Não foi um erro - 39º Capitulo

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No capitulo anterior…

- O seu pai está mal… está com câncer, numa fase terminal.
- O quê? – eu fiquei chocada
- Olha mamãe, a senhora colocou natas no sorvete e flocos. Não é legal? – Yasmin chegou toda contente com o seu sorvete. Sorria e tinha as barbas cheias dele
- Você gostou linda? – Dona Maria perguntou
- Sim senhora. – respondeu educada – Mamãe, o que você tem?

POV LUA

- Não filha… está tudo bem. – disfarcei – Vai para o parque brincar um pouco.
- Ahh, não quero ir sozinha
- Vai ver o mar então. Mas de longe, por favor
- Pode ser ali? – ela apontou para a varanda
- Pode. Não sai de lá.
- Ta bom! – ela concordou e foi
- Mas me explique, ele está assim tão mal?
- Ele está fazendo varias tratamentos mas o corpo dele já não aceita esses remédios. Ele precisa de um, mas é muito caro. Não conseguimos arranjar tanto dinheiro
- Mas o dinheiro nunca foi problema. Não para vocês. Apesar de você não trabalhar, o papai sempre trabalhou
- Mas filha, é muito dinheiro mesmo. Estamos a falar de milhões de reais e acredite que não são poucos
- Mas e se fizermos campanhas e…?
- Não sei se vamos a tempo…
- Não custa tentar mãe.

Fomos embora para casa e no caminho até lá eu não parava de pensar no meu pai.
Quando chegamos, o Arthur estava já na cozinha preparando o lanche. Eu passei reto, indo para o quarto, mas não demorou muito para ele vir até lá.

- Posso? – bateu três vezes à porta e colocou a cabeça para dentro. Eu estava deitada na cama, pensando ainda
- Pode… - levantei e sentei na cama, enquanto suspirava
- Eu fiz lanche. Não está com fome?
- Não… eu comi lá com a minha mãe.
- Foi assim tao mau lá?
- Não. Até gostei de conversar com ela, o que não quer dizer que estejamos de novo amigas
- Então que rosto de preocupação é esse?
- O meu pai está numa fase terminal por causa do maldito câncer. Ele precisa urgentemente de um remedio, que é super caro. Mas não tem dinheiro suficiente
- Ele pode morrer? – ele sentou ao meu lado, na cama
- Droga Arthur, acabei de dizer que ele está numa fase terminal! – gritei com ele e levantei da cama, andando às voltas pelo quarto – Eu sei que ele foi mau para mim. Me mandou para fora de casa quando eu mais precisava dele, eu tinha apenas 15 anos. Eu sei que ele nunca foi boa pessoa, ou seja, nunca foi de me dar grandes carinhos ou presentes, mas boa educação ele me deu. E afinal de contas, ele é meu pai e morte eu não desejo a ninguém, muito menos a ele. – suspirei – Eu queria ajudar ele. Mas eu ainda agora comecei a trabalhar. Eu não posso…
- Mas eu tive uma pequena ideia. – ele sorriu para mim

(…)

Hoje finalmente eu teria mais uma sessão naquele grupo de apoio com os jovens. O tema ia ser gravidez na adolescência e os meios de apoio e força naqueles momentos mais difíceis.

