a porta
- Que porra foi essa Lua? Me explica! – Arthur gritou

Lua começou a chorar, saiu no chão e chorou. Arthur sentia raiva e quem sabe um pouco de nojo. Que “momento” foi aquele que o tal Hugo falou? E desde quando aquele moleque tinha idade para ser pai?
Lua respirou fundo e enquanto chorava, tentou explicar tudo para Arthur.

- Ele é o Hugo. Ele tem 18 anos, acho que faz ainda esta semana 19 e é pai do Lucas e da Anna. Ele era meu antigo aluno. Antes de ir para o colégio em que você está, eu dava aulas em uma outra escola e eu me envolvi com ele. Mas toda a escola descobriu, eu fui acusada de pedofilia e de seduzir ele e fui presa. Eu estava na prisão quando descobri que estava gravida, mas não fiquei lá por muito tempo. Eu e ele chegamos a namorar às escondidas, mas depois que todo o mundo descobriu, agente terminou. Eu fiquei com raiva dele e batizei os meus filhos sozinha, e me dei como mãe solteira. – Lua soluçou e até Arthur chorava – Ontem ele veio cá e me forçou a ter sexo com ele. Eu não resisti Arthur, juro que não. Mas eu não gosto dele, eu gosto é de você! Por isso é que tivemos esta noite maravilhosa
- VOCÊ FEZ AMOR COM ELE E DEPOIS VEIO FAZER AMOR COMIGO? QUE RAIO DE VAGABUNDA É VOCÊ? – Arthur gritou e Lua bateu na cara dele
- SAI ARTHUR, SAI! SAI AGORA!
- EU SAIU MESMO! – ele saiu

Se passaram semanas, dias, horas e minutos e nada. Nada de Arthur e Lua se falarem. Arthur estava mais focado nos seus últimos exames. Ele queria ter a melhor nota para depois entrar na faculdade e seguir o seu sonho. Os seus amigos se afastaram dele, porque ele se tornou num Arthur diferente do que ele era. Ele se tornou rebelde, frio e meio grosso em certas respostas que dava. Mas ele estava revoltado com o mundo, com a vida mas sobretudo com Lua.

Um dia, depois das aulas, Lua ganhou coragem e foi até ao quarto de Arthur. Ele com certeza estaria lá, pois naquele colégio, não existe melhor refugiu do que o seu próprio quarto. Ela entrou sem bater e se deparou com Arthur beijando outra garota e ele já estava sem blusa e ela ia a caminho de ficar assim. Lua sentiu um aperto no peito e saiu de lá, batendo com a porta. Arthur foi atrás, mas ela foi mais rápida e saiu do colégio.
Arthur pulou o muro e fugiu mais uma vez do colégio. Ele correu até ao estacionamento e entrou no carro de Lua, onde a própria se preparava para ir embora.  

- Onde você pensa que vai?
- O que você pensa que estava fazendo?
- Eu disse primeiro
- E dai? – Lua o encarou – É preciso se fazer de rebelde desse jeito? Essas suas atitudes são de criança!
- Mas foi com essa criança que você gemeu e pediu por mais, não foi?
- PARA COM ISSO ARTHUR!
- Mas é verdade o que eu estou falando!
- Chega! Sai do carro
- Não saiu não!
- Eu ia no teu quarto pra me desculpar, mas já vi que ia cometer um erro
- Erro cometeu você ao não me contar nada do seu passado
- Eu não me queria envolver em outros problemas. Você viu como o meu passado foi problemático. Mas por você eu estava disposta a arriscar de novo, de outra forma claro, mas já vi que foi tarde. Já tem outra nos braços
- Eu nem sei quem ela é
- E por isso já iam ter sexo ali? – Lua gritou
- Quem disse que íamos ter sexo? – ela o encarou – Tá, e se tivéssemos? Com ela eu ia ter sexo mas com você eu tive amor! Diferente! – Lua ficou calada – Ainda está disposta a arriscar tudo por mim? – ela sorriu e assentiu

(…)

Foi num prazo de duas semanas que Arthur largou a escola, a família e os amigos para ficar com a sua professora. Ter uma professora só para si, não é pra todos não!
É isso mesmo! Arthur abandonou a sua vida de Cancun para ir para Londres viver com a Lua e os seus filhos. Arthur ia assumir a paternidade, mesmo sabendo que isso era uma loucura. Mas era uma loucura de amor.
Antes que o pai dele cancelasse a sua conta de dinheiro no banco, ele tirou de lá todo o dinheiro e com esse dinheiro comprou um apê em Londres para ele e para Lua.

- Você não tem noção do quanto eu estou feliz, senhora professora! – ele disse irónico, enquanto beijou Lua
- Aluno, se comporte ou eu colocarei você de castigo!
- Me coloque, senhora professora – ele riu e Lua jogou ele na cama, saltando para cima dele na hora

“Eu era louca, alias, meu nome do meio era louca. Lua Louca Blanco. Eu estava de novo cometendo uma loucura por amor, com um cara quase 10 anos mais novo que eu e que era meu aluno, mas dessa vez eu sabia que tudo ia dar certo. O Arthur é o tal. Ele é responsável e sabe cuidar de si. Eu não me sentia mais nova que ele, pois ele não deixava. Me fazia elogios a toda a hora e me fazia sentir de novo numa jovem completamente apaixonada.”

“A minha vida mudou completamente do dia para a noite. Eu larguei a minha vida de Cancun, onde eu pensava que tinha tudo e vim para cá, Londres, com uma mulher por quem eu estou redondamente apaixonado. A amor não escolhe idades, e eu posso vos garantir isso muito bem. Com a Lua, me sinto feliz, realizado e nunca me senti assim, em todos os meus 18 anos de vida.”

Hey, eu sei que é grande, mas façam um esforço para ler. E depois, comentem *-*


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