- Bom dia meus jovens – sorri para eles, enquanto sentava – Estava desejosa de ter com vocês esta nossa nova reunião ou aula de apoio, podemos dizer assim. Cadê a menina grávida? Ela foi embora?
- Ela está em trabalho de parto neste preciso momento – alguém comentou
- Serio? Mas ela foi quando pro hospital?
- Esta noite.
- Esperemos que corra tudo bem – sorri – O assunto é sobre ela, ou melhor, tem a com com ela.
- Gravidez na adolescência?
- Exatamente! – concordei – Já passei por isso e confesso que não foi fácil. Alguém aqui passou já por isso ou tem alguém que conheça que já tenha passado por esses momentos?
- Eu tenho uma prima – uma menina levantou a mão
- E como ela se virou?
- Bem. Os pais dela tinham dinheiro
- Mas ela teve o filho?
- Não. Teve de abortar, caso contrário, os pais abandonavam ela
- Pode ter sido a escolha melhor na altura, mas um dia mais tarde ela vai se arrepender e muito. Antes de mais, eu queria vos alertar para uma coisa. A virgindade é uma coisa seria, especialmente para as meninas que querem que a primeira vez seja aquela coisa especial, perfeita né? – todas assentiram, sorrindo e imaginando talvez – Mas prestem atenção com a idade que vocês dão esse passo. Às vezes parece que temos a pessoa certa do nosso lado, mas do nada as coisas podem mudar e algo correr mal e ficarem gravidas. A primeira coisa que muitas meninas da vossa idade grávidas pesam é logo abortar, mas isso está errado. Tudo bem que é aceite, mas o aborto é mau. Vocês estão a tirar uma vida a uma pessoa. Agora imaginem que um dia mais tarde, vocês querem ter um filho e não conseguem porque quando fizeram o aborto, algo se complicou dentro de vocês? Já pararam para pensar? – deixei todas muito pensativas – Deixem a vossa primeira vez para quando vocês tiverem mais responsabilidade, mais cabeça para pensar. Se algo der errado, vocês vão saber o que fazer. Não façam nada de cabeça quente e pensam ajuda se tiverem em dúvida.

Eu não tinha preparado a aula de hoje, eu ainda não sabia bem o que dizer, mas cheguei lá e chutei tudo o que me ia na mente. Queria deixar todas bem informadas e preparadas para tudo o que der e vier na vida delas.

Quando cheguei em casa, já um pouco tarde porque perdi o ónibus, o Arthur brincava na sala com a Yasmin. Estavam os dois entre tantas gargalhadas, quando viam o bob esponja.

- Aii não papai, chega. Cansei de rir – ela segurava a barriga – Eu não aguento mais. Vou fazer chichi
- Ahh, vai no banheiro então – Arthur ajudou ela a levantar, entre risos e a Yasmin saiu. Nem me viu chegar
- Oii, boa noite. – dei
- Estava a ficar preocupado, pensei em te ligar, mas depois comecei a brincar com a Yasmin e deixei o tempo passar.
- Você tratou daquela coisa para domingo?
- Era sobre isso que eu queria falar com você…

Fomos os dois subindo para o meu quarto, conversando sobre o que ele tanto queria. Depois que chegamos lá, eu me joguei na cama e ele veio para cima de mim, me enchendo de beijos.

- Eu estava com saudade sua – beijava o meu pescoço, enquanto eu passava as mãos sobre o seu cabelo
- Pode me amar agora! – ri e dei um leve chupão no pescoço dele
- Olha que eu faço… - ele riu
- Faça! – provoquei

Estávamos num ótimo clima entre os dois. Um clima quente, mas romântico. Cheio de provocação e quem sabe um pouco de desejo. A verdade é que eu sentia mesmo saudade de estar assim com ele, beijos pra cá e pra lá, pois com todas essas confusões, eu tenho esquecido um pouco ele.
Eu tirei a blusa dele, ele deu um leve chupão no meu pescoço, me fazendo arrepiar e até soltar um pequeno gemido e na hora H a Yasmin entra pelo quarto a dentro.

- Mamãe? – o Artur cai para o outro lado da cama, caindo para o chão e depois levantando a cabeça e olhando para mim. Eu estava envergonhada e sem saber o que dizer ou fazer

Hey, rola mais comentários?


11 comentários:

  1. Esqueceram de trancar a porta! Hahah, mais?

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  2. Ohh situação rsrsrs Fiquei muito feliz por você !! :))

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  3. +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  4. dois safados, esqueceram se que a yasmin tava em casa e podia aparecer no quarto de repente kkkkkkk

    ass Sophia

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  5. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk posta +++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  6. E o Pedro? palhaçada dele, nem dar mais notícias :( isso é pq amava a Lua e a "filha".

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